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História Uma Pergunta - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá a todos que estão lendo. Essa é a minha primeira história no site e eu realmente espero que ela possa agradar a alguém. Não sei com que frequência terão capítulos, muito menos quantos terão, mas espero que eu possa postar o mais breve possível. Por favor, deixem sempre as suas opiniões e críticas, eu gostaria de ouvi-los.
Essa deveria ser uma história original, mas eu pensei que ela seria mais bonita com os personagens de Fairy Tail - e sim, praticamente todos os casais estarão presentes.

Obrigado por clicarem na minha história!

Capítulo 1 - Uma Pergunta


Capítulo 01 - Uma Pergunta

 

As três estavam sentadas na mesa redonda, grande o suficiente para caber os dois notebooks de marcas e cores diferentes ligados nas tomadas, três cadernos e os estojos e ainda sobrar um pequeno espaço. A quarta cadeira estava inutilizada, enquanto as mochilas das três pessoas ficavam aos pés do assento de cada um. 

Enquanto Levy e Juvia eram responsáveis por uma parte do trabalho, Lucy fazia a outra, já que aquela era uma tarefa que ela admirava em especial. As três eram amigas inseparáveis que costumavam andar sempre juntas e, sempre que podiam, faziam os trabalhos e deveres em grupo. 

Naquele momento, se encontravam em uma das quatro salas de estudo em grupo da biblioteca da escola. Além delas, havia uma sala de estudo individual dividida em várias cabines, várias mesas espalhadas entre as estantes de livros separadas por letras e assunto e os computadores ao fundo. 

Enquanto estudavam, foi perceptível para todas o momento em que o celular de Juvia vibrou em cima da mesa, notificando uma mensagem. Então, ela pegou o aparelho e começou a ler o que se dizia junto a Levy. Após poucos minutos, as duas deram algumas risadas juntas, provavelmente tendo como causa o conteúdo no celular. 

Até o momento, Lucy não tinha feito nada que não fosse referente à pesquisa e nem se deu o trabalho de perguntar o motivo das risadas das amigas. Apesar de muito próximas, ela sabia que Levy e Juvia, para muitas coisas, eram mais amigas do que as duas eram dela, em especial porque elas eram mais parecidas entre si - o que não significa de nenhuma forma que isso a deixava triste ou zangada. 

As duas costumavam sonhar com o príncipe encantado de olhos azuis que um dia encontrariam, viam filmes românticos e melosos e liam tipos de livros que muitas das vezes não compartilhavam com o gosto da amiga, que sempre fora mais séria e realista, apesar de igualmente muito tímida.

Era cansativo as vezes em que os duas amigas conversavam sobre alguém que gostavam e davam a ele um nome secreto para que apenas ambos entendessem, e Lucy se perdesse totalmente da conversa, achando apenas engraçado. E, por isso mesmo, ela nem se atentou ao que acontecia naquele momento, até as duas chamarem a sua atenção. 

 

- Lucy! - Chamou Juvia, e tanto ela quanto Levy passaram a encará-la e a segurar a risada, por algum motivo que ela não entendia. 

- Eu. - Ela respondeu, levantando o olhar para as duas. 

- Você costuma encarar as pessoas? 

- Como assim?

- Tipo, por exemplo, quando você está passando pelos corredores e tem outras pessoas lá, você costuma olhar pra elas ou encarar? 

 

Lucy parou por um segundo para pensar, levantando o olhar numa pose de reflexão quase cartunesca - coisa que ela constantemente fazia sem nem mesmo se dar conta. 

 

- Não, eu não. Acho que é mais fácil vocês duas fazerem isso, não? 

 

E elas sabiam que ela estava certa: Lucy comumente não ligava para muitas pessoas e nenhuma vez, até onde conheciam ou se lembravam, tentara falar com alguém a não ser que fosse uma necessidade - tirando como exceção os seus colegas de classe, com os quais a aquela altura já era acostumada, tendo em vista que as classes daquela bendita escola nunca mudavam até a formatura -, ou tentara fazer uma amizade com alguém que não fizesse isso primeiro. 

 

- Por que? - Teve de perguntar o motivo. 

- Nada não. - As duas responderam. 

 

Contentando-se com a resposta, com zero interesse no assunto, Lucy voltou às suas tarefas e, depois de mais alguns minutos de trocas de mensagens, Levy e Juvia também voltaram. Às 16:30 as meninas guardaram os seus materiais e foram para a calçada em frente a escola esperando que o sinal vermelho dos pedestres abrisse e elas pudessem passar. 

Levy e Lucy moravam na mesma cidade, um pouco distante daquela em que a escola ficava, como a maioria dos alunos, enquanto Juvia morava não muito longe dali. Elas estudavam na mesma classe: 2ª ano matutino do curso de tecnologia, mas comumente precisavam ficar á tarde ou o resto do dia no instituto para fazer tarefas, tendo em vista que era uma instituição federal do ensino médio especializada.   

Chegando a estação do metrô, as duas embarcaram numa direção, enquanto a mais velha para a outra, se despedindo com pequenos acenos. Conversando no caminho sobre o que iriam fazer durante o final de semana, Levy desceu do veículo antes de Lucy que, depois do metrô, ainda precisaria esperar o seu ônibus no terminal e travar os 20 minutos de viagem até a esquina da sua casa - e ela agradeceu por aquele dia ser uma sexta-feira.  

 

… 

 

Na noite seguinte, Lucy estava estudando no seu quarto. Uma cama de casal no canto da parede com um enorme urso  e uma pequena girafa de pelúcia em cima e uma janela ao lado da cabeceira, uma mesa de computador velha com o seu notebook arranhado, uma cadeira de mesa de cozinha como assento e um guarda roupa do lado da cama. 

Quase acabando as suas questões de filosofia, que escrevia as respostas no computador e passava a limpo nas folhas do caderno, sentiu uma vibração do celular que estava em cima da cama. Já estava a horas estudando e recordou que não havia pegado no celular a não ser para ver a hora desde que chegou em casa ontem, então foi em direção a ele para se distrair. 

Ao dispensar todas as notificações, entrou no aplicativo do WhatsApp para olhar, vendo que havia mais de mil mensagens acumuladas - sabia, entretanto, que todas elas vinham dos seus grupos de RPG de anime onde costumava jogar com amigos que nunca conheceu de verdade. Visualizando todas as mensagens desses mesmos grupos, notou uma mensagem de um número desconhecido, enviada a mais ou menos duas horas atrás.  

 

+ 55 11 [desconhecido]: 

Olá | 18:32

Posso te perguntar uma coisa? | 18:32

 



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