História Uma pista para o passado - Thabie - Capítulo 52


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Categorias Depois das Onze
Personagens Gabie Fernandes, Personagens Originais, Thalita Meneghim
Tags Thabie
Visualizações 18
Palavras 2.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia
Avisos: Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Foi um pouco mais cedo do que eu esperava
Mas tá aí 😂😊

Capítulo 52 - Mais uma desgraça?!


Fanfic / Fanfiction Uma pista para o passado - Thabie - Capítulo 52 - Mais uma desgraça?!

Por algum milagre, a manhã chega. Não deveria. Era errado o sol brilhar nesse dia tão repugnante. Passei metade da madrugada sem acreditar que aquilo tinha realmente acontecido. Eu não podia ter perdido a  caixa, eu não podia ter perdido a minha irmã.

Proucuro em todos os lugares possíveis e inimagináveis, porém, minha angústia só aumenta a cada segundo, como se eu tivesse sido roubada e levaram embora alguma parte do meu corpo. Não um acessório ou objeto, mas um membro, um órgão.

Esqueci na Rússia, é uma opção. Me concentro em refazer cada passo naquela noite obscura, desde do momento em que a peguei até a hora em que a guardei na mala novamente. E eu posso jurar que tinha feito isso, se bem que... Não estava no meu controle normal.
Diversas teorias se passa na minha cabeça. Alguém pode também ter mexido da mala, so que ela estava intacta no mesmo lugar desde então. Até o lacre do aeroporto permanecia imóvel, desafiando meus pensamentos duvidosos.

No final, a única possibilidade que parece existir é aceitar que eu mesma fiz isso comigo, com a minha irmã.
Em algum lugar na Rússia, talvez escondido pela poeira como a mala estava, a caixa deve estar jogada a espera que alguém a encontre. Se é que não já a encontram e deram um fim de vez. Um fim sem nem sequer se importa com quem foi minha irmã.

Eu não me importei. Penso. Eu optei por deixa-la de lado, por minha culpa a perdi, por minha culpa ela se escapou das minhas mãos, literalmente. Sou pior do que qualquer nessa casa. Meus pais pelo menos tiveram o senso de só se esconder de Jennifer, enquanto eu a recusei a qualquer custo como se ela não fosse nada.

Meu coração se aperta, acelero na pista molhada pelo sereno, na esperança de que eu encontre um portal para outro tempo onde eu possa consertar esse meus pequenos erros. Quando entro na Dia, quase atropelo algum ser que por um motivo que desconheço estava andando a pé no estacionamento.
Paro o carro e consigo ver o rosto avermelhado, meio furioso a minha frente, mas que abre um sorriso tolo assim que vê meu rosto no volante.

- Ei! Menejim quer me matar? - Pergunta sorrateiro, se esquecendo da fúria de um segundo atras

Não consigo retribuir o sorriso. Me parece falso e mais que errado fazer isso com ele.
Você matou sua irmã mais uma vez, e nem sequer precisou de um carro. É o primeiro pensamento que vem a mente.

- Tá tudo bem? - Indaga fechando o rosto, fazendo com que uma ruga se forme na sua testa.

Desligo o carro, e saio com tudo, ao fazer isso, quase quebro a porta pelo meu jeito um tanto agressivo bater, só percebo isso mais tarde quando encontro um arranhão na pintura por conta das minhas unhas. Seguro tão firme a bolsa que está pendurada nos ombros que posso sentir o couro machucar minha pele.

- Alguém morreu? - Pergunta, quando passo por ele sem me preocupar em responder.
Congelo no ato. Uma indagação um tanto perigosa, capaz de perturbar os últimos neurônios que tentam me manter sã.

- Pela segunda vez - Respondo entre dentes antes de continuar meu percurso.

Fico impressionada com minha capacidade de ser estúpida, tinha tudo em mãos, poderia descobrir o que fosse se tivesse um pouco de coragem.
Mas fui capaz de procrastinar tanto a minha vida que acabei a perdendo de vez.
Eu perdi. É isto. Nunca mais terei minha irmã de volta. E eu sou a única responsável por isso.
Entro no elevador e Leo vem ao meu encalço, rápido e silencioso. Não fala nada mais. No entanto sei que me olha de soslaio, possivelmente tenta me decifrar.

Sou um fracasso. E talvez eu mereça isso.
A caixa metálica se abre, revelando a logo da Dia.
Não sei bem o porquê de ter vindo ao trabalho, só queria ter ficado casa, vegetando até desaparecer de vez.
Mas minha agonia falou mais alto, sem mencionar que poderia arrancar os olhos se tivesse que olhar para a minha mala mais uma vez. Tendo que aceitar o que foi feito.
Passo pela sala de entrada, é cedo, porém existe um movimento incomum, como se o mundo compartilhassem do mesmo sentimento que eu.
Alguém fala comigo, mas não consigo retribuir. Minha cabeça explode, só preciso encontrar a sala do Depois das Onze. Editar alguns vídeos, ouvir Vitor lamentar da prisão de ventre do seu cachorro, ver a Gabie. Céus! Contar a ela o que aconteceu será o auge de toda minha agonia. 

Devo está correndo ou andando bem rápido, porque logo sinto meus músculos doerem com a tensão. Porém pode ser o nervosismo.
Mais pessoas estranhamente agitadas passam por mim, não me reparam, o que é bom.
Viro a esquerda e depois a direita, então, vejo a porta do meu Canal. Um certo alívio passa por mim, não sei bem o porquê. 
Antes que eu possa me aproximar da porta, alguém sai de dentro. Uma moça loira, bem apessuada sai da sala, não demorou muito para que eu reconheça seu rosto.

- Lena! - Leo cumprimenta a "amiga" animado - O que tá fazendo aí?

Nossos olhares se cruzam, e ela me da um meio sorriso. Tento imita-la, mas apenas reproduzo uma careta. Rapidamente, sua atenção volta a Leonardo.

- Te mandei mensagem, - Fala com um certo cuidado nas palavras - Não soube?

Me detenho antes de entrar, seguro na maçaneta mais não a giro. Espero que ela termine. Mas não olho para trás, só escuto da onde estou.

- Do que? - Leo retruca, confuso.

Lena demora uns instante até responder, fico impaciente querendo que ela me diga.

- Ontem de madrugada...

 Então meu celular toca, a conversa se cessa. Quando o pego vejo que é Gabie me ligando, não é a primeira vez hoje. Desde muito cedo estava tentando falar comigo, mas eu estava muito ocupada proucurando meu outro problema.


- Acho melhor vocês entrarem - Ela completa com uma calma que faz meu estômago revirar - Te encontro mais tarde na Caverna, tudo bem?

Não ouço sua resposta, mas sei que falou sim.
Possivelmente, o toque alto do meu celular deu a dica que eu estava do lado de fora da sala.
Porque Gabie com seus olhos verdes arregalados e sua pele pálida escancara a porta branca. O relógio que está pendurado até mesmo balança indeciso no ar.

- Thalita! Onde você estava? - Pergunta com uma autoridade momentânea que me faz gelar. Penso em tudo que fiz de errado nos últimos 23 anos.

- Não conseguir acordar cedo - Minha voz sai falhada, soa estranha, como se a mentira estivesse mal acostumada a língua.

Gabie me puxa pelo braço para dentro da sala, onde está Deds, Vitor, Maria, Andresa, Leandro e um Rafael apavorado mexendo no notebook.
A tensão da sala não ajuda em nada meu cérebro que me faz enxergar alguns pontinhos pretos em meio ao clima incoerente.
Por um segundo, me pergunto se eles 

descobriam o que houve comigo e todos aqui vão me ajudar a ter a caixa de volta, cada um vai procurar em algum canto e de repente minha irmã vai surgir de volta para mim, esperança brinca em meio peito bem rapidamente. No entanto, sei que é algum tipo de delírio. Não sou tão boa em transmissão de pensamentos quanto deveria.

- Até que enfim - Rafael fala um tanto rude, penso ser para mim, mas seus olhos passam por cima do meu ombro. Leonardo. - Não falei que ele estaria com ela?

Sua insinuações perfuram meus ouvidos. Tento me lembrar que Rafael é meu amigo e não posso sentir tanta raiva dele, mesmo que seja dificil às vezes.

- Precisei resolver uns assuntos antes de ir vim para cá - Diz, sua voz saindo envergonhada, mas ignorando o comentário infeliz de Rafa.

Rafael abre a boca para nos deferir mais um golpe, porém Deds é mais rápida, se colocando na frente do caos.

- Não importa - Fala enquanto se levanta da mesa - Me falaram que você é o melhor no quesito: Hacker, certo?

A frase de Deds me deixa confusa, olho para Leo que parece refletir o que penso. Qual seria a necessidade de um Hacker?

- Entendo de códigos sim - Confessa, um pouco tímido - Mas...Porque?

Deds encara Gabie que agora roe descontroladamente todas as unhas, destruindo qualquer esmalte que possa sobreviver aos seus dentes.
Esse suspense me mata ao poucos, como se fosse uma forma de tortura, nada convencional. E sem tem algo que não tenho coerência para passar, principalmente agora; é tortura .

- Será que dá pra alguém me explicar? - Digo alto suficiente para que alguns levassem um susto, mas traz o silêncio como um relâmpago para a sala.

- Fomos Hackeados - A frase sai como uma negação da boca de Gabie, tão baixo que parece não ser o que eu pensei escutar.

- Fomos o que? - Indago me aproximando da minha amiga que anda energicamente pelo espaço.

- Hackeados, roubaram o canal da gente - Ela repete amargamente. - Não conseguimos acessar, nossa senha não é mais a mesma. Fomos Hackeados!

Sinto perder mais um grau de sincronia com o mundo, definitivamente não pode ser real. A ultima coisa que faltava acontecer por aqui.

Olho para Maria que está atrás de Gabie, vendo fixamente o momento sem piscar um segundo sequer. Quando nossos olhares se esbarram, ela apenas confirma com a cabeça, me dando permissão para ficar tão desesperada quanto eles.

- Não é possível?! - Digo, proucurando a falha na resposta deles. Seria uma demais as sequência de desgraças da minha vida. - Tem certeza?! Tentaram uma outra senha?!

Vou para próximo de Rafael que mexe histérico nas teclas do notebook. Quando me vê, percebo que a pergunta que fiz foi idiota, a primeira coisa que devem ter pensado deve ter sido isso.

- Deve ter um jeito de conseguir de volta, não? - Praticamente Suplico para o meu diretor. Ele desiste de fazer o que fosse que seja no notebook e o coloca com uma certa raiva na mesa.

- Isso é o que Leonardo vai nos dizer - Diz sem tolerância alguma - Quando te contratei me disseram que era bom com computadores..

Olho para Leo que agora parece carregar uma tensão gigante consigo. Sua testa enrugada não vê Rafael e sim o notebook.


- Pois então... - Ele continua - Seja bom.

- E o que vamos fazer Rafael? - Gabie pergunta da onde está. As unhas decrépita, não tem como serem mais roídas - Os vídeos...

Sua voz embarga e ela para de falar assim que percebe. Sinto o mesmo que ela. Temos uma vida ali naquele pedacinho de Internet,  mais de 4 anos de vídeos, crescemos tanto através de uma tela. Perder aquela história seria como deixar uma lacuna para nós. Nosso melhores anos voaram pela janela junto com a maldade de alguém.

- Vocês têm uma equipe - Deds nos consola com a segurança que só ela tem - Garanto as duas que vamos fazer o possível e o impossível para recupera r o canal.

É como se eu tivesse parido um filho. Ele cresceu, se desenvolveu, deu seus primeiros passos e agora estava alcançando seu auge. Mas, de repente, acontece um acidente e me vejo em desespero com ele na UTI. Posso perde - lo para sempre.
Busco meu conforto em Gabie, no entanto sua inquietude me mostra que talvez eu deva conforta-la.

- Posso ver? - Leo pergunta incerto de si, com medo de contrariar nosso diretor e ele se estressar mais.

Rafael se assusta a principio, como se Leo fosse uma doença ao se aproximar  .  No entanto, Leo não se abala pelo comportamento do dele e pega o notebook nas mãos,  com mais segurança do que sua fala.

- Sabe se o canal foi apagado ou houve alguma publicação não autorizada desde quando descobriram? - Leo pergunta, sem olhar para alguém de fato.

Quem responde é Leandro que estava do outro lado da mesa, cutucando o sistema de outro computador. Parecia tão focado quanto Leo.

- Não postaram nada - Diz como se fosse curioso ainda não ter acontecido algo pior - Na verdade, só descobrimos que fomos Hackeados porque quando tentamos entrar o youtuber disse que não pertencia mais àquele domínio.

Por um lado fico aliviada, não tocaram em nada, só entraram na nossa casa, mexeram nas coisas, bagunçaram um ou outro tapete, mas não roubaram ou queimaram nada.  Por outro lado, sou tomada por mais medo instantaneamente, porque é impossível que não vão fazer algo, ninguém invade um lugar apenas para ficar olhando.

- Tem algum vídeo pessoal na conta? - A voz grossa de Leo pergunta mais uma vez.

Busco na memória se deixamos algum arquivo na parte privada. Se deixamos de postar algum conteúdo, mas ainda assim deixamos na pasta íntima, pode significar mais exposição de nós duas.
Porém não me lembro de nada parecido.

- Não fazíamos isso - Gabie fala chamando a atenção do T. I de cabelos castanhos - Todo vídeo que salvamos no canal era postado.

Quando ela termina de dizer me lembro do que Rafael nos dizia no início de tudo: " Não dêem mole pra Internet". E era o que era feito. Um deslize pode significar perder tudo em questões de dias.

- Gabie tem razão - Digo enquanto proucuro um jeito de ajudar naquela situação - Eu nunca deixei nada que não devesse ir, salvo no canal.

Minha amiga me vê com mais calma agora, percebo que pelo menos o fato de sermos cuidadosas nos tirou um problema a menos da lista.
Não é o suficiente para podermos respirar com tranquilidade, mas já é possível ver com mais clareza por entre a fumaça.

- O que podemos fazer? - Indago para a minha equipe atarefada. Uma vez que não consigo mais ficar parada.

Rafael levanta da cadeira e esfrega a mão na testa. Deve ter descoberto isso desde muito cedo julgando pela calça de moletom e a camisa de Star Wars. Não é sua roupa de dormir típica, tampouco é a do trabalho, deve ter pego a primeira peça aleatória assim que soube.

- Vocês podem avisar aos bacanas - fala com um pouco de pesar. Imagino que deve doer ter que admitir o erro da Dia - Só diga para eles não acreditarem em nada que for postado... Caso algo seja postado.

Gabie assenti em concordância, pegando o celular na bolsa, pronta para fazer o próximo stories. Mas eu peço para ela parar antes.

- Melhor a gente se acalmar primeiro - Digo para minha amiga que para com o celular no ar - Desse jeito vamos assustar mais eles.

Deds funga do outro lado e diz rapidamente.

- Exatamente - Fala quase como se queresse se livrar de nós duas - Vão tomar um ar e respirar. Assim que soubermos de mais notícias, avisamos as duas.

Entendo se a nossa deixa para sair. Possivelmente querem começar a gritar uns com os outros e poder deixar o pânico existir sem ter a nossa presença Intimidadora.
Gabie, relutantemente, vem ao meu encontro. Olho para Leo mais uma vez, no entanto parece viver a fundo o que digita incontrolavelmente no notebook. Não sabia sobre esse seu lado. Me vejo rezando aos Céus para seja bom o suficiente para controlar essa situação.

Notas Finais


Eitaa
ATENÇÃO: Quer vê o seu NOME ou o nome do seu FC no próximo capítulo?! Comenta aqui embaixo o que você diria para as meninas, afim de conforta-las nesse momento?! Lembra de dizer seu nome ou nome do FC
Nos vemos em breve 😊😉


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