História Uma Proposta Sedutora - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Oitnb, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Vauseman
Visualizações 478
Palavras 4.687
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então pessoal, sinto muito informar, mas já estamos na reta final dessa história 😫😢 Ainda virão dois ou no máximo três capítulos, não sei ainda, depende do tamanho que eu conseguir postar. Não sei se consigo finaliza-la essa semana pq to louca aqui estudando para mil provas, mas todo tempinho que eu tiver vou escrever para postar o mais rápido possível.
Bem, é isso... espero que aproveitem ates da saudade bater na porta de vcs kkkkk

Capítulo 22 - Cap 22


Fanfic / Fanfiction Uma Proposta Sedutora - Capítulo 22 - Cap 22

— Você sabe, este é o tipo de coisa que deixa cicatrizes emocionais permanentes numa pessoa. É cruel e sádico que minha mãe e minha melhor amiga tenham me enganado. - Piper sorriu para Nicole. Estavam no pátio de ladrilhos. A música bombava nos alto falantes em som surround, e Nicky estava um pouco alta de seja lá qual fosse a substância em seu copo de plástico. Era ótimo vê-la com saúde, relaxada e curtindo a festa em comemoração à compra da casa nova que dividiria com Lorna.

— Cale a boca, o bolo é incrível. Seus convidados estão todos falando sobre ele. Bom — ela emendou —, eles também podem estar falando sobre como sua casa é legal, mas, em geral, estão falando sobre o bolo.

— Não é só sobre isso que estão falando. As pessoas estão olhando para você e Alex. - Ela nem estava pensando sobre isso.

— A Alex atrai a atenção por onde passa. — A morena estava do outro lado do pátio, conversando com Lorna, John e alguns outros rapazes. A camisa de manga curta deixava seus braços com a tatuagem à mostra, junto com um grande decote bem convidativo para todos babarem. E ainda tinha aquele jeans preto, que delineava a bunda deliciosa e as coxas poderosas. Sim, as pessoas ficavam olhando mesmo.

— Você também, Pipes. Vocês duas estão na boca do povo. Aquele vídeo de vocês dois já passou de um milhão de acessos. - Com dificuldade, ela afastou o olhar de Alex e encarou a amiga, boquiaberta.

— Tudo isso?

— As pessoas estão curiosas para saber o que é que leva uma mulher poderosa como ela a querer ficar com você. — Nicky tomou um gole de sua bebida. Piper deveria ter tomado um vinho ou uma dose de tequila.

— Podemos falar de outra coisa? — Incapaz de se controlar, ela voltou a atenção para a morena. E, com toda certeza, todas as mulheres e homens a observavam. O pensamento de ter gente olhando para ela e se perguntando por que Alex a escolheria acabou por realimentar suas dúvidas persistentes. Seria suficiente para Alex depois que Caputo partisse, e ela se recuperasse? Ou a morena precisaria de uma mulher que se encaixasse em seu estilo de vida poderoso e exuberante?

Pare com isso.

Alex tinha lhe dado mais amor e força do que ela já havia conhecido, ajudando-a a aprender a gostar de si mesma do jeito que era. O que tinham juntas era especial, mas, se a morena quisesse partir para outra um dia, ela a deixaria ir sem culpa. Quando isso acontecesse, se apegaria para sempre à memória de seu amor.

— Pipes? Algo errado?

— Não. — Ela se virou para Nicky e mudou de assunto. — Então, que história é essa de piscina? Ouvi Lorna falando sobre isso. - O olhar da mulher se voltou para o rosto da loira, como se para analisá-la.

— Você está bem de verdade?

— De verdade. — Havia convicção em sua voz. Ela estava sendo sincera, estava bem. Talvez houvesse dor à sua espera, mas pelo menos estava vivendo e sentindo. Todos os dias que passava com Alex valiam toda a agonia que ela poderia enfrentar mais tarde. Piper arqueou as sobrancelhas.  — Uma piscina? - Talvez Nicky tivesse acreditado nela.

— Ainda vai demorar pelo menos um ano. Quero terminar de pagar meus empréstimos estudantis antes de qualquer coisa, o que o novo salário e os benefícios vão permitir. Mas a Lor adora um projeto. Ter um ano para planejar uma piscina é como se fossem preliminares para ela. Os risos que borbulharam em resposta ao comentário substituíram a fatia de ansiedade no interior da loira.

— Ela parece muito feliz. — Lorna estava descrevendo algo com grandes movimentos das  mãos. — Humm, será que ela vai querer tobogã na piscina? — Esse era seu melhor palpite ao interpretar os gestos.

— Bem, já se passaram dez minutos desde aquela ideia toda de uma rede de vôlei, então provavelmente sim. — Nicole colocou a bebida de lado, pegou a mão de Piper e se levantou. — Vamos dançar.

— De jeito nenhum. Eu não vou dançar com todas essas pessoas aqui. — Era diferente quando estavam em casa, numa boa, tentando ensinar Lorna a dançar. Piper não ficava autoconsciente quando isso acontecia. Mas agora? Com todo mundo aqui e pessoas dançando em duas pernas boas? Não.

— Fala sério, Pipes. A Lorna dança parecendo um burro de patins. Pelo menos você não vai pisar nos meus pés.

— Não, eu só vou cair de bunda.

— Não se preocupe, isso não vai machucar meus dedos de maneira alguma. - Piper não aguentava, Nicole era hilária. Olhando em volta, viu que Alex e Lorna tinham desaparecido e que John estava dançando com Diaz.

— Tá bom. — Ela deixou a amiga levantá-la da cadeira. Ela deu um sorriso radiante.

— Demais! — Nicole a arrastou para o centro da pista de dança criada no pátio. Seu bom humor era contagiante.

— Você está muito bêbada?

— Não o suficiente para deixar você cair. Vamos começar devagar. — Ela passou os braços em volta da loira, e apoiou uma das mãos em suas costas. — Sem falar que vamos criar um pouco de provocação. – Piper se animou.

— Ah é? Quem é o alvo? – Nicole tinha ganhado um brilho malicioso nos olhos castanhos.

— Estou pensando no meu novo chefe. Acho que ele vai cair. – Piper olhou para John dançando com Diaz. Sem dúvida.

— Você está pensando em Dirty Dancing?

— É um clássico.

Alex foi cumprimentando as pessoas com um aceno de cabeça quando saiu para procurar Piper. Lorna tinha lhe mostrado a sala do home theater, e com isso ela havia perdido a noção do tempo. A festa estava em pleno andamento, com a música ecoando pelo sistema do som no pátio. A voz da loira chamou sua atenção.

— Nicky, fica de olho caso ele a derrube.

— Eu não vou derrubar minha mulher. — A voz de John soava exasperada. Parando de repente, Alex ignorou a multidão que havia aberto um espaço no centro do pátio e, de repente, ele só enxergava Piper. Ela estava de costas. Caramba, como ela estava sexy com uma blusa que desnudava as costas até quase a traseiro. O jeans branco agarrava do quadril até os tornozelos, e terminava num par de sandálias azuis de tirinhas, de solado reto. Ela havia feito alguma coisa no cabelo para deixá-lo levemente frisado. Como se sentindo a presença da morena, Piper se virou, e seu olhar cruzou com o de Alex. Aquela sensação familiar foi como um golpe no peito, uma conexão doce e sexy, que a morena nunca teve com nenhuma outra pessoa antes. Uma sensação elétrica de consciência eriçou sua pele. Ela sabia pela ligeira elevação de sobrancelha que a loira estava tramando alguma coisa.

— O que você está fazendo, Gatinha? - Ela estava com o rosto corado e os olhos faiscando de travessura.

— Já viu Dirty Dancing alguma vez?

— Acho que sim, mas não por vontade própria. - Essa parte ela ignorou.

— O John vai levantar a Diaz daquele jeito do final do filme. Você pode ficar do outro lado? Não deixe ela cair.

— Por que sua mulher está me insultando? — John perguntou. — Por acaso eu derrubei minha esposa alguma vez? - Isso nunca aconteceria.

— Acho que a melhor pergunta é como diabos você foi obrigado a fazer isso? — Alex realmente queria saber.

— A Piper lançou um desafio. — Diaz deu uma piscadinha e um sorriso. — Disse que ele não conseguia me levantar do jeito que o Patrick Swayze faz no filme. É muito, muito difícil. – Alex ergueu as sobrancelhas para a loira. Estava acostumada a mulheres atrás dela, agarrando-se a ela e enchendo o saco. Mas não sua confeiteira, que encontrava maneiras de se divertir sozinha. Antes, a loira teria se escondido, mas agora? Brilhava com a Estrela do Norte.

— Essas são as confusões que você apronta quando eu te deixo sozinha? - Ela encolheu os ombros, com os olhos arregalados e inocentes.

— Foi a Nicky quem começou.

— Então dessa vez foi ela? — Piper parecia tão deliciosa, que até o brilho labial já lhe causava vontade de lamber.

— Começamos a conversar sobre qual seria o filme mais sexy de todos os tempos, enquanto estávamos dançando. A Diaz e eu dissemos que era o Dirty Dancing.

— Errado. — Alex queria saber por que as mulheres faziam umas escolhas tão patéticas. — É Instinto Selvagem. - John assentiu com a cabeça.

— Está no meu top cinco.

— Era exatamente o que eu pensava — Piper desdenhou. — As pessoas, principalmente os homens se recusam a reconhecer Dirty Dancing por causa do levantamento. A maioria deles não consegue fazer um levantamento de força com uma mulher acima da cabeça. Eles se sentem ameaçados por esse filme.

— Ah. — Agora a morena entendia como tinha acontecido. — Fala sério, John? Você caiu direitinho na armadilha e disse que conseguia? - O pescoço de John corou.

— Bom, eu consigo. - Sem brincadeira. John poderia muito bem levantar o dobro do peso de Diaz.

— Gatinha, você armou uma armadilha pro meu melhor amigo fazer uma demonstração só pra você se divertir? – A loira desferiu um sorriso enorme que quase a deixou de joelhos.

— Considere-se com sorte, campeã. Eu poderia ter feito você cair nessa também.

— Não duvido. — A morena se aproximou o suficiente para ver os mamilos endurecerem debaixo daquela blusa azul bonita. Com toda a certeza, para torturá-la, Piper não estava usando sutiã. Alex se forçou a concentrar os olhos nos dela. — Você me fez ficar caidinha por você. Os olhos azuis ficaram ainda mais arregalados.

— Não fala isso, Alex. Tem gente aqui.

— É assim que funciona numa festa, confeiteira. As pessoas aparecem para comer, beber e observar homens como o John caírem no desafio de fazer uma demonstração de dança.

— Ei. — John cruzou os braços. — Eu só disse que eu conseguiria levantar a minha mulher naquela posição.

— Cara, você foi tapeado por profissionais. Tenho certeza de que elas já fizeram isso antes. – Piper sorriu.

— Se eu não posso dançar, então vou ser quem faz as marionetes dançarem. - Alex jurava por Deus, seu músculo cardíaco estava fazendo algumas coisas estranhas. Enchendo-se de orgulho por ela e retorcendo-se de dor por ela não poder mais dançar como antes. Mas a loira não parecia descontente com isso, seu sorriso radiante dizia a Alex que ela não se importava realmente. Sua música era sua confeitaria. Dançar era apenas diversão.

— Você pode dançar comigo, querida, mas, por ora, pode torturar o John.

— Só com plateia. Sério, eu sei que o John é forte o suficiente para fazer o levantamento, mas acidentes acontecem. - Sim, seu coração estava definitivamente fazendo coisas estranhas.

— Nicole, você fica do lado esquerdo do John e eu fico com o direito. - Até mesmo as pessoas que estavam dentro da casa saíram para assistir.

— Diaz, você vai correr, flexionar os joelhos e pular. — Piper virou-se para John. — Você a pega aqui. — Colocou as mãos no abdome da mulher para demonstrar. — E complete o levantamento usando o impulso do pulo. Você tem que controlar a força, pegá-la pelo centro do corpo e a levantar acima da sua cabeça. É facinho perder o equilíbrio. - John confirmou com a cabeça. A loira foi mancando até Diaz.

— Você precisa manter a posição para o John conseguir te equilibrar. É parecido com uma pose de serpente, braços ao lado do corpo, costas e pernas curvadas para que suas mãos e pés fiquem equilibrados.

— Mamão com açúcar. — A mulher piscou e olhou para o marido. — Se você me soltar, vai levantar com as crianças amanhã cedo.

— E se eu não soltar?

— Você ainda vai levantar com elas, mas vai fazer isso sorrindo. — Seu riso se misturava a sugestões de como John ganharia o tal sorriso. Alex balançou a cabeça. Enquanto pensava que a atenção da festa estava concentrada em

John e Diaz, Piper estava se divertindo bastante. Ela não parecia perceber que as pessoas estavam olhando para ela, quase hipnotizadas. Ao ver o pequeno sorriso de Nicole, a morena disse:

— Foi você que sugeriu isso?

— Ela estava toda dura e envergonhada por dançar comigo. Achei bom distraí-la um pouco.

— Funcionou.

— Bom pra mim também. — Os olhos de John estavam focados na esposa. Ele girou a cabeça para alongar o pescoço e estralou os dedos. — Eu vou fazer esse levantamento, e a minha mulher vai me pagar. – Piper recuou.

— Tudo bem, vamos lá! - Diaz correu alguns passos e se lançou. John a pegou e a levantou acima da cabeça. Ele teve de recuar alguns passos para se equilibrar, mas depois conseguiu sustentá-la. Alex sorriu. Diaz estava firme em uma pose perfeita, como se estivesse voando. Quando John a girou, o vestidinho sexy que ela usava mal cobriu a bunda. Uma salva de palmas irrompeu da plateia quando John colocou a mulher de novo no chão.

— Mais tarde vou cobrar meus espólios, querida. - Entre as palmas, vivas e sugestões irreverentes, o sorriso de Piper era radiante. Alex deu um passo e parou diante dela. Ela inclinou a cabeça para trás.

— Eu sabia que o John iria conseguir. A Diaz também. Ela é tão forte que consegue sustentar a pose. E ela confia no John.

— E quanto a mim? – A loira olhou para ela.

— Você é um pouco grande pro John levantar. – A morena esboçou um sorriso. Tomando-lhe a mão, ela a puxou contra seu corpo.

— Vou querer minha demonstração particular de Dirty Dancing. – Piper olhou para a morena e desferiu um sorriso brilhante.

— Você quer uma aula particular? Vou precisar de mais detalhes. Onde essa aula vai acontecer? - Ah, mas Alex tinha um lugar em mente, algo que tinha surgido durante uma conversa por telefone durante uma viagem ao Brasil. A morena lembrava-se vividamente.

“Vamos falar sobre você dormindo na minha cama esta noite. Você vai estar nua? Pensando em mim? Melhor ainda, se masturbando e pensando em mim? Vou fantasiar sobre isso hoje à noite.”
           “Essa é sua fantasia?”
        “Ah, sim. Uma delas. Chegar em casa depois de uma viagem, entrar no meu quarto e encontrar você na minha cama, pelada e se masturbando. Eu faria você terminar enquanto eu assisto. Faria isso por mim?”
            A loira disse que sim, e agora Alex queria transformar a fantasia em realidade. A morena modulou a voz para que apenas ela ouvisse.

— Você vai estar na minha cama. Pelada. Pernas abertas. - A loira franziu as sobrancelhas.

— Que tipo de dança é essa? O que você vai fazer? – Alex encostou a testa na sua.

— Ficar vendo você gozar.

— Isso não é dançar, isso é sexo. – A morena sorriu.

— Uma dança sexual das boas.

*********

Alex mal desligou o motor antes de sair do carro em disparada e correr para abrir a porta do passageiro. Ela pegou as mãos de Piper, puxou-a do assento e a encostou no porta-malas. Ela colocou as duas mãos sobre o teto e, com isso, a aprisionou entre os braços. Debaixo das luzes da garagem, seus olhos brilhavam.

— Alguma razão para você me prender encostada no carro? - Até mesmo a voz dela conhecia o caminho direto que levava ao seu centro… e ao coração. Alex passou o dedo sobre a curva de seu rosto e seguiu até a pele macia da garganta.

— Quero minha aula particular de dança sexual. — Seu abdome e seu centro se encheram de calor. A loira estava maravilhosa aquela noite. Alex nunca tinha sentido tanto orgulho de estar com nenhuma mulher como sentia com ela.
Piper mordeu o lábio inferior.

— Você marcou hora? Não encontrei nada na minha agenda.- Alex passou o dedo sobre a blusa de seda até o bico duro de seu seio. A loira fechou os olhos e arqueou o corpo com seu toque. Porra, o jeito como a loira reagia a ela fazia o sangue de Alex se incendiar.

— Sou a única na sua programação, mas vou ficar feliz em te ajudar a procurar. — A morena a levantou e a apoiou sentada sobre o carro para unir a boca à sua. — Vamos fazer uma busca lenta e completa. — Ela roçou os lábios nos da loira com beijinhos minúsculos de um canto ao outro. Cálidos e suaves, seus lábios eram a melhor coisa que a morena havia provado aquela noite. E eram apenas um aperitivo, mas deliciosos pra caralho. Alex traçou a curva sexy do lábio superior, e desceu para sugar o inferior, com uma mordidinha. Piper envolveu as pernas em seus quadris, pressionando o centro do seu calor contra o osso do quadril da morena através das calças. Piper inclinou a cabeça para trás e abriu os lábios.

— Pesquisa mais. - Alex enfiou a língua fundo em sua boca sexy e enroscou-a à dela, deslizando, degustando. Ela sentia o coração bater pesado, mas queria se deleitar no beijo, saboreá-lo agora que o rosto tinha sarado. A morena mexeu os quadris, criando fricção suficiente com o sexo da loira para fazê-la gemer. Piper enredou os dedos em seus longos cabelos escuros e os puxou para encorajá-la a continuar.
Alex ficou tão perdida em Piper, imersa totalmente na sensação de tê-la agarrada a ela, cavalgando e chupando sua língua, que não fazia ideia de quanto tempo havia passado. E não se importava. Alex enfim separou o beijo inebriante.

— Encontramos o horário marcado para minha aula particular? Ou vou ter que remarcar? - Os olhos de Piper estavam pesados de desejo.

— Seu horário é daqui a dez minutos. Em ponto. - Com relutância, Alex a colocou no chão.

— Vou estar lá.

Dez minutos. Seiscentos segundos. Ela poderia esperar tudo aquilo. Talvez. Enquanto Piper subia, Alex foi ver como estavam Caputo e Mendez, e depois verificou duas vezes o sistema de alarme. Finalmente — finalmente! — ela subiu as escadas, mas parou fora da porta fechada de seu quarto para tirar a camisa, as meias e os sapatos. Mais do que pronta, ela abriu a porta. Sua respiração prendeu na garganta com a visão de Piper. Ela estava nua e toda aberta, espalhada pela cama. Plantada no chão, ao pé da cama, Alex absorveu a cena. Os cabelos loiros se abriam em leque sobre uma pilha de travesseiros,  luz tênue revelava seus olhos fechados e uma boca exuberante entreaberta. Piper passava as mãos sobre os seios, fazendo seus mamilos se tornarem dois picos rígidos. Ela os girava, gemendo e apertando as pernas conforme o calor florescia em seu peito.
 Alex sentiu a boca secar e o suor brotar debaixo de suas roupas. A morena não conseguia encontrar as palavras.
Piper desceu os dedos pela barriga firme até a virilha. Suas pernas estavam abertas apenas o suficiente para provocá-la com uma fenda de pele rosada e úmida.
Alex soltou um grunhido estrangulado. Lentamente, a loira abriu os olhos.

— Você está aqui para uma aula particular de dança sexual, correto? — Sua voz era rouca de prazer.

— Isso. — A palavra mal saiu. Seu sexo encharcado pulsava.
           Piper sorriu.

— Bom, porque uma mulher maravilhosa acabou de me esquentar com um beijo daqueles. Eu estava aqui terminando o aquecimento. — Ela afastou as pernas, dobrou os joelhos e começou a circundar o clitóris. — Agora fiquei toda molhada e inchada. - O suor brotou na testa da morena e nas costas. Piper não só estava disposta a fazer isso por ela, como também ficava excitada com a brincadeira. Dentre todas as provocações na festa, os beijos ardentes na garagem e isso… nenhuma das duas iria durar muito.

— Que bom.

— E como. — Piper deixou o clitóris e desceu mais para as dobras de seu sexo, subindo e descendo em movimentos suaves e deliberados. — Muito melhor do que eu esperava. — Ela começou a ondular os quadris, e suas coxas ficaram tensas. — Dançar para uma plateia formada só por você. - Calor e luxúria causaram uma fisgada no abdome de Alex, mas o peito se encheu de orgulho. Sua doce confeiteira agora não se escondia. Ela lhe revelava tudo, incluindo o ato particular de dar prazer a si mesma.

— Você gosta que eu fique olhando — disse ela, sua voz rouca e carregada. — Me mostra mais. - Piper afastou mais as coxas e mergulhou um dedo, que logo desapareceu inteiro dentro de sí.

— Olha o que você faz comigo. Viu só como meu dedo entra fácil? E sai? — Ela mostrou a mão. — Perfeito para uma dança sensual. - Seus sucos revestiam aquele dedo. Jesus. Alex abriu as calças com um movimento brusco e a abaixou até as coxas para liberar um pouco da tensão. Incapaz de se conter, inclinou o corpo para perto do da loira e sugou aquele dedo molhado na boca. Lambeu. O sabor doce e apimentado encheu seus sentidos.

— Seu gosto é uma delícia. Nunca vou enjoar. - A face de Piper pegou fogo. Ela puxou o dedo e o colocou de volta no clitóris, estimulando com mais entusiasmo e levantando os quadris. Alex fazia isso com ela, mostrava-lhe como a loira a deixava louca, se tocando por cima da calcinha e chupando seu dedo. Uma necessidade incontrolável a dominou. Piper era tão linda que a morena mal conseguia respirar. Alex afastou a calcinha de lado, estimulando seu clitóris e depois percorreu toda a extensão. A morena precisava de mais, precisava de Piper. Era hora de entrar na dança. Ela rapidamente foi até o criado mudo e pegou um strap on duplo e logo ajustou-o ao seu corpo. Depois apoiou as mãos em torno dos quadris de Piper e a puxou para a beira da cama apoiando as pernas dela sobre os ombros e a deixou bem aberta. A loira fixou os olhos nela, e a mão que usava para estimular o clitóris ficou mais lenta.

— Não para. — A morena pressionou o brinquedo contra o sexo molhado e gemeu. A pele sedosa, quente e molhada lambeu “seu membro” com a mais doce agonia. O desejo de possuí-la com força se acumulou na base de sua espinha. Ela tentou se conter, tentou acompanhar o fluxo dos movimentos da loira, balançar com ela naquela dança particular. A morena pressionou o brinquedo na abertura de Piper, e o calor dela o sugou um centímetro mais, depois outro, até que ele estivesse enterrado até o fundo. Olhando em seus olhos, Alex disse:

— Dança comigo, querida. — Recuou o quadril e, em seguida, deslizou para dentro dela de um jeito lento e torturante.

O sexo se contraiu em resposta. Piper diminuiu os movimentos no clitóris e sincronizou com as investidas. Seus olhos escureceram e se transformaram num turquesa profundo quando ela ergueu a outra mão para brincar com o mamilo. Seu corpo ondulava e balançava com cada investida de Alex, como uma música que só elas poderiam ouvir e sentir. O prazer se entrelaçava em seus corpos, cada vez mais apertado, bloqueando todo o resto que não fosse a dança sexual.

— Mais rápido — Piper implorou quando o ritmo começou a ficar mais intenso. Alex seguiu a instrução e bombeou mais rápido. Os pés da loira se curvaram ao redor dos ombros da morena, seus dedos cravaram na pele. Em segundos, ela estava se contorcendo ao redor dela, desafiando seu autocontrole. Piper se mexia cada vez mais rápido, entregando-se à dança. Alex estava bem ali com ela. O fogo lambia sua espinha. O prazer se acumulava brutalmente. A morena agarrou-lhe as pernas com mais força, fixando-se no chão e travando os dentes ao colocar toda a sua energia no momento, indo tão fundo que o sexo de Piper se inundou com um calor líquido. Os músculos de sua barriga ondulavam e suas coxas ficaram tensas.

— Alex… — ela disse, apertando-se ao redor do strap on em espasmos que a fizeram arquear o corpo e erguer os ombros de cima da cama. Piper estendeu as mãos, tateando cegamente. Alex pegou seus dedos e segurou firme. Ver as mãos unidas a desfez completamente.

— Meu Deus, Piper. Eu nunca vou deixar você ir embora. — Raios elétricos desceram por sua coluna, fervilharam em seu sexo e então ela explodiu retirando o brinquedo de dentro da loira e de sí, disparando os jatos quentes que lamberam as vaginas. Enquanto ainda gozava, encaixou suas pernas na de Piper, colando seus sexos e misturando seus líquidos, fazendo movimentos rápidos levando a loira novamente ao ápice.
Durante todo o tempo, Alex nunca soltou a mão da loira.
Piper olhou nos olhos verdes da morena. Ela ainda segurava sua mão, mas havia baixado suas pernas e virado seu corpo de lado na cama, passando uma coxa pesada por cima dela, na altura do quadril. Piper estava se afogando em felicidade, sendo arrastada por uma corrente tão poderosa que nada poderia segurá-la. O que ela não sabia era se estava em uma maré rumo a um futuro com a mulher que ela amava. Ou se estava a perdendo. Seu coração se contraiu, mas ela tentou afastar a ideia. Elas tinham o presente, e era muito, muito especial. Piper estendeu a mão e lhe tocou o rosto. Alex se inclinou para beijá-la.

— Você fez isso por mim. Me deu minha fantasia.

— Só pra você. — Por mais que ela quisesse dar o que a morena pedia, ficava surpresa de ver como tinha sido fácil. Deixar que ela a visse daquele jeito, tocando-se, completamente devassa e livre. Mas os olhos ardentes e a excitação feroz de Alex a tinham impulsionado. — Eu queria ter ido mais devagar. Para te provocar um pouco mais.

— Você quer ir devagar, Gatinha? — A morena esfregou o polegar sobre sua mão. — Ser seduzida? Agora que eu já relaxei um pouco, posso fazer isso por você. – Piper estremeceu com o calor em seus olhos.

— Não foi isso que eu quis dizer. — Alex não parecia convencida, então a loira foi mais direta. — Quando você me bate, me deixa mais excitada, torna tudo mais intenso. — Alex  havia a levado a lugares onde ela nunca esteve e mantido sua segurança em todo momento. — Eu quero ser isso pra você. — Droga. Ela queria ser suficiente para a morena. Piper fechou os olhos, sentindo necessidade de se recompor. Alex separou suas mãos. Bom. Agora a morena iria tomar um banho e lhe dar um segundo para parar de ser tão idiota.

— Vou entrar no banho depois de você — disse a loira. A morena não se moveu, e sua perna continuou a prendê-la à cama por cima dos quadris. Piper abriu os olhos e encontrou o olhar em ebulição. Alex se aproximou mais e pousou a mão sobre seu rosto.

— Esse é um dos momentos em que eu costumo foder com tudo porque não te falo o que estou sentindo, então aqui vai: quando você olha pra mim, meu coração dá um salto. Como hoje, mais cedo, quando eu saí no pátio e encontrei você e  a Nicole armando pra cima do John. Você me olhou e, bam, meu coração deu aquela merda de salto. - Piper sentiu o pulso acelerar, e um imenso frio na barriga. Ela fazia mesmo isso com a morena?

— Toda vez que a gente faz amor, é intenso pra caralho, mas, esta noite, sabe o que despertou toda essa merda de amor em mim? - A paixão que irradiava da morena criava uma força magnética que atraía a loira para ela.

— O quê?

— Quando você tateou cegamente pela minha mão. Você estava se despedaçando, se desfazendo em pedaços e precisou que eu te segurasse. — Alex baixou o rosto até que Piper enxergasse apenas ela. — Eu, Piper. Você sabia que eu te pegaria. Eu perdi todo o meu controle no instante em que segurei a sua mão na minha. Eu me agarrei em você quando me perdi em você. Caramba, é intenso desse jeito. E é assim toda vez. - Piper não conseguia respirar, mas isso não importava, pois Alex a beijou até que se tornassem uma e parecesse que compartilhavam um único batimento cardíaco.
A morena levantou a cabeça.

— Eu te amo, Piper. Eu não sabia que um amor assim existia de verdade até conhecer você. - Mas será que era o suficiente? Piper era o suficiente? Ela não sabia. O tempo estava se esgotando. Caputo estava adoecendo cada vez mais e só faltavam três semanas até a luta Profissionais Vs. Amadores. O que Alex escolheria fazer? Será que seu amor sobreviveria se Alex matasse Stella Carlin? Será que o amor sobreviveria mesmo que Alex não a matasse, mas voltasse para sua vida na alta sociedade?

Piper não sabia.


Notas Finais


"Eu te amo, Piper" Finalmente!!!!! 🎊🎊🎊
O que foi essa Piper toda soltinha, hein?? Tô só de olho nessas duas...
OBS: Perdoem os errinhos, to morrendo de cansaço aqui 😉


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