História Uma puta história de amor - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Visualizações 27
Palavras 1.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Nem tudo acaba com a morte.


Fanfic / Fanfiction Uma puta história de amor - Capítulo 23 - Nem tudo acaba com a morte.

Acordamos pela manhã parecendo mendigos que participaram de tiroteios, eu e 2D dormimos no banco de trás de Stylo e isso me custou uma dor no pescoço impagável. Russ disse que queria ficar ao ar livre e acabou deitando no asfalto, eu fiquei muito preocupada e acabei passando a maior parte da noite olhando pela janela para ver se ele não tinha sido picado por uma cobra ou sei lá. Murdoc caiu desmaiado no banco do motorista e não se mexia, exalando o cheiro característico de alcoólatras.

Todos nós precisávamos de um banho. A ultima vez que vimos um chuveiro foi na noite anterior, antes daquela balada louca. 

Cutuquei Murdoc que acordou em um sobressalto. 

-- Porra Noodle! Pensei que era aquela doida pronta pra nos matar. 

Ri da irritação dele. 

-- E como é que sabe a diferença entre nós? 

-- Bom, porque no momento você ta fedendo mais que eu, tem sangue seco na sua testa e ainda está com o vestido sexy de ontem à noite. 

-- E é justamente disso que quero falar. Temos que parar em algum lugar, não aguento mais esse cheiro horrível exalando das minhas axilas. 

-- Nem eu... -- resmungou 2D, que estava deitado enquanto eu havia me sentado num espacinho mínimo perto dele. -- já to com essa mesma cueca a quase dois dias inteiros e quando a Ciborgue atacou eu havia tirado os sapatos, então tô descalço desde a perseguição. 

-- Vocês são dois fracos! Deviam aprender comigo a arte de aceitar o corpo como ele é: podre. 

-- Não obrigada. -- disse eu. -- vou acordar o Russ e decidimos o que fazer depois. 

2D levantou na mesma hora. 

-- Eu vou com você. 

-- Ta com medo de ficar sozinho comigo e eu te causar mais um "acidente" de carro Stu? -- perguntou Murdoc rindo debochadamente.

Dei um pescotapa nele e disse:

-- Larga de ser desagradável logo pela manhã. 

-- É inevitável, corre nas minhas veias. 

-- Então drena esse sangue podre. -- disse eu, pegando o pulso do 2D e o puxando para fora do carro. 

Russ já estava acordado quando saimos do carro, digitava no celular animadamente. Abri um sorrisinho para Stu, podia apostar que era a Helena do outro lado, teclando com ele. Stu devolveu o mesmo sorriso e chegou fazendo cócegas no Russel, que estava de costas para nós. 

-- Ah por trás de nossos corpos fedendo sinto o doce cheiro do amor -- disse Stuart ainda fazendo cócegas. Só parou quando Russ lhe deu um soco um pouco forte no braço. -- Ai! Não precisa ficar envergonhado, Russ. Nós sabemos o quanto você é fofinho quando está apaixonado. 

Outro soco, um pouco mais forte que o anterior. 

-- Certo, certo... parei. 

-- Bom mesmo, pernas de macarrão. -- disse Russ. Ri dos dois. Eles tinham uma amizade ainda mais antiga até mesmo que os Gorillaz. Antes até de eu chegar. 

Quando apareci na caixa de FedEx Russ quase infartou e se afastou de mim instantaneamente, perguntei ao 2D se ele me odiava (em japonês, foi engraçado ver ele pegar um dicionário enorme, tentando traduzir o que eu disse, a internet era bem limitada na época) ele me tranquilizou dizendo que não, que o Russ apenas tinha medo de ser uma má influência para mim, com um japonês horrivel, mas compreensível. 

A partir daquele momento passei a amar o 2D, não romanticamente, relaxa aí porra, mas como um amigo inestimável, que era capaz de tudo pra me ajudar. Daí em diante também comecei a perturbar o Russ constantemente, quebrando o gelo à força. Não me arrependo de nada disso.

-- Certo rapazes... precisamos de um lugar pra tomar banho e comer, caso não tenham percebido nós só comemos salgadinhos desde ontem à noite. Tô morrendo de fome. 

Russ sorriu, erguendo uma sobrancelha. Ele tinha um plano, certeza. 

-- Falei com a Lena e ela me disse que a mãe dela mora em Bath, mas a dona Rose viajou para a Escócia semana passada para encontrar com um namorado virtual então deixou a chave da casa com o pai da Lena, que é ex marido da mãe dela. Eles se separaram porque o senhor Brown descobriu que a esposa o traia com o barman de um... 

-- Peraí o sobrenome da Lena é Brown? -- perguntou Stu -- conheci alguns Brown quando fazia o ensino médio. 

-- É um sobrenome bem comum. -- disse eu. 

-- Gente! Foca aqui. Onde eu estava?

-- O pai da Lena descobriu que a mãe dela tava traindo ele com um barman. 

-- Ah é... bem esse nem era o ponto. O ponto é que a Lena disse que podemos ficar na casa da mãe dela até conseguirmos um lugar melhor. 

-- É sério? -- perguntei animada diante da idéia de ir em Bath novamente, lá haviam fontes termais maravilhosas. Meu sonho naquele momento. 

-- Sim! A Lena disse que vai nos visitar assim que puder, ela trabalha como professora numa escola de ensino médio, então mal tem tempo para respirar. 

-- Ja disse que eu amo sua namorada Russ? 

Ele riu e seguimos para o Stylo, contamos ao Murdoc que ficou muito empolgado com a menção de Bath e partimos para a cidadezinha. 

Chegamos uns quarenta minutos depois e tiramos a sorte para ver quem tomava banho primeiro. Ganhei. Depois os meninos tiraram a sorte de novo para ver quem seria o último pobre coitado que ficaria responsável pela limpeza no final. Russ foi o infeliz. Stuart ficou depois de mim e Murdoc em terceiro. 

-- Eu só me fodo, puta merda. -- disse Russel, balançando a cabeça desconsolado. -- Mas afinal, o que vamos vestir quando terminarmos? 

-- Que tal todo mundo ficar pelado? -- propôs Murdoc, olhando de soslaio para mim. Revirei os olhos e fui com 2D até um caixa eletrônico sacar umas notas. 

Compramos roupas simples de um brechó que estava com promoções que deixariam qualquer um maluco. Voltamos pouco tempo depois e só então fui para o pequeno banheiro da dona Rose. 

Me despi e sentei no vazo, fazendo uma das coisas que eu segurara quase o dia todo. Depois entrei debaixo do chuveiro e me senti mil vezes melhor. Fechei meus olhos e senti a água escorrer quente pelo meu corpo. 

-- Você cresceu Noods -- uma voz sussurrou ao meu lado. 

Levei um susto enorme e acabei escorregando no chão do banheiro. Eu reconheceria aquela voz podre em qualquer lugar. Mas não havia nada comigo ali dentro. Me encolhi no chão do banheiro e funguei baixinho. 

-- O que você quer comigo? -- perguntei numa voz trêmula, que não passava de um sussurro. 

Senti um toque no meu rosto e o hálito de putrefação invadiu minhas narinas, fechei os olhos novamente, tremendo da cabeça aos pés. 

-- Isso é bem óbvio Noods... -- a voz agora sussurrava no meu ouvido esquerdo -- eu quero você.

-- SAI DA MINHA CABEÇA! -- gritei, apertando as mãos contra minhas orelhas. 

Houve uma batida forte na porta. Alguém queria entrar. Me arrastei pela parede do banheiro e quebrei o espelho da pia com um soco. Peguei um caco de vidro quebrado e esperei. Ele arrombou a porta e eu pulei em cima dele pronta para enfiar o pedaço de vidro em seu pescoço. Mas antes que eu pudesse fazer isso alguém muito forte me puxou e segurou meus braços. 

-- Pega uma toalha 2D! -- bradou ele, meu Deus, era o Russ. -- calma Noodle somos nós.

Parei de me contorcer e senti minhas pernas falharem. Sentei no chão e percebi que quem eu havia derrubado era o Murdoc, que estava espantado com meu ataque súbito. Stuart chegou com a toalha e tirou o pedaço de vidro da minha mão. Me carregou até o sofá e pegou umas bandagens, da mãe da Lena, eu acho, improvisando um curativo. 

Murdoc trouxe um calmante e um copo de água e Russ trouxe a camisa e a calça moletom que eu havia comprado mais cedo. Me vesti ali mesmo, depois tomei o calmante. Olhei pra eles e disse:

-- Acho que ta na hora de vocês saberem como eu escapei da morte em El manãna. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...