História Uma Rainha (nem um pouco) perfeita - Clace - Capítulo 29


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Clary Fairchild (Clary Fray), Jace Herondale (Jace Wayland)
Tags Clace, Clary Fray, Comedia, Jace Herondale, Londres, Principes, Rainhas, Reis, Romance, Romance De Época, Uma Duquesa Qualquer
Visualizações 289
Palavras 829
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura! <3

Capítulo 29 - Capítulo 29


Jace observou a mãe atentamente enquanto ela se virava, assimilando as paredes pintadas com arco-íris e pôneis saltitantes.

– Eu queria lhe contar. – Ele sentou em uma banqueta de madeira coberta com uma manta. – Eu só não sabia como. Ela se foi tão rápido, e então...

A voz dele sumiu e a Rainha ergueu a mão; um gesto firme, discreto, que o fez saber que não eram necessárias mais explicações.

Ela sabia o que era sofrer em silêncio, mantendo a elegância aristocrática em todo tipo de provação. Jace sabia que aquilo iria magoá-la profundamente – e por isso mesmo não queria lhe contar. Mas ela era a Rainha. Se ele conhecia bem a mãe, devia saber que ela manteria a compostura. Suportaria a pressão e nunca cederia. Mas talvez não conhecesse assim tão bem.

Ela se voltou para ele com lágrimas nos olhos.

– Oh, Jace. Eu andei tão preocupada com você. Eu sabia que estava sofrendo, e sabia que a causa deveria ser algo terrível. Sua aparência estava péssima.

Jace esfregou o rosto com as duas mãos.

– Não, eu falo sério. Totalmente acabado.

Ele fez um gesto de impotência.

– Desculpe-me.

– Eu esperava que não precisássemos chegar a isto. – Ela suspirou. – Espere aí.

Ela saiu e voltou em menos de um minuto, aproximando-se dele no centro do quarto. Nos braços, Céline carregava o cachecol mais feio e malformado que ele já tinha visto. Ela o enrolou uma, duas, três vezes no pescoço do filho.

Aquele era o abraço mais quente e apertado que Jace já tinha recebido.

Ele a encarou, perplexo.

– De onde isto veio?

– O tricô? Ou o afeto que representa? Prefiro não falar do tricô. Quanto ao amor... sempre esteve aqui. Mesmo quando não falamos dele.

Jace se levantou e a beijou no topo do rosto.

– Eu sei.

Há muitos anos eles eram a única família que tinham. Jace desconfiava que os dois evitavam admitir o quanto significavam um para o outro pelo simples receio de reconhecerem o quão perto estavam de ficarem completamente sós.

Ela levou uma de suas mãos frias e delicadas ao rosto dele.

– Meu garoto querido. Eu sinto tanto.

– Como você aguentou? – ele perguntou. – Como suportou isso três vezes?

– Não com a mesma coragem que você. E nunca sozinha. – Ela olhou para as paredes pintadas. – A perda foi dura. No meu coração, tenho um quarto parecido com este para cada um deles. Mas mesmo nas horas mais sombrias, eu e seu pai nos reconfortamos um com o outro. E com você.

– Comigo? Raziel. Eu nunca me senti bom o bastante para ser filho de vocês. Quanto mais para tomar o lugar de quatro.

– É uma pena que tenha se sentido assim. Olhando para trás, percebo que devíamos ter sido mais carinhosos. Mas receávamos mimá-lo, pois sabíamos que você precisaria se tornar um homem forte. Se fosse como eu queria, teria mantido você, abraçadinho junto ao meu peito, até fazer 16 anos.

– Bem. – Ele torceu o canto da boca. – Acho que estou feliz por ter resistido a esse impulso.

Ela deu um tapinha na bochecha do filho.

– Jonathan, sempre que olhava para você eu via um homem generoso, de bom coração. Eu só estava impaciente, esperando que você próprio visse o mesmo.

– Eu quis me tornar melhor por ela. – Ele levantou os olhos para o teto. – Eu não escondi tudo isto por ter vergonha de Elisa. Eu só estava com vergonha de mim mesmo, da minha vida dissoluta. Eu tinha decidido me transformar em um homem melhor. Não queria que olhassem para minha filha como se ela fosse um dos meus erros.

Erros que ele continuava a cometer, ao que parecia.

– Ela estava certa – Jace disse. – Clarissa tinha razão quanto às nossas chances, mas errou quanto ao culpado. Se a Sociedade não a aceita, não é culpa dela, mas minha. Um nobre do tipo sério, aborrecido, poderia se apaixonar por uma plebeia, e talvez a Sociedade lhe desse o benefício da dúvida. Uma chance para ela, ao menos, provar seu valor. Mas com minha história de vida sórdida, as pessoas sempre vão pensar que ela é apenas o escândalo mais recente do Príncipe devasso. Clary merece mais do que isso. Eu quero mais para ela.

– Não é tarde demais – a mãe dele disse. – Traga-a de volta. Não por apenas uma semana, mas por meses. Você pode assumir seu lugar como Rei de Halford, e nós a apresentaremos à Sociedade com calma, no ano que vem. Você vai ver, as pessoas vão acabar...

– Não. Ela não quer essa vida e eu não a culpo. Eu também não quero, mas agora sei que é meu dever. – Ele suspirou. – Talvez nunca haja um 9º Príncipe de Halford, mas quero que o 8º seja bem lembrado. Pela minha filha.

– E quanto a Clarissa?

Clarissa. Clary, Clary, Clary, Ela tinha saído de sua vida há poucas horas e ele já sentia uma falta enorme dela. Ele passaria a vida tentando se recuperar.

– Eu só quero que os sonhos dela se tornem realidade.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Vejo vocês ainda hoje!

Bjss de Luz <3


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