História Uma ressaca de nove meses. - Capítulo 11


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Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Diane, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Hauser, Hawk, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, Margaret, Meliodas, Merlin, Simon, Veronica, Zaratras
Visualizações 391
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Surpresa em dose dupla


Certo.

Eu amava manhãs ensolaradas como a amanheceu hoje. Não que eu me considere uma pessoa matutina, mas ver o céu azul sem uma nuvem sempre me animava muito para ir fazer minhas atividades, como desenhar novos modelos, costurar ou até mesmo ir aos desfiles de moda que mensalmente sou convidada a participar.

Hoje era um dia propício a eu ir comprar café na cafeteria do quarteirão ao lado da loja e sorrir para todos com grande felicidade. Isso se eu não estivesse botando para fora minhas tripas às oito da matina.

Abraçada no sanitário do banheiro do meu quarto eu fecho os olhos com força e respiro trêmula pelo nariz, as ânsias que eu estava forçando para terminar de vomitar meu café da manhã doíam minha barriga toda e eu estava sentindo que poderia desmaiar se vomitasse mais. Escovar a língua pela manhã está fora de cogitação a partir de hoje, desagradável.

A campainha e o som da porta da sala sendo destrancada por Mael me tiram do estado de letargia e eu fecho a tampa da privada sentando sobre ela em seguida, a voz agora reconhecida de Meliodas soa próxima e eu ouço meu primo dizer algo como "Vomitando até não poder mais".

Ser exagerado é de natureza dele.

- Elizabeth? - Dois toques depois na madeira da porta, Meliodas vira a maçaneta e põe a cabeça para dentro do banheiro, visivelmente preocupado. - Está tudo bem?

- Na medida do possível, sim. - Enxugo com as costas da mão o suor frio que se acumulou na minha testa e me levanto para ir escovar os dentes e tirar o gosto de vômito da boca.

Parado no limiar da porta entreaberta o loiro parece meio sem jeito e analisa minha cama que estava toda revirada, sua cabeça de vira de uma vez em minha direção quando aciono a descarga e abro de vez a porta para ir até meu guarda-roupa pegar uma blusa.

- Você tem tido enjoos com frequência? - Meliodas pergunta me olhando pelo reflexo do espelho.

- Algumas coisas me dão náuseas só, mas foi por causa que escovei minha língua. Grávidas são esquisitas as vezes.

Dou de ombros e visto meu sobretudo cor de caramelo, há alguns dias eu percebi que meus quadris estavam diferentes. Gordurinhas localizadas nas ancas surgiram e minha barriga está meio arredondada depois do umbigo.

- Vamos logo ou perderemos a hora. 

- Primeiro as damas. 

Ele acena para que eu vá na sua frente e eu passo pelo quarto de hóspedes onde Mael está despojado na cama mexendo no celular.

- Ellie, mais tarde vou até o ateliê, okay?! - Ele grita quando estamos na sala e eu movimento a cabeça.

- Te ligo quando chegar lá!

Parada no hall de entrada eu olho para as chaves do meu jeep penduradas e depois para Meliodas.

- Vamos em carros separados?

- Não, melhor economizar tempo e combustível. Vamos no meu.

- Tudo bem.

★★★

Sentada na sala de espera do consultório de Gowther eu suspiro fundo depois de sentir meu estômago tremer de fome e olho para minha esquerda onde Meliodas está respondendo um email em seu celular com extrema rapidez. Passado alguns segundos ele bloqueia a tela do aparelho e me olha de esguelha sorrindo pequeno.

- O que foi que está com essa cara?

- Você já tinha cogitado a idéia de ser pai antes de tudo acontecer?

Parecendo ser pego de surpresa ele arqueia as sobrancelhas loiras e me olha por alguns segundos antes de balançar a cabeça vagarosamente em concordância.

- Sempre quis ter minha família. E você?

- Pra ser sincera até o dia que fiz o teste e deu positivo eu nunca tinha pensado em ser mãe.

Um silêncio pesado fica entre nós e ele bufa de esticando na cadeira para apoiar uma canela na outra.

- Eu entendo, foi um choque pra gente afinal. Estamos no auge das nossas carreiras...

Quando Meliodas está prestes a continuar a conversa a paciente que estava na sala saí e de dentro do consultório ouço Gowther me chamar.

Rápida me levanto da cadeira e acompanhada do loiro entramos na sala fria do obstetra.

- Bom dia Elizabeth. - Gowther me cumprimenta com um aperto de mão e sobre a lente dos óculos olha para Meliodas. - Você é o namorado dela eu presumo.

- É... Sou Meliodas.

Respondendo ao aperto de mão ele se senta do meu lado enquanto eu pego da minha pasta a carteira de gestante e assisto Gowther abrir a mesma.

- Dia de ultrassom, vamos? - Levantando-se de sua cadeira ele abre o único botão do seu jaleco branco e aponta para a saleta ligada ao seu consultório - Deite-se e erga a camiseta por favor, Elizabeth. Você pode vir também Meliodas.

Deitada na maca de exame ginecológico eu olho para a tela do aparelho e estremeço com o contato do gel frio na minha pele, com calma o médico pela o transdutor e Meliodas se ajeita de pé ao lado da maca com a atenção presa no aparelho de ultrassom. Meu coração dispara no peito assim que Gowther empurra o transdutor mais para baixo na minha barriga e aperta um botão no teclado, com clareza consigo ver um saco gestacional e meu bebê ainda pequeno alí.

- Feto com idade gestacional de nove semanas e três dias... - Empurrando o aparelho para o lado esquerdo eu sinto meu estômago cair e agarro a mão do Meliodas que estava espalmada no estofado da maca. - Olha só, que surpresa boa. - Gowther ri - Gestação gemelar com dois sacos gestacionais bem fixados e com fetos presentes e vivos. 

Pressionando outro botão o "tudum" de dois corações muito acelerados ecoam pela sala e eu passo a ver tudo borrado pelas lágrimas que se acumularam nos meus olhos.

- Parabéns, vocês vão ser pais de gêmeos.

- Aí meu Deus! - Exclamo em um choro de emoção e preocupação enquanto Meliodas ri e beija minha testa sem conseguir parar de sorrir.

- Que notícia maravilhosa!

★★★

Ainda meio fora do ar e abobalhada pela notícia que acabamos de receber eu me sento no banco do passageiro do Veloster de Meliodas e passo o cinto com a cabeça longe.

Se um bebê já é muita alegria e gastos, gêmeos então, meu Deus.

- Você está bem? - Meliodas questiona assim que dá a partida no motor e sai do estacionamento da clínica. - Está meio avoada.

- São gêmeos, Meliodas. Gêmeos! Meu Deus!

O loiro ri sonoramente e para o carro no semáforo, sorrindo abertamente ele balança a cabeça para os lados e me olha.

- Sabe que eu tenho um gêmeo, não é?

- O quê?!

Incrédula arregalo os olhos para ele que ri mais uma vez quando arranca com o carro.

- Zeldriz Barcov, o médico que quase fez seu aborto.

- Cacete. - Sussurro e ele encolhe os ombros.

- Achava que era brincadeira as pessoas dizerem que gêmeos tem grandes chances de ter filhos gêmeos.

- Poderia ter me dito antes! - Exclamo.

- O quê? Que tenho um irmão gêmeo ou que ele era o médico?

- Os dois!

Como uma criança ele dá de ombros e vira a seta para entrar na rodovia que é caminho para o nosso condomínio.

- Pensei que ia me deixar na loja.

- Não sou muito bom na cozinha, mas sei fazer uma boa panqueca. Você precisa se alimentar depois de ter vomitado.

- Certo...

- E a receita das vitaminas e do remédio para cortar enjôo fica comigo.

- Eu compro, pode deixar.

- Ellie, a gente já tinha falado sobre isso, não é?

Revirando os olhos eu coloco a receita dos remédios no porta luvas do carro e cruzo os braços sobre o peito ainda incrédula de tudo que aconteceu nessa manhã.

Surpresa em dose dupla.



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