História Uma revolução, um amor inovador - Capítulo 6


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Tikki
Tags Adrien, Alya, Chat, Chat Noir, Elisynoir, História, Ladybug, Marinette, Miraculous, Nino, Noir, Plagg, Princesa, Revolução Francesa, Tikki
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Palavras 1.759
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!

Tive tempo para postar mais um, por isso vim logo a correr para vocês.

Espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 6 - Ladybug e Chat Noir


-Mãe? 

A azulada olhou para a mulher à sua frente e tentou distinguir melhor os seus traços. Tudo apontava para que a mulher fosse Perséfone.

-Mari, querida, vem comigo. Temos tantas coisas para conversar e aqui tudo é belo. Vem.

Marinette deixou de ter frio de repente. Era como se, com a chegada de Perséfone, tudo tivesse desaparecido.

Dominada pela curiosidade e pela saudade, ela levantou-se e seguiu a mãe. Estava vestida de uma forma angelical e tinha uma tiara de flores a enfeitar-lhe o cabelo solto e liso. Não havia qualquer vestígio de bala em si, e a sua pele estava tão bem tratada que parecia nunca ter sofrido um corte sequer.

As suas cicatrizes do passado tinham desaparecido e os seus olhos estavam brilhantes e mais vivos do que de todas as vezes em que ela os tinha visto. Era a definição de anjo numa pessoa.

Marinette ficou fascinada com ela. Perséfone estava viva e em melhor forma que nunca. Ao vê-la estender a mão, Mari preparou-se logo para a agarrar..

-Portaste-te muito bem, minha filha. Eu estou muito orgulhosa de ti.

-Para onde me vai levar? – perguntou Marinette sem conseguir desviar o olhar.

-Para o Paraíso. A tua hora chegou.

Marinette ia agarrar a mão dela, mas foi como se levasse com um balde de água fria. Um arrepio atravessou-lhe a espinha e ela retraiu a mão bruscamente.

-Eu não quero morrer. – hesitou um pouco, medindo as palavras. – Eu não quero ir contigo.

-Oh, minha doce criança, é o teu destino e ninguém pode fugir ao destino. Não penses que eu não fiz o mesmo que tu quando aqui cheguei. Mas não posso mudar nada.

-Desculpa mãe, mas eu tenho um reino para governar e só eu posso traçar o meu destino.

Dito isto, Marinette olhou mais uma vez para o rosto iluminado da mãe e virou-lhe as costas, começando a correr.

Ela viu-se então perdida no meio de um nevoeiro denso que a cercou por todos os lados. A sua figura maternal voltou a aparecer, mas estava diferente.

O seu corpo estava maltratado e cheio de feridas. No seu peito, o buraco de uma bala fazia o seu sangue espirrar para todo o lado.

-Vem comigo! – gritou ela, a sua voz doce transformada em palavras duras e sanguinárias.

Marinette correu pelo nevoeiro, não sabendo onde estava, enquanto a mãe corria em seu encalço. Não demorou muito tempo até que Perséfone a apanhasse e a atirasse ao chão.

-Tu vens comigo! – gritou ela, puxando-a pelos cabelos.

-Nãaaaaaao! – gritou Marinette ao ser completamente sugada para uma luz.

 

...

 

Marinette acordou cheia de arrepios e suores frios. Surpreendeu-se ao perceber que estava numa cama muito confortável e tinha uma jovem a olhar para si. Essa jovem era alta e tinha cabelos castanhos meio encaracolados. Ela trazia uma espécie de monóculo em cada olho, mas eles tinham sido juntos de forma a fazer uns... óculos.

-Calma princesa. – pediu a estranha, tocando-lhe na testa e colocando uma toalha molhada fria em cima.

-Quem és tu?

-Eu sou a Alya, muito prazer em conhecer-te.

-Como sabes que eu sou a princesa? – Marinette tinha sido educada a desconfiar de tudo e de todos, desde a morte da mãe. Se queria manter todo o seu secretismo, não podia permitir-se confiar em ninguém.

-Com as descrições que o Rei provisório faz de ti, é tudo demasiado fácil. E eu também te conheci quando eras uma pequena bebezinha. –Marinette franziu o sobrolho. – Não tens de te preocupar comigo. O teu segredo está seguro comigo, eu estou a favor que tu governes.

Marinette aliviou-se um pouco, mas o seu sexto sentido continuava a dizer-lhe que faltava saber alguma coisa.

-Como posso ter a certeza de que tudo isto não é uma mentira?

-Achas que esconder-te dos guardas do Rei não é prova suficiente? Eu sou filha da antiga dama de companhia da tua mãe. Eu tinha uns sete anos quando o desastre aconteceu. Nenhuma delas deveria ter morrido daquela forma, eram as duas tão simpáticas e alegres.

Alya deixou cair uma lágrima e Marinette percebeu que ela estava a falar a sério. Também ela tinha perdido a mãe e sabia o que era o sentimento da perda.

Marinette não fez mais perguntas porque a jovem à sua frente já se encontrava nas pessoas em quem ela confiava.

 

Uma semana depois...

Alya e Marinette, apesar da diferença de idades, tinham-se tornado grandes amigas. Elas conheciam-se à pouco tempo, mas já contavam tudo uma à outra.

Alya contou a Marinette que tinha sido acolhida pela cozinheiro do castelo, depois da mãe ser morta, e desde aí tinha trabalhado no castelo.

Um dia, um homem chegou ao pé dela e perguntou se queria trabalhar como  infiltrada, para um dia, a verdadeira rainha tomar o seu trono. É claro que esse homem era Fu, o que fez Marinette entender as maneiras que ele tinha para saber tantas coisas sobre o castelo e os guardas.

Marinette ficou durante uma semana a recuperar de uma pneumonia. Tinha estado às portas da morte e se não fosse Alya, tudo teria acabado.

Quando ficou curada de vez, Marinette despediu-se de Alya e fez o caminho de volta a casa. Era tudo muito mais fácil no momento, pois tinham-lhe sido explicadas as direções que tinha de seguir para chegar.

Antes de sair, Alya abordou-a com um tema importante.

-Mari, vais ter de andar muito mais prevenida de agora em diante. Os guardas andam a procurar-te por todo o reino. Existe um guarda por cada dez metros do castelo. Acho que é melhor esperares uns meses antes do tua próxima tentativa.

-Eu não estava a tencionar voltar tão depressa a tentar, mas obrigada pela dica.

-Se queres a minha opinião, eu acho que devias começar por conquistar o povo. Ainda existe muita gente a achar que a sua desgraça é devida aos teus pais. Mete uma máscara e sai às ruas. Os homens do Rei são responsáveis por mortes sem fim e por assaltos a muita gente.

Marinette pensou naquela ideia. Era esplêndida e simples, mas mudaria o seu destino. Ao ajudar as pessoas, ganharia a sua confiança e poderia contar com o apoio do povo para subir ao trono.

-Obrigada Alya. Vejo-te qualquer dia!

 

Uns dias mais tarde, Marinette tinha feito uma máscara vermelha com pintinhas pretas. No inverno, as joaninhas não costumavam sobreviver, e isso fê-la querer passar a metáfora de que, tal como uma joaninha, ela era mais forte do que pensavam que fosse.

Fu tinha-a feito investir cada vez mais nos treinos. Se ela ia ser uma heroína, era bom que se preparasse para o ser.

O seu primeiro dia como Ladybug, o nome com que se tinha entitulado, foi um êxito. Ela tinha salvo uma criança uns anos mais nova que ela de levar umas chicoteadas.

Ao colocar o homem inconsciente, a criança agradeceu-lhe e abraçou-a.

-Como te chamas, mulher joaninha?

-Eu sou a Ladybug. Estou aqui a pedido da princesa desaparecida. Ela pediu-me para vos ajudar com os homens maus como este. – respondeu Ladybug, chutando mais uma vez o corpo inconsciente aos seus pés.

-Muito obrigado Ladybug. –agradeceu a criança e correu para casa.

Marinette sentiu uma sensação de alívio e chutou o corpo outra vez. Estava a conseguir salvar pessoas e a passar que era um pedido da princesa. O plano estava a correr muito bem.

Antes de ir embora, chutou o corpo mais uma vez e pegou no chicote do crime. Era pesado e flexível. Ela esticou as suas tiras de couro e gostou do que viu. Levou-a para casa e tratou logo de fazer uma nova arma a partir daquela.

Ela corou todas as tiras de couro e coseu-as umas às outras, fazendo um fio comprido e forte o suficiente para desarmar alguém à distância.

O seu primeiro dia estava completo e tinha sido um sucesso. Ela podia finalmente dormir descansada.

 

Mas a notícia da mulher joaninha não tardou a chegar aos ouvidos de Gabriel. Ele sabia que se a princesa tinha uma mulher heroína a trabalhar para si, então podia ter muitos aliados.

Ele tinha de saber mais sobre ela, e talvez esta tal de Ladybug a levasse à princesa, a qual mataria e seria Rei por fim.

O melhor aluno de artes marciais do reino era Adrien, o seu filho. Tinha sido um erro do passado tê-lo. Um acidente, para ser mais claro. Tinha engravidado uma mulher linda só com uma noite de diversão, e agora tinha de arcar com aquele garoto.

A mulher morrera logo depois do parto e fê-lo fazer uma promessa de sangue em como não o abandonaria. Gabriel podia mentir num juramento, mas uma promessa de sangue era algo mais poderoso do que se podia imaginar. Ele conhecia muitos casos em que se tinha falhado a uma promessa de sangue e se morria nos dias a seguir. Não era o destino que queria para si.

-Adrien! – chamou ele ao pensar muito bem nas suas hipóteses de se tornar rei.

-Sim meu pai?

-Estou certo de que já ouviste falar desta nova heroína do reino...

-Sim.

-Vais fazer-lhe companhia a salvar o reino.

-Mas...

-Nada de mas! Eu quero saber mais sobre ela, e ela não pode saber que tu és o príncipe. Já planeei tudo. O teu nome de código vai ser Chat Noir e vais trazer-me informações sobre ela.

-Porque não pode ir outra pessoa?

-Tu não queres ajudar o teu futuro reino? – a pergunta apanhou-o desprevenido e ele baixou a cabeça.

-Sim meu pai.

-Então faz uma máscara de gato e mete-te a patrulhar o reino todos os dias. Apresentas-te a ela e tentas conquistá-la pela amizade.

O garoto acenou afirmativamente e saiu da sala. Não é que estivesse desiludido por poder ajudar o reino, mas não entendia porque é que o pai o obrigava a fazer aquele tipo de coisas.

Quando chegou ao seu quarto, um fato preto de couro e uma máscara de gato encontravam-se por cima da sua cama. Ele suspirou e vestiu-as. Não ficava nada mal, mas seria reconhecido facilmente.

Desgrenhou então os seus cabelos e fez umas orelhas de couro para o fato. Assim sentia-se diferente. Era como se estivesse livre de todas as obrigações do pai, mas mesmo assim estava numa.

A nova heroína do reino chamou-lhe então à atenção. Ela era uma boa pessoa de certeza e ia ser bom conhecer alguém fora daquele sítio.

Adrien sorriu. Aquela obrigação não era difícil de todo. Ia ser fácil saber mais sobre a tal heroína e, talvez, ele teria uma amiga pela primeira vez.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Que acham desta versão dos heróis?

Até ao próximo capítulo!


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