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História Uma rosa chamada: você - Capítulo 2


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Capítulo 2 - A rosa inalcançável (parte 2)


| Julia Kang |

Apenas assenti sem saída e me aproximei de algumas rosas falando um pouco do que sabia sobre jardinagem.

• Fato •

Não é muito bom se meter com a família real. 

Meu pai me ensinou que devemos ter o máximo de respeito e o minimo de contato visual com eles. Atender aos seus pedidos e necessidades, somente. Nada à mais.

Mas… o certo era ele constatar o meu pai e não à mim, uma jovenzinha inexperiente. Kang Jongkyu, meu pai é o jardineiro real, ele me ensinou tudo que preciso saber sobre rosas, flores e hortaliças também. 

Eu sempre achei meu nome estranho, mas ele disse que, minha mãe era uma refugiada de outro país que venho parar aqui no nosso reino. Julia Kang, soa muito estranho para algumas pessoas, mas hoje eu gosto do meu nome.

— Então… é isso Principe Choi. — Digo por fim acariciando uma rosa branca. — Para algumas pessoas jardinagem não é muito interessante.

— Eu gostei. — Ditou e segurei a minha curiosidade em fita-lo. — Na verdade, gostei da maneira que voce ensinou. — Um rubor estranho passou pelas minhas bochechas. — Eh… obrigada.

— Isso é só o meu trabalho Principe Choi. — Digo sem muita saída.

— Voce… pode me chamar de Soobin, se quiser claro. — Sugere e fui obrigada a olha-lo e aquilo foi minha perdição.

Estavamos agachados olhando o canteiro das rosas brancas e vermelhas. O olhar dele estava preso em mim como se ele já estivesse fazendo aquilo a muito tempo. Seus cabelos eram escuros e cobriam seus olhos, seus lábios eram desenhado de uma forma muito fofa. 

— N-Não posso Príncipe Choi. — Digo quase sussurrando pelo nervosismo. — Sou apenas mais uma serva do castelo, devo manter o maximo de respeito. Eu… já estou tempo demais aqui. — Fiz a tentativa de me levantar mas ele segurou em meu punho.

— Não vai Julia. Por favor. — Pediu e uma corrente elétrica passou pelo meu corpo. Meu coração resolveu estourar em meus tímpanos enquanto meu rosto se esquentava. 

Eu assenti de novo e me agachei ao seu lado fitando intensamente a rosa branca sem conseguir controlar os meus batimentos cardíacos. Minhas mãos estavam tremendo, e nem eu estava entendendo por que o meu corpo estava respondendo daquela maneira. 

— Desculpa… — Disse depois de um tempo em silencio me assustando com sua voz grossa. — É que… Eh… eu-

— Príncipe Choi, esta na hora do seu banho. — A serva do castelo que tomava conta dos príncipes apareceu entre o arbusto de flores. 

— Tem que ser agora Tiny? — Ouvi ele questionar com decepção na voz.

— Sim. Esta na hora. — Respondeu. Ele se levantou e em seguida fiz a mesma coisa, mas me assustei com a diferença de altura minha pra ele. Afinal, ele é um dos homens mais altos do reino.

— Bem, licença Príncipe Choi. — Me curvei novamente e antes que ele disse se alguma coisa dei-lhe as costas andando apressada.

Okay. Com certeza, meu irmão vai surtar quando eu contar o que aconteceu.

[...]

— Voce falou diretamente com o herdeiro do trono?! 

— Baixo Taehyun! — Imploro olhando para todos os lados da nossa casa que era a loja.

— Não se preocupe, o papai saiu para comprar veneno de largata. 

— E se mais alguem escutar voce? Os rumores nesse reino correm mais rapido do que se possa imaginar. — Digo lembrando de alguns assuntos que rolaram á solta pelo povo.

— Mas me explique essa história direito. Como assim ele pediu pra voce ensinar jardinagem pra ele? — Indagou confuso.

— Ele pediu pedindo. — Respondo o obvio. — Mas o pior é que… — Dei uma conferida nos dois lados com medo e sussurrei: — ele me chamou de "Julia".

— Que audácia! — Exclamou tão pasmo quanto eu. — Como ele sabe seu nome? Pensei que príncipes fossem esnobes e nem sequer se davam ao trabalho de lembrar o nome dos servos.

— Eu também pensei isso. Mas… ele era diferente. — Conto lembrando um pouco da meneira meio atrapalhada que ele estava sendo ao falar comigo.

— Ih alá, ela tá toda caidinha pelo herdeiro. — Zombou meu irmão voltando a misturar um negócios doido que ele fazia para deixar as plantas crescerem saudáveis.

— Não é isso seu boboca. — Dou um soco em seu ombro. — Eu já estou comprometida com o Yeonjun.

— Uhum… — Por um lado, Taehyun parecia não gostar do Yeon. — Voce acha que ele vai te pedir em casamento Julia? 

— Claro que sim. — Respondo me levantando para pegar algumas sementes nas prateleiras do papai. 

— Sei não. Essa relação de voces não é de hoje e até agora esse cara não falou de casamento. — Comentou e parei meus movimentos lembrando que realmente já estávamos juntos à muito tempo.

— T-Tudo tem seu tempo Taehyun. Não seja chato. — Peguei um saco de semente e bati em sua cabeleira vermelha. 

— Eu só não quero que ele brinque com voce. — Diz. — Já imaginou? Você vai fazer 20 anos em alguns meses e até agora não se casou. 

— O imundo falando do mal lavado. — Falo revirando os olhos. — Por que voce não pediu a Haru em casamento? Ela já deve estar cansada de esperar.

— Ao contrario do seu namoradinho — Disse se levantando e abrindo uma caixa debaixo do balcão da loja.  — eu estou juntando dinheiro para construir uma casinha e criar uma familia com ela. Ah… já imagino mini Taehyun's e mini Haru's correndo pela nossa casa me chamando de "appa". — Suspirou apaixonado e ri dele.

— Haru tem muita sorte de ter encontrado um homem igual voce, que já pensa em familia e tals. — Comento me sentando ao seu lado de novo.

— Eu é que tenho sorte de ter uma namorada tão linda quanto ela. Eu já falei que amo aquela garota? — Indagou mais para si do que para mim.

— Provavelmente já.

"Voce é linda Julia."

"Que é que tem? Só bora sair um pouquinho do castelo."

"Somos jovens Julia. Não precisa ficar pensando nisso agora."

"Uma saidinha do seu serviço não mataria ninguém. Bora ali na floresta namorar um pouco."

"Tchau gatinha."

Eh… talvez, só talvez eu nunca tenha ouvido da boca do Yeonjun que ele "me ame". Mas isso já é outro assunto, ele gosta de mim. Eu sei que ele é um pouquinho orgulhoso para dizer, mas ele gosta de mim sim.

Nós namoramos desde que tenho 16 anos. O conheci em uma celebração aqui no reino quando ele estava escoltando a festa. Ele começou a conversar comigo e daí em diante começamos a nos encontrar no castelo e criar uma relação forte.

• Fato •

Eu amo Choi Yeonjun.

Me sinto uma boba apaixonada por dizer isso, mas amo aquele garoto de cabelos loiros com um sorriso unico que sempre se envergonha quando seu nariz abre um pouco enquanto sorre. Ele é tão fofo.

Quando ele me pediu em namoro eu… fiquei perplexa. Eu fiquei me questionando se ele realmente estava falando comigo. E beijar ele é uma das melhores coisas mesmo. Ja estou ciente que quero ter um futuro com ele. Não há outro pensamento.

"Sei não. Essa relação de vocês não é de hoje e até agora esse cara não falou de casamento."

Taehyun é muito exigente. Nem sei como ele conseguiu namorar a Haru sem ficar reclamando das coisas que ela fazia ou deixava de fazer. Já ouvir dizer que se apaixonar é como ficar louco, bebado de amor, talvez isso tenha acontecido com ele, e comigo tambem.

Mas…

"Não vai Julia. Por favor."

O Príncipe… foi diferente do que estava pensando. Pensei que ele seria indiferente comigo, que me trataria rudemente, mas ele não fez isso. Talvez eu esteja paranoia, mas ele parecia tão nervoso quanto eu. Sei la.

• Fato •

Eu não entendo a familia real.

Depois desse principe, eu não estou entendendo mais nada. Alguns no reino dizem que o Rei é ruim e duro. Outros dizem que a Rainha é doce e solidaria com todos. E terceiros tambem especulam que, os principes são esnobes e se acham as belezas do universo – mas isso não é mentira, eles são bem bonitos.

Já ouvi meninas daqui se derreterem em só os ver na carroagem. O que mais é conhecido e temido por todas é o tal do herdeiro, Príncipe Choi. Aqui nos o chamamos de "Príncipe Choi" por ele ser o herdeiro do trono, e o outro chamamos de "Príncipe Beomgyu" já que é o mais novo e as meninas o consideram o mais fofo. 

O Principe Choi é o que mais deixa elas, desejosas. Dizem que ele tem muita pose de homem e que sua voz é encantadoramente sexy. Mas tambem dizem que o seu sorriso é um dos mais bonitos. Eh… talvez eu esteja o detalhando demais. Contudo… falar dele agora traz uma sensação estranha para o meu coração.

Talvez eu esteja paranóia.

[...]

• Fato •

Quando ele vai perder o interesse nas rosas?

E lá estava eu. Pela terceira vez naquela semana, eu o encontrei proximo as rosas brancas e vermelhas agachado com um sorriso tipico nos lábios. Okay, talvez seja idiotice da minha parte retribuir o sorriso dele. Quando foi que eu comecei a levantar minha cabeça para o Principe?

— Boa tarde Principe Choi. — Me curvo deixando a cesta de madeira no chão.

— Boa tarde Julia. O que temos para hoje? — Indagou já curioso olhando a cesta.

— Meu irmão fez umas misturinhas para crescer as rosas de forma saudável e eficiente. — Lentamente coloquei os frascos no chão me agachando ao seu lado. — Temos que colocar o minimo de porção possível, se não as rosas iram crescer bastante.

— Ah… mas se crescer elas não ficaram bonitas e maiores? — Questiona.

— Sim e não. Realmente elas ficaram maiores e bonitas, mas talvez a quantidade de remedio acabe a sufocando. — Explico.

— Hum… interessante. Posso tentar? — Apontou para o frasco com os olhos brilhando.

— Bem, se o senhor quiser. — Dei o frasco com o pozinho marrom para ele. — Bote só um- — Sem nem ouvir o meu aviso ele acabou colocando todo o frasco em uma rosa vermelha. — pouco…

— Ih… desculpa. — Pediu baixo olhando o estrago.

— Tudo bem Principe Choi, a culpa foi minha por não ter explicado do jeito certo. Vamos pegar o que der e colocar em todas as rosas vermelhas. — Sugiro pegando um pouco do pó.

— Certo. — Ele começou a me ajudar, mas estava com medo que nossas mãos se tocassem. Me afastei um pouco por puro nervosismo, pois meu coração estava batendo alto. Desastrada, acabei tocando no espinho da rosa.

— Aiii. — Reclamo pegando meu indicador vendo o sangue sair lentamente.

— Voce se machucou? — Assenti para ele sorrindo timida.

— Desculpa pela minha lerdeza. 

— Não precisa se desculpar. As vezes sou tão desastrado quanto voce. — Comenta. — Deixa eu te ajudar. — Seus dedos tocaram minha mão e aquela mesma corrente elétrica correu em meu corpo. Assim que sua boca começou a seguir até meu dedo a unica coisa que pude ouvir foi o meu coração batendo forte. Ele sugou o sangue e o sangramento parou não deixando mais dor. — Pronto. Acho que agora- voce… esta bem? — Indagou preocupado. Meu rosto estava tão vermelho que sentir tudo se esquentar, até as minhas orelhas!

— T-Tudo bem sim.

— Desculpa… eu… sou idiota às vezes. — Falou enquanto eu fitava a rosa vermelha que me furou. — Eu não deveria ter feito isso sem te pedir.

— Obrigada… — Dito quase baixo. — Por isso… — Um silêncio incômodo tomou conta de nossa conversa, e a única coisa que conseguia fazer era mexer na rosa espilhosa.

• Dúvida •

Por que ele tá me deixando assim?

Eu é que não estou entendendo como ele esta me fazendo ficar tão nervosa com uns simples fatos. Estou abismada, pasma, espantada. Não estou conseguindo compreender o por que de meu corpo se aquecer com a aproximação dele, a voz dele, o jeito dele. 

Eu deveria ter medo do que estou sentindo?

— Julia… eu-

— Príncipe Cho-

— AH TYNY! — O outro se frustrou com a serva que o olhou assustada como eu. — Nem venha dizer que é hora de se banhar pois ainda é cedo.

— Principe Choi, não é isso. O Rei mandou avisar que sua noiva chegou. — Disse e aquelas palavras acertaram-me em cheio. 

Que incomodo é esse que estou sentindo no meu coração?

— Minha… noiva?

— Sim. Ele o aguardo na sala do trono. — Disse e olhei para ele que estava com o cenho franzido olhando a rosa branca.

— Eu… já vou. — Ditou e senti uma pontada no meu peito me fazendo olhar para outra rosa.

Tinyara se curvou e saiu detras dos arbustos nos deixando à sós. Meus pensamentos estavam focados em quatro palavras: ele tem uma noiva. Eu estou sentindo uma sensação de peso, dor, algo que nem eu me atrevo a chutar o que é. Só sei que é estranho e ruim.

Eu não sei que sensação é essa.

— Eu… 

— Desculpa Principe Choi. Essa aula de jardinagem esta tomando seu tempo. — Me ergo ficando de pé e o encarando com a cabeça baixa. — Vou me retirar. — Curvei-me e saí apressada de lá.

Não. 

Não.

Não.

Por favor coração, não diga que está sentindo isso. 

• Pedido • 

Por favor, não bata por ele coração!




Notas Finais


O próximo capítulo é o último. Talvez....kkkkk


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