História Uma rosa de marmore - Capítulo 7


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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Escolar, Juvenil, Romance, Shounen Ai, Slash, Yaoi
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Palavras 6.156
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal, como alguns notaram o feridão me fez não postar o capitulo na data de costume (mesmo sem deixar acordado com vocês, tenho o habito de postar toda a sexta quando não me atraso) Para compensar essa gafe o cap ta uma delicia de grande, cheio de cenas e *musica de suspense* tem capitulo duplo aewwwwwwwwwwwwwwwww
ah é, leiam as notas finais, beijos e boa leitura.

Pessoal, vocês não pularam um capitulo sem querer, ele começa assim msm, continuem kkkkk

Capítulo 7 - Confusão de sentimentos


A mão de Leo tocou delicadamente seu corpo, ainda tímido e receoso. Os cadernos em seu colo caíram quando ele ergueu-se e foi em sua direção. As esmeraldas que eram aqueles olhos verdes colaram-se em si, lascivos, cintilando em expectativas. 

Ele sentou-se em seu colo, se encaixando e aconchegando-se. O quadril remexendo-se em ansiedade enquanto as mãos circulavam o pescoço de Evan, puxando seu rosto em direção àqueles lábios pequenos e famintos. Evan o olhou extasiado, demorando-se para sair de seu transe e partir para ação. Ele colou seus corpos ainda mais, a mão segurando firme a cintura de Leo e descendo traiçoeira, apertando a carne macia do glúteo que lhe encheu prazerosamente a palma da mão. 

 Os lábios desviaram-se da boca de Leo, adiando o esperado beijo e pousando no pescoço alvo, o mordendo e o sugando com fome, obtendo um gemido baixo do menor como resposta.

Evan afastou-se observando a obra de arte que fizera. As marcas avermelhadas já se destacavam de tal forma que ele sabia que ficariam ali por dias, registros dele.  

A visão era estonteantemente prazerosa, e por isso o membro de Evan enrijeceu-se, sentindo-se preso e incomodado por não estar livre, por não estar envolto por aquela boca pequena de lábios rosados, calando Leo por longos minutos. O único som do quarto seria o barulho luxurioso dele lhe chupando e o de seus próprios gemidos. Imagina só, fazer aquela língua afiada do menor tornar-se estranhamente macia à medida que o lambia de cima a baixo, com gotas de saliva escapando da sua boca, se deliciando com o gosto úmido que saia de dentro do membro rígido e firme do Evan.

Infelizmente ele ainda estava solitário, preso dentro da cueca, sendo atiçado apenas pelo quadril de Leo que rebolava de leve, pressionando-o e fazendo arrepios percorrerem o corpo de ambos. Ele havia ansiado tanto por isso!  

A mão apertou novamente o glúteo de Leo, e com um esforço ele ergueu o corpo do menor consigo, pondo-se em pé com as pernas do outro rodeando-o. 

Eles se encararam com desejo enquanto Evan carregava-o até o colchão. Leo empurrou-o com certa pressa, recusando-se a ficar por baixo, e os corpos caíram sobre aquele amontoado de roupas que era a cama de Evan. As pernas de Leo ficaram uma de cada lado do corpo do loiro, e ajeitando-se ele firmou a postura, sentando-se disposto a cavalgar aquele homem enorme e musculoso. 

Sem conseguir se conter Evan lambeu os lábios, com agua na boca de provar aquele jovem em seu colo, a mão moveu-se receosa até o membro coberto de Leo, e seu leve toque fez o outro reprimir um gemido. 

“Evan” chamou colocando a mão sobre a dele, em um convite para prosseguir. 

— Evan — Chamou Leo tocando de leve na mão de Evan, mexendo-a para acordá-lo — Você vai se atrasar, melhor levantar. 

Os olhos de Evan abriram-se lentamente, confusos. Um bocejo deixou seus lábios enquanto sentava-se e encarava Leo sem entender. O amigo já estava vestido, com os óculos cobrindo-lhe aqueles olhos que pareciam tão felinos em seu sonho, as roupas grandes cobrindo aquele corpo quente em que tocara. A expressão envergonhada... Envergonhada? 

As bochechas de Leo adquiriram um tom cada vez mais rosado enquanto desviava o olhar do corpo de Evan, encarando a parede como se ela fosse estranhamente interessante. Evan seguiu seu olhar confuso, encarou a parede e depois a si mesmo, e por pouco não se engasgou com a própria saliva, surpreso ao notar que seu membro parecia ter despertado junto com ele, rígido sobre o pijama. 

Pensou em esconder, puxar qualquer tecido e cobri-lo, depois lembrou-se que o clima poderia ficar estranho com essa atitude. Primeiro, porque não seria do feitio de Evan esconder o que era um dos seus motivos de orgulho, e que grosso se fazia presente e imponente mesmo embaixo das várias camadas de roupa que o cobria. Segundo, porque eles eram meninos, isso acontece normalmente, os amigos já presenciaram situações parecidas, que no máximo rendiam piadas ou eram ignoradas.  

Se bem que nunca, nenhum amigo seu reagira daquela forma com ele. 

Saber disso, ao invés de angustiá-lo, lhe proporcionou um estranho prazer em ser capaz de causar tal efeito em Leo. De deixa-lo desconcertado e tímido só com seu corpo. 

— Eu vou indo na frente — Disse Leo, sem piadas, brincadeiras ou provocações como costumava acontecer entre ambos, o corpo estranhamente quente enquanto dava as costas para Evan e pegava sua mochila, deixando-o sozinho. A mente poluída em pensamentos nada recatados e que tentava ao máximo não transparecer. 

Um sorriso breve preencheu os lábios de Evan, ligeiramente feliz pela reação de Leo, porém ele sabia que aquela reação iria assombrá-lo durante horas, em hipóteses e fantasias como naquele sonho. Imaginações extremamente distantes da realidade. 

Frustrado por isso, ele ergueu-se olhando as horas. Ainda dava tempo de tomar um banho antes de ir. Quando caminhou o membro reclamou, incomodado por ter sido ignorado. Evan continuou a andar torcendo para que uma ducha gelada bastasse, recusando-se como sempre a tocar-se pensando no amigo. Foi um sonho, a droga de um sonho apenas. E o pior de tudo... Não fora o primeiro. Desde que eles ficaram mais próximos, mais a imagem de Leo preenchia sua mente, seja nas aulas, no quarto, no treino ou nos corredores.  

Ele lhe vinha à mente com frequência, de repente ele começou a notar que Leo estava em todo os lugares – não mais invisível como sempre fora. Ele estava nos cantos dos corredores, na ponta da sala, correndo em direção ao ginásio, e em seus pensamentos, por mais que o único momento em que se falassem fosse a noite, entre as quatro paredes do quarto. Parecia estranho não conseguir falar ou andar com Leo na escola. Faltava-lhe a iniciativa de puxar assunto quando o via, passando por si com os cadernos nas mãos, a franja caindo grande no rosto que se perdia atrás dos óculos grandes, só que o menor também não se aproximava, parecendo satisfeito com aquela distância. 

Distancia... A palavra tinha um gosto amargo em sua boca, soando falsa. Desde que Leo lhe ajudara a fazer aquele trabalho eles começaram a fazer mais coisas juntos. Toda a lição em comum eles sentavam-se jogados no chão do quarto, ajudando-se mutualmente. As noites não eram mais silenciosas e Evan não acreditava que era possível existir tanto assunto assim no mundo, porque nunca paravam de falar. 

Realmente, distancia parecia ser uma péssima escolha de palavras. Principalmente porque sabia que ele que havia afastado Leo desde o início. Havia tentado intimidá-lo, ignorá-lo, dificultando qualquer aproximação deles durante um bom tempo.

  Por mais que ainda não se falassem do lado de fora daquele quarto, atualmente ele sentia que o conhecia melhor que o grupo que andava na escola. Tudo bem que seu interesse por Leo começou de forma distorcida. Primeiro, em uma tentativa –falha- de achar algo que o fizesse perder interesse em Leo, segundo, para ver o que ele tinha em comum com as pessoas que gostara – em uma vã tentativa de justificar a atração. 

Sabia que todas as suas roupas grandes escondiam um corpo que parecia ter sido esculpido e que elas tinham um padrão de cores pastéis que não valorizavam aquele tom alvo que era a pele dele - clara o bastante para achar que ficaria linda em contraste com a sua. Que Leo ficava mais mal-humorado que o normal quando com sono, o fazendo ser arisco e ao mesmo tempo manhoso, isso lembrava-o levemente de Bianca quando acordava com o barulho do seu despertador e amaldiçoava-o com todos os palavrões conhecidos. Mas eles ainda assim eram diferentes, diferentes na expressão, no corpo, na fala, no jeito.

Leo costumava dormir de lado, sempre de costas para parede, lhe permitindo ter o vislumbre do seu rosto sempre que acordava no meio da noite e tinha a mania de morder a tampinha da caneta quando tentava resolver uma questão que não entendia. Ele era organizado, estudioso, falante e por vezes, grosso. E isso não combinava em nada com a imagem que transmitia, de alguém retraído e tímido. Sabia que ele amava falar sobre planos e sonhos, mas mudava de assunto quando era sobre sua antiga escola, de forma tão sutil que se não tivesse tão atento a cada palavra dele, não teria notado.  

Era tão estranho se dar tão bem com alguém tão rapidamente, era como se fossem camaradas de anos, parceiros, amigos que brigavam, brincavam e se davam bem. Sim amigos... Evan tentava ignorar ao máximo os sonhos e pensamentos que tinha com ele, como se não fossem relevantes o bastante para refletir sobre, como se fosse a coisa mais normal do mundo pensar tanto assim em alguém durante o dia inteiro. 

O banho gelado acalmou seu corpo, mas a mente começou a trabalhar acelerada, unindo peças como em um quebra cabeça, o lembrando de cenas que passaram despercebidas na rotina. 

— Ouvi falar que tem mais viados na escola — Comentou um dia um garoto da roda dele no intervalo, e pela primeira vez em tempos Evan ficou atento a algum assunto discutido ali, antes ele apenas ria e concordava das meias palavras que distinguia entre aquele falatório — Um amigo meu que disse, tentou pegar o trabalho do garoto e o menino enfrentou ele, mó louco. 

A imagem de Leo veio automaticamente a mente de Evan que tentou disfarçar o interesse no assunto, inclinando-se de forma discreta para ouvir melhor. 

—Isso não significa nada — Argumentou Daniel do outro lado, enquanto remexia no celular. 

—Eu sei, mas aí meu amigo começou a seguir o garoto, parece que ele é da turma de natação —Revelou, como se essa informação mudasse tudo — E ele fica andando com aquele Pedro e Victor. Com certeza deve ser. 

— Isso também não significa nada — Garantiu Evan, falando pela primeira vez em tempos no grupo. Ele não era de ficar opinando e por isso todos a sua volta pareceram refletir com suas palavras. 

—Ele não deve ser, ouvi falar que ele ta saindo com a Bianca, eles estão por todo o canto junto — A ideia incomodou Evan que fechou a cara — Ou não, pode não significar nada — Completou a menina que comentara ao ver o incomodo de Evan. 

Desde aquele intervalo Evan tem observado ainda mais Leo, surpreso por ele chamar atenção o bastante para reparam nele. O bastante para ser assunto, e acharem isso do seu colega de quarto. Ele vestiu a roupa sem pressa e apanhou a mochila no canto do quarto, indo em direção a aula que logo começaria. 

Se todos achavam, deve ter um fundo de verdade, não é? A dúvida preenchia seu ser. Pensou em perguntar, mas a intimidade e seus próprios medos o impediram de falar algo durante a semana. E se ele fosse mesmo? E se começasse a agir diferente consigo depois de contar? E se na verdade eu agisse diferente com ele? O que os outros pensariam? O que falariam? Dividimos o mesmo quarto afinal. Se ele fosse gay, então nós dois poderíamos...  

Os pensamentos foram morrendo à medida que avistava Leo no fim do corredor, o sorriso estampado em seus lábios iluminando aquele rosto, fez surgir nele uma vontade de sorrir também, como sempre acontecia entre eles. As vezes discutiam por alguma besteira – tão irrelevante que nem se recordava mais- e bastava um sorriso para que seu coração amolecesse um pouco. 

Mas aquele sorriso não era para ele, ao lado de Leo, Victor lhe contava algo como se sussurrasse um segredo ao pé do ouvido em uma proximidade que fez um gosto amargo preencher sua boca, desgostoso com a cena. 

E se eles estiverem saindo? Mexeu a cabeça incomodado com a ideia, caminhando mal-humorado em direção à sala de aula. Estava imaginando coisas demais, Leo não era gay, nem ele era gay, eles eram só amigos. Gostava de mulheres, tinha certeza.  

Acomodou-se como sempre no fundo, jogando o caderno de matemática na carteira. Observou Leo entrar –muito mais tarde do que entrava normalmente - despedindo-se de Victor com uma risada que preencheu a sala -que sempre ficava silenciosa com a presença de Evan. Nunca entendera esse poder que exercia nos outros e no ambiente, que os calava e os faziam o respeitarem e o temerem, mas parece que Leo não se importava com essa regra social não dita. Ele encarou Evan em um aceno discreto antes de sentar-se, sem ligar quando o loiro não retribuiu, irritado.  

Esse mal humor durou alguns dias seguidos, revelando-se sempre que Leo estava nos corredores com mais alguém ou falava do clube. Só que no quarto, quando só estava só eles, sem nenhuma ameaça, sem ninguém a mais ali, ele se sentia confortável novamente. 

— Você está apaixonado cara? — Perguntou Daniel do seu lado, a frase soltada do nada e sem o mínimo contexto. Ele estava jogado nos bancos da quadra de basquete; o suor fazendo a roupa colar-se ao corpo escultural, os cabelos escuros arrepiados e a pele morena estava brilhando com a iluminação da tarde. 

—O que? —Perguntou Evan chocado. 

— Você está disperso, do jeito que você fica quando tá pensando em alguém, e tá toda hora mal humorado, tipo quando você queria ganhar aquele troféu na competição de futebol e não conseguiu. Eu achei que era paranoia minha, porque duvido que tenha alguém nessa escola que você não consiga pegar, mas nunca se sabe né — Disse dando de ombros. 

Desconfortável Evan deu um tapa de leve na cabeça de Daniel, tentando descontrair. 

—Cê ta louco cara, eu to de boa. 

Daniel lhe encarou em dúvida, desconfiado. 

—Quando você quiser ajuda é só falar, te arranjo a mina que for— Murmurou mesmo assim, ouvindo o apito do treinador os chamar de volta à quadra. 

Evan demorou-se mais alguns segundos, observado Daniel. Ele era considerado o segundo mais bonito do grupo – depois dele. Olhou-o da cabeça aos pés sem sentir nada, sem o coração acelerar ou arrepios percorrerem seu ser. Ele estava apaixonado por Leo? Claro que não, se estivesse ele seria gay, não? E não sentia nada olhando o amigo, com certeza ele não estava, era só algo passageiro, isso! Um ciúme de amizade que incomodava Leo andar com Victor, uma preocupação de irmão mais velho protetor e de melhor amigo que o fazia defender Leo e se preocupar com ele. Porque ele não sabia se defender sozinho, era delicado demais, ele parecia exalar que o protegessem, além disso, ele tinha aparência tão angelical, o fazia lembrar-se das meninas que havia pegado, e a lábia afiada lhe fazia lembrar de Bianca, e isso mexia com sua sanidade, lhe fazia ter interesse, com certeza era isso. 

Não estava apaixonado, apenas confuso com essas semelhanças.  

Sim absolutamente. 

Naquele dia Evan perdeu todas as bolas que havia pego na partida, e quando tentava arremessar ela, a bola passava longe da cesta, revelando a desatenção que assumia cada fibra de seu corpo, desconcertado com a conversa. As palavras de Daniel lhe tomando a mente de forma perturbante. Ele com certeza não estava apaixonado, até parece, ele, Evan Hendrick, afim de um garoto, uma risada deixou seus lábios com o pensamento, que piada de mal gosto.  

Ele ignorou o amigo durante o resto do dia, e quando chegou no seu quarto foi se deitar estranhamente cedo, sem vontade de encarar Leo, o que não impediu que o outro falasse contigo.  

— O que você tem?  

Evan ignorou -o por alguns segundos em silêncio, antes de sentir um travesseiro acertar-lhe  

— Qual o seu problema garoto? Eu estava dormindo.  

Leo endireitou a postura, na tentativa de ficar mais alto do que realmente era, tentando passar segurança e autoridade, sem se intimidar com o olhar feroz de Evan e sem o mínimo arrependimento pela atitude. 

—Até parece, você é péssimo ator. 

— Eu estava deitado de olhos fechados, algumas pessoas chamam isso de dormir sabia?  

— Você tem uma expressão diferente quando dorme, senhor lógica perfeita.  

A fala fez Evan perguntar-se se Leo o observava dormindo assim como fazia com ele. Mas não teve coragem de verbalizar a dúvida.  

—Não tem nada acontecendo.  

—Ta agindo como se tivesse comido o pão que o diabo amassou e nada aconteceu? Até parece. O que houve? Ta indo mal nas notas?  

— Me respeita, eu sou um gênio.  

—Seu fã clube ta de greve?  

- Eles são meus amigos.  

—Ah é verdade, você e seus profundos laços de amizade - alfinetou Leo acomodando-se em sua própria cama, eles ficaram em silêncio durante alguns segundos.  

—É o coração?  

—Você é muito intrometido sabia?  

Um sorriso breve se estampou no rosto do Leo. Ele sabia que era intrometido, não era nem crítica, era mais como um fato. Só que, era estranho, depois de toda a proximidade que tiveram, do nada Evan começar a agir assim consigo, a atitude lhe tirava o sono e lhe enchia a mente de terríveis hipóteses. 

—Eu sei, só estou preocupado — admitiu, envergonhado.  

O coração de Evan pareceu falhar uma batida, ele estava preocupado comigo? Isso o deixava tão feliz. Por que se sentia tão bem com isso? As mãos começaram a suar com o nervosismo do que estava prestes a fazer. Sentando-se ele passou as palmas pelo cobertor que o cobria da cintura para baixo, tentando seca-las.   

—Como você sabe que você está afim de alguém?  

A pergunta pegou Leo desprevenido.  

—Isso é uma pergunta que deveria vir de você?  

—Qual o problema em vir de mim?  

—Achei que fosse expert nisso. 

Ele tinha razão, fora um tolo de perguntar, de contar para ele o tormento que o assolava, deveria ter previsto isso, a zombaria, o deboche, não deveria ter falado nada, rapidamente arrependeu-se. 

— Se não sabe responder melhor não se oferecer pra ajudar então.  

O silencio reinou por alguns segundos, até que Leo começou a falar soando inseguro: 

— Não é que não sei responder, é que não sou a pessoa mais indicada para assuntos assim.  

— Por que não? —Perguntou Evan, ríspido ainda pela última resposta do outro. 

— Eu ainda não namorei ninguém pra valer sabe —admitiu.  

A informação lhe causou estranhamento. 

— Como nunca namorou? Está brincando né? Deve ter alguma menina que goste de garotos mirrados como você.  

Leo revirou os olhos tentando não se ofender, ele não era mirrado, e meninas gostarem dele não ajudaria em nada. 

— Não acho que esse seja o problema.  

— E qual o problema então? — Perguntou Evan virando-se de lado para encará-lo 

Leo sentou-se sobre a cama, inclinando-se derrotado, os cotovelos se apoiaram nos joelhos, o rosto pousando-se sobre uma das mãos, pensativo. 

Os lábios se abriram algumas vezes, indecisos sobre como explicar a amplitude de fatores que contribuíram para aquilo, e cada movimento de seus beiços era acompanhado por Evan, por mais que tentasse manter o foco em qualquer outra coisa, nem que essa coisa fosse na confusão que estava sua mente.  

— Não basta gostar de alguém, a pessoa tem que corresponder. 

Por mais óbvio que fosse a frase, o peso com que ela saiu e perambulou pelo quarto incomodou Evan, consciente demais do significado dela a cada segundo que olhava para Leo. 

— Eu sei, só que isso é o próximo outro passo, perguntei como você sabe que você está gostando.  

— Eu acho que ... 

Leo soltou um suspiro, antes de erguer o olhar até o de Evan, como se nele estivesse a resposta, o olhando sem aquelas lentes grandes do óculos que há tempos repousava no criado-mudo do lado da cama. As esmeraldas intensas entre alguns fios que lhe desciam a face, e quando ele voltou a falar, parecera que ensaiara cada palavra, como se tivesse as repetido tantas vezes que já haviam se tornado parte de si. 

—... Que é quando seu coração acelera de ver a pessoa, que se os seus corpos encostam você se sente em chamas, mas de um jeito tão reconfortante que te faz querer se queimar. Que ela lhe toma o pensamento, e sempre balança seus sentidos e certezas. Que você se preocupa com ela como se fosse seu bem precioso, mesmo sem pertencer a você. Que te incomoda a ideia de perdê-la, e ao mesmo tempo ela mexe tanto contigo que você não sabe mais qual o caminho certo, se afastar ou mergulhar de vez nesse oceano que é essa relação de vocês... – O olhar de Leo perdurou por longos segundos, percorrendo toda a face de Evan, que atento nem ao menos piscava. Até que receoso, o menor desviou o olhar, encarando as suas mãos pequenas, que nervosas se remexiam, inquietas. Evan engoliu em seco sentindo a eletricidade que parecia palpável entre eles — É esse o seu problema sem solução que ta te fazendo me evitar? Você está gostando de alguém?  

A pergunta pareceu tremula em comparação a fala anterior, e a ideia incomodou a ambos.

­—Talvez — Evan conseguiu admitir em voz alta, sentindo as bochechas queimarem com a situação anterior, nunca achou que se sentiria tão vulnerável ao olhar de alguém como sentiu naquele momento. Isso mexeu com seu orgulho, ele respirou fundo, retomando o controle. 

— Quem é? — Perguntou Leonardo em um fio de voz, arrependendo-se logo em seguida, ele não queria saber a resposta, era melhor não saber.  

Evan soltou um suspiro pesado antes de olhar para Leo, com uma intensidade que fez todos os pelos do outro erguerem-se com o arrepio que o atravessou. 

Eu não sou gay. Pensou Evan fixando a atenção naquele rosto delicado que o olhava, vendo como o cabelo castanho caia de forma graciosa pela pele alva; como os lábios rosados estavam entre abertos- quase em um convite para prova-los. Os olhos verdes desviaram-se dos seus não aguentando o clima que sentia no ambiente.  

Ele lembrou -se de todas as meninas que ficou, de como o coração balançou realmente por elas, e talvez ainda se balança, gostava das curvas daqueles corpos, da suavidade da pele, de como sua boca sugava os seios delas lhe arrancando gemidos. Pegou-se imaginando-se desta vez fazendo o mesmo com Leo, provando a pele, os mamilos rosados, entrando fundo em seu corpo, ouvindo-o gemer seu nome.  

O membro enrijeceu na hora.  

Eu não sou gay. Repetiu, e parte dele aceitou a frase. 

Ainda encarando o amigo, um novo pensamento percorreu a mente.  

Eu não gosto do Leo. 

Ele sabia que era mentira assim que pensara.  

Os lábios se abriram, indecisos sobre a iniciativa a se tomar. Com medo do que dizer. O quão arriscado era verbalizar isso? E se tivesse interpretado errado os sinais? Tanto de Leo quanto dos seus sentimentos? E se na realidade ele estava imaginando tudo aquilo? 

— Não é ninguém, estou ficando louco—Admitiu com pesar, sem coragem de revelar nada.  

O clima pesado fez Leo não insistir no assunto, mesmo quando Evan virou de costas para si, obviamente incomodado, e tentou dormir sem se despedir.  

Na manhã seguinte a cabeça de Evan latejava com a noite mal dormida, não pregou os olhos organizando a confusão que era sua mente. Perguntando-se se caso estivesse mesmo afim do amigo, daria para largar de mão, desapaixonar-se, como ouvira dizer que era possível. 

Porque ele nunca precisou fazer isso.  

Todas as pessoas que teve interesse corresponderam logo de cara, as vezes faziam até mais, conseguiam levar o relacionamento por semanas mesmo com ele dando gelo.  

Era estranho ter que fazer algum esforço.  

— Você ta muito mal humorado cara, isso é falta de sexo — Argumentaram em seu grupo no intervalo.  Evan demorou-se a desviar os olhos de Leo, que do outro lado do pátio ria de alguma investida daquele vadio amigo dele, ocupado demais falando algo para Bianca e Pedro do que para lhe devolver o olhar, alegre demais para reparar nele como ele estava reparando em si. 

Naquela manhã eles não haviam se falado, ele sem coragem e Leo sem animo, ele parecia cabisbaixo quando despertou, com uma sombra embaixo dos olhos revelando que não havia passado a noite acordado sozinho. 

— Cala a boca idiota — Respondeu irritado, sem a mínima paciência enquanto sentia um incomodo tomar seu corpo a medida que via Victor empurrar Bianca para o lado e sentar-se entre ela e o Leo. Consigo ele sentia uma tristeza repentina entre ambos, desde que ele havia revelado que estava gostando de alguém, mas com os outros o sorriso surgia tão fácil, isso o incomodou, principalmente por ser novamente aquele garoto que estava ali com ele. 

Existiam poucas pessoas que detestava naquela escola, e nunca achou que Victor Colden fosse entrar nessa pequena lista. Ele era um cara popular, assim como ele, que costumava namorar todas as pessoas que cruzavam seu caminho, a maioria tristes e solitárias por Evan ter as dispensado. Era como se o destino brincasse de levar até ele tudo aquilo que não lhe interessava mais. 

Leonardo definitivamente não estava entre essas pessoas. Será que o amigo sabia que estava ficando mal falado por andar com aqueles garotos? Ele estaria tão melhor se estivesse sentado ali, consigo, rindo igual a todas as pessoas a sua volta de qualquer frase dita por ele, se unindo aos olhares admirados que se fixavam em si tão naturalmente como um doce que atrai a atenção de uma criança. 

—Você está mesmo estranho, há quanto tempo não transa? — Daniel perguntou na cara dura, sentado ao seu lado no banco enquanto tentava mirar o suco de caixinha vazio no cesto de lixo, ele respirou fundo e arremessou, abrindo um sorriso largo ao encestar com perfeição. 

Evan ia soltar qualquer veneno, mas a pergunta o fez refletir seriamente.  Ele tinha ficado com uma menina há algum tempo, antes de Leo se mudar para seu quarto, isso fora há meses. Os olhos arregalaram-se, e esperançoso ele agarrou-se a mais uma explicação para sua atração pelo amigo, era falta de sexo, tesão acumulado. 

Era como uma luz no fim do túnel para sua crise. 

— Acho que a mais tempo do que eu deveria — Confessou sincero, e Daniel sorriu-lhe brincalhão, um sorriso que Evan sabia que tinha um significado a mais — Não apronte nada Daniel. 

O amigo ergueu as mãos, como um ladrão que é pego no flagra pela polícia e tenta alegar inocência. 

—Eu só vou tentar te ajudar cara. 

—Eu sei me virar sozinho. 

Não era exatamente verdade, toda vez que tentava se tocar a imagem de Leo de alguma forma tomava seus pensamentos, e com medo de alimentar isso ele estava em completa abstinência. 

— Eu preciso te ajudar cara — A voz de Daniel tornou-se estranhamente séria, e aproveitando-se da desatenção do grupo na conversa deles, o moreno inclinou-se mais para perto do amigo, diminuindo o tom de voz como se o assunto fosse super secreto — Eu sei de quem você ta afim, cara isso não vai dar em coisa boa. 

O corpo de Evan gelou-se, e ele reprimiu a vontade de encarar Leo do outro lado do pátio. De repente o coração em seu peito começou a bater alto, ecoando pelos seus ouvidos. O que ele disse? Que sabia de quem ele gostava? Mas... como? Isso era impossível, ele devia estar jogando verde para colher maduro, só pode, não tem outra opção. 

O rosto de Evan empalidecia a cada segundo mais e sem conseguir disfarçar um medo tomou a face. 

— Você ta louco parça— Conseguiu responder, em um tom que não soou firme. 

— Eu sou seu melhor amigo por um motivo mano, to te dando seu espaço, mas não sou cego, e você não é muito discreto, só olha pra uma direção no intervalo inteiro, na aula parece ta sonhando acordado, nos corredores você vira até o rosto para olhar, você ta caidinho, e isso vai dar o maior B.O, tenho que fazer você esquecer isso. 

A verdade naquelas palavras foram como um tiro que abriu uma ferida grande no peito de Evan, ele não sabia que estava tão obvio, tão estampado, tão claro. Não acreditava que aquilo estava acontecendo, como o amigo podia saber algo que estava tão confuso para si? E Daniel não se afastou por que? Não ligava? E os outros, como iriam reagir?  

— Eu... não sabia como te contar — Conseguiu dizer em um sussurro, sabendo que depois de tudo o que havia sido posto na mesa, não adiantaria adiar muito. 

A mão de Daniel bagunçou os fios curtos e loiros, enquanto um sorriso se abria no rosto sério. 

— Eu imagino cara, eu imagino. 

—Eu não esperava sentir isso, eu juro que não esperava, eu ainda acho que é impressão, mas... 

— Mas você não consegue parar de pensar e fica puto sempre que tem alguém com a pessoa, e esse alguém não é você, não é? 

Evan assentiu lentamente, chocado com a situação, um peso deixando seus ombros. 

— Eu achei que odiava, que era só implicância, eu não sei mais o que está acontecendo comigo. 

—Relaxa cara, você não é o primeiro garoto do mundo a voltar a gostar da ex. 

Sim, tem razão, ele não era o primeiro garoto do mundo a... pera, que? Voltar a gostar da ex?  

—Que? 

—Da Bianca cara, você olha pra ela toda hora, e fica encarando feio aqueles meninos envolta dela, eu juro que não esperava isso. Achei que você tinha superado e era imaginação minha. Mas você parou de sair com a gente pra pegar minas, fica sempre no seu quarto a noite, de dia fica encarando ela o dia inteiro, não deu mais pra fingir que não era isso. Mas relaxa, vou te arranjar a melhor noite do mundo, te juro. 

— Cara, você não ... — O que iria dizer? Que ele não entendeu direito? Que era do Leo que ele estava afim? Isso iria apenas piorar tudo, ele deixou a frase morrer, assim como a coragem de confessar a verdade naquele momento. 

Quando o sinal tocou ele levantou com as pernas fracas, como se todo o peso do mundo voltasse as suas costas e fosse difícil sustentar suas dúvidas e incertezas, seus medos e pavores. Ele sabia apenas duas coisas, que estava sentindo algo por Leo e que precisava arrancar isso da cabeça antes que Daniel lhe observasse mais e notasse alguma coisa. 

Ele iria se controlar, iria parar de pensar tanto em Leonardo, iria. . . 

Os braços de Victor envolveram o pescoço de Leo, despreocupadamente o usando como um apoio, o rosto tombou encostando cabeça com cabeça, mesmo que de lado, e um sorriso em seus lábios contava alguma coisa que arrancou uma risada debochada do menor, caminhando juntos pelo pátio como se fosse a coisa mais normal do mundo. Do outro lado Bianca revirou os olhos, trombando ombro a ombro com Leo, o contato íntimo demais para seu gosto.  

...iria acabar com aquela palhaçada agora.  

Os passos foram rápidos, atravessando a multidão contra o fluxo até o colega de quarto que lhe encarou surpreso com a aproximação, a mão de Evan segurou seu braço o puxando para o canto, afastando Leo dos amigos.  

Automaticamente todos do grupo lhe encararam, Bianca o olhou confusa e Victor fez uma expressão ameaçadora pela forma que segurava Leo e que não sabia que aquele galanteador era capaz. 

-Eu preciso falar contigo - conseguiu falar Evan, surpreso assim como os outros por sua própria atitude. O plano de manter distância durou menos que a bateria viciada de seu celular - acabando logo que havia começado. 

— Eu to bem gente — Garantiu Leo, permitindo-se ser levado com um sorriso forçado nos lábios pra passar confiança. 

Os passos acompanharam com certo atraso a urgência que era o caminhar de Evan. 

— Que porra foi aquela? — Soltou Leo assim que Evan largou seu braço, o loiro andava de um lado para o outro, parecendo perturbado como se tivesse uma questão muito difícil de resolver.  

— Você ta atrapalhando meu círculo de amizades, as notas das minhas provas e minha concentração. —  Acusou Evan e Leo lhe encarou como se ele tivesse batido a cabeça em algum lugar e tivesse começado a agir como louco do nada. 

Nem Evan sabia o que estava fazendo, ele sentia as palavras deslizando por sua língua sem forças para censura-las. 

—To tomando seus pensamentos por acaso? - Brincou Leo e Evan fechou a cara. 

—Você me dá trabalho, me dá trabalho desde o dia que tive que defender daquele babaca. 

—Pera lá que eu não pedi sua ajuda. 

—Mas você precisou dela, se você se sente minimamente grato por isso para de se meter com mais encrenca. 

—Que surto é esse?  E que encrenca eu to me metendo garoto? 

—Você fica andando com aquele menino as pessoas já estão comentando, se afasta dele. 

—Ta falando do Vic? 

Vic? A palavra ardeu nos ouvidos de Evan, como se sangrassem, que porra de intimidade era aquela? Ele não ficava o chamando de Eve, mas o outro ta nessa intimidade toda. 

—Esse menino só engana os outros, se afasta dele. 

Os olhos de Leo arregalaram-se e antes que conseguisse reprimir uma risada deixou seus lábios, ele gargalhou por longos segundos, sentindo lagrimas encherem os olhos e a barriga doer. Que piada, até parece que iria se afastar do Victor do nada porque Evan estava pedindo. 

—Você ta esquisito comigo há alguns dias, mas isso já é palhaçada, eu gosto de andar com ele, porque iria me afastar? 

—Porque é mil vezes melhor andar comigo. 

—E desde quando eu tenho que escolher entre um e outro? 

—Ele não tem uma boa fama. 

—Eu também não. - Admitiu Leo, surpreendendo Evan por ele saber o que falavam de si. 

—Ele é um carniceiro, pega todas minhas sobras. 

—É assim que você se refere as pessoas que você fica? Graças a deus eu não to na lista então. 

As palavras de Leo o desconcertaram levemente. 

—Para de ser teimoso pirralho, eu to tentando te proteger como amigo. 

—Cara eu não preciso da sua proteção. 

O olhar irritado de Leo fez Evan fechar a cara, puto, o sinal soou novamente e ele bravo passou por Leo trombando em seu ombro. Que idiota. estava tentando avisá-lo pro seu próprio bem. Se ele parasse de andar com Victor ajudaria ambos, ouviu coisas terríveis sobre aquele menino, que ele brincava com o coração de todas as pessoas com quem saia, que toda as meninas caiam em sua lábia, que ele comia tantas pessoas e tão indiscriminadamente que até o capitão do time de natação já havia dividido os lençóis consigo. Cara, seria um favor lhe alertar sobre ele, afastá-lo do menino. 

Leo estava lhe roubando a sanidade.  

—Você foi intimidar o garoto só porque ele anda com a Bianca? Cara isso é mais sério do que eu pensava — Comentou Daniel que lhe esperava para ir para sala, Evan bufou impaciente, sentindo-se extremamente bravo, quem era aquele moleque para lhe contrariar? Ele era louco? Insano? Tinha perdido a noção do perigo? Por que ele não podia ser simplesmente obediente? Por que o desafiava tanto e mexia tanto consigo? —Eu vou te ajudar cara, hoje à noite você vai dormir como um anjo. 

As palavras de Daniel entraram por um ouvido e saíram pelo o outro, a cada aula do segundo período que passava, e a cada treino que teve no time de basquete, mais a mente perturbava-se com aquelas informações.  

Por que estava tão bravo? Estava com ciúmes do amigo? Mas ele não era de sentir ciúmes... nem tinha motivo para isso, ou tinha? Por que Leo fazia tanta questão de defender o menino, será que eles... tinham algo? Então Leo era gay?  

As divagações vinham com tamanha intensidade que pegou-se murmurando elas consigo mesmo o caminho inteiro até o quarto. A cara brava de Leo por sua atitude o atormentado mentalmente.  

E se Leo fizesse o contrário? Lhe dissesse para parar de falar com alguem simplesmente porque não gostava? 

Talvez, só talvez. . . tivesse sido um pouco babaca.  

Perceber isso o fez trincar o maxilar definido, frustrado consigo mesmo.  

Talvez devesse um pedido de desculpas pela cena ao amigo.  

Quando girou a maçaneta para entrar no quarto, a luz iluminou o corredor e automaticamente estancou na porta, sem entrar. A vaga ideia de como encarar o amigo -e explicar seu surto do nada -  fez seu nervosismo aumentar.  

 Deveria se desculpar ou fingir que nada aconteceu? Por que ele estava no quarto se o treino de natação ia até mais tarde? Como ia explicar o show que fizera do nada? Será que deixou tudo na cara? Será que Leo interligou o que aconteceu a conversa de ontem?  

Puxou a mochila das costas e revirou-a brevemente, achando o chocolate ainda fechado que havia jogado ali dentro. Permitiu-se sorrir ao reparar que era felizmente ao leite. Quem sabe um doce fosse um bom diferencial na hora de se explicar. 

Sentiu-se um idiota por lembrar-se do doce favorito dele naquela situação. 

Respirou fundo entrando no quarto, o nome de Leo ja na ponta da língua, o chocolate seguro entre os dedos, um pouco atrás de si para não ficar na cara a intenção.  

Só que o doce escorregou de sua mão, caindo em um baque no chão a medida que os olhos de Evan se arregalaram de tamanha forma que poderiam ter saltado de sua face.  

Não era Leo que estava no quarto. 

 


Notas Finais


Oi pessoal, queria agradecer porque mais uma pessoa comentou a fic, uhuuu, muito obrigada.
Eu não faço a minima ideia do que vocês estão achando dos personagens e quais são os ships de vocês, mas to seguindo a maré hahaha, esse capitulo foi focado muito mais na perspectiva do Evan como podem notar, espero que isso não tenha ficado confuso para vocês (porque o Evan ja está em uma confusão interna), mas achei que era hora do nosso loirinho assumir a narrativa um pouco.


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