História Uma rosa de marmore - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Escolar, Juvenil, Romance, Shounen Ai, Slash, Yaoi
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Palavras 3.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Segundo cap para vocês, obviamente menor que o anterior, voltando a medida padrão de palavras dos caps, boa leitura

Capítulo 8 - Quarto 112


Sentiu-se um idiota por lembrar-se do doce favorito dele naquela situação.

Respirou fundo entrando no quarto, o nome de Leo ja na ponta da língua, o chocolate seguro entre os dedos, um pouco atrás de si para não ficar na cara a intenção.

Só que o doce escorregou de sua mão, caindo em um baque no chão a medida que os olhos de Evan arregalaram-se de tamanha forma que poderiam ter saltado de sua face.

Não era Leo que estava no quarto.

Pamela lhe encarou com um sorriso luxurioso nos lábios, o cabelo castanho e longo caiu em cachos largos e pesados por de cima da lingerie vermelha que aconchegava o corpo curvilíneo. Ela estava jogada em suma cama, em um convite familiar que teria aceitado facilmente se lhe fosse feito semanas atrás.

Lembrava-se dela, por Deus, lembrava-se de cada parte dela, da pinta que ficava próximo do seio direito, da coxa robusta que o envolvia enquanto mergulhava em seu corpo, do tom de voz agudo e levemente escandaloso de seus gemidos preenchendo o quarto a medida que os corpos suados deles colidiam um no outro.

Dizer que ela fora sua primeira seria mentira, mas fora uma das mais marcantes, ela havia passado tantas noites contigo, que saberia onde tocá-la mesmo com as luzes apagadas em um completo breu. Mas o que ela estava fazendo ali? Ele olhou-a confuso, sentindo o celular vibrar insistentemente no bolso, atordoado, ele apanhou-o, lendo a mensagem de Daniel.

“Nem precisa agradecer, como prometido esse é um presente meu, foi difícil colocar ela dentro do dormitório sem ninguém ver, não restara memória de Bianca nenhuma depois dela”.

As palavras de Daniel retumbaram por seus pensamentos, assim como sua promessa de que ele teria uma noite perfeita – e que tinha ignorado. Deveria sentir-se bem, estava ali a chance de eliminar o atraso carnal que sofria; de mergulhar em lembranças quentes do passado; de se livrar da hipótese de que era só tesão que o fazia sentir atração pelo amigo; de provar para si mesmo que ainda lhe agradava somente o sexo oposto.

Deveria, mas estranhamente tudo que ele queria naquela hora era ter uma longa discussão com Leo, daquelas que o desgastaria na mesma proporção que o renovaria, que os deixariam bem novamente.

Evan fechou a porta, sabendo que qualquer um que passasse no corredor conseguiria vê-la. Para muitos a imagem de uma deusa sensual entre seus lençóis. Os olhos encontraram a embalagem de chocolate caída no chão, brevemente esquecida. A imagem de Leo lhe veio a mente, a forma como lhe encarava ontem ao dizer o que era gostar de alguém, e como ela lhe tirou do sono. O jeito como ele estava de manhã, com marcas sobre os olhos pelo assunto, sinais demais para estar imaginado, sinais demais o confundindo da cabeça aos pés.

 A imagem lhe vendo completamente detalhada, o formato dos lábios, dos olhos, da sobrancelha. A mão girou na chave da porta, trancando o quarto antes de virar-se para a moça, sentada em sua cama com um sorriso de expectativa, o olhando de cima a abaixo assim como fez com ela.

Seu peito se remexeu, sabendo que daquela vez não conseguiria ir em frente, olhou para as roupas emboladas do armário, pensando em o que fazer para dispensá-la, sem chamar atenção de Daniel que estranharia, de tirá-la do dormitório. Tudo isso antes que Leo chegasse, porque sentia que não ajudaria em nada ambos se ele desse de cara com aquela cena.

Por que estava se importando com isso? Eles não tinham nada, mas por que lhe incomodava tanto a ideia de Leo lhe ver com outra pessoa? Por que agora isso importava? Isso não era normal, amigos não tinha isso, essa preocupação, esse clima, essa estranheza.

“Tente esquecer ele” , pensou, andando até a moça que lhe sorriu de maneira luxuriosa antes de tomar os lábios dela. Tinha um gosto de gloss de uva que por algum motivo frustrou-o, a pele bronzeada parecia não se encaixar tão bem com a sua quando se inclinou sobre ela, os cabelos longos jogados no travesseiro não era o que ele desejava naquele instante.

Se dar conta disso fora um baque forte nele, que sentou-se respirando pesadamente ao interromper o beijo, a mente confusa. De repente, o que nunca achou que iria acontecer contigo estava rolando, ele queria dispensar alguém, alguém linda, bela e que já estava deitada entre seus braços. Ele queria dispensar alguém porque estava pensando em outra pessoa.

Ela sorrindo engatinhou em sua direção, sussurrando um “senti saudades” arrastado. Atordoado Evan deixou-se levar, deitando-se no colchão enquanto ela montava-o, poderosa.

Os olhos de Evan fecharam-se, sentindo o atrito do corpo quase desnudo dela no seu, a mão moveu-se automaticamente até o quadril de Pamela, o segurando com firmeza e quando ela rebolou, a mente o traiu lhe trazendo  tona a imagem de outra pessoa.

O membro despertou-se, tímido.

Só que uma batida na porta o fez despertar de sua imaginação, arregalando os olhos e sentando-se com uma rapidez que quase inverteu as posições de ambos, tombando Pamela no colchão. Ele encarou a porta racionalizando lentamente, demorando-se para a ficha cair de quem era. Quando a voz do outro lado chamou-o, Evan agradeceu aos céus por tê-la trancado.

Porque em seu coração, a ultima coisa que ele queria era que Leo visse aquela cena, ele olhou Pamela que devolveu o olhar, confusa por sua mudança brusca de atitude. Não se engane Evan, não a use como substituta, sabia que aquilo devia ter um fim, mas não daria para ser agora, com ambos trancados o quarto e ela de calcinha e sutiã o olhando com desejo, ao seu lado a pessoa com quem havia divido a cama durante diversas noites e do outro lado da porta a pessoa com quem ultimamente estava sonhando em dividir.

Mesmo sem terem nada, mesmo que fosse só atração, mesmo que estivesse com ciúmes há algumas horas atrás e que tivessem discutido, mesmo que estivesse bravo, frustrado e confuso, ele não queria que Leo visse aquela cena.

Porque no fundo ele tinha a impressão que isso magoaria a ambos.

 

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Quando chegou em frente do seu quarto Leo estava cansado, depois do que houve no intervalo ele não havia conseguido se concentrar em mais nada, o treino que lhe costumava trazer tanta paz, serviu mais para descarregar a irritação e gastar energia do que para efetivamente praticar.

Por que Evan estava agindo assim contigo? Era como se cada passo que descem avançando na relação, eles ao mesmo tempo recuassem dois. Do nada ele começou a se afastar, a lhe encarar na escola, até surtar daquele jeito.

Parte dele – a insegura – já previa isso em algum momento, que ele se afastasse, porque querendo ou não, sentia que Evan era de um outro mundo, distante do seu. Mesmo que se falassem e dessem bem, mesmo que as noites tenham ficado aconchegantes e alegres, com conversas longas e provocações sem fim. Ainda assim ele não era 100% com o loiro, ele não havia ainda lhe revelado a parte primordial de si, a parte que o fazia se iludir com qualquer olhar um pouco mais demorado que recebia dele.

Deve ter sido imaginação mesmo, essa proximidade inquebrável que parecia instável agora. O que havia sido aquele surto? Possessão? Ciúmes de amizade? Insegurança? Rivalidade com Victor? Ele realmente achou que conseguiria mandar nele? Logo nele, tão indomável como era. Só dele ter considerado essa possibilidade, irritava-o. Quem ele achava que ele era? Um desses meninos que sofrem calados e obedecem sem questionar? Desculpe desapontá-lo, mas essa atitude obediente era a ultima coisa que possuía.

Naquele momento a cabeça doía de leve, cansada. Tudo que desejava era tomar um bom banho quente, colocar as cartas na mesa, deitar-se embaixo de camadas de cobertor e recuperar as horas de sono que havia perdido. Desejo esse que foi interrompido quando tentou abriu a porta sem sucesso. Achou que havia tentado sem esforço o bastante e girou a maçaneta sem sucesso. Ue? Ela está trancada?  Bateu duas vezes, nada.

—Evan? Você trancou a porta?

Silencio.

— abre ai — falou incomodado sem receber nenhuma resposta.

Pegou o celular e discou o número do outro e de dentro do quarto o toque soou alto.

Evan olhou para a moça em sua cama, em um pedido mudo para que ela não fizesse barulho, a mão fraquejou ao segurar o telefone, e como em uma provocação os lábios de Pamela beijaram seu abdome, descendo lentamente.

— Abre a porta — Falou Leo assim que o outro atendeu.

Evan tocou o rosto dela, afastando-o com delicadeza de si, o coração batendo disparadamente no peito.

— Não — disse, desligando a ligação

Leo encarou chocado o celular, ele não tinha desligado na cara dele! Tentou ligar de novo e caiu direto na caixa postal. A frustração que sentia cresceu em uma raiva que subiu-lhe a cabeça, não havia falado besteira, feito algo estupido e nem dado mancada, por que ele estava agindo assim?

—Eu sei Que você está ai dentro, abre a porta agora — gritou Leo, impaciente, mas quando a porta do lado se abriu e um aluno o encarou feio pelo barulho, ele percebeu que fazer um escândalo, do lado de fora e sozinho no corredor, estando no meio da noite, era uma péssima ideia.

Bateu na porta mais umas três vezes e girou a maçaneta tentando abri-la.

Ela não se moveu.

Um incomodo fez seu estômago revirar.

Bateu de novo e de novo, até ficar puto a ponto de dar um chute que o fez soltar palavrões pela dor que gerou, ok que ele tinha brigado com Evan mais cedo, mas isso não justificava nada.

Olhou o corredor vazio e lá no fundo dele vislumbrou o menino que havia tentado pegar seu trabalho dias atrás, caminhando sem lhe ver, a mente processou rápida sabendo que deveria sair dali. Um medo tomou seu corpo quando o celular apitou em seu bolso avisando a pouca bateria. Ele encarou uma ultima vez a porta com um estranho pesar, sem compreender por que estava acontecendo aquilo e ciente de que Evan não iria abri-la. Respirou fundo indeciso antes de começar a caminhar inseguro até outro andar do terceiro ano, no único quarto que sabia o numero – além o de Bianca, que não poderia ajuda-lo naquele instante.

“Numero 112, no terceiro andar”  lembrou-se.

Quando bateu a porta de Victor ele atendeu prontamente, as calças do pijamas vestindo-o de maneira folgada, enquanto a regata branca colava-se em si, ele olhou surpreso para a figura pequena na frente da porta.

— Me trancaram para fora do meu quarto —  Tentou justificar Leo, incomodado por ter que recorrer até ele.

— Achei que você não viria no meu quarto  – Recordou-se Victor atento — Como você havia dito? Ah é “Isso não vai acontecer, nunca” —  Apesar do tom sério um sorriso lhe abriu aos lábios, vitorioso. E se alargou ainda mais ao ver o tom vermelho tingir as bochechas de Leo. A lembrança de Leo falando isso quando se conheceram desceu amargamente para o menor, e finalmente o incomodo que sentira a pouco tomou forma em um bolo que ficou preso na garganta.

— Vai me ajudar ou não? — Perguntou cansado, o tom tinha uma nota de arrependido que pareceu bastar para Victor, que se moveu para o lado o deixando entrar.

O quarto de Victor era mais organizado que o esperado, fazendo Leo olhar ao redor, surpreso. As roupas dobradas e arrumadas por cores sobre um armário no canto, uma escrivaninha do outro lado que tinha os lápis e canetas postos um do lado do outro, de forma reta, a única coisa que parecia minimamente fora do lugar era o cobertor da cama, onde provavelmente Victor estava sentado.

—O que achou? — Perguntou despreocupadamente, encostando-se no batente a porta enquanto Leo olhava em volta.

—Mais organizado do que eu esperava — Admitiu Leo.

—Eu gosto de ter as coisas em ordem — deu de ombros — Gosto de estar no controle —Afirmou, falando pausadamente, como se quisesse transmitir um significado a mais.

Ele fechou a porta atrás de si, se abaixando para pegar algumas roupas na última gaveta, tirou de lá uma regata e um shorts curto de corrida e jogou na direção de Leo que as apanhou por reflexo.

- Vai pro banho, pode usar essas roupas, depois você me devolve.

Victor ia retrucar que só queira que ele se livrasse logo do cheiro de cloro, mas se calou quando o olhar do outro lhe encarou sincero demais.

- Obrigado.

- Não tem problema - conseguiu responder enquanto Leo dava as costas para ele.

Eles ficaram próximos logo depois que começaram a se falar, no clube de natação, talvez porque Victor sempre o tratasse como um rival a altura, o chamando e o provocando a cada volta na piscina. Talvez porque lhe alegrasse flertar com Leo, intrigado com o fato de que ele não o levava a serio. Conseguia lhe arrancar risos, lhe deixar vermelho, lhe dar indiretas e diretas de sobra, mas Leo nunca o levava realmente a serio.

Era como se Leo que estivesse estabelecendo o limite daquela relação, não que quisesse ter algo a mais, algo profundo, algo compromissado. Mas as negativas lhe davam total liberdade de falar o que quiser, de cantá-lo e logo em seguida reclamar da pessoa que estava saindo, de ter ali um amigo para desabafar e ainda assim alguém para investir constantemente.

Dez minutos depois Leo saiu do banho, já limpo, vestido e calmo, encarou o reflexo disforme do espelho embaçado do banheiro, não queria estar ali, não queria ter brigado com Evan, não queria nada daquilo. Ele respirou fundo notando por alguns segundos que estava com o cheiro de Victor, talvez fosse o perfume do sabonete, do shampoo, talvez fosse até o amaciante das roupas e por algum motivo que ele não compreendeu, sentiu um extremo conforto por isso.

Victor estava jogado na cama, o sorriso presunçoso que teimava sair quando atendera Leo na porta já tomava e se espalhava pelo rosto. Sentia como se tivesse ganhado essa rodada da batalha, ao o ter ali em seu quarto depois de alegar que nunca iria e se fazer de difícil tão veemente. Não que ele ter batido na sua porta significasse algo concreto, mas metido, sentia-se confiante, Leo parecia ser um desafio a altura para si.

O sorriso congelou em seu rosto quando o viu sair do banheiro, a regata lhe caia grande no corpo, quase cobrindo o shorts, que revelava pernas lisas, torneadas. As bochechas estavam coradas em um vermelho diferente do que vira há minutos atrás, era um rubor de calor que o fazia parecer muito menos emburrado mesmo que soltasse qualquer frase grosseira. Os olhos de um verde que não tinha se dado ao trabalho reparar antes, agora sem aqueles óculos cobrindo-lhe a face estavam muito mais chamativos do que deveriam, principalmente com aqueles cílios grandes os rodeando.

- Victor? - Chamou Leo o tirando de seu devaneio, naquele instante, arrependeu-se de achar que tinha ganhado aquele round, Leo havia o hipnotizado sem o mínimo esforço. Piscou atordoado tentando voltar a racionalidade.

Ele estava incomodado, percebeu Leo, ele também estava, aquelas roupas estavam ao mesmo tempo grandes e curtas demais para seu gosto. Sua insegurança tão rara ainda estava presente em si, receoso com mais um afastamento do nada. Será que parecia menos másculo com elas? Será que parecia mesmo vulgar como sempre falavam na hora de educação física? Sentiu falta das roupas largas que jaziam no chão do banheiro, dobradas, até pensou em simplesmente as embolar no canto quando despiu-se, mas a extrema organização daquele lugar lhe fez rever essa atitude.

- Te expulsaram do quarto? – Tentou comentar Victor, a fala despertando uma expressão extremamente irritada de Leo.

- Aquele idiota, eu não acredito no azar que eu tive quando cai no mesmo quarto que ele.

- Nossa como você é especifico, super sei de quem você está falando – ironizou Victor.

- Loiro, forte, alto, de olhos escuros sabe? O cabelo jogado pro lado.

Victor pareceu refletir por alguns segundos, lembrando-se de rostos demais que se encaixavam naquela descrição.

- Você está me falando do seu tipo de garoto? – Brincou Victor rindo - Eu to perguntando quem é seu companheiro de quarto.

- Ele é meu companheiro de quarto! – Respondeu Leo sentindo as bochechas queimarem – E não é meu tipo! – Afirmou ainda irritado, duvidando um pouco das próprias palavras.

-É mesmo? E qual é o seu tipo? – Provocou.

A pergunta pegou Leo de surpresa, nunca havia parado pra pensar sobre isso, não é como se ele tivesse tido um histórico gigante de paixões, tudo que já teve foi tão passageiro quanto uma ficada de balada. Encarou o amigo sentindo um desconforto pela intensidade de seu olhar, os cabelos jogados de forma bagunçada, a clavícula a amostra, o sorriso impecável e provocativo, é talvez Victor fosse atraente, o que não era o melhor pensamento para se ter naquele momento.

-Você que não é, para de zombar da minha cara – Reclamou Leo rápido, tanto para garantir que não cairia na lábia do outro, quanto para afastar da mente os próprios pensamentos, detestando o sorriso estampado no moreno, que se desfez logo em seguida.

Victor ficou sério, essa expressão não combinava nada com ele, isso durou alguns segundos antes dele olhar para os cantos do quarto, enquanto acenava para Leo se aproximar, os dedos nos lábios pedindo silencio. Leo o encarou desconfiado e mesmo assim se aproximou.

-Eu sou o tipo de todo mundo – confidenciou Victor em um sussurro, como se fosse um grande segredo, fazendo Leo revirar os olhos e começar a rir.

-As meninas caem mesmo nesse seu egocentrismo?

-Elas eu não posso afirmar, mas você está todo risonho por causa dela.

-Cala a boca Victor.

- Você sabe que está no meu quarto, não é?

-Idai? Vai me agarrar por acaso? – Arriscou Leo, não sabendo se deseja uma resposta positiva ou não.

-Não me provoca moleque – Respondeu o outro e um arrepio bom percorreu a espinha de Leo que não soube como interpretar a resposta, talvez fosse só mais uma de todas as provocações que ele soltava para todo mundo, por via das duvidas Leo se afastou, indeciso de como proceder.

Um silencio constrangedor se instalou por alguns segundos, que foi quebrado por Victor, que ergue-se se espreguiçando, enquanto caminhava até a cadeira da escrivaninha, sentando-se largadamente enquanto secava Leo de cima a baixo.

Por mais sexual que a atitude fosse, ele não conseguiu ignorar os olhos pesados do amigo, a forma como parecia cansado, não só ali, mas também durante o treino. A mente recordou-se da imagem de Evan lhe puxando, e uma preocupação balançou seu coração disposto a falar sobre isso.

Leo sem saber o que se passava em sua mente o olhou chocado com a ousadia.

-Qual é o seu problema?

-Ta incomodado a porta ta aberta.

-Brilhante ideia eu ter vindo até aqui, você é insuportável as vezes – Falou o menor, mas o tom leve amenizou as palavras

-Pra quem NUNCA pediria minha ajuda você ta muito folgado sabia?

- Desculpe – Falou humilde sentado no puff no canto do quarto, desviou o olhar do outro parando finalmente para realmente ver o ambiente.

Pensando bem aquele quarto era gigante! Tudo estava bem distribuído, tinha espaço mais do que suficiente para colocar mais um armário ali e ainda assim daria para jogar um colchão no chão. Diferente do dele que só restava um espaço para passagem entre as camas, ali todo o canto esquerdo do quarto daria para aproveitar, chamando amigos que se sentariam ali despreocupadamente, sem aperto.

Nossa como ele queria ter um dormitório só para ele. Imagina que delicia dormir sozinho, ninguém para lhe trancar do lado de fora! Que sonho! Pensando bem talvez o quarto não fosse tão gigante assim, fosse do tamanho do dele, mas ter uma pessoa só no quarto parecia tudo ser duas vezes maior. Talvez Victor fosse como Evan antigamente, que não precisava dividir o quarto porque o pessoal mudava para a outro – mas no caso dele, levando tudo pra mudança.

Espera

Ter uma pessoa só no quarto.

Ter uma cama só no quarto

Ai droga.

- Onde eu vou dormir? – Perguntou Leo arregalando os olhos.

Victor gargalhou com a pergunta e o encarou ainda rindo.

E Leo detestou com todas as forças aquela risada.

 


Notas Finais


Espero que vocês não se esqueçam que tem macho de sobre nessa fic e que Leo ta solteiro hahahaha, alias pessoal -talvez- semana que vem eu viaje e eu atrase a postagem do capitulo, seu eu atrasar mesmo eu vou postar capitulo duplo dnv pra compensar, beijos, e se puder comentem, isso me motiva <3


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