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História Uma sannin perfeita - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Sonho ou realidade


Fanfic / Fanfiction Uma sannin perfeita - Capítulo 7 - Sonho ou realidade

Reunidos em volta de uma grande mesa, estava a mercê da única cadeira disposta Pain, que tamborilava seus dedos nervosamente por não conseguir parte essencial do que queria.


– Onde estão os outros?– perguntou o líder vendo que a sua volta estavam Konan, Deidara, Tobi e Itachi.


– Todos saíram para sua missão individual como discutimos no outro dia– Deidara disse.


– Mas você não né Deidara-senpai? Será que você é o membro menos importante nessa equipe? Sabe... a arte do Sasori é mais legal– Tobi se segurava pra não rir.

– Tobi, você tá morto!


– Vixe Maria! Ahahaha!– correu o de máscara alaranjada.


– Sendo assim– Pain colocou a mão na testa em decepção– o trabalho que planejei para hoje é todo seu Itachi.

                             ...


– Senju?


Um silêncio mórbido se prostou aquela mesa, ninguém ousara falar assim como os mais velhos não ousaram levar a bebida em seu paladar.


– Desculpa, algum problema com o meu nome?– perguntou Hana inquieta.


– Não, não há nada garota– enfim a velha deu um gole.


As grandes orbes da garota se mexiam com o movimento de um colar peculiar no pescoço da loira, que balançava conforme o "tic tac" tocava em sua própria mente, se sentiu sonolenta.


– Eu preciso sair daqui.


– Onde vai?– Jiraya a segurou.


– Estarei por perto, não se preocupe.


Sentou-se no telhado acima daquele bar escutando as altas risadas bêbadas que ardidas chegavam ao seu ouvido. A brisa do vento, vinha sem demora e era gelada, gelada ao ponto de pequenos arrepios tomarem conta da pele branca que tinha. Ela falava pouco, mas pensava muito, era sempre tudo muito confuso. Não sabendo de onde se originou, sentiu vontade de cantar.


Filha de Senju seus olhos estão vermelhos... foi um sonho tão, tão triste que eu sonhei. Filha de Senju no seu caminho se perdeu... e nunca há de voltar...


Aquela melodia era suave, e nunca perdia o compasso. De onde vinha ela não sabia, mas se isso a fazia sorrir por um motivo qualquer, que seja. Um movimento estranho e um sentimento diferente fez com que Hana saísse de seus devaneios. Observou não tão longe um manto suspeito que a acompanhava com os olhos, assim então, decidiu descobrir o que era.


– Não se esconda, apareça de uma vez, isso me irrita– empunhou sua kunai.


– E vamos de mais um inferno Senju– adormeceu a garota a sua frente.


Seu estômago estava embrulhado, dava voltas e mais voltas. Despertou aquecida por um cobertor que cheirava pequenas rosas de um jardim, coisa que com a presença de Orochimaru se desfez.


– Outra vez, que belo reencontro minha querida– falou, mas em seguida gemeu, ele sentia dor– hoje você será só um objeto de troca, não se preocupe.


– Me diga o que sabe!– gritou ela em desespero– me diga sobre minha família agora!


– Que mudança de humor repentina doce Senju– riu– sua família... bem, eles te abandonaram, e eu te acolhi... sua mãe não te amava, eu só fiz o trabalho dela, porém melhor.


– O que quer dizer com isso?!– não podendo terminar a conversa, Hana foi colocada em uma espécie de genjutsu, forte o suficiente para apaga-la.


Abriu seus olhos e a grama no chão lhe dava a impressão de um travesseiro fofo. Se levantou, e a sua frente podia ver uma mulher alta, cujo não via o rosto, dançando com uma garotinha que se assemelhava muito a si mesma, ambas riam.


Com licença, nos conhecemos?– Hana tentou aproximar-se, porém, a criança fora levada por um vento repentino deixando a mulher aos prantos.


A sua direita, se encontravam a frente um do outro duas figuras, Kakashi-sensei e Senju, em uma versão um pouco menor.


O que você estava pensando em fazer com isso?!– atirou a kunai da mão da garota ao chão.


O que você acha?! Acabando de uma vez com isso!– a menina empurrou o mesmo.


Você não pode fazer isso, não vai...

– E quem vai me impedir, você velhinho?– riu– você não é alguém que pode me dizer o que fazer, não me conhece, não é meu pai!


Hana observa-os com distinção, aquilo mesmo ocorreu? Ela não sabia dizer, não sabia se podia acreditar no que via. Viu sua outra versão subir em uma espécie de palanque e se jogar livremente.


– Não!– Hana tenta correr para salva-la mas é tarde demais, ela se perdeu.


Tudo escureceu de repente, deixou que mais daqueles fleshes passassem, conseguia ver a mesma bem pequena ao lado de Kabuto.


O que é isso tio Kabuto?– curiosa, perguntou a criança.


Não toque aí– deu um tapa leve na mão da pequena– isso é do senhor Orochimaru, não arrume encrenca.


Eu não gosto de você tio Kabuto, você é muito bobo!


Ah é? Saiba que quem chama de bobo que é bobo sua bobona!


Acabou por ver os dois rindo e com mais alguns fleshes despertou em um lugar diferente, ela voltou para a realidade, em meio ao que parecia ser uma batalha.


– Hana-chan, você está bem?– Naruto ergueu o punho– eu vou acabar com vocês seus malditos!


– Acordou foi?– Orochimaru riu– sinta-se livre para mata-la se quiser Kabuto, tenho assuntos pendentes com um velho amigo...


– P-pode deixar comigo lorde Orochimaru– disse relutante.


A garota não pode fazer nada enquanto está estranhamente amarrada por correntes grossas e rentes enquanto observava o de óculos.


– Me mostrou tudo isso porquê?– perguntou ela.


– Era o que você queria, isso é parte da verdade...


– Não confio em você, não passa de um servo de Orochimaru.


Tsunade caída estava totalmente paralisada, sem chance de se mexer, quando Kabuto começou a bater em si sem parar, sem descanso, até que ele parou para ver de onde vinha um grande chackra que passava por seu corpo como uma brisa assustadora.


– O que ela...


Já em pé, Hana voltava com as mesmas linhas de antes, só que dessa vez, estavam ligadas em um ponto azul em sua testa no formato de um cristal.


– Byakugou– Tsunade estava pensativa– eu não... não é possível. Senju? Senju é você?!


– Isso é diferente de antes Naruto, se afastem– Jiraya gritou ao longe.


A garota se contorcia em dor e agonia, tentando se controlar ao máximo, e única coisa que sua mente dizia era "deixe fluir, deixe fluir", suas duas opções são lutar ou se render. Antes de perceber, Naruto usou seu Rasengan em Kabuto e uma das cobras de Orochimaru se enrolou em Hana enquanto gritos baixos se estendiam em sua voz.


– Tire-a daqui Kabuto, rápido!– Orochimaru se desesperou– rápido antes que ela morra!


– Não, você não vai levá-la outra vez Orochimaru, eu não vou deixar!– Tsunade se levantou lentamente.


Num piscar de olhos os dois homens se foram levando a garota consigo como naquele dia.

                               ...

Se passaram algumas horas desde que Senju fora com os dois lunáticos, sabe-se lá o que poderiam fazer com ela outra vez. Kabuto, sentado a uma pequena mesa, pensava no que seu lorde disse em momentos mais cedo, ele se desesperou em dizer que a garota estava para morrer Orochimaru, nunca se preocupou com alguém a esse ponto, seus feitos eram tão egoístas e impuros que o mesmo achou que era impossível de seu mestre agir daquela maneira com outra pessoa além de si mesmo.


– Descansando?– Orochimaru apareceu a porta.


– Como ela está?– se levantou o servo.


– Consegui estabiliza-la, mas não por muito tempo, talvez ela acorde com seus poderes maiores do que antes– suspirou repentinamente.


– Senhor, desculpe dizer, essa não é a sua cara normalmente... não me diga que...


– Não! Não diga essas coisas Kabuto, jamais!– gemeu– e Sasuke, onde está? Preciso de um novo receptáculo logo!


Parados os dois, se viraram depois de ouvir um bater de porta, escutavam passos ao longe, eram quase que imperceptíveis. Quando parou, dois toques leves foram depositados do outro lado da porta.


Ao abrir, Kabuto enrijeceu seus dentes ao ver alguém com Senju nos braços, acabou por se perder nos olhos de Itachi.

                                ...


Konoha em sua harmonia constante, nem podia se ler o que passava pelos olhos e mente de Tsunade ao voltar para aquela vila outra vez. Pararam no grande portão da vila e, pensativa, a loira abaixou a cabeça e deixou ser guiada pelo velho, seu amigo.


– Demorou mais do que eu pensei– tossiu Jiraya– dizem que as mães reconhecem seus filhos só de olhar.


– Eu pensei que ela já estava morta... quando o Orochimaru– apertou seus punhos– ela era tudo pra mim, tudo que foi tirado de mim. Duas vezes que eu não pude fazer nada para salva-la.


– Do que vocês estão falando ein?– Naruto se sentia perdido na conversa– que papo é esse de filha?


– Naruto, você não devia se meter nesse tipo de conversa– Shizune interviu.


– Não, não! Vocês tem me escondido coisas o tempo todo! Podem falar o que está acontecendo agora!


– A sua querida amiga Hana, é a filha de Tsunade– Jiraya sorriu– ora vamos, anime-se Tsuna, vamos salva-la, certo?


– Espera... o que... ela é filha dessa velha aí é?! Como assim? Que coisa estranha é essa?


– Quem você está chamando de velha seu muleque metido!– bateu forte na cabeça do loiro.


– Ai! Então a Hana-chan tem uma família... ela ficará muito feliz em saber que tem alguém que se importa com ela tanto quanto eu me importo– sorriu– vamos salvar ela, isso é uma promessa!


– E só por uma curiosidade, quem seria o pai dela?– riu Jiraya– e não vá me dizer que é só um bêbado que você conheceu num bar ein.


– É, não pode ser um velhote qualquer como o sábio tarado!– Naruto apontou.


– Ora seu muleque atrevido, vem aqui!– Jiraya correu atrás do garoto.


Tsunade apenas sorriu. Ajeitou o cabelo liso atrás da orelha, e as folhas das árvores que dançavam em frente aos seus olhos traziam calmaria. Era difícil imaginar o que estava acontecendo, sua filha perdida poderia retornar finalmente para seus braços? Assim como seu coração, sua mente sempre teria boas e pequenas recordações de épocas que não voltariam mais.


Filha de Senju seus olhos estão vermelhos... foi um sonho tão, tão triste que eu sonhei...


Notas Finais


ai, Hana-chan tá passando na mão de todo mundo, eeeeita preeeuula kkk

bjs, até o próximo capítulo meu ninja ♡


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