História Uma segunda chance - Capítulo 7


Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Hugo Weasley, Ronald Weasley, Rose Weasley, Severo Snape
Tags Snamione, Snanger, Ss/hg
Visualizações 257
Palavras 2.511
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, Leitores.

Preciso informá-los que estamos um pouco mais da metade! É isso mesmo... Infelizmente, essa fic terá no máximo 15 capítulos. Mas espero que vocês estejam gostando.

Muito obrigada pelos comentários do capítulo anterior e pelos novos favoritos. Logo os comentários do capítulo anterior serão respondidos, viu?

Acho que é isso...

Boa leitura gente.
Até logo.

TatianyPrince

Capítulo 7 - Sétimo Capítulo


7 DIAS DEPOIS

O quarto estava quieto. Hermione podia ouvir um pássaro cantando através de uma janela aberta. Hugo estava entre ela e Severus. Infelizmente para ela, Rose havia passado toda a semana com o pai. Depois de muitas conversas, a bruxa achou que seria o melhor a se fazer.

- Receio que seja muito cedo para você estar acordada, Hermione. Está preocupada devido a volta de Rose?

Depois de ouvir isso, a bruxa começou a chorar. Quando Hermione se deu conta, ela viu Severus ajoelhado ao lado dela, enxugando as lágrimas com um lenço.

- Vai ficar tudo bem. - Ele disse confortavelmente e ele puxou-a firmemente em seu peito. Embora houvesse uma ligeira rigidez em seus ombros para mostrar que ele estava desconfortável com a situação.

- Você a conhece, Severus. - Disse ela suavemente. – Ela não vai facilitar em nada quando voltar. Não depois de ter passado uma semana com o pai. Certamente ele encheu a cabeça dela com besteiras. Sei que Ronald deve ter a influenciado a não cooperar conosco.

Severus suspirou pesadamente. Hermione, que ainda estava soluçando alto, tentou se levantar. Severus assentiu lentamente e se afastou ajudando-a. 

- Nós podemos fazer isso. – Ele afirmou e caminhou com ela para o banheiro.

(...)

Como Hermione havia colocado proteções para que ninguém conseguisse aparatar dentro de sua casa e bloqueado a sua lareira, ela não ficou surpresa quando as nove horas da manhã bateram em sua porta.

Com muita calma, a bruxa abriu a porta devagar.

Ronald entrou sorrindo e Rose parecia nervosa pela primeira vez que pôde se lembrar. Sua filha não parecia nada bem. Hermione balançou a cabeça para impedir que seus pensamentos vagassem.

- Obrigada por trazê-la, Ronald. – Disse pausadamente. - Até outro dia.

Ele caminhou para fora, mas antes de sair, abraçou Rose e sorriu.

- Não esqueça sobre o que te disse, princesa. – Ele sussurrou nos ouvidos da filha.

Após se despedir, fechou a porta.

- Olá, meu amor. – Hermione falou sorrindo e estendeu os braços. - Eu estava com saudades.

Rose parou de andar e suspirou mais uma vez.

- Pode ser... Vou para meu quarto. – Resmungou com má vontade.

Ela então puxou cuidadosamente sua pequena bolsa e saiu arrastando-a escada acima. 

- Estou a perdendo. – Hermione sussurrou baixinho e Severus pôde observar que a bruxa parecia derrotada. – Ela está cada vez mais distante... Não quis falar comigo na casa de Molly quando fui levar as coisas que ela precisava. Minha filha me odeia, Severus.

- Ela não te odeia, Hermione. Ela só precisa de um tempo. – Ele tentou confortá-la.

(...)

Hermione sabia que precisava tomar as rédeas da situação. Tudo aquilo parecia totalmente fora do seu controle, mas ela não desistiria.

A adulta daquela casa ela era. Por isso, precisa agir o mais rápido possível. E foi pensando nisso que ela puxou Severus e invadiu o quarto da filha.

- Rose, Severus e eu estamos aqui porque precisamos conversar. – Hermione fez um enorme esforço para não acariciar sua barriga para que a menina não ficasse ainda mais angustiada.

- Não quero. – A menina disse a eles, olhando em seus olhos.

Rose tinha a expressão séria e os olhos vazios.

- Sinto muito, Rose. Mas você não tem que querer. Nós precisamos. - Hermione disse a ela, agarrando a mão dela enquanto Rose tentava se afastar. 

Sem ao menos lhe dar uma chance, a menina saiu correndo para fora do quarto chamando pelo pai.

- O que eu vou fazer, Severus? – O questionou em desespero.

Severus mal teve tempo para responder. Um barulho e um forte grito fizeram com que eles saíssem o mais rápido que conseguiram. 

Severus Snape foi pego mais uma vez sem reação e sem suas palavras. Rose estava caída no último degrau das escadas. Quando enfim se recuperou do choque viu que Hermione estava ao lado da filha em extremo desespero. O mais depressa possível mandou um patrono para Poppy e se aproximou da criança.

Severus não deixou Hermione remover Rose do chão, ele já tinha ouvido falar que em casos de quedas, em um determinada altura era bom não mexer na pessoa.

Hugo que olhava a irmã no chão, começou a chorar assustado com a cena.

Severus não sabia o que fazer, Hermione parecia em estado de choque e Hugo estava verdadeiramente assustado.

- Severus... – Sussurrou a bruxa.

- Se acalme Hermione, logo madame Pomfrey estará aqui. Não mexa nela. vou levar Hugo para o quarto e tentar acalmá-lo. Aqui ele só vai piorar a situação.

Hermione assentiu com a cabeça.

Severus pegou Hugo em seus braços, internamente se amaldiçoou pelo barulho estridente da campainha.

"Merlim, o que aquela mulher tem na cabeça? Porque não veio pelo fluoo! Avisei que a rede de fluoo ficaria liberada para que ela pudesse entrar.”

 Ao abriu a porta, Severus se deparou com Draco, que esperava pacientemente do lado de fora.

O loiro se surpreendeu a notar que Hugo chorando. Afinal, não era aquela cena que ele encontrava ao chegar.

- O que houve padrinho?

- Não importa agora, já lhe explicarei o que houve. Porém preciso de um favor, entre, e leve Hugo para o quarto, você já tem um filho, saberá como acalmá-lo. Hermione precisa de mim.

Enquanto conduzia Draco para o quarto de Hugo, Snape lhe explicou brevemente o que havia acontecido.

Ao perceber que  Madame Pomfrey já estar atendendo Rose, o homem ficou bem mais aliviado. Embora soubesse que a queda da escada havia sido bem séria, ele sabia que a criança estava em boas mãos.

Severus e Hermione ouviam atentamente o diagnóstico da medibruxa. Mesmo sendo consolada  por Severus Hermione ainda não conseguia processar tudo que havia acontecido.

Por dentro, ela se amaldiçoou por ter praticamente forçada sua filha a ouvi-la.

- Hermione, tenho certeza que você será mais do que capaz de ajudá-la a se recuperar. - Disse a medibruxa - Ou terei que lhe dar alguma poção. O estado da menina não é dos melhores, mas remendar ossos é bem mais fácil do que se imagina.

- Por favor, Madame Pomfrey, que ela não se lesionou muito. – Hermione sussurrou.

- Hermione, Rose quebrou um braço, e uma perna, não serão dias agradáveis, pois ela sentirá muita dor, mas vou recomendar poções que ajudaram a anestesia-la. Bem, fora isso, o dente quebrado não será um problema já que ele é de leite. Uma hora ele iria cair de qualquer maneira.

Hermione afundou sua cabeça nas palmas da mão.

- Sou uma péssima mãe, não estou conseguindo nem cuidar da minha filha.

- Não pense nisso, logo ela estará melhor. Crianças se machucam o tempo todo. - Disse Snape pensativo enquanto uma ideia começava a se formar em sua cabeça.

(...)

Snape permaneceu em silêncio na porta. Ele olhou para Hermione, identificou Rose dormindo em sua cama e balançou a cabeça uma vez como se estivesse insatisfeito.

Uma parte dele gritava dizendo que a menina não passava de uma criança mimada e que deveria cooperar com a mãe. No entanto, sua parte mais racional sabia que não era tão simples assim.

Severus sabia que Ronald Weasley estava fazendo uma grande lavagem cerebral em Rose e não ficaria satisfeito até que conseguisse Hermione de volta. Ele sabia que o ruivo usaria de todos os instrumentos possíveis para conseguir o que queria, mas ele lutaria até o fim para que aquilo não ocorresse.

Hermione o viu e se aproximou.

Ele não se surpreendeu quando Hugo se aproximou dele e estendeu os braços querendo seu colo.

- Mamãe... por que Rose se jogou da escada? – O menino perguntou parecendo confuso.

- Meu amor, ela não se jogou. – Sua mãe sussurrou suavemente. - Ela caiu, Hugo.

- Não caiu não, mamãe. Parecia que ela ia se jogar na piscina trouxa da tia Gin.

- Hugo. – Começou Severus. – Acho que está tarde. Que tal ir para cama? Daqui a pouco irei lhe dar boa noite. – O menino assentiu e partiu para seu quarto.

Hermione conhecia o filho o suficiente para saber que ele não mentiria sobre algo assim. Na verdade, ela sabia que Hugo era um péssimo mentiroso, mas ainda era um choque ouvir que Rose, sua filha, teria feito algo tão sério como se machucar de propósito.

- Não está certo. - Severus disse desconfortavelmente.

Hermione abaixou a cabeça e deixou derramar as lágrimas que já estavam prestes a cair.

- Não sei mais o que fazer, Severus. Não sei mais como agir! Não consigo nem mesmo controlar uma criança de 6 anos... – Falou com a voz quase quebrando.

- Acho que deveríamos ter ido devagar, Hermione. É notório que Rose precisava de mais tempo. Pense um pouco a primeira vez que ela me viu já teve que se acostumar comigo aqui quando o que mais ela queria era a família de volta.

Severus olhou novamente para a criança adormecida e suspirou. Na queda, além de quebrar alguns membros do corpo, a menina tinha ficado com vários hematomas. Ele se culpou por ter se imposta na vida dela tão de repente.

- Eu tenho medo. Se ela foi capaz disso o que mais ela pode fazer? – Hermione perguntou a ele em meio a soluços.

Severus não respondeu nada, mas continuou com seu olhar fixo na criança que dormia.

- O que faremos? – Ele perguntou.

Hermione lhe deu um abraço. E ao se afastar dele ele a puxou contra si e lhe deu um beijo nos lábios.

- Hermione, por favor, vamos conversar na sala.

Ao chegar na sala, Severus colocou uma almofada no sofá para que que ela pudesse se sentar de forma confortável.

Quando eles estavam confortáveis, ele voltou a falar:

- Estive pensando com muita cautela sobre tudo e que seria bom se me afastasse por um tempo.

Hermione o olhou surpresa e abaixou a cabeça.

- Não... Severus o que você está dizendo? Você não pode estar falando sério.  - Perguntou Hermione com lágrimas nos olhos.

Snape pegou sua mão.

- Hermione, claro que estou.  Você sabe que tenho bons motivos e que será melhor assim. Sua filha precisa de você mais do eu nunca. Quando quiser me ver, pode ir para o meu apartamento, vou pedir que Minerva a ajude, pois não quero que você se canse.

- Severus não é justo com você. Eu sei que vai querer acompanhar a gestação do bebê.

- E eu vou. Vamos fazer assim quando Rose estiver dormindo você vai para o meu apartamento e podemos passar um tempo a sós. - Disse Snape acarinhado a barriga de Hermione. - Será uma coisa temporária. Logo, a menina ficará melhor e esse tempo que vou passar longe vai servir para ela perceber que ela nunca vai te perder.

(...)

Ginny Potter olhava para mãe abismada. Não podia acreditar no que estava ouvindo.

- Mãe, a senhora não pode estar falando sério. - Ginny suspirou.

- Claro que estou. Minha neta está ferida e sei que a culpa é deles. - Molly se queixou. - Eu não sei como você pode defender Hermione depois do que ela fez com seu irmão.

- Depois do que ela fez? Ele a traiu. Ele foi o única a destruir a própria família. - Ginny argumentou.

- Eu não posso acreditar que você está tomando partido de Hermione! Ela traiu seu irmão, Ginny. Não merece nosso respeito e não merece a guarda das crianças.

- Ronald traiu Hermione. Todos sabem disso no Ministério da Magia, mesmo que ele tenha espalhado o contrário. – Harry disse de repente.

Ginny virou-se e deu um pequeno sorriso à seu marido, agradecida pelo apoio que ele estava lhe dando.

- Isso é apenas uma boato, Harry. E você deveria saber disso. - Molly argumentou. – Meu filho não mentiria sobre algo tão sério, meu Ron é um amor.

- Não vou entrar nisso novamente. – Harry disse seriamente. – Mas não queira tomar a guarda das crianças, pois terei que me meter. Não deixarei que faça isso com ela.

- Não acredito que irá desafiar a sua própria sogra, Harry Potter. – Molly Weasley lamentou. – Rose está ferida porque eles não foram capazes de olhá-la corretamente.

- Crianças se machucam o tempo todo, - Harry começou. - James caiu da vassoura semana passada quando estava aqui com a senhora. Mas isso não quer dizer que você não o olhou corretamente, mas sim que crianças podem se machucar por mais cautelosos que possamos ser.

- Bem, se vocês querem trair a família tudo bem. Mas eu não ficarei do lado da mulher que traiu meu filho! - Molly gritou antes de sair da cozinha.

Ginny suspirou. Ela sabia que não seria fácil, mas teria que provar a infidelidade do seu irmão para que sua mãe acordasse e se desse conta de todas as mentiras que seu irmão estava contando.

- Não dê atenção a ela, Ginny. - Harry gentilmente começou quando ela colocou uma mão reconfortante no ombro de Ginevra. - Ela vai se acalmar. Faremos algo para que ela descubra a verdade.

(...)

- Harry? - Hermione falou quando o viu entrar pela lareira.

- Olá, Hermione. Severus. – cumprimentou quando os encontrou sentados. - Sei que é tarde e sinto muito pela intrusão, mas preciso falar com vocês sobre algumas coisas. É muito importante caso contrário não estaria aqui.

- Claro Harry. Sente-se. – Hermione o convidou.

- Com licença. – Disse Severus se retirando.

- Não quero assustar, mas sua casa será tomada por Molly amanhã pela manhã.

- Eu já desconfiava, Harry. Na verdade, fiquei surpresa de não terem feito isso no momento em que avisei. – Ela o informou.

- Hermione, nós precisamos convencer Molly que Ron não é o santo que pensa ser.

Ela voltou a se sentar no sofá e encolheu os ombros.

- Harry, embora eu concorde com você como poderia fazer isso? EU não acho que terei tempo para isso. Eu só queria que eles nos deixassem em paz. Ele conseguiu fazer a cabeça da minha filha contra mim. Harry, eu quase pensei em entregá-la a ele para não vê-la sofrer. Mas eu não posso perder minha filha. 

- Eu farei isso. Snape e eu faremos isso. - Harry murmurou. – Nos encontraremos na casa dele para traçar alguns planos.

- Ele te disse que está saindo? - Hermione perguntou com os olhos em lágrimas.

Harry sacudiu a cabeça confirmando.

- Sim, ele me enviou uma coruja. - O bruxo revelou. - Sinto muito por ele ter que sair. – Harry lamentou. - Não será estranho estar longe dele por um tempo?

- Eu honestamente não pensei muito sobre isso. - Admitiu Hermione. – Mas não existe outra maneira, Harry. Severus está fazendo o melhor para me deixar confortável. Eu realmente não posso reclamar. Precisamos colocar as coisas em ordem para que isso possa dar certo.

- Vocês se amam muito.  – O bruxo concluiu.

Harry a abraçou e ela ficou feliz por poder não dizer mais nada. Hermione estava cansada, porém sabia que precisava ser forte. Saber que sua casa seria tomada por Weasley’s na manhã seguinte, não tornava as coisas mais fáceis. Mas ela faria o seu melhor para não matá-los.



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