História Uma segunda chance - Capítulo 8


Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Hermione Granger, Hugo Weasley, Ronald Weasley, Rose Weasley, Severo Snape
Tags Snamione, Snanger, Ss/hg
Visualizações 103
Palavras 2.114
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi fico feliz com os comentários e os favoritos. Obrigada a todos os leitores que comentaram e favoritaram.


Boa leitura

Evelyn Snape

Capítulo 8 - Oitavo Capitulo


Severus estava fazendo suas malas para ir para casa. Ele preferiu que as arrumaria da forma trouxa como forma de dar a ele um pouco mais de tempo para pensar o que se passava na mente insana de Weasley que mesmo traindo sua esposa, foi capaz de colocar uma criança contra a própria mãe.

Depois de ouvir Hugo, o mago começou a cogitar que Ronald poderia ser a causa de Rose está em cima da cama. Afinal, ele se lembrava perfeitamente do ruivo sussurrar algo nos ouvidos da menina.

Para ele, aquilo explicaria perfeitamente tudo que estava acontecendo. Com aquilo, Weasley ficaria com acesso irrestrito ao lar de Hermione.

No entanto, o que Weasley parecia ter esquecido era que Severus era um sonserinoe, por isso, ele havia pedido para Minerva que ficasse algum tempo com Hermione. Ele sabia que com Minerva por perto o outro não tentaria nada.

Além disso, o bruxo sabia que a Minerva poderia ajudá-la com que ela precisasse. Snape foi extremamente cauteloso e mandou uma coruja até para o casal Potter, ele sabia que Hermione precisaria de todos os amigos ao seu lado.

Depois de um longo suspiro, Severus Snape fechou sua última mala.

(...)

Ela estava extremamente pensativa. Sabia que o dia seguinte não seria nada fácil para ela. Sem Severus, tudo seria ainda mais complicado.

Depois de dar inúmeras voltas no quarto, Hermione sentou-se na cama ao lado de Rose. Sua filha dormia profundamente, ela sorriu quando ouviu um leve ronco saindo de sua boca.

Por alguns instantes, ela se lembrou de quando Rose era apenas um bebê. Um lindo bebê que fazia diversos barulhinhos fofos com a boca enquanto dormia. Muito embora algumas vezes ela acordasse assustada com aquilo, ela achava fofo. Sua pequena Rose parecia um gatinho ronronando.

No entanto, para sua infelicidade, sua mente logo se voltou para o presente. Ela não tinha muito o que dizer quando Severus propôs ir embora, ela mesma não conseguiu protestar, mesmo que ele fosse o homem que ela amava, estava pensando no bem estar de sua filha.

- É melhor assim. – Ela sussurrou para si mesma.

Ainda muito pensativa, Hermione passou a mão sob a barriga. Mesmo que ainda não desse para se notar, ela gostava daquilo.

- Não sei o que vou fazer querida. – Sussurrou olhando para seu ventre. – Sua irmã parece estar decidida a me evitar, e agora vou ficar longe do seu pai. Por vezes me pego pensando que ele merece uma mulher, que não tenha filhos, que não torne a vida dele uma bagunça – Disse Hermione secando uma lágrima que teimava cair de seus olhos.

- Hermione. – Severus a tirou de seus devaneios. - Já peguei tudo que eu precisava, se você precisar de algo, me mande uma coruja, Minerva não vai demorar para chegar.

- Sim. Quando você quiser vim passear será sempre bem-vindo.

Ele assentiu em resposta.

- Eu vou me despedir do Hugo - Disse Snape evitando encará-la.

Snape pegou a varinha, e com um simples aceno fez aparecer um leão enorme de pelúcia.

Hermione o encarou curiosa.

O homem em sua frente não disse nada, apenas chegou perto de Rose, colocou o urso perto do braço da menina e lhe deu um beijo na testa.

Depois foi até Hermione lhe deu um beijo e a abraçou.

" Eu te amo " - Pensou ele.

Severus entrou no quarto de Hugo e para sua surpresa, o menino estava acordado.

- Veio me dá um beijo de boa noite Sevrus... - Disse Hugo dando um sorriso.

- Sim - Mentiu Severus.

Ele foi até o menino e lhe deu um beijo na testa.

- Boa noite, criança. – Sussurrou antes de sair e fechar a porta.

Snape aparatou o mais rápido possível, pois sabia que Ronald Weasley chegaria dentro de alguns minutos, pois Madame Pomfrey retornaria em instantes. A medibruxa pediu para conversar assim que possível em particular com Ron e Hermione.

Por isso, ele tinha pressa. Caso contrário, se eles se encontrassem, Snape tinha plena certeza que entraria em uma discussão com o outro homem.

(...)

Minerva saiu pelo fluo e deu uma olhada rápida ao redor, apreciando a sensação de estar em algum lugar tão aconchegante. Hermione lhe deu um pequeno sorriso, mas sua garganta se contraiu enquanto pensava que Minerva só estaria ali para que Severus pudesse estar fora.

Apesar de ser angustiante, a bruxa também não via outra saída. Ela sabia que Rose iria querer o pai por perto enquanto estava presa naquela cama. Severus e Ronald embaixo do mesmo teto não daria certo. Aquela certamente era a melhor opção.

- Hermione! – Disse alegremente, mas as sobrancelhas de Minerva se ergueram de surpresa quando ela sentiu um certo formigamento do abdômen da outra bruxa, mas preferiu deixar aquele para quando sentir-se mais confortável. - É bom ver você querida. - Ela sussurrou.

- Eu senti tanto a sua falta. - Hermione falou em resposta.

- Por que você não senta? - A mulher mais jovem sugeriu, indicando uma cadeira almofadada em frente à sua mesa.

- Obrigada. - Minerva respondeu enquanto se sentava. – Severus me disse da sua condição delicada. Mas não especificou exatamente sobre o que se tratava. Mas agora eu posso ver. – Minerva sorriu brilhantemente. - Quando você descobriu? – A mulher mais velha a indagou.

Depois de um ligeiro choque, Hermione se recompôs.

- Alguns dias atrás. – A outra bruxa respondeu enquanto se afundava ainda mais na poltrona. – Mas como você descobriu?

- Não se preocupe, não foi olhando para você. Mas quando te abracei senti a magia irradiar do seu ventre. Bebês possuem esse dom, não é todos eles, porém, alguns se manifestam ainda quando estão na barriga da mãe. Oh, querida, isso é tão bonito. Severus um pai! Nunca imaginei.

- Sim. – Disse olhando para o chão.

- Você está triste. - Minerva observou. – Não queria um bebê no momento?

- Não. – Disse com sinceridade. - Essa criança é muito amada, Minerva. Mas confesso que o momento que ela veio é um pouco complicado. - Hermione respondeu enquanto procurava por uma maneira diplomática de continuar. – Rose não está nada bem. Poppy disse que é início de depressão.

- Não sabia que crianças podiam entrar em depressão. – Falou alarmada.

- Nem eu sabia, mas no último mês ela estava sempre com rosto triste, seus olhos sem brilho e não sorrindo, como se estivesse sempre cansada. Não pude deixar de notar que minha filha estava com muita sonolência, cansaço constante e sem energia para nada. Achei que as birras e irritabilidade sem razão aparente fossem apenas por estar insatisfeita conosco. Bom, Rose não gosta de Severus conosco, ela quer o pai em nossas vidas novamente. Por isso, achei que o choro fácil e exagerado fosse devido ao seu capricho.

- Meu Merlim, Hermione. Eu nem sei o que dizer.

- Eu sei, parece que a ficha não caiu. Mas madame Pomfrey passou alguns remédios. – Sussurrou com dificuldade e algumas lágrimas começaram a brotar dos seus olhos. – Não posso acreditar que pude pensar que fazia parte da birra por causa de sua vontade que ela tinha que voltasse com o pai dela. Poderia ter sido muito pior se ela não tivesse se acidentado, Minerva. Eu não saberia o que de fato estava acontecendo com minha filha.

- Sinto muito. – A bruxa mais velha se lamentou. – Tão nova e já com todos esses problemas. Porém, devo te dizer que não é sua culpa. Você não pode prever tudo, Hermione. Rose sabe da gravidez?

- Não queria contar a ninguém porque não queria que Rose ficasse ainda pior, mas ela mesma descobriu.

- Então sua preocupação é compreensível. – Minerva concluiu. - Mas apenas pense! - Minerva se emocionou. - Daqui a alguns meses, Rose e o bebê estarão brincando um com o outro! ela não irá resistir a alegria que é ter um bebê em casa.

- Eu espero que você esteja certa, Minerva, - Hermione sorriu, mas ainda chorava.

- As crianças estão dormindo certo? Por que não vai até Severus? Sei que ele já instalou a rede de fluo para que você pudesse vê-lo quando quisesse.

(...)

Após deixar a casa de Hermione, Severus deixou suas malas em um canto de seu apartamento, por um momento, pensou em sair para beber para tentar esquecer, mas desistiu ao invés disso se sentou em uma poltrona e ficou ali fitando o nada.

O dia tinha sido estressante. Talvez, um dos piores de toda sua vida.

Em sua mente veio todos os momentos que passou com Hermione, Hugo e até Rose, que sempre fez o que pode para tornar sua vida um inferno.

Mas para ele, a menina não tinha culpa, ela era sim mimada, mas que pai ou mãe não faria isso com sua primeira filha? Perguntou a si mesmo.

Pensando em filha, ele se lembrou de sua filha que estava a caminho. Filha essa que ele não iria acompanhar sua gestação. Ele faria o possível e o impossível para estar por perto. No entanto, Severus sabia que enquanto a luta na justiça pela guarda das crianças não acabasse, seu tempo que Hermione e o pequeno ser que crescia em seu ventre seria limitado.

Severus se levantou e resolveu tomar um banho, foi até o banheiro tirou sua roupa entrou. O bruco deixou a água cair. Permitiu-se também que uma única lágrima rolasse. Ele estava cansado e totalmente perdido. Mas sabia que iria encontrar a solução para tudo.

Depois de quase meia hora, o mestre de poções se enrolou em seu roupão e saiu do banheiro.

- Olá, amor. - Sussurrou Severus surpreso quando notou sua presença.

A bruxa estava em sua cama e parecia extremamente cansada, mas muito a vontade.

- Oi. – Respondeu Hermione em desanimo.

- Como tudo está indo? – Perguntou com interesse.

- Tudo bem. - Hermione respondeu um pouco sem fôlego.

- Estou um pouco surpreso em te ver tão cedo. Presumo que Minerva já esteja em sua casa?

Ela não disse nada, mas assentiu.

- Como está nossa pequena?

- Ela está bem. - Hermione respondeu quando se endireitou e colocou a mão em seu estômago que não aparentava seu estado.

- Fiquei preocupada com o susto, mas ela deve estar bem agora. – A bruxa admitiu.

- Você não deveria passar por esses sustos. – Falou de repente.

- E o que eu posso fazer, Severus? – Indagou um pouco mais dura que gostaria. - Eu tenho dois filhos que precisam de mim. A menos que eu possa prendê-los em uma caixa e soltá-los apenas quando o bebê nascer, não tenho grandes alternativas.

- Talvez seja a melhor alternativa.

- Severus. – O reprimiu alarmada.

- Estou brincando, Hermione. – Ele sorriu como forma de amenizar a tensão. - Não poderia ficar sem Hugo. Como está Rose?

Depois de alguns segundo em silencio, ela o respondeu:

- Eu a acordei para que ela pudesse tomar as poções. Ela reclamou de dor... suponho que eu deveria voltar... se ela acordar e não me ver pode ficar assustada. – Falou tentando se levantar.

- Potter estará aqui pela manhã. Conversei com ele para assegurar que os Weasley’s não irão te incomodar amanhã. – Severus a informou cautelosamente.

- Obrigada. - Hermione respondeu. – Severus, sinto muito por toda essa bagunça. Era por isso que tinha receio em te levar a minha casa.

- Você não tem que se desculpar, mulher tola. Eu sei exatamente o que estou fazendo.

Hermione olhou em seus olhos e deu-lhe um pequeno sorriso.

- Severus, obrigada por tentar nos defender dos Weasleys.

- Eu sempre defenderei vocês. - Severus respondeu.

- Gostei do seu apartamento. – A bruxa o informou limpando o rosto com a toalha que foi entregue a ela.

- Bem... futuramente ele também será seu e de nossa filha. Vamos perguntar a nossa filha se ela também gosta. - Ele respondeu sorrindo.

- Severus...

Ignorando-a completamente, colocou a mão sobre o estômago de Hermione.

- Olá, criança. Então, o que você acha dessa casa? – Perguntou presunçosamente e não sentiu nada em resposta. - Acho que ela gosta, Hermione. Quem cala consente.

- Suponho que sim. - Hermione respondeu sorrindo levemente.

– Ela nem nasceu e você já está estragando-a.

Severus deu um beijo na barriga de Hermione, ela riu levemente. Se Rose não estivesse tão doente, ela era a bruxa mais feliz do planeta.

Hermione sentiu uma leve tontura e para não preocupar Severus se sentou para não ter perigo de cair.

Severus olhou para Hermione, e viu que ela estava muito pálida.

Ele se sentou ao lado da amada. E segurou sua mão que estava fria.

- Você se alimentou hoje? - Perguntou ele já sabendo que Hermione deveria ter ficado sem comer.

- Eu tomei um chá - Disse colocando a cabeça no ombro dele.

- Merlim, mulher. Sei que você tem muita preocupação, mas também tem que pensar no bebê, deite um pouco, eu vou fazer algo para você comer, e não se preocupe se Rose acordar, Minerva pode mandar um patrono e você vai até ela.

Sem muito o que dizer, Hermione acabou deitando um pouco, e não demorou muito para Severus aparecer com uma bandeja com comida somente para ela.



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