História Uma segunda chance - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Danzou Shimura, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Kisame Hoshigaki, Konohamaru, Maito Gai, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Orochimaru, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shino Aburame, Temari, Tsunade Senju, Yamato
Tags Ação, Aventura, Drama, Gaara, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Luabi, Naruto, Naruto Uzumaki, Obito Uchiha, Romance, Sakura Haruno, Tobi
Visualizações 5
Palavras 979
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aconselho a escutarem a música enquanto estiverem lendo.

_Link estará nas notas finais._

Capítulo 1 - Introdução.


Fanfic / Fanfiction Uma segunda chance - Capítulo 1 - Introdução.

Queria poder sorrir assim como sorria antigamente.

Um sorriso bobo devido a uma piada mal feita, ou mesmo, qualquer outra coisa que arrancasse o riso e instalasse aquele clima tremendamente agradável. Um sorriso verdadeiro e recheado de sentimentos. Mas que no entanto, fora arrancado de mim, mas não em um bom sentido.

O frio tornava-se cada vez mais presente por ali, ainda assim, mantendo-se de maneira clemente, prazeroso e acolhedor. O vento suave, trazendo consigo o baixo som de águas não muito distante percorrendo seu trajeto até seu destino formulado, e ao mesmo, como também meu próprio destino final qual seguia naquele caminho em plena noite de lua minguante.

Embora muitas pessoas não soubessem exatamente o que poderia acontecer no dia seguinte, nada fora além de sua pacata vida cotidiana de afazeres num bem próprio; a sí e a lamentável sociedade. Talvez, ou sendo mais correta, isso não se aplica a mim.

Sei exatamente o que irá ocorrer hoje e amanhã, sei o exato local em que vou estar, os sentimentos que vou ter, a paisagem que vou ver, e, o fim que vou ter. A morte qual tanto supliquei.

A morte pode ser a única certeza que podemos ter. Ela chegará e será inevitável percorrer qualquer caminho que não seja como destino não sendo ela, e bem, podemos sim fazer nossos atalhos, mas independente disso, sempre será ela quem estará nos esperando. Contudo, há atalhos em que damos um salto caindo diretamente em suas garras, literalmente.

Então, seguindo desse salto levando-nos diretamente a morte, a humanidade nomeou desse atalho como suicídio, e aquele quem cometesse do suicídio, fora nomeado como depressivo, visível que sofrendo de depressão: resumidamente, um problema mental ocasionando status negativo de tudo e todos. Porém, eu discordo completamente disso. 

Não sou uma pessoa depressiva e muito menos sofro de depressão, eu apenas, apenas quero me libertar desta sociedade lamentável em que vivo e dar o salto de braços aberto para a morte. Eu não estou triste. Afinal, a vista daqui é incrivelmente bela, como céus poderia ficar triste?!

A brisa gélida soprava contra mim agora com um pouco mais de intensidade, arrepiando os pelos de minha pele, balançando tanto minhas vestias como os fios de meus curtos cabelos; é uma sensação magnífica, embora o frio um tanto peculiar em minha barriga e peito não se passassem despercebidos. 

O aperto em minha garganta com o tocar gelado da lâmina me arrancou um suspiro, enquanto nesse mesmo momento, virava-me de costas ainda sobre o corrimão de ferro daquela ponte. Logo direcionava um olhar calmo a lua, sendo acompanhada por um amontoado de estrelas, tendo sua maior concentração em uma linha cortante no céu. Assim, como também o corte um tanto profundo em meu pescoço, onde dali, um aglomero de sangue se formava demasiadamente, tirando-me rapidamente o ar.

E então, num seguinte ato exercendo minhas últimas forças, permiti dobrar um pouco meus joelhos, todavia, antes mesmo que meu corpo fosse ao chão, dei impulso nos pés me lançando para trás, diretamente para as garras da morte e aquele esplêndido e profundo mar. 

Aquele lugar não continha muitos postes de luzes, à vista disso, apenas a luz do luar iluminava ali, mas repentinamente, diversas luzes eram lançadas ao céu, explodindo em alto som e soltando mais luzes, estas clareando ainda mais onde estava. O que era? Ah, sim. Eram os fogos de árticio do ano novo. Como podia ter esquecido?! Estava tão focada neste atalho ao fim.

Naquele momento, tudo decorria em câmera lenta. Como havia mencionado antes, exatamente como sabia o que ocorreria no ontem quando cortei meu pescoço e o hoje quando me lancei nas águas do mar. Este é meu atalho. Este é o atalho que escolhi e exatamente como previ. Além disso, a vista que estou vendo e extremamente bela, e devo admitir, muito mais do que imaginava. Querido Destino e querida Morte, vocês me pegaram de surpresa contemplando este fim a qual de certo modo, não quero largar de mão. É simplesmente incrivelmente belo.

A gravidade não parecia mais surgir efeito sobre meu eu, que caia para o mar de maneira lenta, dando-me daqueles breves segundos, uma trilha de tudo aquilo que vive, memórias de minha história e além dela, aquela noite de lua minguante, o céu estrelado ganhando brilhos segundos após segundos, de diversas formas e diversas cores. O vento ainda mostrava-se presente, entretanto com mais intensidade em direção as minhas costas, fazendo tanto minhas vetias como os fios de meus cabelos balançarem direcionados ao céu. O frio na barriga e no peito, já não os sentia mais, sumiram muito provavelmente pelo medo do salto, quem sabe?! 

Morte, como você pode ser tão cruel mas tão incrível ao mesmo tempo? E justamente em tão pouco tempo?

Aquilo estava acabando. Meu corpo estava já a poucos metros a cima do mar, só então, um sorriso emergia em minha face, simples e calmo como em conjunto com ele, duas gotículas de água saião de ambos olhos, deslizando pela pele de meu rosto até se juntarem com a água do mar quando por fim, debatia de costas com tamanha força nela, roubando o pouquíssimo ar que me restava.

Meu coração que já a segundos antes palpitava aceleradamente, começava a diminuir os batimentos de maneira tão ligeira mas ao mesmo tempo tão lenta. Eu podia escutar os estouros dos fogos de artifício aos poucos sumirem, a visão do vermelho se misturar ao azul e logo ao total preto, meu corpo completamente molhado já não sentir peso algum ou mesmo o roçar das vestias, meu coração lentamente batendo.

Um batida seguida da calmaria.

Não sinto mais dor.

Outra batida seguida da calmaria.

Eu cumpri meu caminho pelo atalho ao fim. 

Mais uma batida seguida da calmaria.

Meu nome é Letícia e o meu fim chegou.

A última batida seguida da eterna calmaria.

Finalmente. 

Obrigado por vir antecipadamente até aqui. Morte.


Notas Finais


Kina - Can We Kiss Forever.
https://youtu.be/1-3B4sbjDHg


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...