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História Uma Segunda Chance (Malec) - Capítulo 18


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Capítulo 18 - Apaixonado


Pov Alec

-Bom dia, bebê. –Falei me aconchegando mais a ele. Sua pele quente junto a minha de baixo daqueles lençóis, coberta apenas por uma boxer era o mais próximo do paraiso que eu sabia que chegaria.  

Senti os músculos dele se contraírem e logo depois uma sonora gargalhada ecoou pelo quarto.

-Bebê? Sério Alexander? –Continuou rindo enquanto virava de frente pra mim. Um sorriso enorme e um rosto de sono foi a primeira coisa  que vi quando nossos olhos finalmente se encontraram.

-O que é que tem? –Falei aproximando meu rosto do dele enquanto passava a ponta dos dedos em seu braço. Magnus me deu um selinho e eu sorri rendido. –Somos namorados agora, se acostume. –Sussurrei com nossos  rostos próximos  e ele revirou os olhos.

-Acho que vou começar a repensar esse negocio de namoro...AI. –Reclamou quando  lhe dei um beliscão no braço onde segundos a trás eu acariciava. –Eu estou só brincando, benzinho. –Falou debochado e eu quis rir.

-Você é inacreditável. –Tentei me levantar mais fui impedido por ele, que me puxou e se enroscou no meu corpo como um coala.

-Vamos ficar só mais um pouquinho, amor. Hoje é domingo e nós não temos que trabalhar.. –disse em um tom provocativo junto com uma mordida na minha bochecha.

-Eu só vou pedir nosso café da manhã. –Respondi. Magnus distribuía beijos pelo meu pescoço me causando arrepios. Eu adorava como ele me provocava e depois voltava a ser carinhoso em questões de segundos.  

-Uhum. –Concordou, porém não fez menção de que iria se afastar.  

-Eu já volto. –Virei o rosto de lado para lhe dar outro selinho e depois, com um pouco de dificuldade, consegui me soltar de seu aperto.  

Fui ao banheiro e peguei uma das várias escovas novas que tinha na gaveta da pia. Quando terminei, fui até a sala.

Depois de ligar para a recepção e pedir um café da manhã completo. Eu olhei para a porta do quarto para me certificar de que ainda estava sozinho e liguei para minha irmã. 

-Alec, o que foi? –Sua voz soava sonolenta. Quase me bati quando olhei para meu relógio de pulso e vi que ainda eram oito e meia da manhã. –Está tudo bem?

-Está sim, eu só precisava compartilhar com alguém o quanto estou feliz.  –Sorri me jogando no sofá.

-AI MEU DEUS ME CONTA TUDO! –Seu tom sonolento mudou para um histérico na mesma hora. –CLARY É O ALEC! –Ouvi-a gritar e logo depois outro gritinho feminino invadiu os meus frágeis tímpanos. Clary dormia na casa de Izzy quase todos os fins de semana depois de noitadas, na qual eu sempre as acompanhava, mas bem.. agora tinha outras prioridades. 

–ALEXANDER CONTA LOGO. –Clary gritou comigo me trazendo de volta a terra.

-Como vocês já sabem, ele me pediu em namoro e obviamente eu aceitei... Meninas, foi tudo tão perfeito..  –Suspirei e ouvi elas suspirarem do outro lado da linha.

-Ta bom, mas e o sexo? –Izzy perguntou.

-Como sempre, foi perfeito... tudo com o Magnus é perfeito..

-Fico lisonjeado.. –Tomei um susto  quando ouvi a voz de Magnus atrás de mim.

-Puta merda, Magnus que susto! –Meu rosto estava corado por ter sido pego no flagra contando sobre minha noite quente com ele para minha irmã, como um adolescente.

Magnus  se sentou do meu lado e pegou o telefone da minha mão. Eu não sabia se ficava constrangido pelo flagrante ou excitado com a visão do seu corpo moreno apenas de boxer. resolvi ficar os dois.

Que corpo é esse meu senhor?

-Olá Izzy. –Cumprimentou colocando o celular no viva-voz.

-Oi Magnus! –As duas disseram ao mesmo tempo.

–Então.. sobre o que estavam falando? –Perguntou, mas em seus olhos que transbordavam divertimento eu pude ver que ele sabia sobre o que era, e só estava perguntando para me deixar sem jeito.

Filho da mãe gostoso

-Ele falou que vocês tiveram uma noite..-Peguei o celular e desliguei na cara delas, não  deixando que terminasse a frase.

-Amor.. –Magnus  começou a dizer e seja lá qual fosse a frase eu dei graças a Deus que batidas na porta o interromperam.

-Nossa estou faminto. –Corri para abrir a porta deixando um Magnus gargalhando para trás.

(...)

-Como esse homem consegue ser tão sexy apenas comendo uvas?

Magnus levantou o olhar que estava no celular até então e olhou para mim. Senti meu rosto esquentar na mesma hora quando percebi que ele havia escutado o que eu havia dito.

-Espera! O grande Alexander Lightwood está corado pela segunda vez em um dia? –sorriu lindamente pra mim e eu tive que conter um suspiro de rendição quando ele colocou outra uva na boca.

-Hoje faz um mês que nos conhecemos.. –Mudei de assunto. Magnus colocou o celular na mesa e voltou sua atenção toda para mim.

-Pois é..-Falou com um tom nostálgico. –Qual foi a primeira coisa que você reparou em mim? –Perguntou. 

Coloquei minha mão em cima da sua e acariciei com o polegar. O café quase totalmente esquecido, exceto pelas uvas e o pedaço de bolo que Magnus havia comido tudo. Ele tinha uma facilidade incrível de me fazer esquecer do mundo exterior. Pode soar bobo, mas dentro de mim tinha uma sensação de que tudo que eu precisava estava aqui, na minha frente.  

-Bom.. com certeza que você tem uma bela bunda.-Magnus me lançou um olhar de “te conheço o bastante pra saber que você está mentindo” –Tudo bem, tudo bem. Eu percebi que você estava triste, mas apesar da expressão de tristeza, eu ainda te achei a pessoa mais bela que e já havia visto, e olha que eu  já vi todos os tipos de pessoas que você possa imaginar. –Agora foi a vez dele ficar corado.

Depois de alguns minutos em silêncio, Magnus se pronunciou:

-Sua beleza com certeza é de tirar o fôlego de qualquer um.. Mas seus olhos, céus Alec seus olhos são um absurdo de tão bonitos. –Falou com sinceridade e eu sorri.

(...)

-O que vamos fazer agora? –Perguntou.

Estávamos agora deitados agarradinhos no sofá e eu estava indeciso entre convida-lo para um passeio ou ficar assim com ele, o que era realmente tentador.

Porém exibir esse belo asiático, que é só meu, pelas ruas de Manhattan não era uma ideia tão ruim. Além do mais, eu queria sentir na pele o quão bom deve ser andar por ai de mãos dadas, com uma pessoa que você gosta de verdade.

-O que acha de darmos um passeio? –Perguntei dedilhado seus cabelos enquanto sentia sua respiração calma em meu pescoço.  

-Acho uma ótima ideia! –Levantou do sofá indo para o quarto me fazendo sentir falta do calor do seu corpo junto ao meu na mesma hora.

(...)

15 minutos depois estávamos nós dois no elevador do hotel.

Estava distraído olhando para o espelho do elevador tentando, inutilmente, deixar minha camisa menos amassada, quando ouvi o barulho de uma câmera. Me virei em sua direção, mas antes que eu pudesse reclamar Magnus tirou mais uma foto.

-Dá pra parar? –Perguntei tentando soar sério, porém não conseguindo.

-O seu sorriso é tão lindo Alexander! Vamos, sorria pra mim. –Pediu manhoso. A câmera ainda direcionada a mim e eu não pude evitar o sorriso quase que instantâneo. Então Magnus tirou outra foto. -Olha como é lindo meu namorado! –Exclamou me mostrando o celular. Analisei a foto por alguns segundos. A foto estava realmente muito  espontânea, meu sorriso estava realmente feliz, e eu acho que nunca havia tirado uma foto tão natural assim.

-Venha, vamos tirar uma nós dois. –O puxei para o meu lado e nós tiramos uma sorrindo abraçados, em outra Magnus havia me beijando no rosto e antes que pudéssemos tirar a terceira, eu virei meu rosto e o beijei na boca.

Nosso beijo já começou violento e desesperado. O primeiro do dia e eu realmente  não sei como aguentei ficar tanto tempo sem sentir o seu gosto.

Minhas mãos começaram a passear por aquele  corpo absurdamente gostoso.

O coloquei na parede metálica onde ficava o espelho ainda o beijando, porém me afastei para apertar o botão vermelho fazendo o elevador parar na mesma hora.

-Você é louco. –Falou ofegante. Lhe lancei um sorriso sádico e Magnus me puxou pra mais um beijo. –Louco e gostoso pra caralho. –Murmurou antes de dar uma chupada na minha língua que me fez ir aos céus. Esse lado safado do Magnus me deixava completamente louco.

Magnus desceu os beijos pelo meu pescoço e distribuiu chupões me fazendo prender um gemido.

Desci minha mão para sua calça e adentrei-a sentindo o grande volume coberto pela boxer. Acariciei lentamente e Magnus arfou com a boca ainda no meu pescoço.

-Oh Alec, não podemos.. ah! -Falou entre gemidos baixinhos. Tirei a mão de dentro da sua calça e passei a mão pelo seu abdômen lisinho.

-Tem razão.. Mas é difícil me controlar com você. –Lhe dei um selinho e apertei o botão vermelho sentindo elevador voltar a funcionar.

Saímos do elevador, tentando parecer o mais normal possível, mesmo com os lábios inchados e as roupas amassadas, além das marcas  vermelhas em meu pescoço que logo logo se tornariam roxas. 

Andamos lado a lado para fora do hotel e caminhamos até o Central Park, que era um de meus lugares favoritos. Era calmo, lindo e muito aconchegante. Podia se passear com sua família, amigos, sozinho ou com o seu animal de  estimação. Além de ser um ótimo lugar para ir com seu companheiro.

(...)

Conversamos por horas sentados em frente a um dos lagos que tinha naquele enorme lugar.  Contamos coisas um para o outro, que apesar de bobas era legal que seu parceiro soubesse.

Magnus me contou um pouco da relação com sua melhor amiga e como ela é especial para ele. Eu com certeza iria adorar conhece-la.

Contei para ele um pouco de como era a minha relação com os meus pais, que apesar de haver discussões as vezes, também tinha seus momentos bons. Falei um pouquinho de como foi a minha infância com Izzy e Max. como eu faria tudo por eles e como eu daria tudo pra poder ver meu irmão pelo menos uma última vez.

Ele me contou também que adorava ler, seja livro de romance ou um livro enorme sobre as leis. Falou também o quanto amava a profissão que havia escolhido, mesmo não tendo tido tantas oportunidades de exercê-la ainda.

Fiz uma nota mental de conversar com Raphael, o nosso advogado para saber se ele conhece alguém nesse ramo que possa dar uma oportunidade a ele.

-Nunca pensei que um dia comeria churros na minha vida. –Falei com a boca cheia e desconfio que também esteja suja de doce de leite.

Magnus comia como se fosse uma criança. Era adorável como ele era louco por doces de diversos tipos, em especial os bolinhos da minha cafeteria. 

Ele estava tão concentrado que nem percebeu que eu estava falando com ele. Aproveitei para admira-lo melhor. Tão lindo, ele estava apenas com a calça e a camisa branca, com os primeiros botões abertos e as mangas dobradas até o cotovelo.  O Blazer perfeitamente dobrado do seu lado. Eu não havia perguntado, mas pelo que pude perceber Magnus parecia ter algum tipo de mania com limpeza e organização. Diferente de mim que sou desorganizado na maioria das vezes.

Pode parecer meio clichê, mas é como se nós dois nos completássemos. Tudo bem, isso é meio idiota, mas ninguém pode me julgar, quando nos apaixonamos, nós ficamos meio que idiotas não é? Não posso negar, eu adoro a sensação.



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