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História Uma segunda chance para amar (Mark) - Capítulo 1


Escrita por: e AnjinhoKooKie


Notas do Autor


°•BOA LEITURA•°

Capítulo 1 - Capitulo 1


Fanfic / Fanfiction Uma segunda chance para amar (Mark) - Capítulo 1 - Capitulo 1

15/08/2014

- Querida, acabaram de ligar do Hospital. Vou precisar ir! - Digo enquanto pego meu casaco, após ver a ventania que está nas ruas e recebo o olhar preocupado de Yura.

- Está perigoso para sair, meu bem!

- Digo o mesmo! Cancele esse encontro com suas amigas e fique em casa, está nevando e isso não é seguro a você que já está com esse barrigão. - me agachei, ficando na altura de sua barriga, e acomodei minha mão sobre. falta apenas 1 mês para o Shin nascer e ele já está quase explodindo a barriga de minha mulher. - Ei garotão! Fique aí por enquanto viu, não está na hora de vir ainda.

Levantei e dei um pequeno selar em sua testa. Ao caminhar até a porta, lancei um beijo para a morena, e peguei direção em meu carro para o hospital, que se encontra lotado, devido aos acidentes que a nevada forte causou.

~ Yura On ~

Enquanto termino de fazer o almoço, escuto uma pequena música irritante tocar, vinda do meu celular. Limpei as mãos e peguei o objeto que tinha uma pequena aba com o nome “ lucy ”. Atendo sem delongas.

- Oi Lucy! O que deseja?

- Estou a caminho do subway, eu e as meninas vamos nos encontrar, ainda vai vir?

- Irei sim! Vou terminar de fazer o almoço e encontro vocês.

Desligo a ligação, cortando a fala empolgada de minha amiga e termino o almoço. Em 30 minutos, já estava a caminho do carro com minhas chaves na mão.

Ao caminho do subway, escuto novamente o aparelho em minhas mãos tocar, e ao parar na faixa de pedestre, pego o celular sem ver quem se tratava.

- Filha?

- Ah! Oi Mãe - Tentei prestar atenção no que ela falava porém pelo barulho, não conseguia entender - Perdão, estou na rua e está difícil te escutar.

O sinal ficou verde indicando que estava livre a passagem, optei por desligar a ligação, pois seria perigoso dirigir enquanto falo com a mais velha.

Ao voltar minha visão para estrada, uma luz forte invade minha íris acastanhada, me senti cega por alguns segundos. Soltei o celular com o susto e coloquei minhas mãos sob minha barriga, esperando o impacto do outro carro no meu.

~ Mark on ~

Em minha sala, enquanto tomava um café com chantilly por cima para comemorar mais uma cirurgia bem-sucedida, escuto um bater forte na porta. Me levantei na intenção de abrir-lá, tentativa fútil, pois ela foi aberta brutalmente por Jackson, um dos melhores cirurgiões desse hospital.

- Mark… a Yura… E-ela… Está sangrando muito. Um acidente! - Disse ofegante.

Após escutar suas palavras, que por mais que sejam desconectadas, pude entender o recado. Senti lágrimas descendo depressa em meu rosto, algo em meu estômago me fez querer vomitar, e a cena da garota me mandando tomar cuidado de manhã, veio a tona. Levantei, me apressando a chegar no corredor da ala cirúrgica, e ao acomodar minha mão na maçaneta, sinto uma força em meu peitoral, me impedindo.

- Aonde pensa que vai, Mark? - Dr.Yang pergunta me afastando da porta.

- Minha mulher está aqui nessa sala! Preciso fazer a cirurgia.

- Essa cirurgia é de risco, não temos como fazê-la aqui, ela terá de ser transferida.

- Ela não tem esse tempo, e meu filho está em risco, me deixe fazer a cirurgia!

- Esse tipo de cirurgia são avançadas, você não está preparado! Iremos transferi-la. Não vou deixar você fazer isso!

- Por favor, eu imploro! Meu filho e minha namorada estão a beira da morte, e você está pedindo para que eu espere isso acontecer.

Me ajoelho ao doutor, chorando. Minha família está em risco e eu assistirei isso sem poder fazer nada?

- Eu estou lhe avisando Mark, não podemos fazer essa cirurgia.

- Eu posso e consigo, é minha mulher que está lá, não fiz faculdade atoa. Por favor, eu consigo!

Ele respira fundo e se encaminha para outra sala, deduzi que ele permitiu minha passagem.

Após me preparar, junto de meus ajudantes, encaminho até a maca que minha mulher estava e lágrimas descem sob meu rosto como uma cachoeira. Yura estava desacordada e podia sentir sua pele gélida e pálida ao tocar em seu belo rosto delicado.

Respiro fundo, e aviso que iríamos começar a cirurgia. O parto seria cesariana, para termos chances de salvar o bebê e minha namorada. Teríamos de ser o mais cautelosos possíveis, já que essa cirurgia nunca havia sido feita no hospital, e seria um milagre se desse certo.

Após horas de cirurgia, havíamos conseguido uma parte de nossa missão. Shin nasceu, um pequeno bebê gordinho, com os olhinhos puxados saiu de minha mulher, meu filho! Me senti feliz por um instante, porém Yura estava em risco, essa que havia perdido muito sangue durante o parto, pela sua hemorragia interna.

- Precisamos de sangue urgente! - Confesso que estava apavorado pois uma parte de minha cirurgia deu errado, já que eu não esperava por essa hemorragia, e assim foram minhas próximas horas, tentando salvar minha esposa, essa que em uma troca de assistentes, fez o aparelho dos batimentos cardíacos indicar uma parada.

E foi ali que meu mundo desabou, pois eu sabia que não tinha nada que eu pudesse fazer para salvar Yura. As lágrimas desciam devagar, como uma melodia que minha mulher cantava para mim enquanto fazia cafuné em meus cabelos, as esperanças sumiram e senti meu corpo mole, talvez eu deveria ter esperado para ela ir em outro hospital.

~ Horas depois ~

No berçário, no meio de tantos bebês, se encontrava Shin, esse que parecia brilhar em meio deles, sereno, um pequeno bebê, que ao nascer já estragou minha vida. Eu preferia ter ela aqui ao ter meu filho.

Yura morreu faz uma semana, fazem 7 dias que minha vida perdeu o sentido, foram 604800 segundos de pura tortura.

Deitado em minha cama, enquanto choro por não ter sido capaz de salvar o amor da minha vida, ouço o Shin chorar novamente, esse que costuma fazer birra frequentemente.

Me senti obrigado a ir até o quarto do menor, que se encontra na frente do meu.

O peguei do berço e o olhei no fundo de seus olhos pela primeira vez desde que ele nasceu, podia ver detalhes dele que eram iguais a de Yura e naquele momento vi, que minha vida não seria mais a mesma.

- Me perdoe filho, mas eu não queria que tivesse vindo no lugar de sua mãe.

12/08/2017

Em mais um dia de minha rotina monótona, fazendo o lanche de Shin, o alimento que o pequeno comeria no recreio da escola.

- Appa...

Encaro o menino a minha frente, encontrando-o de pijama.

- O que faz de pijama, Shin? Tinha que estar pronto, iremos nos atrasar, vá se trocar!

- Estou cansado, Appa.

- Ótimo! Também estou cansado de você e nem por isso deixo de te alimentar. Vá se arrumar que estamos atrasados!

Ele vai calmamente até seu quarto, pude perceber seus olhos cristalinos, como se fosse chorar.

O mesmo volta rapidamente com seu uniforme, então fomos em direção ao carro, onde Shin já vai automaticamente no bebê conforto, acostumado a fazer isso sozinho.

- Appa... Amanhã é dia dos pais, e como de costume, fizemos uma surpresa, você irá ir?

Respiro fundo, com os olhos cravados na estrada, e digo novamente minha frase mais usada.

- Eu posso ficar ocupado, Shin!

- O senhor sempre fica ocupado, no dia das mães, no dia das crianças, principalmente em meu aniversário. Você nunca tem tempo pra mim!

- Entenda que seu papai é ocupado, Shin! Vamos encerrar essa conversa. - Seguimos o caminho em silêncio, podia ouvir pequenos murmúrios vindo do banco de trás, mas tratei de ignorar, como sempre fazia quando tínhamos uma briga.

Ao chegar na creche, Shin desce e passa correndo pelos portões, sem se despedir, e novamente sigo caminho para o hospital.

Ao terminar mais uma consulta com uma pequena criancinha, de 7 anos, presto atenção em Jackson que acabara de abrir a porta bruscamente.

- Até quando? - Podia perceber raiva em sua voz.

- Huh?

- Até quando tratará Shin dessa maneira?

- Do que está falando?

- Lucy me contou da pequena briga que vocês tiveram no carro. Cara, ele e seu filho!

- Meu filho? O menino que matou minha mulher é meu filho?

- Ele é uma criança Mark, não sabe do dano que criou, só está sobrevivendo, então trate ele como seu filho!

- Eu não tenho tempo para dar atenção a ele. - Disse prestando atenção na papelada em minha frente, que estava parada em minha mesa há alguns dias.

- Então contrate uma babá ou uma ajudante geral, ele precisa de alguém que cuide e dê a atenção que ele merece!

- Até que não é uma má ideia!

- Tenha mais tempo com ele. O pequeno é somente uma criança, eu não esperava isso de você, ninguém espera isso de um pediátrico, você carrega esse nome por tratar de crianças, então honre esse título!

Após Jackson sair de minha sala, começo a anotar informações em minha papelada. Só oque me faltava, o Jack cuidando da minha vida!


Notas Finais


{CRÉDITOS}

•Capa: @Swag_DH
•Escritora: @AnjinhoKookie
•Betagem: @peachybxby


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