História Uma sem mundial em minha vida - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Futebol!, Palmeiras, Santos, Sem Clubismo
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Palavras 1.311
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quero dedica essa one para a melhor palmeirense do mundo, só ela pra fazer eu escrever one com um jogador odeio, espero que gostem.

Capítulo 1 - Clássico da saudade, único


Fanfic / Fanfiction Uma sem mundial em minha vida - Capítulo 1 - Clássico da saudade, único

Quando se quer de verdade, dá se um jeito, e sinceramente? Eu colocaria rolhas nos meus espinhos só pra não te machucar, essa é a história de um cacto e um balão.

Minha vida virou de cabeça pra baixo depois que comecei a namora um rival, logo eu, que sempre fui palmeirense fanática, dizia que nunca namoraria um rival, hoje sou toda trouxa por um, se não fosse Renata, nesse momento eu estaria com muito clubismo, maldita hora que essa infeliz me apresentou o zagueiro desgraçado, além de jogar no Santos é argentino, não tem coisa pior, estou realmente no fundo do poço. Esse será o nosso primeiro clássico juntos, o jogo será com mando do Santos, e Fabián estar lesionado, então resolveu ficar em casa assistir ao meu lado.

Mas quem diria né ? Eu positivo, você negativo
a tal da lei da atração. Mas quem diria né?
Eu do dia, você da noite, juntos perfeita união.


– Espero que esteja pronta pra perder, menos de três eu nem comemoro. — meu namorado apareceu na sala.


– Queridinho, eu dificilmente perco uma aposta, espero que não chore depois do jogo. — dei um beijo no rosto dele.


– O sem mundial vai perder, pode anotar, espero que esteja pronta para dormir no sofá.


– Renata é uma péssima amiga, foi me arrumar logo um zagueiro do time rival, eu odeio você.


– Também te amo Paula, mas se o seu time fizer gol no meu, o amor acaba.


– Então já pode ir terminando o namoro, esse jogo vai ser dois a um. Dois gols do Willian, pode anotar.


Faltavam duas horas pra começar o jogo, as provocações continuavam, Renata ficava de cinco em cinco minutos mandando áudio, quase bloqueio ela. A peste é tão sem clubismo, quanto eu. Ela namora o meu jogador, demorou quase um ano para eles namorarem, já que minha amiga era clubista pra caralho, e chata também. Moisés fez a guria esquece o clubismo no churrasco, graças a ele, hoje Renata  não tem mais clubismo excessivo.


Tirei uma foto minha e do Fabián juntos, depois postei no instagram.


"Primeiro clássico juntos, que vença o melhor, espero que seja meu Palmeiras  #MelhorRival #MeuSantista @FabianNogueira32"


Quando o jogo começou, o Palmeiras já estava tomando sufoco aos três minutos, quando Bruno Henrique, atacante do Santos, chutou um foguete na trave. Aos cinco Roger Guedes perdeu um gol que até minha avó faria. O primeiro gol do Palmeiras, saiu dos pés de Willian Bigode, depois de uma linda assistência do Moisés.


– Goooooooolllllll!!! Willian é o dono do meu corpo, que golaço do caralho. — fiquei pulando na frente da televisão.


– O Willian é o que? Não ouvi direito, repete. — Fabián falou cruzando os braços.


– Desculpa amor, foi na hora da emoção, eu te amo. — beijei meu namorado.


Você  é agua, e eu sou óleo, você é gelo, eu sou vulcão,
você é oito, e eu oitenta, você é sim, eu sou o não.

 

O jogo estava quente, era falta, confusão, cartão amarelo, aos vinte e cinco, Borja derrubou Ricardo Oliveira dentro da área, o juiz marcou pênalti, o palmeirense acabou sendo expulso. Ricardo acertou, fazendo o primeiro gol do Santos.

 

– Puta que pariu, o Borja não ficar um jogo sem fazer merda, vai tomar banho de soda, que inferno. — reclamei chateada.


– Ah é Oliveira! Ah é Oliveira. — Fabián comemorava, eu apenas revirei os olhos.


Depois desse gol do Santos, qualquer coisinha os meus meninos reclamavam com a árbitro. O jogo ficou cada vez mais emocionante, no final do primeiro tempo,  Willian quase fez gol, mas o Santos tem um puta zagueiro, que jogou a bola pra escanteio, por isso odeio o Veríssimo.


Fim de primeiro tempo, eu fiquei puta por que tomamos gol daquele embuste, eu detesto o Ricardo Oliveira. Fabián foi fazer pipoca, eu tenho o melhor namorado do mundo, o único defeito dele é jogar no time errado.


– Você é o melhor rival do mundo, te amo muito. — abracei o zagueiro.


– E você minha porquinha favorita, única palmeirense legal. Também te amo muito.— ele me beijou.


Ficamos comendo pipoca, tomando refrigerante, até que começar o segundo tempo. Aos quatro minutos Jean Mota queridinho da Renata, acertou a trave, quase tive um treco, filho da puta, essa zaga do Palmeiras é muito lenta, Juninho é praticamente um morto.


– Se eu mata o Jean Mota será que Renata me matar? Tou odiando ele.


– Capaz dela ir te matando aos poucos, só pra você sentir muita dor. Reh é muito apegada ao Jean, então não faça nada com ele.


O segundo gol do Santos saiu depois do Lucas Lima ter cobrado um escanteio, o embuste do Oliveira cabeceou, sem chances para o meu goleiro pegar. Eu já estava ficando muito puta, Egídio não acertava um cruzamento, os melhores do Palmeiras nesse jogo é o Bigode, Moisés e o Prass, por que o resto estão dormindo em campo.


– Que droga, como conseguem toma dois gols desse demônio? Acho bom Palmeiras fazer mais dois ou cabeças vão rolar.


– Santos o time da virada, Santos o time do amor. — Fabián pulava na minha frente, balançando a camisa do Santos.


Aos vinte e cinco, Moisés acertou um chutaço fora da área, um golaço. Eu gritei tanto, meu dez é foda, então o jogo novamente ficou empatado. Bati no escudo da camisa e gritei "Aqui é Palmeiras porra" a vizinhança deve ter se assustado, mas nem ligo, esse momento é meu.


– Alguém vai dormir no sofá, ou na casinha do cachorro, e não somos nós. — falei me referindo ao Moisés, já que no último clássico ele fez gol, Renata veio dormir aqui, só pra não olhar na cara dele.


– Ela tá certa, tem que tomar devidas providências. Eu jamais faria um gol no seu time, mentira eu faria sim.


– Você não é louco, no dia que fizer gol no meu Palmeiras, pode se considerar morto.


O jogo estava nos minutos finais, o juiz deu acréscimo , desnecessário, só pra fazer o palmeirense sofrer mais um pouco. Palmeiras não conseguia chegar no gol, os jogadores estavam cansados. Aos quarenta e nove, no último lance de jogo, contra-ataque do Santos, Jean Mota roubou a bola do Roger Guedes, deu caneta no Egídio, depois só tocou para o Ricardo Oliveira que fez o terceiro do Santos.

Eu cacto, você balão, se abraçando sem medo da explosão.

– Que time do caralho, não consegue ganhar do Santos, eu vou me jogar da Ponte. — comecei a chorar.


– Eu quero ver você chorar, você vai estremecer quando meu Santos jogar. Eu bem que te avisei, e você sabia, troque de camisa, e tenha alegria, se você é triste, é por culpa sua, pra te consolar o meu Santos só fatura. — Fabián começou a cantar nos meus ouvidos.


– Sair, eu quero ficar sozinha, me deixar. Não sei qual é pior perde pra esse time ou tomar três gols do cão dos infernos.


– Ficar assim não, prometo que amanhã eu trago uma camisa dele autografada, pra você, ainda peço pra gravar vídeo mandando beijo.


– Vai se ferra! Você sabe muito bem que odeio aquele indivíduo, quero que ele vá para puta que pariu.


Fui para o quarto, fiquei chorando igual criança, escondida embaixo dos cobertores, abraçada na camisa do Palmeiras.


– Paula, eu fiz brigadeiro. Juro que vou parar de te zoar.— meu namorado entrou no quarto com uma panela de brigadeiro, e duas colheres.


– Já disse que você é o melhor rival do mundo? Muito obrigada meu amor, por isso que eu te amo.

        
E não é que deu certo? Eu cacto, você balão,  se eu tô com você eu não tenho medo, eu não tenho pressa, tá tudo bem, tá tudo certo.


Ficamos abraçados, comendo brigadeiro, depois fomos para sala assistir filme, ele ficou mexendo em meu cabelo, eu já tinha até parado de chorar, tenho a melhor pessoa ao meu lado.

Eu cacto, você balão, se abraçando sem medo da explosão.


Notas Finais




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