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História Uma Sereia em Forks - Capítulo 17


Escrita por: Vieira-fanfic

Capítulo 17 - Capítulo Quinze


Fanfic / Fanfiction Uma Sereia em Forks - Capítulo 17 - Capítulo Quinze

Teorias

 

— É claro, que sim. Ele tem me ajudado em noite complicadas. E me faz lembrar que apesar de tudo, que sou especial! — Digo sorrindo. Aquele colar sempre irá me lembrar do dia que viramos sereias. Apesar de não ser o que tínhamos primeiro. Resolvemos trocar quando ficamos amigas da Bella e o Will achou as pedras e fez para mim e Cléo. Nanda não estava tinha viajando com os pais e Ash, mas depois que voltou Will fez um para ela também. Éramos quatro sereias com um segredo. Logo descobrimos que a pedra do colar armazena a luz da lua cheia, e quando precisamos ele nos ajuda ampliando nossos poderes. E pouco tempo antes de vir para cá, descobrimos que ela nos ajuda a ter controle nas luas cheias. Mas nem sempre é suficiente, então nós preferimos prevenir. — Eu nunca irei tirar.

— Olha, ela até parece normal e dócil perto deles. — Escuto a voz de Paul e me viro para o olhar.

— Fica quieto! — Jared fala dando um cutucão em Paul. Me seguro pra não rir e mando minha melhor cara de brava para Paul. Logo me viro a minhas amigas.

— Vem meninas vou apresentá-las ao pessoal. — Falo e logo me viro encarando os três garotos ao meu lado. — Acredito que vocês já conhecem os idiotas ali. — Falo apontando os morenos indígenas ali presentes e eles apenas afirmam que sim. Volto a atenção pra meninas — Esses são o Sam, Quil, Jared e o idiota ali é o Paul. — Falo apontando cada um. — Embry e Emily vocês já conheceram. Tem o Jacob que não está aqui, provavelmente está atrás da Bella. — Comento e escuto alguns risos dos garotos quileutes que é cessado após um olhar de reprovação de Sam para eles. — Onde está Leah e Seth?

— Leah foi dar uma volta, saiu muito nervosa depois de chutar seu ex daqui. Já Seth ficou ajudando a mãe na lanchonete hoje. — Emily fala e eu apenas concordo.

— Depois apresento eles a vocês. — Falo pros meus amigos, que apenas afirma.

— Prazer eu sou Nanda. — Nanda como sempre tentando ter o controle de tudo. — Essas são Cléo e Bella. — Ela aponta a morena e a loira ao meu lado, que apenas os cumprimentam com a cabeça.

— E então... Vocês vieram de mudança ou pra visitar a Drica? — Emily pergunta chamando a atenção de todos, inclusive a minha. Porque nesse tempo todo eu nem tive tempo lhes perguntar isso.

— Viemos apenas visitar. — Ash que até então, estava calado responde antes de Nanda.

— Como fizeram para virem com os garotos? Seus pais não surtaram não? — Pergunto curiosa as três garotas ao lado, pois as mesmas têm pais muito controladores e ciumentos.

— Nossos pais só permitiram porque viemos com os pais da Nanda. — Cléo diz apontando pra ela e Bella.

— Por favor me digam que o pirralho não veio. — Olho-as com o olhar suplicantes.

— Drica! — Nanda me reprende — Ele é só uma criança, queria que deixássemos ele sozinho em Gold Coast?!

— Claro! — Digo e Nanda me mandou um olhar repreensor e acabo dando de ombros. — Qual é, Nanda? Sabe que eu não sei lidar com crianças! Não podiam ter o deixado no Sr. Sertori, aposto que a Kim iria adorar. — Dou a sugestão e os meus amigos de Gold Coast riem enquanto os quileutes ficam sem entender.    

— Meus pais nunca viajariam sem ele. — Ela fala

— Ok, só o mantenha afastado de mim. Eu não vou aguentar se ele ficar grudado em mim de novo. — Falo me dando por vencida e ela concorda.

— Vamos meninas já está ficando tarde e depois os pais da Nanda vão ficar preocupados. É capaz de colocar a polícia atrás da gente. — Ash fala e a namorada concorda com ele.

— Espera onde vocês estão ficando? — Pergunto

— Meus pais alugaram uma casa em Forks pelos dias que ficaremos aqui. — Nanda diz

— Vocês vão ficar quanto tempo?

— Uma ou duas semanas, eu acho. — Bella fala e as outras concordam. — Vamos aproveitar enquanto nossas aulas não começam.

— Bom pra vocês, a minha começou essa semana! — falo fazendo cara de tédio. — Nanda, será que sua mãe vai se incomodar se eu for com vocês?

— Não, claro que não! Por que? — ela me pergunta confusa.

— Então me esperem, vou pegar minhas coisas. Tem algo que eu quero mostrar pra vocês. — Digo olhando eles que apenas concordam curiosos.

Subo para meu quarto correndo e pego uma bolsa e coloco uma muda de roupa, um pijama, meus pertences de higiene pessoal, meu celular e o carregador e o livro que comprei. Desço pra sala escutando a voz de Emily.

— Espero todos vocês amanhã então para o almoço.

— Claro, meus pais vão adorar. Eles queriam conhecer o lugar que a Drica está morando, eles se preocupam com ela. — Nanda fala e sinto um pequeno remorso por simplesmente ir embora sem falar com ninguém... ah, já passou!

— Então estou pronta, podemos ir. — Falo encarando meus amigos e me viro para os quileutes. — Tchau Emily até amanhã, tchau pessoal.

— Ei, Drica! — Escuto a voz de Embry me chamando e paro no mesmo instante. Não sei o que está havendo comigo ultimamente, é só escutar a voz dele que sinto meu corpo gelar por dentro, minhas mãos começam a suar e meu coração começa a bater mais forte. Será que estou criando sentimentos por ele? Não pode ser! Quando foi que isso aconteceu? Depois de todo esforço de manter qualquer um longe do meu coração. — Drica?

— Hã? — Acordo dos meus devaneios com Embry me olhando preocupado. — Você disse algo?

— Só queria saber se... amanhã ainda tá de pé ou você tem planos com suas amigas? — ele me pergunta meio sem graça e apesar da pele morena acobreada eu pude notar um leve rubor em seu rosto.

— Amanhã? — Dou uma de desentendida e me arrependo na hora em que vejo seu olhar. — É claro que sim. Você não achou que eu tinha esquecido né? — Vejo o alivio em seu olhar e o sorriso meigo em seus lábios, que acaba de me lembrar da conversa que tive com as meninas. Com certeza vou ter que começar a prestar atenção em tudo o que diz a respeito sobre ele, e ver o que está havendo comigo. — As meninas podem vir também? Não tínhamos combinado nada, mas... quero aproveitar o tempo com elas.

— Claro, sem problemas! Te vejo amanhã então. — Ele me diz sorrindo, e me pego pensando se as garotas não tivessem interrompido como será que teria sido beijar aqueles lábios?! Quando me dou por mim sinto aqueles lábios macios contra minha bochecha. — Boa Noite!

— Boa noite, Embry! — Oh minha nossa! Se eu estiver sentindo algo por ele eu devo ter perdido algum parafuso em alguma dessas luas cheias. Nunca me imaginei e nem tive pensamentos tão clichês. Com certeza a lua cheia afetou meu cérebro.

Saio quase arrastando eles dali, mal esperei eles se despedirem. Estava ansiosa pra mostrar a eles o que estava acontecendo comigo, e por mais que eu odeie admitir eu estava aceitando tudo até as teorias e experimentos ridículos do Leo sobre o que pode ter acontecido. Fiquei tão distraída que só notei que chegamos quando Cléo me chama.

— Drica, querida, que bom vê-la bem! Ficamos preocupados quando você sumiu sem dizer nada. — Lisa Gilbert vem me abraçando assim que me vê passando pela porta.

— Nós sentimos muito pelo seu pai. Ele era um homem bom e te amava muito! — Neil diz e me seguro pra não chorar ainda é difícil pra ficar lembrando do que aconteceu, mesmo eu não entendendo ao certo o que houve e de que doença ele morreu.

— Obrigada Sr e Sra Gilbert, mas eu estou bem. — Digo dando meu melhor sorriso que ninguém tinha sido capaz de perceber que era mentira, até o dia que conheci Embry.  E naquele penhasco sem nem sorrir, apenas dizendo que estava bem ele notou e percebeu que era mentira. É eu acho seriamente que as luas cheias estão afetando meu cérebro.

— Então me conta, onde está morando? Tem alguém responsável por você? Você está precisando de alguma coisa? Qualquer coisa é só dizer. — Lisa me bombardeia de perguntas que mal consigo acompanhar.

— Mãe, respira! — Nanda chama a atenção dela. — Emily nos convidou para almoçar amanhã onde Drica está morando, aí vocês podem conhecer o pessoal. Agora vamos subir pro quarto temos muitas conversas para colocar em dias.

— Nanda pega uma água pra gente beber enquanto conversamos. —  Digo e ela me olha meio confusa, mas logo entende o que eu quero dizer e vai pegar a água enquanto vamos para o quarto seguindo as garotas. Deixo minha bolsa em cima da cômoda em me acomodo em uma das camas, enquanto os outros se espalham pelo quarto. Logo Nanda aparece com a garrafa e uns copos. — Fecha a porta que quero mostrar uma coisa para vocês.

Pego a garrafa e encho um copo com água.

— Olhem só isso. — Digo colocando o copo no criado mudo. Mexo a mão e a água começa a subir e faço uma bola com ela que fica flutuando no ar.

— Mas como? — Cleo pergunta surpresa e todos me encaram da mesma forma.

— Não é só isso. — Volto a água pro copo e giro a mão fazendo a água ficar gelatinosa e depois voltar ao normal. Depois estico a mão à fazendo a água congelar. Todos eles me encaram de boca aberta. Fecho a mão sobre o copo descongelando a água. — Agora vem a parte estranha. — Pego o copo e jogo um pouco de água na minha mão e não acontece nada igual as outras vezes.

— O que aconteceu com você? — Nanda pergunta e eu caminho até onde deixei minha bolsa.

— Você perdeu a cauda? — Cléo questiona

— Como isso é possível? — Bella me olha ainda surpresa.

— Precisamos fazer alguns testes pra ver o que mudou em você. — Leo fala e eu apenas reviro os olhos, já sabia que ele ia dizer isso.

— Não, eu não perdi a cauda, ela só aparece quando estou no mar... Não sei porquê. Eu comprei isso... — Digo tirando o livro da bolsa — Achei que talvez pudesse me ajudar, mas até agora não achei nada. Só um monte de baboseiras. Seres místicos verdes com guelras, ou seres assassinos que matam a sangue frio ou o pior de todos, belas criaturas com uma beleza sobrenatural que usam seu rosto, voz e corpo para atrair homens e mata-los para comer sua carne. Quando éramos crianças as histórias de sereias eram lindas, encantadoras e mágicas. Cadê aquelas sereias boazinhas, como a Ariel?

— Credo você andou lendo contos de terror por acaso? — Leo diz pegando o livro da minha mão e dando uma analisada nele. — Oh, o pior é que não é não. É sobre as lendas das sereias, aqui está dizendo que um historiador famoso acreditava que existiam as sereias e ele criou várias teorias sobre a investigação que ele estava fazendo na época.

— Sério? Onde está isso e como eu não vi?

— Você chegou a ler o trecho sobre o autor? — ele pergunta me encarando e apenas faço que não, porque aliás não me interessa o autor eu queria saber era as lendas das sereias que não me adiantou de nada. — Tá explicado. Olha aqui diz que ele não finalizou a pesquisa, pois ele desapareceu e seu escritório a beira mar estava todo revirado e com marcas de arrombamento e sangue para todo lado, que mais tarde foi comprovado ser dele. Philip Castelli foi dado como morto, pois seu corpo nunca foi encontrado e a quantidade de sangue encontrado não deixa dúvidas sobre a morte. — Leo nos olha com um olhar muito estranho que tenho até medo de perguntar.

— Você não está achando que foi essa tal sereia carnívora que o demorou, né? — digo zombando do mesmo.

— E por que não? — Ele me olha todo questionador. Tento achar alguém ali que pense como eu, mas parece que todos ali pensam como ele. Até mesmo Will, que decepção.

— Gente isso é só baboseiras. Você mesmo disse que era conto de terror. Talvez seja apenas isso afinal e eu gastei meu dinheiro atoa.

— Drica, nós mesmo somos a prova viva de que lendas talvez não seja apenas lendas. — Bella fala me encarando

— Exatamente Bella, nós somos a prova de que tudo isso não passa de baboseira. Nós não nos parecemos com nenhum monstro do lago ness, verde e com guelras. Não somos assassinas. E muito menos matamos para comer carne humana. Tá que a Cleo atraiu todos os homens com o canto em uma lua cheia, mas ela só queria que eles a amassem e não queria mata-los pra comer, ou só os matar.

— Ela tem razão..., mas o Leo também. — Cleo começa e eu achei que teria uma ajuda, mas pelo visto não.

— Quer saber, eu vou dar uma volta. — Me levanto pra sair e escuto as meninas me chamando e apenas ignoro. Saio da casa pelos fundos e tinha umas cadeiras com uma mesinha debaixo de uma arvore e segui em direção as cadeiras e sentei observando a floresta e me perdi em pensamentos.

— Sabe talvez devesse escutar mais, antes de sair e se isolar como sempre. — Levei um susto quando escuto a voz de Will ao meu lado, não percebi quando ele se aproximo.

— Se veio pra me dizer que estou errada de como agi é melhor dar meia volta e ir embora. — Falo e ele apenas levanta as mãos em rendição. — Eu já sei não preciso que me diga isso..., mas é que eu não sei lidar bem com as coisas que não tem explicação.

Will apenas assente com a cabeça sentando ao meu lado.

— Eu te entendo. Isso tudo é muito louco.

— Quando nos transformamos era para ser algo mágico e único. É algo incrível fazer parte disso. Ter esses poderes, fazer tudo o que fazemos. Agora com a possibilidade de existir outros tipos de seres que eram para ser igual a nós só que são assassinos a sangue frio... isso me dá medo. Quantos mais seres existem por aí?

— Eu sei, isso também me assusta. Assusta as garotas, todos nós. Por isso o Leo resolveu pesquisar sobre o autor, vê se acha algo. Ash e eu vamos ajudar.

— Não acho uma boa ideia. Se o autor inventou isso pra ter publicidade ou dar um ar de terror ao livro será ótimo. Mas também tem a possibilidade de ser verdade, e se vocês investigarem e quem o matou perceber vão vir atrás de vocês. E eu não vou suportar perder mais ninguém. Você é meu melhor amigo Will, por favor não faça isso.

— Ei, tudo bem. — Ele me abraça, me passando seu carinho e proteção. — Você não vai me perder.

— Por favor Will, não faz isso. Não deixe eles fazerem também.

— Não se preocupe, eu vou falar com eles e tirar isso da cabeça deles.

— Obrigada — sussurro ainda abraçada nele, quando escuto um barulho e olho na direção do som. Lá na entrada da floresta, encoberto pela escuridão estava o lobo que tanto eu adoro. — Bola de pêlos!

— Que foi que disse? — Me solto de Will para olha-lo, depois volto o olhar para o lugar que antes havia o enorme lobo cinzento que tanto eu adorava ver e que agora não havia nada ali. Apenas a floresta escura e misteriosa.

— Achei que tinha visto... Ah, deixa pra lá! — Digo ainda encarando o lugar que o lobo estava. Será que ele veio me procurar, porque não fui ver ele hoje? Como ele me encontrou? Será que ele mora por aqui perto? São perguntas que eu sei que nunca terá suas respostas, e me deixará curiosa em relação a isso.



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