História Uma Surpreendente Mulher. - Capítulo 21


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Categorias Amor Doce
Tags Amor Doce, Castiel
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Palavras 4.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 21 - A Verdade.


Fanfic / Fanfiction Uma Surpreendente Mulher. - Capítulo 21 - A Verdade.

 

Ponto de vista: Luna Blancherd.

 

ANOS ATRÁS.

As risadas preenchem o ambiente a medida que Landon e Lianna as soltam descontroladamente, ambos coravam enquanto gargalhavam sobre a última confusão que Evve McGriver se meteu brigando por um cachecol no Soho. Minha irmã estava esparramada pelo sofá, enquanto o melhor amigo de frente a ela imitava as caretas da garota mencionada. Quando me aproximei deles estava com a expressão séria, não por não apoiar zombarem de Evve, mas, sim por mais uma vez ter tido que resolver um problema de Lia.

Pigarrei para chamar a atenção deles, minha irmã ergueu a cabeça na minha direção ainda rindo, arqueei uma sobrancelha e tenho certeza que tal gesto me fez ficar ainda mais parecida com nossa mãe. Naquela época com 16 anos meus cabelos eram longos e ondulados o suficiente para eu ser confundida com Lindsay em qualquer lugar, e o fato de eu ter a face do deboche nesse momento não faz com as diferenças diminuam.

— Deixa eu ver se entendi, enquanto fico horas  organizando os convites do aniversário do Luigi, coisa que você se comprometeu a fazer e não fez, você fica rindo com o Landon sobre a McGriver menos interessante? — indago irritada com sua irresponsabilidade, ficou combinado que enquanto eu organizaria o resto das outras coisas ela resolveria essa, não queríamos que nossos pais ficassem sobrecarregados, ao menos eu não queria.

Minha irmã faz uma expressão de quem finalmente se deu conta do que deveria ter sido feito, e age como uma criança pega no flagra, nem me prontifico a falar com Landon, a situação entre nós não é confortável desde meu aniversário de dezesseis anos.

— Sinto muito, Luna... — inicia tentando remediar sua culpa com palavras.

— Por não fazer uma única porcaria coisa que deveria fazer? Ou por essa não ser a primeira vez? — indago com ironia, exausta do comportamento descomprometido dela.

— Não precisa bancar a superior só por deixei uma responsabilidade de lado. — solicita no auge da infantilidade.

— É o aniversário do Luigi, tudo tem que sair perfeito. — afirmo contrariada com tanto descaso.

— Ainda deve ter alguma coisa para fazer, certo? Posso me candidatar para ajudar e Lia pode compensar o que não fez. — Landon se intromete, com sua aura de salvador das problemáticas, mesmo que não tenhamos nos falado tanto ultimamente ainda me fita como se fossemos os mesmos.

— Sempre tentando salvar a Lia dos seus erros. — digo com firmeza finalmente o enfrentando com o olhar.

— Como você. — queria retrucar, dizer que era mentira, mas, o fato de estar tendo essa discussão prova o ponto que sempre tenho que corrigir o que Lia faz.

— Lia está aqui e odeia que falem dela como se não tivesse. — minha irmã fala com desdém.

— E eu odeio que fale de si mesma na terceira pessoa. — por pouco ela não diz mais uma frase só para me provocar, ergo um dedo apenas para impedir isso e Landon ri baixo, enquanto Lia suspira.

— Então, agora que já acabou de dar suas ordens pode se juntar a nós no deboche contra Evve? — o melhor amigo de Lia pede me desafiando, oferece sua mão confortável, e depois de revirar os olhos aceito.

— Com certeza. — no instante seguinte estou rindo também. Coloquei a mão no meu rosto, observando a cena ao meu redor, sempre seria assim, sempre haveria o cara amoroso que amava duas irmãs, uma que amava ele demais e outra de menos.

 

 

[...]

Cumberbatch disse que para eu achar a pessoa mais vulnerável da família e usar sua fraqueza contra ela mesma. Lia era a pessoa mais instável dentre nós todos, porque em nenhum momento conseguia admitir que tinha o gene dos Gilbert, que sabia ter raiva em medidas fora do comum. Não conseguia colocar para fora toda sua frustração por meio da força, se controlava mais que qualquer um. Landon era seu ponto fraco, saber que podia confiar e acreditar nele era o que a mantinha firme, então, se ele mentisse ou a enganasse ela se transformaria no que é.

Planejei isso aos poucos, tive certeza do que fazer quando vi Landon no evento, com um olhar me lembrei do quanto os dois eram unidos, em como nosso segredo poderia afetá-la. Cada ação dessa noite foi planejada, cada olhar, cada suspiro, assim como quando peguei a mão de Ward, deixei que minha mãe nos visse, deixei que ela visse eu o fitando com quase fascinação, com todo desejo que meu corpo sente. Precisava que ela entendesse a verdade antes de tudo.

Quando me aproximei de fato de Landon e começamos a conversar, o mesmo tentou desviar das minhas investidas, mas, seu coração ainda era meu, minha boca ainda exercia ação sobre suas escolhas, minha pele encostada na sua ainda despertava sentimentos. Antes de puxá-lo para aquela biblioteca deixei o garçom instruído a fazer o que eu queria, então o que veio a seguir foi fácil, algumas palavras inocentes e um beijo calmo, que acendeu a chama que existia entre nós.

Minha intenção ao ir aquela festa era que Lia nos pegasse no flagra, e foi o que aconteceu, com Landon amarrotado e envergonhado me separei dele, não me preocupei em colocar uma face de arrependida, apenas fitei Lia que arregalou olhos pelo que acabara de ver, as orbes azuis lacrimejavam a medida que entendimento chegava a ela. Parecia chocada demais com o que presenciou para chorar, então se segurava.

Ela riu com escárnio, como ser rir fosse tornar a situação menos insana para ela, Landon tentou ajeitar a camisa enquanto ia em direção a minha irmã, notando isso ela ergueu uma mão o impedindo de continuar. Trêmula e ofegante, ela riu com mais desdém.

— Vocês só podem estar tirando uma com a minha cara. — fala com um deboche latente, abre a boca algumas vezes antes de voltar a falar. — Isso não está acontecendo, certo? Vocês...Não. — se nega a acreditar, age como se aquilo fosse algo cruel demais para ser verdade. Ela estava com raiva, só precisava manipulá-la um pouco mais.

— Não acho que precisamos falar nada para contextualizar a situação. — falo em tom calmo, Landon suspira, sabendo que minhas palavras só iriam piorar a situação. Lia me fita como se...Não sei nem explicar seu olhar.

— Quanto tempo? — algo me diz que ela não quer de fato a resposta, como Landon não a fala faço questão de responder.

— Landon te descreveu a primeira vez dele em uma praia, com uma garota épica, surpresa; era eu. — admito o que há muito tempo não foi dito, antes nem cogitava contar porque acabaria com algo, mas, hoje usei essa informação como trunfo. Lianna Hope no auge da verdade faz algo que seu corpo deve ter lhe dado a vontade de fazer; sinto a bofetada em meu rosto, ao passo que Landon salta de susto. Minha irmã está assustada com o que fez também, mas, não o suficiente para pedir desculpas.

— Vocês mentem para mim há anos? Você me engana, e ainda tem a coragem de falar como se eu fosse uma estúpida por não perceber? — grita aquilo ofendida, massageio a minha bochecha, ao passo que ainda não me dou ao direito de me irritar também.

— Bem, você foi uma estúpida por não notar. — concordo não tirando o ponto dela, a mesma ri mais um pouco.

— Lia, nós queríamos contar, eu queria contar...Mas, sempre foi diferente, nunca tivemos algo de fato. — Landon tenta explicar, praticamente implora pela compreensão dela, Lia o fita como se nem o conhecesse.

— Vocês me esconderam isso por anos, Landon, não dias, vocês agiam como se não se suportassem, enquanto...Vocês são cínicos. — diz ao passo que passa a mão pelo rosto desesperada por alguma verdade. — Pretendiam me contar um dia? — faz a pergunta sem calma alguma, Landon desvia o olhar e eu mordo os lábios. — Oh, vocês não iriam me contar, que bom, e o nível dos dois baixa. — ironiza acho que tentada a me agredir de novo. — Você a ama? — olha para Landon como se aquela fosse a grande questão, ela não tem uma resposta, e não ter resposta nesse caso é um sim, me limito a não me afetar com isso. — Você a ama. — fala em voz alta como uma confirmação, então ofega, se virando na minha direção.  — Você sempre teve tudo; as melhores notas, os prêmios mais importantes, o amor exagerado do Luigi, o orgulho do vovô Liam, tudo sempre foi sobre você e a única coisa que você não tinha era o Landon e você, sua vadia egoísta resolveu tirar isso de mim. — sabia que quando a fúria dela viesse seria intensa, mas, não a ponto dela ser tão sincera nos argumentos, foi minha vez de ofegar com os olhos marejados. —  Porque é isso, você é a pessoa mais egoísta que eu conheço, não se importa com nada além do próprio umbigo e transa com qualquer cara sem mérito, apenas para se sentir a mulher mais desejada do mundo, como está fazendo com aquele Ward, mas, ai vai; isso não te classifica como moderna ou para frente, te classifica como uma vadia depravada, você usa um legado para justificar que é uma pessoa cujo caráter é perverso. Nenhum homem vai te olhar com admiração, porque você não faz coisas honráveis, cada ato, cada escolha, move-se pela sua capacidade de maliciar tudo. Não é possível que Landon tenha se apaixonado por essa versão...Tenebrosa de mim. — despeja usando da melhor capacidade dos Gilbert; a de machucar quem ama. É minha vez de rir com escárnio. Logo noto que ela também viu minha cena com Ward.

— Por favor, quer me falar sobre ser o centro das atenções? Você? A garota mais mimada, dependente e dramática que eu conheço. Você é incapaz de assumir o que faz, de reconhecer que todos, exatamente todos lidam com você como se fosse uma adolescente propensa a erros. Mamãe olha para você e vê uma recompensa pela mudança dela, mas, você é só uma farsa, uma medrosa e a única razão para querer tanto Aaron é que você vê isso como uma boa ação. — também sou ótima nessa capacidade, Lia dá um passo para trás indignada com meu tom frio. — Luigi nunca teve o direito de ser o caçula daquela casa, porque você sempre ocupou esse lugar,  por isso ele se afeiçoou a mim, porque nas noites de tempestades era para a minha cama que ele ia, porque você já ocupava a dos nossos pais com sua infantilidade tosca. Quando ele se machucava, eu colocava um curativo, sorria e dizia que tudo ficaria bem, porque nossos pais estavam ocupados lidando com o fato de que você estava fazendo um escândalo qualquer por não poder ir a algum lugar com Landon. Quando começamos a trabalhar na gravadora, sua tagalerice quase fez nosso pai perder muitos contratos, e eu estava lá, resolvendo tudo para você, eu sempre estive lá resolvendo tudo para você. Eu cresci por nós duas, deixei que cometesse os erros que eu não poderia, e quando cometi os meus nunca pedi que você sofresse as consequências...E você é patética por acreditar que o modo como as pessoas te veem é realmente como você é, eu não sou a egoísta aqui, você é.  — sinto como se isso não fosse  mais sobre Cumberbatch, ou Ward, nem Landon, era sobre nós duas. Sobre mim. Sobre o que eu sempre quis dizer. — Você é a melhor amiga do Landon, mas, você não pode dizer quem ele deve amar, você não tem esse direito...E quanto a mim, sério mesmo que me acha tão ruim para não merecê-lo?  Ou melhor, sério mesmo que ele importa mais do que eu para você? Meu legado nunca foi os Gilbert, meu legado sempre foi você. — grito mais alto, mais forte, com mais coragem. Lia se aproxima com uma face de quem pode acabar comigo se quiser.

— Dane-se o legado, você mentiu para mim, me enganou... — para de falar aos poucos.

— Você quer que eu peça desculpas por Landon me amar? Não posso controlar esse tipo de sentimento. Por ser melhor que você? Por ele ter te rejeitado porque naquele momento estava pensando em mim? Por se ele tiver que escolher, escolher a mim? Por se eu disser, ao menos cogitar que quero ficar com ele, o mesmo te deixar de lado em segundos? — indago aquilo tudo com extremo deboche, então acontece, ela tenta de novo sua mão se ergue em direção ao meu rosto novamente, no entanto antes que atinja minha face agarro seu pulso, a olhando com certa pena. Olhos nos olhos, azul no verde, nos fitamos sabendo do quão podemos nos destruir se quisermos.

— Você vai acabar com todos nós. — isso com certeza não é mais sobre Landon. Meu erro foi me concentrar na suas palavras por dois segundos, isso foi o suficiente para Lia usar certa agilidade me dar uma cotovelada na barriga com o braço a salvo das minhas garras e se desvencilhar do meu corpo.

Gemo de dor pelo ato imprevisível. A medida que ergo o olhar na direção da dela e vejo a pessoa que eu queria despertar. Sem que eu espere mais uma tapa é desferido em minha bochecha, de forma que meus cabelos se esvoaçam.

— Isso é por ser unir aquele cara. — ainda não posso me defender quando a mesma estapeia o outro lado, sem a intervenção de Landon. — Isso é por ter transado com meu melhor amigo, sem ter a dignidade de fazer isso por amor. — diz sadicamente, liberando qualquer rancor que tem de mim. Arregalo os olhos quando sinto um gosto azedo na minha boca e noto que Lia me fez sangrar. Sinto que de onde veio essas coisas tem muito mais, então reajo minhas pernas empurram as suas rodeando seu tornozelo, em um ato de distração ela cai, suas costas caem no chão quando ela ofega, reclamando de dor.

— Isso é por ser uma sonsa. — chuto suas pernas, enquanto Lia tosse pela dor. — Isso é por achar que tem algum direito de me julgar. — murmuro cruelmente, Landon está pronto para vir até mim e me segurar, mas, é interrompido por Lia, que também é rápida o suficiente para movimentar o corpo e me jogar no chão ao lado dela.

— Está ignorando que eu era sua parceira de treino, conheço seus truques. — diz quase sem ar. Fala isso como se essa fosse sua grande jogada. Com um movimento de pernas brilhante está em cima de mim me segurando com toda sua força, me remexo tentando me soltar dela, mas, Lianna não é só um corpo frágil nesse momento ela é um corpo irritado.

Usando minhas habilidades, desvencilho ao menos uma mão e alcanço o pescoço de Lia, não penso em machuca-la de fato, apenas uso esse mero momento para erguer meu corpo e jogá-la para baixo. Consigo, e quando faço isso me levanto o mais rápido possível, olhando para Landon que parece não entender o que está acontecendo aqui.

É pouco.

Preciso de mais.

Passo por Lia com certa indiferença, torcendo para que essa seja o suficiente para que ela vá mais fundo na sua fúria, quando estou de volta a festa oficialmente a primeira pessoa que dou de cara é com meu pai, mesmo de longe ao lado de minha mãe que não olha para mim ele arregala os olhos para o meus machucados exigindo uma explicação sem palavras. Não tenho tempo de obedecer sua ordem porque sinto meu corpo colidir contra uma parede. Lia me segura pelos ombros como se pudesse me esganar ali mesmo, seus cabelos já foram bem moldados um dia, agora ela só parece selvagem, principalmente rangendo os dentes desse jeito.

— Ouch. — consigo debochar, mesmo que alguns ossos doam com sua raiva. Ela não se importa. Não se importa nem com a plateia que se forma ao nosso redor tentando entender a situação, plateia essa que contém nossa família, nossos amigos, e bem, Aaron, que a observa como se ela fosse uma estranha. Bom, para ele essa versão dela é, não para o McGriver que parece magnificado.

— Revide. — praticamente exige, talvez agora nem seja sobre mim, é sobre ela, Lia guarda fúria por outras coisas, por ser quem é, precisa que alguém a ajude a ficar livre da culpa. Faço o que ela pede, não preciso de muito para empurrá-la com força e fazê-la separar-se de mim.

— Você diz que eu ignorei que você era minha parceira, você ignorou algo pior que isso; Sempre fui melhor que você. — tento acertá-la, mas, é mais rápida desviando do soco. Lia sabe que ainda não estou dando tudo de mim, ela está me acertando porque estou deixando, porque no fim nunca vou dar tudo de mim para ela. Quando girei minhas pernas em sua direção com certa dificuldade por causa do vestido e do salto Lia se desiquilibrou indo em encontro com uma prateleira de vidro e esbarrando nela de forma que sua testa ficou cortada e a mesma deslizou até o chão gritando com certa dor.

Me aproximo dela como uma felina, passos lentos, olhar cruel, pronta para acertá-la, mas, alguém repetindo meu movimento de mais cedo segura meu pulso com firmeza. Me viro preocupada, e suspiro quando dou de cara com os olhos verdes marcantes.

— Qual das duas vai me explicar o que infernos está acontecendo aqui? — Lindsay Gilbert é a única que ousa se intrometer, enquanto me segura para que eu não estrague mais as coisas para ela. Lia tosse mais um pouco e me olha com desdém.

— Pergunte para sua doce filha, afinal foi ela que tomou iniciativa para que as coisas ficassem violentas. — sou em que respondo primeiro, ironia saindo de mim.

— Sim, depois de descobrir que Landon estava fodendo você. — declara para o espanto de alguns, principalmente do nosso pai que me fita como se eu fosse um ser de outro planeta. Sério? Isso é mesmo tão surpreendente? O Dilaurentis mais novo que já saiu da biblioteca a essa altura não tenta esconder sua culpa, quase quero rir dele.

— Bem, quando você nos encontrou ainda não estávamos de fato fodendo, mas, sim, eu entendo seu ponto. — minha mãe me repreende com o olhar pelo sarcasmo, me limito a fazer um biquinho.

— Precisamos sair daqui, resolver essa situação com mais privacidade, tenho certeza que Lia não queria fazer isso. — é minha vez de gargalhar com desdém quando Lynn se solta de mim.

— Estou sangrando, essa é a prova de que ela queria fazer isso. — lhe devolvo dolorida e ofendida. Minha mãe me olha como se pedisse para eu parar. — O que? O que está acontecendo é o que sempre acontece, está do lado da Lia, independente de quem está errada aqui, sua primeira ação foi defendê-la. — grito também não me importando que todos estão ouvindo isso.

— Luanna, não torne as coisas mais difíceis, ouça sua mãe. — acho que meu pai está se segurando para não socar a cara de Landon após as revelações.

— Estou bem aqui, é confortável ser negligenciada em público. — falo a medida que é a vez de Liam se aproximar e praticamente exigir com o olhar que eu me controle. O mesmo usa de todo seu poder para me puxar pelo ombro e praticamente me obrigar a ir de volta aquela biblioteca.

Ao chegarmos lá a plateia não está menor, ao menos os que ficam são de fatos conhecidos importantes. Mesmo que procure não encontro Froy e Ward em nenhum lugar, começo a achar que já foram embora. Lynn me olha com tanta decepção que suspiro de novo.

— Não aja como se essa situação fosse sobre sua rejeição ou algo do tipo, não quando você não está livre de culpa hoje. — exige com sua melhor postura de advogada.

— Sobre o que você está falando Lindsay? — meu pai pergunta em tom sério, ainda está processando o que está acontecendo.

Lia que também foi arrastada até aqui ri com desdém, ela sabe exatamente do que nossa mãe fala.

— Sobre eu estar transando com Oliver Ward.  — respondo o que Castiel Blancherd quer saber e ele me olha como se eu tivesse planejado o assassinato de alguém. Falar em voz alta parece fazer isso se tornar mais verdade, porque minha mãe coloca a mãos sobre a boca, quase chocada, enquanto meu avô suspira.

— Não pode brincar sobre esse tipo de coisa, Luna. — me instrui não querendo ver a verdade. Arqueio uma sobrancelha, enfatizando a declaração, e a mesma solta um som frustrado.

— Não importa. Você vai acabar isso. Sair de Seattle. Voltar para NY. — ordena tentando controlar a situação, controlar a todos.

— Não. — uma única palavra mostra minha determinação. Meus pais me olham como se não reconhecessem a filha que colocaram no mundo.

— Não quero acabar com “Isso”. E não há nada que façam que pode me convencer a parar. — deixo isso claro, Lynn ri como se dissesse que sou estúpida.

— Na verdade há. — afirma como se me desafiasse a continuar.

— Como o que? Vai me deserdar, me tirar do legado, exatamente como Liam ameaçou fazer com você quando descobriu sobre Steve? — indago sílaba sobre sílaba, a medida que noto que esse é seu ponto fraco. — Ou vai ignorar minha existência, exatamente como Jean-Louis fez com você? — essa pergunta faço para meu pai. — Uau, os dois são bem hipócritas, e aquele papo de “não seremos como nossos pais”? — questiono dramaticamente. — Mãe não me olhe assim, tão assustada, sou exatamente como você, lembra? Todos dizem isso. Só uso tudo que tenho quando quero algo. — afirmo convicta.

— Qual o seu problema? — me viro na direção do babaca nomeado Aaron Moritz quando ele ousa me questionar isso. — Por que está agindo como se odiasse todos nas suas família, como se quisesse que todos te odiassem? — está indignado com meu comportamento. Dou uma risada de sua intromissão.

— Desculpe, quem te deu o direito de estar aqui? Você ter conseguido o bilhete premiado de foder Lianna Gilbert não te classifica como digno o suficiente para o uso da palavra. — de novo olhares arregalados, Landon parece chocado, a medida que Castiel se segura em uma mesa qualquer do cômodo. Lia me olha como se não acreditasse no quão longe fui. — Oh, ela não te contou, Landon? Você é o melhor amigo dela, não é? Uau, parece que nossa querida Lia é hipócrita, para te julgar por um erro que ela também cometeu. — digo ainda mais cínica, depois volto ao músico do momento. — Não ache que ela ter dado sua primeira vez a você é grande coisa, você era a segunda opção, a primeira vez que Lia realmente cogitou transar com alguém foi com o McGriver, porque ela quer se sentir desejada, porque ele é o cara certo para nós, não importa o que digam, o quão normal soem, os legados de Manhattan e seus títulos os aproximam mais do que sua música a conquista. — parece que eu toquei em no seu ponto fraco. — O problema não é você, sério, é só que as mulheres Gilbert não se dão bem com os caras bonzinhos, o máximo que você pode conseguir é ser traído como Nathaniel foi, ou morrer como Steve. — ouço um arfar e já sei de quem foi antes mesmo de ver sua expressão.

— O que você está fazendo? — Lindsay indaga como se eu fosse um monstro, nesse momento abraça Lia de lado.

— Lia foi feita através dos seus sonhos. — afirmo quando a vejo cuidar dela. — Fui feita através dos seus pesadelos. — é o que falo, antes de receber um olhar machucado de todos eles, sem mais palavras saio daquela sala com os passos mais rápidos.

Como em um flash estou em frente ao local do evento, no caminho até aqui recebi todo tipo de olhar pela cena que presenciaram lá dentro, mas, eu não me importo. O que importa é o que sinto em meu coração agora, a dor que não deixo sair.

— Você fez o que Cumberbatch pediu; estragou a festa da Lindsay, o começo da vingança por ela ter destruído Jean-Louis. — quando a voz de Froy fala aquilo, a culpa se multiplica e quase ganha forma. Todos os sentimentos que lutei para guardar se reviram, olho para ele, espero que ele continue, que me ofenda mais que isso, só que Froy é um conjunto de surpresas, é um constante de emoções, os seus braços me puxam em direção a ele e sou abraçada de um jeito convicto que me causa lágrimas. Por tudo. Ele me abraça como se não fosse me deixar escapar. Não quero que ele deixe. Não importa o que ele diga, os limites que fala que não podemos ultrapassar, já o fizemos, já não controlamos.

 

 

 

 


Notas Finais


Vou deixar que vocês comentem!


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