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História Uma vadia criminosa - Capítulo 5


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Notas do Autor


Perdoem qualquer coisa ❤️

Capítulo 5 - Capítulo 5


Capítulo 5

O céu negro e sem estrelas é definitivamente a coisa mais poética da vida. A maneira como as nuvens se posicionam. A cor divina que mais parecem manchas jogadas em uma tela qualquer. Um aviso prévio do que virá mais tarde. É como se houvesse uma espécie de sentidos. É caótico, majestosamente confuso. Entre o belo e a dor, os sentimentos vivem. As mágoas sendo afogadas em um copo de álcool com a finalidade de esconder tudo isso. Um coração que em outrora já não batia, explode em emoções. Risos exagerados. Gritos de euforia. O galpão abandonado – não mais vazio. São tantas coisas, tantos dias, tantas lembranças. Gargalhar também é um fato comum. 

A sujeira não só do ambiente, mas de nós. A cena propícia para ser filmada e depois assistida diversas vezes. O homem amarrado tentando observar e entender o que está acontecendo a sua volta. Um cigarro aceso morrendo em meus lábios. A falta de luz. A falta de humanidade e compaixão para com alguém que realmente não merece. Causar o sofrimento é tão saboroso. Dentro do meu peito existem as justificativas. Não há razões para dar espaço ao remorso. O plano é simples e bem executado. Dizem que o nosso maior amigo é o tempo, também dizem que ele é o nosso inimigo, eu digo que o relógio me obedece. 

Tic-tac. Tic-tac. Tic-tac. Esse é o barulho que soava em minha cabeça como se fosse um sussurro assustador. Em alguns momentos foi substituido pelos sinos que ficam no topo de uma catedral. Eu gosto desta palavra. Catedral. Me parece algo relevante. É como se fosse um palco de mágicas. A gente entra, olha para os santos e espera o milagre. Bem que aqui poderia ser o porão de uma velha igreja. Seria intrigante torturá-lo no solo sagrado. Ele grita. A gente reza. Ele pede por socorro. A gente faz do pai nosso uma poesia. 

Sinto ânsia. A minha cabeça dói. Sinto a minha fraqueza. Sinto-me levemente bêbada. Melhor ainda, não haverá piedade. Eu estudei o meu corpo por anos para ter a certeza de que não haveria vacilos. O meu emocional fodido não me decepcionou, não sentiu, não desistiu. As minhas mãos trêmulas tentaram conter a felicidade por poder fazer isso. Talvez em meu olhar tu irá encontrar os detalhes desta vida miserável, mas se serve de conselho, não me olhe muito. Não me questione. Não mergulhe nesse mundo. Não tente descobrir absolutamente nada. Apenas tenha estômago para me acompanhar. 

- Você é uma pessoa religiosa, Daniel? - Eu perguntei enquanto apagava o cigarro em seu peito. O homem apenas acenou positivamente. - Então você acredita em milagres. - Eu afirmei. - Já começa a pedir para o todo poderoso lhe matar, pois nem ele  será capaz de lhe tirar das minhas mãos com vida. As suas opções são morrer rápido ou me presentear com a sua morte lenta. - O meu funcionário me entregou uma faca e neste momento os olhos de Daniel se arregalaram. - É bom ser foda o suficiente para lhe causar medo. 

Eu passei a faca afiada em seu ombro fazendo um pequeno corte no local. Depois me deram uma garrafa de álcool para jogar na ferida. A sua agonia é o meu prazer. Vê-lo chorar e querer gritar me faz sorrir. A minha vontade é de vos dizer que a vingança é maravilhosa, mas jamais o incentivaria a ser igual a mim. Cada um com o seu senso sobre os fatos. Enfim, peço para que os meus funcionários comecem a sessão tortura enquanto eu os assisto.

- Quem diria que a frieza seria a sua maior qualidade, menina Emma. Nada mais importa além disso. Ele demonstra pavor e tu anseia por uma música. - O monstro se aproxima e toca em meu ombro. 

- Como sabe que o meu desejo é dançar enquanto vocês o sufocam?

- Porque você samba no sofrimento alheio. - Ele disse e riu. - Ah, nós trouxemos um doze anos para ti. Está ali no canto. 

- Muito obrigada. Ah, eu vou precisar de um outro favor. Quero que dê um susto em um embuste. Descubra quem é o namorado de Regina Mills, filha da empregada de casa, e desce a porrada, sem dó. Ele precisa saber que eu mando e ninguém mexe no que é meu. 

- Ele deve saber que são ordens suas? Podemos trazê-lo até aqui. 

- Essa é uma ótima ideia.

Eu peguei o doze anos e bebi como se não houvesse amanhã enquanto Daniel era sufocado. O enfermeiro ao lado sabia dizer a hora de parar. Eu queria ter esse poder por longos dias cinzas. É extremamente divertido fazer parte de um filme cruel sem roteiros, onde é tudo real. 

***

A madrugada é sedutora em demasia. O bom de morar em uma mansão quase isolada é poder deixar o som do carro ligado no último volume. As minhas roupas estavam jogadas em um canto qualquer perto da piscina. Eu não sou apaixonada por isso, mas gosto de nadar em um horário aleatório. A temperatura da água não me importa. Eu apenas mergulho e volto a superfície por diversas vezes. Sinto-me em êxtase. Os músculos relaxados. A alma em paz. Nada parecia ter acontecido horas antes. Estou simplesmente tranquila. 

As emoções da minha alma não precisam ser descritas. São todas mesquinhas. Me tenha como uma vadia orgulhosa. As coisas são apenas coisas. Eu rio. Tu me tens como louca. Enfim, não precisamos debater por breves segundos. Eu a escutei se aproximando e reclamando antes de entrar na piscina. O seu corpo me parece uma obra de arte. Uma linda obra de arte. Regina é um mistério, e eu não sei bem como definí-la. Na verdade, não é preciso fazê-lo. A morena chega até mim e me beija. As suas mãos envolvem a minha cintura enquanto a sua boca domina a minha. O contato só é quebrado quando o ar se faz necessário. 

- Antes que me pergunte, eu estava chegando agora e escutei o som. Achei que fosse gostar da minha companhia. - Ela disse docemente. 

- Talvez sim. Você já se tornou parte da minha madrugada. - Eu disse e a puxei para perto já que a morena estava tremendo. - Quer sair da piscina? Acho que a senhorita não é amante das baixas temperaturas.

- Pois bem, eu prefiro o que é quente. - Ela disse e suspirou. - Emma qual o motivo da sua insônia? O passado?

- O passado se faz tão presente que não sei lhe responder. Talvez eu goste de me embriagar e me afundar nas lembranças. - Eu disse. Nós saímos da piscina. Eu desliguei o rádio e seguimos para dentro da casa e depois para o meu quarto. - Agora me diga, qual o motivo da sua insônia. 

- Se lhe serve de conselho, não viva em prol do que já se foi. Sobre a minha falta de sono, digamos que eu goste de levar uma vida leviana e curtir até o nascer do sol.

- Eu achei que a resposta seria: "Você é o motivo da minha insônia, Emma Swan." - Eu disse divertida enquanto nós íamos para o banho. Regina sorriu e fez um gesto negativo com a cabeça. - Mesmo não sendo essa a resposta, fica comigo esse fim de madrugada. - Eu disse e Regina quebrou a pouca distância que existia para me beijar. Hoje não foi preciso toques mais quentes. Depois do banho, nós nos deitamos. Eu não sei como tinha sido o seu dia e nem era preciso. Hoje, o meu desejo era apenas descansar, era desligar a minha mente por completo. 



Notas Finais


Críticas são bem vindas ❤️


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