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História Uma vez na Espanha - Capítulo 1


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Capítulo 1 - One Shot




Era primavera, e a bela Sevilha estava mais bela do que nunca. Diego Monforte andava calmamente pelas ruas movimentadas, as mãos no bolso e mascando um chiclete. O espanhol deveria estar com mais pressa, pois estava mais do que atrasado, e seu pai iria esgana-lo, mas ele não estava muito preucupado. O jovem estava distraído passando pelo parque quando esbarra em uma moça.


- Aí. - Diego sai de seus devaneios ao ouvir a reclamação da moça que estava no chão.

- Oh perdon.

- Tudo bem.


Diego estava encantado, nunca em toda sua vida ele avia visto criatura mais bela. A jovem tinha encaracolados cabelos ruivos, lindos olhos verdes. Era magra e esbelta, seu sorriso era gentil e encantador.


- Deixe-ne ajudá-la. - O Monforte apressousse a ajudar a ruiva a se levantar.

- Agradecida senhor...

- Diego, Diego Monforte ao seu dispor. É um prazer senhorita.

- Persefóne, e o prazer é todo meu.

- Persefóne ? Como a deusa ?

- Exatamente como a deusa. - A ruiva deu uma risadinha, os mortais eram tão fáceis de serem ludibriados.

- Interessante, o que posso fazer para compensar a minha distração ?

- Que tal me convidar para um café ? - A deusa normalmente não saia se oferecendo para deuses e mortais. Mas ela está com tanta raiva de Hades, por tê-la trocado pelo trabalho nos últimos dias dela no submundo, que ela resolveu se vingar.

- Mais tarde no Doce Café ? - Pergunta o jovem espanhol sorrindo, ele estava perdidamente encantado pela bela moça. - As sete ?

- Esplêndido. - A deusa da primavera dá um beijinho na bochecha alheia e se afasta sumindo na multidão.

- Eu tenho um encontro. - Diz Diego ao chegar na floricultura do pai.

- Um encontro ? Ora vejam só, com quem ?

- Uma moça que eu esbarrei no caminho pra cá.

- Conheceu ela hoje e já a chamou para sair ?

- Bom na verdade eu perguntei como poderia me desculpar por ter esbarrado nela. E ela perguntou se eu não levaria ela em um café, então eu vou levá-la ao Doce Café.

- Tá certo então garanhão, agora vai lá no estoque que temos seis encomendas. Está aqui a lista das flores e os endereços.

- Sim senhor.


O jovem sevilhano que sempre gostou no seu trabalho como ajudante no pai na popular floriculturazinha, hoje fez seu trabalho com mais empenho que o de costume. Não sabia se estava apaixonado, mas gostava muito daquela moça ruiva.



- Terminamos por hoje. - Diz o Sr Monforte fechando a floricultura.

- Bom eu vou correr para me arrumar.

- Juízo.

- Sim senhor.


Depois de se arrumar e passar seu melhor perfume Diego foi até o lugar marcado. Estava cinco minutos adiantado, perfeito.


- Olá Diego. - E se o espanhol achava que não avia como a ruiva ficar mais linda, ele se enganou. Ali estava ela mais bela do que mais cedo, os cabelos meio presos e muito soltos, um rodado vestido branco florido acima dos joelhos, e sandalhas com saltinho. Linda! Simplismente linda.

- Olá.


Conversa vai conversa vem e Diego descobriu que a moça trabalhava mais ou menos na mesma área que a sua, com plantas. Ela não deu muitos detalhes, mas ficou bastante empolgada quando ele disse que seu pai tinha uma floricultura. Quando deu a hora de se despedirem eles marcaram outro encontro. E assim se passaram os dias, semanas. E quando perceberam dois meses depois numa madrugada fresca eles estavam se amando na estufa da loja de seu pai.


- Você é perfeita.

- E você é tão bom.


E então ela sumiu no mundo, sem explicação, sem notícias. Apenas sumiu. Foi uma dor tão grande, que Diego julgou não conseguir superar. E então veio Laura, uma jovem veterinária, ele se recordava dela dos tempos da escola, sempre fora forte e decidida. Quando se deu conta estava encantado por ela, e dia após dia ia esquecendo a ruiva encantadora.


- Esse é o Raphael, seu filho.


Foi o que a maldita beldade de cabelos ruivos disse nove meses depois de ter desaparecido. Fazendo seu mundo cair ao proferir tão simples palavras. Mas por mais que quisesse não podia negar, o menino era sua cara, e ele não poderia rejeitar ser tão pequeno, tão frágil, que nada sabia do mundo.

 

- Um dia você disse que se tivesse um filho ele se chamaria assim, então aqui está.

- Meu filho...

- Eu não posso ficar com ele.

- Não pode ? Como não pode ?

- É complicado...meu marido não aceitaria. Assim como eu não aceitei os dele com a italiana maldita...seria no mínimo injusto.

- Marido ? V-você é casada.

- Eu sinto muito. Eu estava com raiva por ele ter me deixado um pouco de lado.

- E me usou para se vingar dele.

- Sim...

- Você...como você pode ? Eu sofri a sua ausência, você nem ao menos se despediu de mim. Simplismente sumiu.

- Eu sei, mas eu não podia ficar mais. É complicado Diego, quanto ao menino, se você não ficar com ele...eu...eu terei que deixa-lo num orfanato.

- Você não faria isso, ele é seu filho.

- Melhor que deixar na rua não acha ? E ficar com ele eu não posso.

- Eu fico.

- Que bom. Você foi muito importante pra mim Diego, saiba disso.

- Não parece.

- Mas foi. Bom eu tenho que ir...

- Adeus...Persefóne.

- Não, até algum dia Diego e meu pequeno Rapha.


E então ela foi embora de novo, deixando o jovem sozinho com uma criança rescem nascidos nos braços e a cabeça cheia de dúvidas, mas apenas uma certeza. Daria o que tinha e o que não tinha para aquela criança.


- Você está me dizendo que a sua ex apareceu depois de nove meses sumida e com uma criança dizendo que é ser filho, te deixou com o bebê dizendo que o marido não aceitaria ? E você simplesmente ficou com o bebê ? Como pode ter certeza que é seu ?

Foi o que Laura perguntou quando apareceu em sua casa a noite.

- Ele é a minha cara Lau, e além do mais ele tem uma manchinha na sola do pé esquerdo igual a minha.

- Ai meu Deus Diego, você vai mesmo ficar com esse menino ?

- Sim...me desculpe amor.

- Eu não sei o que dizer.


A jovem mulher suspirou e se aproximou para examinar a criança mais de perto, o bebê abriou os olhinhos castanhos e olhou no fundo nos seus. Pronto, ela estava rendido.


- Okay, mas ela que não venha mais tarde querer direitos sobre essa criança. Porque se ela vier, eu vou estapear essa água de salsinha.

- Certo certo, agora é contar pros meus pais.

- Você ainda não contou ?

- Aah não. Nós vamos na casa deles ou ligamos ?

- Ah claro. Vamos ligar sim. Ai você diz. Oi pai, oi mãe. Então minha ex namorada apareceu nove meses depois de ter sumido, ela estava com um bebê, disse que era meu filho e que o marido dela não ia aceitar o bebê. Ou eu ficava com ele ou ela o deixava na adoção. Taran, vocês são avós, amanhã eu levo ele aí pra vocês conhecerem. Beijos boa noite.

- Você falando assim parece bem idiota.

- Mas é, gênio. Se tem que jogar a bomba, jogue pessoalmente.

- Certo...hoje ou amanhã.

- Amanhã Diego, é melhor. E temos que providenciar tudo para essa coisinha o mais rápido possível.

- Certo, vamos ter que redecorar o quarto de hóspedes todinho Lau. E tem mais.

- Claro que tem mais, tem muito mais.

- Eu sei, é que eu não sei cuidar de um bebê.

- Eu sei, e o que você acha que eu vou vir fazer aqui ?

- Ah ?

- Já estávamos praticamente morando junto mesmo. Enfim eu não vou me mudar de vez ainda não. Primeiro vamos priorizar as coisas para o bebê e...

- Espera, você vai me ajudar a cuidar dele ?

- Claro. Estamos juntos nessa e em qualquer outra situação Diego. Lembra ? Juntos pro que der...

- E vier. Eu te amo Laura, você é a melhor.

- Sei disso. Agora me dá ele aqui.


Quando Diego contou aos pais a novidade, ele não esperava que sua mãe fosse desmaiar e seu pai se engasgar com o café. Mas no fim eles ficaram felizes de ter um neto. As coisas não seriam fáceis, mas ele e Laura iriam conseguir, a família de ambos também estava dando muito apoio. Delfina a irmã de Diego se alto títulou a madrinha da criança, assim como Pedro o irmão de Laura praticamente exigiu ser o padrinho. Aos poucos tudo ficaria bem.


- Você tem certeza Lau ?

- Tenho Diego, eu quero uma menininha. Eu queria muito poder gera-la em mim, mas você sabe que minha condição não permite.

- Eu sei meu amor.

- E então ?


Desde o começo da relação Diego sabia que Laura tinha útero infantil, e não poderia engravidar. Mas quando Rapha surgiu em suas vidas foi uma benção. E mesmo que o sonho da veterinária fosse ter uma menina, ela amava o garoto com todo amor do mundo. Agora três anos após Rapha ter surgido em suas vidas a ideia de adoção resurgiu na mente da mulher. Por que não adotar uma menina ? Realizaria seu sonho e ainda daria uma irmãzinha a Raphael.


- Acho que podemos ter mais uma intregante na família não ?

- AH EU TE AMO DIEGO.

- Eu também te amo minha rainha.


Após comunicar as famílias Laura e Diego começaram a visitar vários orfanatos. Boa parte da família de ambos era contra, mas nenhum dos dois estava se preocupando com a opinião deles. E depois de um bom tempo de procura, Laura se encantou por uma menininha de nome Paloma. Lomi para os íntimos, era uma garotinha inteligente e cheia de personalidade. Após muita briga na justiça eles conseguiram adotar a garotinha falante e extrovertida. Paloma era um ano e no máximo alguns meses mais velha que Raphael, e em pouco tempo se deram muito bem, e não foi apenas com ele. Num piscar de olhos a garotinha avia roubado o coração de toda a família, dos que eram contra a adoção. Pelo menos a maioria deles, o resto cederiam depois, e se não cedessem, eram eles que estariam perdendo.


^ • ^                  ^ • ^                ^ • ^


- Olha Lomi, florzinha.

- Ah ? De onde surgiu ? - Pergunta a garota com os olinhos arregalados ao ver pequenas flores brotando em volta do irmão sentado na grama.

- Não sei...mas são bonitas. Tulipas, camélias, hortências, margaridas, azaléias, crisântemos, violetas e dálias.

- Nossa...sabe o nome de todas elas ?

- Sim.

- São bem bonitas mesmo.

- Crianças venham almoçar. Ah, de onde veio essas flores ?

- Eu não sei mamãe, elas apareceram. - Diz Rapha dando dr ombros.

- Apareceram ?

- É.


Foi a primeira situação inusitada que aconteceu com o menino de nove anos. E dali em diante as coisas só foram piorando.


- Mamãe hoje lá na escola uma professora me deu um bichinho.

- É meu amor ?

- Sim, uma cobra.

- Ah ? DIEGO VEM CÁ.


Cada vez mais coisas estranhas iam acontecendo, foi preciso mudar de escola várias vezes. O pior foi quando Rapha demonstrou muita afinidade com plantas e animais. Parecia que eles reagiam a sua presença, e isso obviamente começou a chamar atenção, e devido a isso os país tomaram uma decisão. Afastar a criança máximo de pessoas possível. Obviamente não funcionou, pois a criança era adapta contado físico. Isolar ele do mundo não era a solução, eles precisavam de uma outra alternativa.Alternativa essa que veio quando Raphael estava com seus doze anos e meio. Uma carta que Diego não via a anos, Persefóne a mãe de Rapha, ela queria conversar com ele. No começo Laura não quis, brigou, xingou, gritou, mas no fim resolveu ir junto para saber o que a ex namorado com nome de deusa queria.


- Ela some por anos e agora quer falar com você ?

- Laura apesar de tudo ela é mãe do Rapha, ela pode querer saber do menino.

- Ah tá bom.

- Lau, amor...

- AH QUE RAIVA.

- Calma minha rainha.

- Tá bom, mas eu vou junto.

- Eu não sei se...

- Eu vou junto Diego.

- Você manda.


Quando entraram no café Laura quis matar a ruiva ao colocar os olhos nela, a desgraçada era bonita, tão bonita quando diziam que era a deusa que a bastarda levava o nome. Mal sabia a espanhola que ela não levava o nome da deusa, a ruiva ali presente era a própria deusa da primavera.


- Olá Diego e...

- Laura, a esposa dele.

- Ah claro.

- O que você quer de mim Persefóne ?

- De você ? Apenas a segurança do meu filho.

- Seu filho ? Perdão linda mas quem aqui sumiu por anos ?

- Olha Laura, os meus motivos não são fáceis de entender. E eu não vou nem posso explicar.

- Ah é fácil de entender sim querida...

- Meu amor, calma. Olha Persefóne o Rapha está muito bem e seguro. - Diego não pretendia contar os acontecimentos estranhos para aquela mulher que sumiu por anos, e agora vinha querendo tirar satisfação.

- Seguro ? O que ele menos está é seguro. Eu não sou tão burra e tão negligente com meu filho assim Diego Monforte. Eu sei o que está acontecendo com ele, e não me surpreende.

- Sabe ? O que você sabe ? Você não está por perto para saber nada.

- Laura não é ? Não é por que eu não estou por perto, que eu não sei o que está acontecendo. Estou siente das coisas "estranhas" que vem acontecendo com o Raphael.

- Como ?

- Ah Diego, a coisas que não pode ser explicadas. Mas a questão é que medidas devem ser tomadas. O Rapha é...

- Não ouse chamar MEU filho de anormal.

- Seu filho ?

- Meu filho! Porque onde estava você em todos os momentos da vida dele ?

- Não vou discutir com você. E eu não ia chamá-lo de anormal. Meu filho é especial, assim como muitos outros por aí, que são como ele. Só que com dons diferentes.

- Como ele ?

- Sim Diego, alguns vivem em paz por não serem considerados ameaças.

- Ele é só uma criança sua maluca. - Laura já estava perdendo a paciência com aquela água de salsicha.

- É, mas existem crianças mais novas do que ele que podem fazer grandes estragos, por assim dizer. Mas o foco aqui é mantê-lo seguro.

- Podemos fazer isso, é o que eu e Laura vivemos fazendo até aqui.

- A situação vai piorar Diego.

- Você o está ameaçando sua cenoura ?

- Cenoura ? Fala sério, não tinha algo mais criativo ? Mas eu não ameaçaria meu próprio filho. Olha Diego seja racional, tem um lugar seguro pra ele. A criançasda idade dele por lá.

- Lá aonde ? - Pergunta o homem arqueando uma sombrancelha.

- Exatamente, lá aonde ?

- É um acampamento em Manhattan, fica localizado no Long Island. Lá ela vai receber treinamento, aprimorar as habilidades dele.

- Treinamento ? Que tipo de treinamento está falando ?

- Diego, você não está considerando não é ? Ela quer levar nosso filho embora.

- Treinamento para aprender a sobreviver. E seria só durante as férias. Ele não precisa ser um campista de ano inteiro.

- Ele não será de ano inteiro e nem de nenhum momento.

- Eu percebi que você gosta...ama meu menino de verdade. Mas está sendo egoísta, vai mesmo colocar a vida dele em risco por que não gostou de mim ?

- Eu não...

- Está sim sendo egoísta. Não quero nem preciso que goste de mim. Mas ouça, a crianças como o Rapha que vão para o acampamento no desespero, fugindo de perigos, a pais que só ficam sabendo que os filhos estão no acampamento quando as crianças chegam lá. Levadas por...pessoas especializadas.

- Isso é sequestro.

- Não, é pra segurança deles. Pense nisso, ou não tinha que estar aqui avisando, mas estou. Vocês não acham melhor ele ir enquanto está tudo calmo, do que fugindo ? Provavelmente de qualquer maneira ele vai acabar parando no acampamento de qualquer maneira.

- Isso é tudo muito estranho, você não explica muita coisa. O que ele é ?

- Melhor não saberem, e é melhor ele não saber por enquanto. É mais seguro pra ele, sempre é pior quando eles sabem o que são.

- Você não pode chegar aqui, querer afastar ele de nós e não explicar nada direito.

- É melhor assim, eu jamais faria mal pra ele, mas vocês sabem que eu estou certa. É para o bem dele Diego.

- Não sei...

- Pense nisso, agora de me derem licença eu preciso ir. Deixarei a conta paga, nos encontramos aqui em dois dias. - E sem dar tempo de qualquer um dos dois protestar a ruiva se levantou, pagou a conta e foi embora sem nem ao menos olhar olhar trás.


O que menos agradou Laura não foi a beleza da tal Perséfone, foi a conversa da maldita, a infeliz abandou o menino. Ela só o pós no mundo, Rapha era seu filho, não dela, e agora queria afasta-lo dela assim do nada ? Quando chegaram em casa o casal acabou discutindo.Diego estava tentado a ceder, mas Laura não permitiria.


- Laura ela pode ter razão. Ela não explicou muito mas ela parecia falar a verdade, pessoas que mentem não olham no olhos, e ela fez isso conosco e vários momentos da conversa.

- Isso não significa nada ?

- E aquele papo de que os olhos são a janela da alma ?

- Aff Diego esquece isso, não podemos deixar ele ir.

- Ela disse que a crianças como ele lá, ele vai aprender a se defender amor.

- Nós é que temos que protegê-lo Diego.

- De que ? Nós não sabemos, e nem temos nenhum dom pra isso. Ele tem, vai aprender a usá-lo, para se defender.

- Eu...

- Laura, coisas muito sérias já aconteceram, podemos perder nosso filho se formos negligentes.

- Eu não sei...

- Vamos conversar com ele. Saber o que ele acha.


A mulher concorda com a cabeça, mas ainda não estava muito certa da situação.


- Rapha meu amor, precisamos conversar com você.

- O que foi mãe ?

- Meu amor, você sabe que a sua mãe, a que te deu a luz foi embora não é ?

- Sei, ela precisou ir embora. Não podia ficar comigo.

- Sim, ela apareceu hoje.

- Sério pai ?

- Sim, e ela está preucupada com as coisas que estão acontecendo com você.

- Ela sabe ? Vocês contaram pra ela ?

- Não. - Diz Laura massageando a tempora.

- Ela disse que está sempre por perto, mesmo que não saibamos. Mas a questão é que ela disse que a um lugar, onde você vai aprender a dominar direitinho as suas ah...habilidades.

- Lugar ? Que lugar ?

- Um acampamento em Manhattan meu amor.

- E eu e a Laura estávamos conversando a respeito agora pouco. E queremos saber o que você acha ?

- Vocês e a Lomi também vão ?

- Não meu amor, eu, seu pai e a Lomi não vamos.

- Eu não quero me separar de vocês.

- Ei campeão, olha pra mim. Ninguém vai separar a gente, é só nas férias entendeu ? E sua mãe disse que nesse acampamento vai ter muitas crianças como você, só que com habilidades diferentes.

- Eu sempre quis acampar.

- Então. - Diz Diego sorrindo.

- E aprender coisas é sempre bom né ?

- É meu amor. - Laura já estava quase chorando.

- Só nas férias...todo ano ?

- Provavelmente.

- E eu vou poder falar com vocês ?

- Claro, vai ligar todos os dias, eu, sua mãe e a Lomi vamos ficar esperando todo dia.

- Tudo bem então. Acho que não vai ser ruin.


Quando o menino foi brincar no jardim Laura desabou, ele escolheu ir.


- Talvez seja melhor assim Lau.

- Tomara Diego, tomara...


Dois dias depois eles fora conversar com Persefóne.


- E então ? - Pergunta a ruiva assim que eles entram.

- Ele vai.

- Fico feliz Diego, uma pessoa vai vir buscá-lo. Um funcionário do acampamento que está na escola dele. Vocês o conhecem.

- Quem ? - Pergunta Laura disconfiada.

- Ryan Medson.

- O porteiro da escola ?

- Sim Diego, o acampamento sempre procura deixar os protetores o mais perto possível dos jovens.

- Protetor ? Aquele jovem atrapalhado ? E o que diabos é protetor ?

- Laura, já falei. Nem tudo eu posso explicar, é para o bem de vocês.

- Aonde você está metendo a gente sua maluca ?

- Aonde o seu marido meteu vocês, se ele não tivesse trombado comigo anos atrás, não estaríamos nessa situação amadinha.

- Ora sua...

- Meninas.

- Okay, amanhã mesmo Ryan vira aqui buscá-lo.

- Eu ainda não gosto disso.

- Não se preucupe Lau, pelo menos poderemos falar com ele por telefone todos os dias.

- Lamento informar, mas não.

- COMO NÃO ? - Grita Laura se levantando e Diego a puxa para se sentar novamente.

- Tecnologia atrai problemas para jovens como o Rapha. Mas pelo que eu me lembro, na sala do Quiron tem um antigo telefone, e um computador...ele pode avisar que chegou. Pense pelo lado positivo, cartas não são impedidas.

- Mas até as cartas chegarem. - Se lamenta Diego.

- Tem outro meio, que vocês possam ver e falar com ele.

- Qual ?

- Assim que ele descobrir, vocês vão receber uma mensagem dele. Mas acho que vocês vão surtar. - A deusa soltou uma risadinha e se levantou. - Até algum dia.


O dia seguinte chegou mais rápido do que a família Monforte gostaria. Era logo depois do almoço quando um rapaz bateu na porta.


- Boa tarde Sr e Sra Monforte.

- Ryan. - Diz Diego educadamente.

- Olha aqui, não esqueça da lista de coisas que você não deve fazer ouviu mocinho. - Coitada, mal sabe ela como é louca a vida de um semideus

- Tá bom mãe.

- Tchau Rapha, vou sentir saudades.

- Eu também Lomi.

- E ai campeão.

- Oi Ryan.

- Hora de ir.

- Okay, tchau mãe, pai, Lomi.

- Tchau meu amor, mamãe te ama.

- Tchau baixinho.

- Pai eu já sou bem grandinho.

- Ah me desculpe.


Quando chegou no acampamento Raphael demorou um pouco a fazer amizades, não era muito fluente em inglês. Mas logo duas pessoas chamaram a atenção do espanhol. Um garoto de doze anos, Hugo era o nome dele. Em pouco tempo eles ficaram amigos, o menino de olhos azuis era falante e extrovertido, se irritava com facilidade mas era legal. Com dez minutos de conversa ele descobriu a vida do menino quase toda, ele estava ali desde os oito anos, era órfão, sua mãe era comandante da aeronáutica feminina e morreu num acidente de avião, seu pai era Ares o deus da guerra. Até que o menino alguns meses mais novo era canhoto Raphael descobriu. Outra pessoa que chamou atenção do espanhol foi um brasileiro, que devia ter uns treze anos, pelo que ele descobriu ele pela boca do novo amigo, o brasileiro era filho de Despina, o garoto vivia grudado com um outro menino, um filho de Hefesto, com um sorriso simpático e risada bonita.


- O Luka e o Nic são amigos desde que chegaram aqui, o Luka é mais extrovertido e é fácil puxar papo com ele. Já o Nico é tímido, uns dizem que ele é metido, mas eu não acho. Ei você disse que era da Espanha, mas de qual lugar ?

- Sevilha.

- Legal, você não fala muito bem o inglês né ? Não tem problema, cola no Hugo que ele te ensina.

- Você é bem falante né ?

- Sim sim. Então o que está achando nos seus dois primeiros dias aqui ?

- Diferente, mas legal.

- Já falou com seus pais ?

- Já...

- Sabe eu tava te observando, te analisando e vendo se falava com você ou não. Mas você é um cara legal, espero que sejamos amigos. Será que você é filho de Ares ?

- Acho que não.

- O que você sabe fazer ?

- Ah eu me dou bem com plantas...

- Deméter talvez, ou Dionísio. Se bem que você parece ter a sanidade no lugar. Me diz você tem pai ou mãe ? Quero dizer sua mãe te abandonou ou seu pai ?

- Minha mãe.

- Ah então deve ser a Deméter.

- Minha mãe biológica se chama Persefóne.

- UOU, pera você sabia que sua mãe era uma deusa ?

- Não, o Ryan me contou tudo durante a viagem, eu fiquei em choque. Até agora eu não acredito muito.

- Ah é normal, a reação de praticamente todos. Cara sua mãe é a rainha do submundo. Esposa de Hades o deus dos mortos, esse cara é dos três grandes deuses.

- Puxa...ela, a minha mãe é a deusa de que ?

- Primavera cara, isso é legal. Mas não tão legal quanto ser filho de Ares. Meu pai é o deus da guerra.

- Certo, eu não gosto muito de guerra.

- Eu adoro. Bom você não deve demorar muito a ser reclamado. Sabe o que é isso né ?

- Sim, Ryan me falou. Até lá eu fico no chalé de Hermes.

- Pois é, lá além de ficarem os filhos de Hermes. Ficam os indeterminados, já que Hermes é o deus dos viajantes e de todos aqueles que usam as estradas, todos os recém chegados ficam lá.

- Entendi...

- Olá novato. - Um garota alto de sorriso maldoso apareceu na frente dos dois e Hugo revirou os olhos.

- Rapha essa é Clarisse La Rue, ela também é filha de Ares.

- Um prazer.

- Sim sim novato, determinado ou indeterminado ?

- Indeterminado.

- Tá certo, a gente se vê por ai.

- Okay. - O espanhol ficou olhando a garota de afastar.

- Procure ficar longe, Clarisse não é muito amistosa.

- Anotado.


Naquele dia Hugo avia apresentado todo o acampamento para Rapha, explicando como cada coisa funcionava, quem era os conselheiros, quais eram as regras, explicou sobre as aulas e os horários. Daquele dia em diante, mesmo que vivessem em pé de guerra eles sempre andavam juntos.


- Cara eu tô te falando, não tem nem uma semana que você tá aqui e as meninas já estão dando em cima de você.

- Não viaja.

- Tô falando espanhol.


Os dois andavam pelo acampamento conversando sobre coisas aleatórias. Já avia se passado cinco dias que o espanhol estava ali, no terceiro dia Persefóne o reclamou e ele foi para o chalé vinte e dois.


- Algum de vocês viu o Beckendorf ? - Pergunta Luka com um martelo na mão.

- Com a Silena. - Diz Hugo apontando na direção da arquibancada.

- Valeu.

- Nada chefe.

- Você parece se dar bem com todo mundo aqui.

- Como eu disse, estou aqui des dos meus oito anos. Conheço todo mundo por aqui.

- Bacana, ei Hugo. Aquele menino que fica no chalé do lado do meu..

- O Nic ?

- É...

- O que tem ele ?

- Eu ouvi dizer que a mãe dele não é lá muito querida.

- Ah é verdade, a mãe dele, Despina é a deusa do inverno. Ela não é muito simpática não sabe ? Mas ele é de boa, na dele. Ele quase não fala com as pessoas daqui.

- Até imagino o porque.

- Ah tem muita gente que merecia ter a bunda chutada nesse acampamento.

- Imagino que sim.

- Há pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras que vão te odiar pelo mesmo motivo.

- Nossa, nunca imaginei que você fizesse o tipo poético Hugo.

- Ah eu ouvi uma menina filha de Hefesto dizer essa frase, e gostei dela sabe ?

- Dios. - O filho de Persefóne revira os olhos mas acaba rindo.

- Olha até que ele é fofinho né ? - Pergunta o Piason apontando para o filho de Despina sentado na porta do chalé lendo um livro.

- Uh !? É.

- Nic, meu floquinho de neve preferido.

- O que você quer Hugo ? Você mal fala comigo.

- Poxa, assim você parte meu coração coisa fofa.

- Pare de pertubar a vida dos outros menino.

- Ai ai Rapha, o Nic me ama, né snowzinho ?

- Não.

- Credo, pra que agredir meu anjo ? Mas porque está ai sozinho ?

- Porque não tem nada para fazer. Luka tá ocupado e a Disa tá na caçada.

- Bom a gente te faz companhia né Sevilhano ?

- Fazemos ?

- Fazemos !

- Não precisa não...

- Shiiiii, me diz uma coisa, que livro é esse ? - E foi ali que nasceu uma bonita amizade entre os três, bom quatro com Luka.


Alguns anos mais tarde Afrodite manda os gêmeos Phobos e Deimons atrás de Luka, ela estava com raiva de Hefesto que depois de milênios pediu o divórcio. Mas o que era pra ser só um susto terminou em um terrível assassinato na frente do melhor amigo, o filho de Despina ficou um bom tempo traumatizado com o acontecido, Hefesto e Despina queriam mandar Afrodite pro Tártaro.


- Eiii. - Diz Rapha entrando no chalé vinte três, avia um dia que o amigo tinha voltado do Brasil e não queria falar com ninguém.

- Oi...

- Como você tá ?

- Indo...

- Olha as coisas tão ruins ? Sim, podem piorar ? Oh como podem. Mas você tem a Disa, um espanhol não tão bonito e eu, o bonitão filho de Ares.

- Sério ?

- Ah Raphael eu não sei lidar com pessoas tristes, já falamos sobre isso.

- Valeu meninos.

- Ah que isso, mas sério, você não acha que eu sou bonito ? AI. - O filho de Ares é acertado por um travesseiro com força.

- Cala a boca Hugo.

- Olha aqui seu espanhol de meia tigela eu...

- Meninos.

- QUE É ? - Grita Hugo e logo depois encolhe os ombros sorrindo sem graça. - Desculpa Nic.

- Mas é um idiota mesmo...

- Me ame menos Miller.

- Seu sonho.

- Vocês dois são ótimos.

- Amigos pra sempre ? - Pergunta Hugo sorrindo.

- Sim.

- Eu vou ter que te aguentar pra sempre Piason ? Ah não.

- Rapha... - Diz Nicolas repreendendo o espanhol.

- Tá bom, mas você não é tão importante assim Hugo.

- Pode negar, mas você me ama sim amigo.


A vida é cheia de mudanças, acontecimentos que para nós não faz sentido algum, mas só o destino sabe o que tem que acontecer, e por que tem que acontecer. Uma vez nas Espanha, apenas uma vez mas o suficiente para gerar uma vida.



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