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História Uma viagem (in)esperada - Capítulo 50


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Notas do Autor


Juro solenemente não fazer nada de bom

Capítulo 50 - Estratégias


Fanfic / Fanfiction Uma viagem (in)esperada - Capítulo 50 - Estratégias

"Guerras são vencidas na mente, não no campo de batalha."

{Rainha de Copas -- Sangue no país das maravilhas}

🌙

Sirius tinha razão, era a noite dos monitores mais desatentos, o que facilitou a ida de todos que não tinham um mapa da escola nem uma capa da invisibilidade. Os únicos dois que encontraram certa complicação foram Severo e Régulus, mas ambos encontraram uma mesma solução: mais poção do sono colocada em pestiscos tentadores demais para seus gulosos companheiros de dormitórios resistirem.

--Deu tudo certo então?-- Héstia pergunta para Régulus, o esperava do lado de fora da sala.

--Deu.-- o sonserino responde.

--Que bom.-- a lufana fala aliviada.

--Héstia, esse é só o começo.

--Vamos logo, não estou afim de começar a me preocupar com isso agora e você ainda tem um ano na segurança da escola.

A lufana passou pela tapeçaria as três vezes necessárias e entraram.

--Noite.-- diz Remus que estava sentado entre Tiago e Sirius.

Todos os outros já estavam presentes, incluindo o diretor, e automaticamente os olhos de Régulus se direcionaram para Mêtis que olhava para os dois.

--Noite.-- Héstia responde.

Os dois seguem até um sofá de dois lugares vazio e se sentam.

--Agora que todos estão acomodados.-- Astória começa.-- Nós temos que começar a parte mais importante, começar a planejar e trilhar um caminho até o sucesso onde esperemos que fiquem vivos. Antes ficou uma situação, hum, complicada? Acho que essa é uma boa palavra, ficou uma situação complicada com relação a Draco e vocês todos e isso só traria desvantagens para o restante do que temos que fazer, então vamos resolver isso e ele vai falar umas coisas.

A garota voltou a sentar entre Dorcas e Draco, o garoto não se levantou para falar.

--Eu vou contar mais sobre a história do meu sexto ano porque na hora que eu perdi a calma deixei uma impressão mais que péssima. Não sou nenhum santo, nem muito bom em autocrítica mas disse muitas coisas que justificam nenhuma pessoa cair de amores pela minha pessoa e eu não me arrependia nenhum pouco de nada disso, só que o meu mundo de garoto mimado sofreu um choque desde que o quinto ano terminou, culpa disso foi a prisão do meu pai depois que falhou na missão dada por Voldemort...

--Então para ele foi só uma falha.-- Tiago diz com raiva.

--A morte de Sirius foi como um efeito colateral que Voldemort viu como proveitoso já que mais um dos protetores de Potter estavam fora do caminho, mas não era o objetivo. Então Voldemort quis punir meu pai pela falha e me usou como substituto dele, ele venho como se fosse uma proposta, mas eu sabia que negando seria morto, minha mãe e meu pai também, então eu aceitei e depois recebi a missão.

--Matar Dumbledore.

--Não acredito mesmo que ele acreditava que eu conseguiria, nenhum comensal acreditava, Snape tentou me ajudar e como já sabem, não recebi muito bem isso.

--Eles não acreditavam, mas foi só subestimação ou estavam certos?

--Estavam certos, eu não acho que conseguiria matar o diretor e nem ninguém.

--Você é do tipo que usa as palavras para rebaixar as pessoas, as ameaça, mas quando é para fazer não tem peito, muito menos quando está sem seus capangas.-- Sirius diz.

--Olha quem fala, a pessoa que nunca errou, que nunca tentou matar alguém ou melhor usar outra para fazer o serviço.-- Snape diz.

--Sirius não pretendia fazer aquilo.--Remus diz.-- Ele não estava pensando direito.

--É impressionante que justo você o defenda.

--Se você tivesse uma amizade verdadeira não se surpreenderia.

--Draco, você disse que não conseguiria, mas tinha planos não tinha?-- Lílian pergunta depois da fala de Remus que havia saído quase pingando ácido.

--Eu tinha um plano, mas ele levava tempo e enquanto o colocava em prática coloquei outros menos elaborados e menos pensados em prática. Coloquei Madame Rosmerta sob Imperius, foi ela quem deu o colar amaldiçoado para Katie que entregaria a Dumbledore e também quem envenenou o hidromel que Slughorn daria a ele.

--Poderiam ter matado Katie e Rony.-- Alice fala.

Draco pensou em uma resposta mas resolveu guardar para si pois atiçaria a raiva deles e não era daquilo que precisava agora.

--Eu sei.-- é só o que diz.

--Qual era o plano que levava tempo?-- Régulus pergunta.

--Havia um Armário Sumidouro em Hogwarts que tinha um par, juntos os dois formavam uma passagem. O par estava na Borgin e Burkes, eu precisava só concertar o que estava na escola para conseguirem ter acesso a passagem.

--Então outros comensais viriam e outro poderia fazer seu serviço, Voldemort não o puniria como seu pai porque tinha lhe dado uma das coisas que o Lorde não tinha conseguido: invadir Hogwarts.-- Dorcas diz.

--Só que eu acabei vindo para cá e não conclui o concerto.

--O plano era bom.

--Ele era mais que bom, mas não vem ao caso. Acabando com essa parte, queria dizer que eu não sou um assassino, mas que sim, concluiria a parte do armário porque eu tinha muito a perder e sou egoísta. Mas então minha prima, sem saber, foi uma heroína me trazendo para cá, onde não tem uma missão que eu tenha que fazer e não estou interessado em me envolver na guerra daqui, fiz a parte do plano da Black que podia fazer e para mim acabou.

--Sabe que seu pai pode acabar muito mal não é?

--Reconheço isso, mas como disse, não vou me envolver. Primeiro: não quero me arriscar a perder o pescoço e Mêtis arrancaria ele em um segundo porque é completamente movida pelas emoções em certas situações. Segundo: Malfoys nem sempre podem moldar as coisas a sua vontade.

--Ainda bem que reconhece os riscos.-- Mêtis diz.

Régulus percebe uma coisa, os dois podiam ser típicos primos que só implicavam um com o outro por diversão, não fossem as atitudes de Draco desde que se conheceram. Talvez Mêtis pudesse ter estendido a mão se o garoto não tivesse tratado Cedrico como só o primeiro, não tivesse sido tão preconceituoso.

--Acho que isso resolveu as coisas, não é?-- Héstia diz.-- E eu queria me desculpar pelo que disse de você ser uma das piores pessoas que já conheci

--Não precisa e talvez eu seja até agora, porque quando saírem nem vão saber quem é pior que quem.

--Pode ter resolvido, mas ainda não gosto de você.-- Sirius fala.

--A próxima coisa são as Horcruxes, obviamente.-- Harry diz.--No nosso tempo existiam seis Horcruxes, cinco delas do nosso conhecimento: Anel de Gaunt, Diário de Riddle, Taça de Hufflepuff, Medalhão de Slytherin e Nagini. A última provavelmente era algo de Rowena Ravenclaw.

--Temos um palpite sobre a de Ravenclaw.-- Mary fala.-- O diadema perdido de Ravenclaw, ele está perdido há séculos, o professor Flitwick já me disse que ele desapareceu com a própria Ravenclaw e acreditasse que tinha propriedades mágicas, ampliava a sabedoria de quem o usava. Já o procuraram sem sucesso, mas e se Voldemort tivesse conseguido achá-lo?

--Mas como ele o acharia?

--Nick sem cabeça.-- Sirius diz.

--O que tem ele?-- Lílian pergunta.

--Ele é o fantasma da Grifinória, assim como a Dama Cinzenta é da Corvinal. Os fantasmas estão aqui há muitos anos, se queremos saber mais sobre o diadema e até se Voldemort o achou, a Dama seria o melhor caminho.

--Então vamos conversar com ela?

--Acho que se uma só pessoa falar com ela é melhor.-- Mary diz.

--Eu faço isso.-- Héstia fala.

--Agora temos que focar nas outras Horcruxes. Nagini não é uma, mas pode vir a ser e o melhor seria matá-lá por garantia, deixando-a por último pois é o animal de estimação de Voldemort.

--Mas ele não vai sentir?

--No dia que eu e Dumbledore vimos a lembrança de Slughorn completa perguntei a ele se Voldemort não sentiria.-- Harry diz.-- Ele respondeu que acreditava que não, Voldemort estava tão impregnado de maldade e as partes essenciais tinham sido destacadas dele há tanto tempo, que não sentia como nós. Talvez quando estivesse à beira da morte tomasse consciência da sua perda.

--Isso é muito bom para nós.-- Marlene fala.

--Mas ele não verificaria elas?-- Alice pergunta.

--Não, Alice, ele confia demais que ninguém sabe do seu segredo, o ego dele vai ajudar na sua própria destruiçao.-- Mêtis explica.

--Acho que primeiro devíamos ir atrás do anel de Gaunt já que sabemos sua localização.-- Remus diz.

--Dumbledore poderia cuidar dessa.-- Frank sugere.

--Ficaria em honrando em acabar com pelo menos uma delas.-- o diretor diz.

--Agora vem o diário de Tom, deve estar com os Malfoys.-- Hermione fala.

--Sobram a taça e o medalhão, esses são mais difíceis, não temos qualquer pista ou ideia deles.-- Mêtis diz.

--Então focamos nos outros e tentamos achar pistas deles também.-- Lílian fala.

--Mas como vamos destruir as Horcuxes?--Tiago pergunta.

--No segundo ano Harry destruiu o diário com a presa de um basilisco, essa é uma das formas.-- Dumbledore fala.-- No tempo deles provavelmente a espada de Griffindor também porque Harry a enfiou na boca da cobra e isso a inundou de veneno. Imagino que fogo maldito também seja uma das formas de destruir, mas é muito instável e de difícil controle.

--Vamos ir atrás do basilisco?-- Héstia pergunta surpresa.

--Não, não podemos ir sem um ofidioglota.-- Régulus lembra.

--Mas eu sou ofidioglota.-- Harry diz.

--Você não vai.-- Lilian fala.

--Eu já fui uma vez e fiquei bem.

--Você teve sorte, Fawkes e o chapéu, não vai se arriscar.

--Mas...

--Ela tem razão.-- Mêtis fala.

--Aqui...

--Você poderia morrer aqui e morrer em uma época diferente da sua traz consequências impensáveis. Nós passamos informações, ajudamos em planos e algumas outras coisas, porém não arriscamos nossas vidas.

--Eles podem morrer também.

--Vamos para uma guerra, então claramente vamos poder morrer em diversas situações.-- Tiago rebate a fala do filho.

--Vou ter que abrir a entrada e depois a parede.

--Depois sai.

Mas os do futuro/presente sabiam que Harry jamais faria aquilo.

--Ele não vai fazer isso.-- Rony diz.

--Não mesmo.-- Harry confirma.

--Para tudo tem um jeito, mini-prongs.-- Sirius fala.

--Vão precisar dos dentes do basilisco, mas não tem que pegá-lo exatamente agora.-- Mary diz.

--Eu vou organizar isso.-- o diretor fala.-- Se concentrem em outra coisa por enquanto.

--Bem, a guerra não é só sobre as Horcruxes, enquanto caçarem elas ainda haverá mortes e ataques, por isso vocês tem que reforçar algumas coisas necessárias.

--Coisas como?

--Patronos, os dementadores são fortes apoiadores de Voldemort por isso devem estar preparados para conjurar um patrono forte o bastante para espantar não só um, mas vários deles.

--Não são todos que conseguem conjurar um patrono.-- Régulus fala.

--Aqueles que ainda não sabem vão ter que aprender, vai ser uma questão de vida ou morte.-- Hermione fala.

--Agora vamos falar sobre a proteção de vocês, achamos que a melhor coisa é o uso de Fidelius por todos os pertecentes e parentes da Ordem. É uma magia difícil, mas necessária e dessa vez já sabem em quem realmente podem confiar.

--Seria o melhor mesmo.-- Héstia diz.

--Também tem outras coisas, a inocência do Hagrid.-- Harry diz.

--Quanto a isso, não precisam se preocupar, comecei a tratar disso depois que nos contaram sobre a inocência dele. Rúbeo nunca mereceu a punição que recebeu.-- Dumbledore fala.

--Obrigado, diretor.

--Não tem o que agradecer, Harry.

--Tem a fuga do Bartô Crouch Júnior, se ele for pego com certeza vai poder fugir novamente com a ajuda da mãe, pode não ter Voldemort e Rabicho para libertá-lo mas ele continua muito perigoso.

--Não queremos um psicótico nas ruas, pode ter certeza que vamos deixá-lo muito bem trancafiado em Azkaban.-- Sirius fala

--Acho que é só isso então.-- Mêtis diz.-- Agora só falta a expedição para a Câmara Secreta.

--Só falta ela para o quê?-- Dorcas pergunta.

--Para voltarmos ao nosso tempo, fizemos o que tínhamos que fazer aqui.-- a corvina diz.

--Tem certeza que fizeram tudo?

--Sim, tio Sirius.

--Absoluta?

--Vai sentir nossa falta, Black mais velho?-- Astória pergunta.

--Só me acostumei com a presença de vocês.-- Sirius diz dando de ombros.

--A gente se esbarra no futuro.

--Espero que sim e o melhor é que você vai esquecer dessa de Black mais velho.

--Não confie muito nisso, do jeito que essa garota é vai criar o apelido novamente.-- Theodore diz.

--Ele tem razão.

--Já vou indo, senhores e senhoritas.-- o diretor diz se levantando.-- Os pertencentes a essa época não demorem para ir descansar pois amanhã ainda haverá aulas e a educação é muito importante, também tomem cuidado para não serem pegos, os monitores podem ser os mais desatentos mas tem competência se foram escolhidos para tal.

--O senhor poderia ajudar nisso, falar para os monitores não engrossarem com nenhum de nós hoje se nos encontrarem.-- Sirius fala.

--Não, não poderia, isso causaria rumores.-- o diretor fala.-- E o senhor tem modos muito eficazes e experiência em não ser pego. Boa noite.

Ele diz e se encaminha calmamente até a saída.

--Difícil é nós três nos escondemos na capa agora, ela podia se expandir.-- Sirius diz.

--Podia, mas não faz e vocês ainda tem o mapa para auxiliar.-- Marlene diz.-- Ou seja, continuam tendo vantagem.


Notas Finais


✳Perguntinha porque a minha memória de Dory não me ajuda: Alguém se lembra como o trio de ouro chegou a decisão de roubar o cofre da Bellatriz para pegar a taça de Hufflepuff? Como descobriram que estava lá? Agradeço muito💛💙

✳Outra pergunta com base em curiosidade: se fossem escolher a foto de alguém para a mãe de Mêtis, quem seria?

✳Ficou alguma coisa para os viajantes fazerem, além de Harry ir com os do passado/presente até a Câmara?

✳Essa história vai ter epílogo, já tive três ideias para ele e se a terceira for o definitivo vocês vão querer me matar 😐

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Malfeito feito


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