História Uma vida - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que leia isso quando nada tenha a fazer.
Isso não passa de uma história sem querer...

Capítulo 1 - Primeiro passo


Bem.. Eu sou o Cisne, a conciência viva e constante de um garoto até então humano, que, muitas vezes, pode ver a solução ou saída dos problemas ou aflições; como se enxergasse através de seus olhos. Agora que me apresentei posso começar pelo meio da história, pois preciso assim para que entenda o início de enredo; e o final, bem, não sei ainda, já que esse garoto continua vivo, e uma vez vivo sempre novos capítulos surgem e resurgem.

O primeiro passo é aceitar que precisa pôr, de alguma forma, o que sente e pensa para fora, mas de maneira crônica. Como eu vejo através de seus olhos, vou escrever à partir de agora em primeira pessoa. 

A reflexão e a empatia sempre me envolveram, desde que me lembro de estar vivo. Sempre observei demais, pensei mais ainda e senti muito além do que os sentidos básicos poderiam definir. Uma pessoa introvertida que já não mais sente que precisa de alguém para contar tudo, que algumas coisa devem se manter numa caixinha escura, coisas enterradas junto com minha conciência, como um dia eu aprendi com aquele garoto que amei, amo. Uma lição dolorosa e um professor que nem ao menos percebeu o quanto me ensinou, seja pela dor ou alegria. Em plena depressão profunda mergulhado, já lidei com estupro, multilação, brigas, decepções, oscilações de sentimentos extremamente variantes e rejeição; mas não me considero alguém sofrido, apenas alguém vivido e intuitivo.

Nesse primeiro capítulo tudo vai parecer ao vento mesmo; e é justamente o que eu quero. Uma prévia de tudo que está por vir. Vai parecer um emaranhado, um caos de fato; mas, assim como minha criações, no caos jaz a harmonia. É um livro aberto sem sumário, cujo qual está ali para quem quiser decifrar ou ler; abstrato, passível de muitas interpretações e julgamentos, e, na verdade, essa é a graça.

Tenho corpo de passivo, porém com atitude e postura de ativo. Tenho meus momentos de extroversão, parecendo um gay afeminado, e, em outros, um heterossexual direitista. Na verdade, posso ser muitas coisas mas sou apenas eu, e eu sou muitas coisas. Sou protetor e afetuoso, mas também antissocial e melindroso. Alguém de poucas palavras e muitas atitudes; uma mistura de Áries com Virgem e Peixes. Sou alguém muito sério e que tende a aprender a lidar com isso da maneira difícil. Não riu de muita coisa e não acredito que algumas coisas mereçam comédia; entretanto riu de tantas mais. Na realidade eu sou panssexual versátil assumido para qualquer um que queira perguntar. Pretendo desconstruir todos meus tabus com passar da vida e reaver crenças, assim como um dia revi minha religião e pesquisei sobre tantas mais crenças que passam da conta de dedos de ambas as mãos; e, com isso, criei uma crença única minha.

Meu pai já me disse ''Não conte à família, constitua família e dê a bunda escondido o quanto quiser''. Na época, claramente fiquei triste, porém extremamente feroz, pois nunca fui de aguentar calado; mas me veio a reflexão... Ele não tem problemas em eu ser eu, mas o que as pessoas acham disso. Parece que ele não conseguira evoluir suficiente para perceber isso mesmo com mais de cinco décadas de vida; o que me faz pensar - Tempo é relativo à qualidade dele e não a ele em si. Meu pai já voltou atrás nisso há dois anos e me demonstrou que tudo bem, mas, quanto a postura conservadora de bons costumes, isso faz parte dele e de sua criação. Já foi-se o tempo que pais tinham 100% de efeito sobre os filhos; eu mesmo me pareço muito pouco com os meus, diria uns 0,05%.

Não tenho contato com parentes ou amigos desde antes da faculdade; escolhas e sacrifícios que escolhi tomar por estar determinado a conquistar meu maior tesouro, minha paz. Eu sou o suficiente e mais que isso para me fazer feliz, qualquer um que venha é apenas um acrescimo maravilhoso e uma amizade preciosa, mas que só o tempo dirá se persiste ou é real. Confesso, sou alguém arrogante dentro de mim. Mentalmente chamo muitas pessoas e situações de burras e patéticas, mas aprendi que todos têm poder e capacidade para superar a si mesmo e, o mais difícil, minhas espectativas. Possuo um Q.E, Quociente Emocional, altíssimo, e como efeito colateral disso tenho dificuldades em feedbacks negativos, seja para mim ou para eu dar à alguém. Cada dia mais melhoro nisso. Entendo que uma crítica não precisa ser de só negativa, como fui cravado com minha família sobre tudo que fosse fazer, mas construtiva. É um trauma que estou transcendendo. O primeiro passo de curar um problema é aceita-lo. Quanto às pessoas.. bem.. Eu tenho receio de magoa-las. Detesto a ideia de causar dor a alguém, animal ou planta; mas ser firme certas vezes é necessário, porém jamais rude ou mal-educado. Ah não gosto de calor; prefiro um friozinho, meu corpo reage melhor.

Já namorei, à distância e presencialmente duas vezes. Já inicei um namoro com ''E ai, vamos tentar?'' - Eu perguntei; e outro com flores, aliança, um ursinho de pelúcia com perfume, uma carta em forma de soneto rimado por mim; fiquei de joelhos em plena rua próxima a Av. Paulista; sim, sei ser romântico também. Mas ambos namoros nunca deram certo. Me sentia engaiolado e limitado, e mais ainda limitanto à outro com alguém que jamais poderia dar o que esse alguém merecia, reciprocidade de sentimento.

Mais forte que isso; perdi um amigo que chamei de melhor amigo na vida e, hoje, penso nele como ex-amigo ou só o nomeio pelo nome somente. Sempre fui sozinho, em minha viagem formatura do nono ano passei na floresta chorando e notei horas depois que ninguém tinha dado sequer falta, afinal estavam em festa. Logo, considero uma amizade um tesouro que deve ser protegido, polido e evolído; amado. No final ele criou sentimentos por mim, mas não da forma certa... Me fez crêr que tinha um verdadeiro amigo por seis meses, o vendo diariamente, viajando juntos, passando ano novo e natal juntos, sabendo a dor que é o dia de meu aniversário para mim, contanto tudo um para o outro, mergulhado em depressão que levara por onze anos, sabendo das dores e amores, passando um mês em minha casa de férias. Nunca trabalhei ou estudei com ele, nos conhecemos ao acaso. Já havíamos conversado sobre gostar de mim antes e ele me assegurou que me amava como amigo. Quando não aguentou mais segurar a mentira e me usar, se afastou, cada vez mais até sumir, e disse ''Pensei que se ficasse por perto você mudaria de ideia, mas não dá mais para mim''. Me deu um presente precioso, o mais forte, uma amizade, o tesouro mais valioso para mim, e depois arrancou isso de mim como se não fosse nada. Isso me irrigeceu? Sim. E isso foi recente; uns dois meses. Quanto tempo devo dar para confiar em alguém e que atitudes provam isso se até o núcleo da pessoa não é o suficiente para provar isso.

Você ama à mim como pessoa ou como namorado, perguntei para meu último parceiro. A resposta foi a segunda opção somente. Assim como meu ''amigo'', se importava mais com o status comigo e a maneira como eles se sentiam perto de mim; e não de fato com uma das coisas que estava em jogo, meus sentimentos. Não pude continuar; então terminei. Durou muito pouco mesmo.

Bem... paro por aqui esta prosa, pelo menos por agora. Já há uma ideia de com que personagem estão lidando. Os próximos capítulos terão uma linha cronológica mais acentuada; com pequenos folhetins de histórioas de vida e, ou, reflexões.

Adeus.

 


Notas Finais


Não sei o que dizer, apenas que pretendo continuar escrevendo.
~ Um Cisne cansado.


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