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História Uma vida numa Lembrança Perdida - Capítulo 24


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Notas do Autor


Eita que vim mais cedo rsrs, mas não se anime, é minúsculo esse capítulo, mas importante

Capítulo 24 - Normal?


O sol não tinha surgido ainda no horizonte naquele selva de concreto. O mundo lá em baixo era não tão silencioso como deveria ser numa madrugada, mas o brilho levemente das luzes de Tókio lhe dava o ar de normalidade e somente isso já bastava. Afinal, era tudo que ela precisava, algo conhecido e confiável, para só então enfrentar as possíveis respostas que lhe atormentava.

Se encontrava próxima da enorme janela ao lado da mãe ignorando abertamente o mundo lá fora, daria atenção àquelas sensações agitadas e próximas num outro momento. Pois, os que estavam espalhados na sala de estar eram a prioridade, estudou atentamente cada membros da família Taisho enquanto viam notícias urgentes passando na tv local. Com excessão de Sesshoumaru, pois o telefone tocando a cada instante, o mantinha ocupado.

Shippou estava sentado no sofá com os olhos firmes na tv de costas para ela ainda suando o uniforme branco da educação física da escola, um pouco surrado e folgado. Não conseguia ver o seu rosto, mas pelo o que emanava ele estava preocupado, como ela sabia decifrar essa energia era um mistério. InuYasha estava de pé com os braços cruzados e ombros tensos assim que Rin teve que sair após a chegada da amiga, chegou muito mais cedo que Rin dissera, o que tirou um peso no ombro. E por último, Chikara, sentiu o rosto queimar ao se lembrar de ter visto o peito nú e camisa escura não ajudava, interiormente balançou os pensamentos e continuou com a avaliação, parecia ainda mais chateado e podia dizer que também estava irritado.

Virou o rosto imediatamente para televisão grande demais assim que percebeu ter sido pega pelo Chikara, sentiu falta da arrogância de como o conheceu.

Finalmente seguiu o que todos estavam fazendo, deu atenção total para o noticiário. Realmente InuYasha não estava brincando ao dizer o viria a seguir e até já podia imaginar como seria quando o dia nascesse. Pois os jornalistas estavam frenéticos, criando várias especulação e repetiam sem parar a imagem que captaram como os raios brilhantes descendo do céu escuro mesmo sem nenhuma nuvem, o templo de sua família em ruínas, redemoinhos e chamas consumindo as árvores, figuras humanoides se movendo rápidos demais enquanto eram capturados pela luz forte do helicóptero.

Se aquilo continuasse, as pessoas saberiam do que passava de lendas eram apenas uma fachada, que estavam escondidos entre eles deste do início dos séculos? Ela nem sabia quando. Só sabia que se tornaria um pânico generalizado e cheio de desconfiança.

Então, Kagome viu Naraku desviando de algum ataque e olhou para a câmera dando um sorriso zombeteiro, abriu as asas negras e voou, mas foi puxado por um chicote de ácido. De repente, o tigre que Kagome reconheceu como Kirara surgiu e atacou todos antes de ficar ao lado de Naraku mostrando os dentes afiados e salientes. Ela o estava protegendo, um raio desceu de novo fazendo a filmagem tremer violentamente antes de parar e foi para o apresentador de plantão. Tudo ainda parecia um sonho confuso. A luta para sobreviver, para tirar o avô do templo, da mãe correndo como uma motorista profissional nas rua de Tókio enquanto acompanhava o outro veículo, seu avô num sono induzido e, por último, tudo por ela ser o alvo, pelo o que parecia.

Por que ela?

Por que um tengu? Não podia ser algo normal? Caso fosse um humano, só precisava chamar a polícia e tudo estaria resolvido, do qual, Kagome duvidava fielmente que eles não seriam capazes, a não ser que tivessem uma bala com os poderes purificadores que ela tinha. Ainda agradecia mentalmente por Rin explicar a luz rosada que viam dela enquanto examinava o avô. Uma sacerdotisa. Uma sacerdotisa entre desconhecidos/conhecidos youkais.

Não daria certo, disso tinha em mente.

— Isso vai dar dor de cabeça. — disse Shippou desligando a televisão após o canal mostrar as imagens novamente. — Não queria estar na pele dos Senhores Cardiais, principalmente, de Sesshoumaru.

— Quem é esse Naraku? — sussurrou Kagome conseguindo dar voz aos seus pensamentos já que ainda sentia estar sob o olhar dele..

Se encararam e a reconheceram finalmente deste que entrou na sala. InuYasha tomou o caminho até ficar na sua frente, decidiu começar pelo começo de tudo, então encostou no sofá e deu toda sua atenção.

— Antigamente ele se chamava de Onigumo, ele era um ladrão desprezível em todos os sentidos que sofreu fortes queimaduras e ossos quebrados. Kikyou, uma sacerdotisa de uma aldeia em Edo e protetora da Joia de Quatro Almas, o encontrou e começou a cuidar de seus ferimentos. — A viu se endireitar ao mencionar Kikyou e ter uma expressão de confusão, entretanto, nenhum momento de interferência. — Com o tempo, ele se apaixonou, e essa paixão se transformou em obsessão. Entregou o próprio corpo aos espíritos de demônios para poder se curar mais rápido e conseguir a joia junto com Kikyou. Mas ele não a abordou como deveria ser... Ele a enganou, ele nos enganou — perdido em suas memórias, ele sentiu um aperto de conforto em sua mão e reparou no leve sorriso de compreensão de Kagome, se sentiu aliviado, sentia falta desse olhar nela. Um olhar que representava amizade e família, um que não o julgava, simplesmente o aceitava pelo o que era. — A machucou gravemente, a fazendo pensar que foi eu quem fez e ele me manipulou para pegar a jóia, o que resultou em ser selado na árvore do seu templo, até você me libertar.

Kagome olhou para todos esperando uma continuação até que encontrou o olhar calmo de Rin, imediatamente se afastou de InuYasha totalmente envergonhada, se amaldiçoando pela a súbita vontade de afastar aquela culpa e o encorajar. Numa tentativa de deixar de lado o constrangimento, Kagome deu atenção total ao conto, procurando uma brecha.

— Ainda tenho algumas lembranças da minha infância e certamente lembraria de um homem selado. Ficou tanto tempo preso?

— 50 anos. Quando você completou 15 anos, foi puxada pelo o poço por uma youkai...

— Uma mulher centopéia! — interrompeu alarmada.— Está querendo dizer que eu viajei através do tempo, para Edo? Não. — suas palavras saíram mais como confusão do que certeza.

Não era lógico. Surreal demais para si e o modo como eles pareciam atentos a ela, como se estivesse esperando algo dela. Uma pressão bastante sufocante. Seus sonhos se repassaram na mente, principalmente, do garoto dormindo contra uma com uma flecha enterrada no peito, sendo abraçado pelos galhos. De pessoas a nomeando de sacerdotisa, de uma joia brilhante que saiu de sua cintura. De inúmeras lutas, histórias, brincadeiras, pessoas, monstros horríveis e um grupo estranho qual dedicaria a sua vida para defender... Parecia uma loucura.

— Está querendo dizer que eu arrastada num poço, fui ao passado, te libertei de um sono profundo, como a bela adormecida, mas sem a parte do beijo? Invadi tumbas e cemitérios, lutei ao seu lado por causa de uma joiazinha que concede desejos? Acho que foi você quem bateu a cabeça em algum momento. Sério, como pode ter tanta certeza que eu sou essa sacerdotisa? Olha para mim, sou uma simples humana. Tenho certeza que se enganou. Sou uma pessoa... doente? Passei a maior parte do meu tempo em hospitais. Qualquer um dessa sala sabe disso já que são meus médicos. Ou não são?

— Como explica seus sonhos? — perguntou Shippou se levantando.

— São apenas sonhos.

— São memórias. — indagou InuYasha.

— Como posso acreditar que você é um cachorro? Cachorro? Aquele animal que é o melhor amigo dos humanos? Aquele que a gente ensina senta...

Do nada um brilho surgiu no pescoço de InuYasha antes de ir de cara no chão e Kagome escutou uma espécie de rosnado enquanto ele reclamava do feitiço.

— O que aconteceu com ele?

— Você disse "senta". É um feitiço de subjugação que só você pode usar. Pensa numa espécie de coleira que apenas você pode controlar. — comentou Shippou andando até ela com um sorriso nostálgico. — Como senti falta de você falar isso.

— Mas não é para ele ficar sentado? Por que deitou? Por que só ele? O que aconteceria se eu fizesse finja de morto?

— Nada. Mas seria bastante hilário o que poderia acontecer. — disse Shippou segurando o riso.

Ela aínda estava em choque enquanto o via tentar se levantar com ao seu lado para ajudá-lo caso quisesse, esperando o efeito passar. Sentiu um olhar intenso sobre si, não precisou procurar já que sabia que pertencia a Chikara. Era oficial, se sentia incomodada só de estar no mesmo cômodo e faria o possível para evitar.

— Faça isso quando estiver na minha forma normal. Essa subjugação machuca muito mais nesse corpo humano. — InuYasha reclamou ao estalar o pescoço.

— Kagome, nós sabemos que você está tentando se lembrar de tudo. Mesmo inconsciente. — começou Shippou, chagando mais perto. — Mas você tem que acreditar em nós, fazemos parte do seu passado, como você no nosso. Você cuidou de mim como uma mãe faria e sei que lá no fundo você sabe quem eu realmente sou... E eu posso te provar.

Ela sentiu algo vindo dele aumentar e se concentrar antes de uma minúscula explosão de fumaça o cercar. Então ao dispersar havia o mesmo garoto ruivo de seus sonhos parado na sua frente. Os fios rubros presos num rabo de cavalo, olhos verdes travessos, mas desta vez tinham mais sabedoria e esperança, o rabo felpudo escapando do quimono colorido balançava.

Kagome não conseguiu dizer nada, com o cérebro em branco, qualquer vestígio de tudo passasse de loucura sumiu. Não podia mais negar e sequer sentiu medo, parecia ser natural. Normal. Outro pulso abateu em seus sentidos como se estivesse sendo libertado e olhou para onde vinha. Reparou na luz que vinha atrás de si, o sol estava nascendo, a luz levantando vagarosamente. Junto com ela, uma expressão arrogante estava em InuYasha, algo extremamente familiar, outro pulso mais forte soou antes do cabelo curto começar a mudar de cor, os fios prateados surgiram, orelhas humanas desapareceram e um par de orelhas de cachorro surgiram no topo da cabeça. Olhos ficaram dourados e naquele sorriso sarcástico surgiram duas presas. Shippou pulou e se acomodou no ombro dele como em um dos seus sonhos. Sentiu vontade de tocaram nos fios prateados, nas orelhas, mas se segurou e olhou diretamente nos olhos dourados. Era o mesmo InuYasha, só que mais velho. Mas era ele. Eram eles.

Ela foi até eles, nunca piscando, nunca desviando. absorvendo aquela nova realidade já conhecida.

— Como é bom ter você conosco novamente, Kagome.


Notas Finais


Até a próxima meu povo 😉


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