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História Uma visita às estrelas. - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


oi <3
como vão? espero que bem, e caso não, parabéns, aqui só vai piorar.
torço para que gostem, perdão qualquer erro de escrita.

Capítulo 1 - Ele foi fazer uma visita para as estrelas, e não vai voltar.


Chuuya, neste exato momento, estava dirigindo, concentrado na estrada em que seguia, pois, não se interessava em provocar algum acidente. Escutava músicas pelo ‘bluetooth’ do carro, porém, uma das melodias foi interrompida, era o toque deu se celular. Virou brevemente a cabeça, vendo que na tela estava o número lá de sua casa, provavelmente era Fumiya, e estranhou isso, já que era para Osamu estar com ele. Mesmo assim, atendeu.


— Oi, papai. — Ouviu Fumiya falar, com um tom não tão animado.


— Oi, meu bem. Aconteceu alguma coisa? Tá tudo bem por aí? — Okay, agora Chuuya tinha certeza, havia algo errado ali.


— Tudo sim, eu acho... na verdade, não sei, papai. Sabe o papai Osamu? Ele disse pra' mim que ia sair, só que já faz um tempinho, e ele não voltou ainda... — Para variar, seu marido havia aprontado alguma coisa — Você pode ligar pra' Tia Koyou? Fumiya não quer ficar sozinho aqui, e você provavelmente ainda vai demorar aí.


— Ligar pra' Koyou? Claro, daqui a pouquinho ela aparece aí... Meu bem,. você sabe pra' onde o papai Osamu foi? Ou ele não quis te dizer?


— Uhum, sei! Ele disse que iria visitar as estrelas, e eu até quis ir junto, mas ele não deixou, papai mau! Quando ele chegar aqui, eu vou brigar com ele. — Fumiya disse, emburrado.


No momento em que ouviu "ele disse que iria visitar as estrelas", seu mundo caiu, era óbvio o que havia acontecido com Dazai, mas Fumiya era inocente demais para entender. Desde quando o relacionamento alheio começou, Nakahara sabia que Osamu não seria totalmente feliz, mesmo estando junto dele, e por causa disso, dava o máximo de si, em todos os momentos que estavam juntos. Por algum tempo, pensou haver convencido Dazai a permanecer vivo, até que sua hora chegasse naturalmente, pois suas tentativas — falhas, até hoje — de suicídio pararam, mas... pelo visto, estava errado.

Ficou em silêncio, por muitos minutos, já que não possuía palavras para responder Fumiya. Ao em vez de seus pensamentos estarem bagunçados, e completamente perturbados, ou de sua mente estava trabalhar muito mais rápido do que o normal, tudo havia sumido, estava em branco; a ficha ainda não havia caído. Quando se recuperou um pouco — bem pouco — do choque, forçou as lágrimas a voltarem, pois, sabia que teria de ser forte por Fumiya, se não, o garotinho ficaria muito mais preocupado.


— O-Olha, meu amor, eu vou ligar pra tia agora, tá? Vê pro papai se as portas estão trancadas, não deixa ninguém além da Koyou entrar... fica bem, okay? Papai te ama, muito.


— Tá bem, pai! Também te amo, até depois.


Após isso, a chamada foi encerrada, e a música voltou a tocar. Nakahara, já sabendo que não possuía mais condições para dirigir, fez o mais sensato, que foi parar o carro no canto da rua, na primeira oportunidade que teve. Desligou o rádio, em seguida, pegando o celular do banco e desbloqueando ele, indo direto para o contato de Koyou. 

Enquanto os toques soavam, a ficha começou a cair, Osamu realmente havia de suicidado, ele havia lhe largado outra vez. Junto da realização desse — infeliz — fato, veio todos os sentimentos possíveis, desde raiva, tristeza, culpa... sem perceber, Chuuya estava chorando, e muito; havia desabado. Naquele momento, seus olhos e bochechas já queimavam, soluçava repetidas vezes, ao mesmo tempo que segurava a vontade de gritar, porém, não faria isso, pois além de estar no meio da rua, precisava poupar sua voz para a conversa que teria com Koyou. Por falar nela, a garota atendeu, e logo se desesperou.


— Chuuya! Ah, meu Deus, o que aconteceu? — Era visível a preocupação da mais velha.


— O-Oi, Onee-san... se não for te pedir muito, você pode ficar com o Fumiya, l-lá em casa? — Nakahara não tinha coragem, lhe faltava forças para falar com todas as palavras, deixaria que ela adivinhasse enquanto estivessem na ligação.


— Ah, fico, sem problema algum... Mas, agora, fala pra' mim o que aconteceu, por favor, Chuuya. 


— E-Eu não consigo fazer isso, desculpa, Onee-san... mas, se for para falar que nem o Fumiya, digamos que... o Osamu foi ver as estrelas, e nunca vai voltar.


Como era de se esperar, Koyou também ficou em silêncio, porém, sabia que diferentemente de si, ela estava com muita raiva, tanto que era capaz de esquecer a tristeza, ao menos por alguns momentos. Quando o relacionamento de Chuuya e Dazai foi anunciado, Koyou fez Osamu jurar que, nunca mais, iria deixar Nakahara sozinho. Mesmo que baixinho, pode ouvir a mais velha resmungar algo, provavelmente estava xingando Dazai em todas as línguas cujo conhecia, e rapidamente, ela voltou sua atenção para a chamada.


— Nós... nós vamos falar disso depois, okay? Por agora, me manda sua localização, eu vou aí te buscar.


Concordou, e então tirou o celular do ouvido, assim, saiu da página da chamada. Dentre as opções, selecionou a de "localização" e então, mandou onde estava para ela, demoraria um tempo até Koyou chegar. Por conta disso, pensou no que poderia fazer, porém, praticamente não tinha opções além de descansar um pouco, já que, em qualquer outra hipótese, ficaria pensando sobre a situação atual, e todas as suas paranoias piorariam.


出演者


Nakahara destrancava a porta de casa, já agora, precisando segurar as lágrimas, pois não queria preocupar mais seu garotinho. Antes de abrir aquela passagem, respirou fundo, tentando manter-se em equilíbrio, mesmo sabendo que isso era quase impossível. Dizia quase, pois tinha o apoio de Koyou, que tinha mão repousada em seu ombro, tentando transmitir-lhe força.

Com esse último suspiro, finalmente abriu a porta, e logo de cara, pode ouvir os passos de Fumiya, provavelmente ele estava animado em ver Koyou, já que, desde que ele se entendia por gente, tinha um enorme afeto por ela, assim como Chuuya. Em questão de segundos, Fumiya estava em sua frente, e isso era de doer o coração.


— Oi, tia Koyou! E oi pra' você também, papai! — Sem hesitar, o garotinho pulou em nossas direções, juntando os três em um abraço.


— Oi, meu bem. — O coração de Chuuya estava doendo.


— Oi, meu pequeno. Como foi seu dia? — Disse a "tia" de Fumiya, pegando ele em seus braços.


— Ah, foi bom, muito bom! O papai Osamu é muito legal, sabia? Eu não sei por que você não gosta dele, tia You. 


Por alguns momentos, ficou feliz em ouvir aquilo, pois se sentia ótimo ao lembrar que, havia escolhido a pessoa certa para seu o pai de seus filhos. Mas, logo a realidade lhe atingiu novamente, também era doloroso ouvir Fumiya falar de Osamu, afinal, não veriam mais ele pessoalmente, quem sabe, apenas por fotos e algumas memórias. Olhou para Koyou, e ela já havia entendido.

Viu a mulher colocar Fumiya no chão e logo seguir para a cozinha, sem pronunciar nenhuma palavra, pegou na mão dele e começou a guia-lo para a sala. Fumiya sabia que algo estava estranho, já que, apesar de Nakahara — algumas vezes — falar após os outros, ele não havia dito nada até agora, nada além de "Oi". 

Fumiya se deixou ser levado, assim, fez o mesmo que Chuuya, sentando-se no sofá, ao lado dele; o ruivo já sentia que algo estava faltando, Dazai sempre se sentava ao lado dele. Respirou fundo, a cada momento lembrando-se que deveria ser forte pelos dois, Fumiya era só uma criança, não merecia passar por aquilo.


— Então, meu bem... você se lembra, de uma certa história que o papai te contou?


— Uhm... seja mais específico, papai. Você me contou várias! Mas, se for aquela que é minha favorita, sobre as estrelas, sei!


— Uhum, é esse mesmo, amorzinho — Fumiya era tão inocente, sentia-se péssimo por estar fazendo isso — Quando uma pessoa chegava ao limite da vida dela, o que acontecia?


— Ela ia para o céu, e virava uma estrelinha, do jeito que você leu pra' mim. Mas por que você tá me lembrando disso agora, pai?


— Veja bem, meu amor... às vezes, quando uma pessoa sofreu muito nessa terra, ela acaba fica muito triste, e essa tristeza acaba que não pode ser resolvida, já que, é maior que o próprio coração... E com isso, ela acaba acelarando a sua data limite, entende?


— Que nem o personagem principal? Ah, sei... deu pra' perceber, ele realmente sofreu muito, papai... eu espero que ele esteja bem, e esteja dançando junto com as estrelas. Parece divertido, né?


— Uhum, pode apostar que é, meu bem. Meio que, quando o papai Osamu disse que iria visitar as estrelas, ele quis te dizer que... ele iria encurtar o tempo de vida dele. 


Cristo, seu coração doeu mais ainda quando viu os olhos de Fumiya lacrimejarem, Osamu era um idiota. Dava para perceber o desespero nos olhos da criança, mais do que tudo, Fumiya queria que seu pai estivesse mentindo, queria que ele dissesse que tudo era uma brincadeira — mesmo que, ela seja de mau gosto —, e então, que seu outro pai entrasse por aquela porta, sorridente e bobo como sempre. Chuuya também queria que aquilo acontecesse, porém, infelizmente isso era apenas uma falsa esperança, por isso, balançou levemente a cabeça, negando.

Após essa confirmação, finalmente as lágrimas saiam de seus olhos, então a criança foi para os braços de Nakahara, o abraçando com a pouca força que lhe sobrou depois dessa notícia. Chuuya também começou a chorar, porém, diferentemente de Fumiya, era um choro silencioso; ele começou a passar a mãos nas mechas castanhas do garoto, como se fosse um carinho, já que, no momento não tinha como lhe dar conforto. O ruivo levantou a cabeça, podendo ver que Koyou já havia voltado, mas, ela não lhe encarava, pois, sabia que caso fizesse isso, seus olhos estariam carregados de pena, e sabia o quanto Nakahara odiava esse sentimento.


出演者


Chuuya, como era de se esperar, estava totalmente exausto, sinceramente, pensava que iria desmaiar a qualquer momento, sua sorte, é que já estava na cama. Seus olhos estavam pesados, piscava lentamente enquanto sentia Koyou fazer cafuné em si, sabia que a mais velha estava tentando lhe fazer dormir, porque realmente, essa estava sendo a noite mais difícil de toda sua vida. Além de cansado, estava se sentindo horrível, desde como pessoa, amante e até pai, mesmo sabendo que nada do que estava acontecendo era culpa sua; Fumiya havia dado trabalho para dormir, e também, se recusou a dormir consigo, mesmo que provavelmente — melhor dizendo, com certeza — tivesse pesadelos durante a noite, e precisasse de si.

Foi tirado desse seu pequeno "relaxamento" pelo toque de notificação do seu celular, pensou em ignorar, mas, Koyou pegou o aparelho e após ler a mensagem, entregou a si, com a tela aberta em certa conversa. De alguma forma, era Osamu, talvez ele tivesse progamado seu celular para enviar a mensagem apenas agora, quem sabe, ele — infelizmente — já estava morto, então, não receberia respostas. 


Amor.

"— Ei, eu te amo."


Leu a mensagem, sentindo vontade de chorar novamente, e pela segunda vez, se permitiu fazer isso. Colocou o celular em seu peito, apertando um pouco ele, enquanto sentia as lágrimas acumuladas descerem.

Por trás daquelas palavras, Nakahara sabia que essa foi a forma de Dazai tentar lhe acalmar, ele sabia como Chuuya iria reagir. Por trás daquelas palavras, sentiu que Osamu estava tentando lhe dizer estar "tudo bem", que nada era culpa sua, que ele foi feliz enquanto juntos, mas, que ele não podia viver em paz, pois aquele inferno iria lhe perseguir enquanto aqui. E além de tudo isso, sentiu que ele expressou todos seus sentimentos, que aquele foi seu "eu te amo" mais profundo, e infelizmente o último.

Com a visão embaçada, tombou a cabeça um pouco mais para trás, olhando pela janela do quarto, que estava aberta. Com a pouca voz que tinha, sussurrou, olhando diretamente para as estrelas.


— Eu também te amo, idiota...







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