História Umbrella High School - Capítulo 37


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Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Ashley Graham, Barry Burton, Billy Coen, Carlos Oliveira, Chris Redfield, Claire Redfield, Deborah Harper, Helena Harper, HUNK, Ingrid Hunnigan, Jack Krauser, Jake Muller, Jessica Sherawat, Jill Valentine, Kevin Ryman, Leon Scott Kennedy, Nemesis-T Type, Nicholai Ginovaef, Parker Luciani, Personagens Originais, Piers Nivans, Rebecca Chambers, Sherry Birkin, Sheva Alomar, Steve Burnside
Tags Adolescentes, Aeon, Alunos, Chris Redfield, Ciumes, Claiers, Colegial, Drama, Escola, Estudantes, Heleon, High School, Humor, Intrigas, Jill Valentine, Raccoon City, Rebilly, Resident Evil, Romance, Shake, Umbrella, Valenfield
Visualizações 285
Palavras 6.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLÁÁÁÁ *----*
Tudo bem com vocês, meus amores??
Prontos para mais um capítulo?
Espero que gostem!
Boa leitura...

Capítulo 37 - Incompatíveis...


Fanfic / Fanfiction Umbrella High School - Capítulo 37 - Incompatíveis...

* * * Jill * * *

 

Escuto barulho de passos ao redor e abro meus olhos, levando a mão até eles para esfregá-los. Abro a boca me sentindo exausta pela noite mal dormida no sofá da sala de espera e levanto, me esticando para amenizar as dores que eu sentia por todo o meu corpo.

Mas quando volto meus olhos para o sofá...

Meu sorriso é involuntário e sento novamente, admirando aquele garoto mais que perfeito que serviu como meu completo suporte desde que entrei aqui. Observo sua expressão enquanto dormia todo torto, com um braço servindo de apoio e o outro caído já que eu não estava mais em seu ombro aproveitando o carinho e o calor tão aconchegante dele.

Chris... Céus.

Por que faz isso comigo?

Por que só não me deu as costas e me deixou sozinha?

Mas não, você teve que vir, teve que ficar, teve que limpar minhas lágrimas, teve que me abraçar, teve que me consolar e teve que salvar a minha vida e a da minha mãe... Se não fosse por você, não sei o que seria de mim. Você foi TUDO e ainda mais nessas últimas horas. Eu queria te dizer isso.

Mas como dizer?

Como dizer sem me enfeitiçar com seus olhos?

Como confessar algo assim e resistir ao clima que insiste em rolar entre nós?

Droga, estou perdida. COMPLETAMENTE perdida.

Achei que ainda tinha chance de resistir a isso que nos envolve, mas acho que eu sempre estive errada ao tentar te afastar de mim... Você fez bobagens. Eu fiz bobagens. Será que ainda podemos ter alguma chance?

Droga, Jill, olhe no que está pensando.

SUA MÃE ESTÁ NUMA SALA DE CIRURGIA HÁ HORAS!!!

DÁ PARA PARAR DE PENSAR EM VOCÊ???

SEJA ADULTA!!! CRESÇA!!!

Meus olhos marejam com meu próprio sermão e olho para o relógio, vendo que já haviam se passado um pouco mais de vinte horas desde que ela tinha sido levada. Vinte horas desde que o Chris apareceu com o dinheiro e deu a chance da minha mãe sair daqui com vida... Como isso pode acontecer? Eu não sabia que não vinha mais as consultas e nunca imaginei que o câncer tinha voltado tão forte.

Depois de tudo o que passamos...

Meu Deus, ela tem que ficar bem. Precisa ficar bem. Por favor.

Sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto e a limpo, mas sinto meu choro vir com peso e coloco as mãos no rosto, deixando que elas escorressem em silêncio. Eu sentia meu coração em pedaços e o desespero louco para se libertar novamente, mas, não, me mantive apenas em lágrimas silenciosas.

Mãe... Tem que ficar bem.

Não pode me deixar, por favor.

-- Jill?

Com a voz gentil e preocupada ao meu lado, um sorriso é inevitável e limpo minhas lagrimas, podendo vê-lo com o canto do olho fazer cara feia ao tentar se esticar. Mas sem se importar com a dor, ele se aproxima e passa o braço ao redor de mim ainda com receio, parecendo ter medo do que eu pudesse falar... Mas o que eu diria? O abraço dele é a única coisa que me conforta agora.

-- O médico apareceu?

-- Não... Nada dele.

-- Ei, vai ficar tudo bem... Não pense em coisas ruins, por favor.

-- Eles logo devem aparecer, Chris.

-- Sim, mas... Não pense... Por favor, não quero que chore.

Sorrio em meio as lágrimas e ele puxa a jaqueta dele caída ao lado, de volta para os meus ombros de maneira carinhosa e cautelosa. Sinto que quer se aproximar mais, mas sei que tem medo... A cada toque dele, sei que teme minha reação. Mas estou tão exausta que não consigo pensar em nada e como disse, ele é o único capaz de me manter em pé agora.

Nunca imaginei... Mas é assim que é.

Chris Redfield é meu chão, meu teto e meu pilar.

Sem ele, eu desmoronaria. Preciso dele. Hoje, amanhã... E sempre.

-- Está com fome?

-- Não...

Minha barriga ronca involuntariamente e ele ri.

-- Aham, sei... Vamos, deve ter um refeitório por aqui.

-- Não, quero ficar aqui. Se o médico aparecer...

-- Não teime, você não comeu nada ontem. Não vamos demorar. Eu prometo.

Não tenho forças nem para teimar com ele.

Acho que realmente preciso de ajuda...

-- Anda, vamos...

Ele me puxa do sofá e reviro os olhos para ele que sorri, abrindo aquela boca cheia de dentes brilhantes e feiticeiros. Mas encaro meus próprios pés enquanto caminho ao seu lado até onde quer que estivesse me guiando... E quando chegamos a um lugar com um ótimo cheiro de mil e uma coisas deliciosas, levanto meus olhos e minha barriga ronca outra vez.

Ainda bem que aqui é barulhento e ele não ouviu.

-- O que vai querer?

-- Não tenho ideia... Qualquer coisa que seja de comer.

-- Legal.

Ele puxa uma cadeira para mim e eu sento, vendo ele dar alguns passos para onde as comidas estavam expostas. Eu observo tudo e meus olhos se prendem num bolo de chocolate com cobertura de chocolate, recheio de chocolate e decoração de chocolate... Parece ótimo.

Então minha barriga ronca outra vez e rio sozinha.

Mas quando vejo ele me olhar, aponta para o bolo que eu encarava ameaçadoramente e desvio sem querer me entregar a tentação. Só que depois de alguns minutos, ele aparece com dois pedaços do bolo e dois pedaços de torta salgada para nossa mesa. Eu enfio a mão no bolso para tirar algum dinheiro, mas ele ignora e joga o dinheiro no caixa, já quitando a conta antes de voltar a sentar.

Em dias normais eu discutiria...

Mas hoje, apesar dos pesares, vou ficar calada e aceitar.

Quando ele senta ainda trazendo um copo de suco para mim, pego o garfo e puxo o bolo primeiro, experimentando aquela delícia... Eu sabia que não ia me decepcionar. Chocolate é chocolate. E chocolate com MAIS chocolate, é o paraíso.

-- Gosta de suco de uva?

-- Sim, muito.

-- E bolo de chocolate?

Eu sorrio e me finjo de indiferente.

-- Até que sim...

-- Notei ao ver você prestes a pular no vidro para alcançar.

-- Ei! Está vendo coisas!

-- Sei, aham...

Ele ri e o encaro sem evitar acompanhá-lo, mas desvio voltando ao bolo e aproveitando o sabor viciantemente doce e tentador. Tomo o suco, pego bolo, tomo suco e dou uma garfada na torta, depois voltando ao bolo.

Sei que ele me observa, mas eu só como.

Então eu paro.

Olho as tortas, o suco e as mãos dele do outro lado. Vejo a carteira em cima da mesa e me lembro da quantia que trouxe de bandeja para mim... Eu sei que é a vida da minha mãe. Serei grata para sempre a ele. Mas não consigo apenas aceitar esse dinheiro e fingir que não é algo exorbitante que jamais poderei pagar.

Ele disse que não é para me preocupar, mas...

Falou que é algo dado, sem devolução, mas...

Disse que não devo pensar nisso, mas...

-- Para com isso.

Ele fala bravo e levanto os olhos, vendo ele me observar com uma expressão séria. Espero que ele continue, mas ele apenas me encara de forma repreensiva e levanto os ombros.

-- O que foi?

-- Já falei para não pensar nisso.

-- Pensar em quê?

Me faço de boba e ele revira os olhos para mim.

-- Já estou traduzindo seus olhares, então nem tente esconder.

Eu rio do jeito dele, mas continua a me olhar sério.

-- Estou tão transparente assim?

-- Muito... Jill, eu... Já falei, não pense no dinheiro.

-- É inevitável...

Abaixo a voz e ele solta o garfo, me fazendo olhá-lo outra vez.

Será que ficou zangado comigo? Não quero isso.

-- Não me sinto bem com isso, me desculpe...

-- É a vida da sua mãe, eu faria qualquer coisa por vocês!

-- Obrigada, Chris, mas não tenho costume de aceitar uma quantia dessas e fingir que nada aconteceu... Sei que falou que não preciso me preocupar, mas não adianta. Continuo pensando em um jeito de devolver.

Eu tenho a poupança da faculdade.

E posso arrumar um emprego, poderia pagar em parcelas, não sei.

Mas algum jeito tem que ter, não posso apenas aceit...

-- Jill. Me escute.

Ele volta os olhos em mim e me sinto mal no mesmo instante.

-- Você não me pediu nem por um momento esse dinheiro e apenas soube dele quando eu já estava pagando a cirurgia. Eu fiz isso por conta própria e digo com total sinceridade: não quero que me devolva nem um centavo. É seu. Para você e para sua mãe. Sem discussão. E sem preocupação da sua parte.

Mas ele terá que trabalhar para o pai dele para pagar.

Ele nunca falou que queria isso, então não deve estar muito feliz.

-- E o seu pai?

-- Deve estar feliz porque vou trabalhar com ele.

-- E você sempre quis trabalhar com ele?

Enfim ele desvia de mim e volta a comer, me deixando notar a insegurança e desgosto dele com a situação. Mas espero ele me responder, sem pressionar.

-- Eu nunca quis trabalhar naquele lugar...

-- O que ele faz?

-- É dono de uma empresa de medicamentos... Ele cresceu num escritório já que foi meu avô quem ergueu o lugar. E desde então, comanda tudo e quer que um dia eu assuma, mas nunca foi minha vontade.

-- E já disse isso para ele?

-- Sim, mas ele não cansa de insistir...

Problemas de família, quem diria.

Até mesmo os ricos passam por isso, às vezes me esqueço desses “detalhes”.

Mas uma empresa... Apesar da casa enorme deles, dos carros, dos móveis, das roupas e de tudo que ele e a Claire têm, nunca parei para imaginar o tamanho da conta bancária que eles devem ter. E como o pai dele pode desembolsar facilmente uma quantia que eu levaria anos e anos para juntar, imagino que realmente eles jamais passarão algum tipo de necessidade.

E como legado da família, ele quer que o filho toque a empresa.

Não é algo surpreendente e inaceitável, afinal, todos os pais com negócio sonham com os filhos continuando o nome da mesma forma que eles fizeram. Mas realmente o Chris não tem cara de homem de escritório... Parece até bobagem pensar nisso. Eu entendo o pai dele. Mas se o filho não quer, de nada adianta forçá-lo. Isso só fará o Chris odiar ainda mais essa profissão.

-- Já falei para parar!

Quando me joga uma bolinha de queijo da torta salgada, ele ri e o espeto com o garfo o fazendo dar uma gargalhada. Eu rio com ele pelo jeito brincalhão repentino que adotou e desvio, tentando desesperadamente me manter protegida do seu feitiço.

Céus... Como se faz isso?

-- Para de pensar nessas coisas.

-- Nem sabe em que eu estava pensando!

-- Pela sua cara não era nada agradável...

-- E quer que eu pense em quê?

-- Em coisas boas.

-- Difícil...

-- Deixa de ser chata, Jill.

Eu rio e reviro os olhos outra vez com ele chutando minha canela.

-- Chris, para!

-- Para você, chata!

Ele me joga outro pedaço de queijo e faço o mesmo, mas ele ri alto e me seguro para não acompanhar o jeito bobo dele. Mas em poucos segundos, estou rindo junto que nem boba enquanto terminamos de comer o que ele havia comprado.

-- Do que mais gosta de assassinar além de bolo de chocolate?

-- Há-há... Falou aí quem não devorou tudo.

-- Só te acompanhei para não te deixar constrangida!

-- Ah sim, com certeza!

Ele ri e o acompanho, mas quando afasto os pratos e tomo o restante do meu suco, noto que ele me observa pensativo e sinto meu rosto avermelhar. E quando levanto os olhos para o dele, meu coração dispara.

Por que está fazendo isso comigo?

Esses olhos... Esse sorriso.

Céus, como resistir a isso tudo? É um feitiço. Sem dúvidas.

Desvio novamente dele, com meus pensamentos voltando a mil, mas ao ver alguém se aproximando, viro e dou um salto ao ver o médico da minha mãe. Então corro até ele sentindo meu coração na boca e ele sorri ao me ver, mas parecia cansado depois de tantas horas com minha mãe.

-- Doutor! Como ela está?

-- Ela está bem, Jill, a cirurgia não podia ter sido melhor.

Meu Deus, OBRIGADA!

DEUS, OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA!!!

Sorrio aliviada e quero chorar outra vez, mas ao ver o médico com uma vaga expressão preocupada, perco o sorriso e espero ele falar. Só que quando desvia, respiro fundo sabendo que não estava tudo tão bem assim.

-- O que foi, doutor?

Ele quem respira fundo agora e volta com os olhos em mim.

-- Sua mãe reagiu muito bem, ainda melhor do que eu imaginava... Precisa de algumas horas de observação, mas o tratamento é indispensável agora. Não pode haver falhas ou a cirurgia pode não valer de nada.

Certo... “Tratamento”.

Se ele está com essa cara, é porque a coisa toda é paga.

E como nos conhece e continua com essa cara, é porque é muito caro.

-- É um tratamento avançado, diferente do último que sua mãe fez... Não adianta voltarmos aos velhos métodos agora, vamos apenas dar chance para doença voltar e ela não suportaria mais uma cirurgia dessas.

-- Tudo bem... E como esse tratamento funciona?

-- O dinheiro que seu amigo trouxe cobre o primeiro mês, mas depois... Me desculpe, mas como falei, não depende apenas de mim agora. Não é barato, mas sua mãe precisa para se curar. E como reagiu tão bem hoje, tenho muita esperança de que ela se cure de vez com esse tratamento.

-- Isso é ótimo... “Mas”?

Quanto mais ele enrola, mais meu coração tende a parar.

-- Quatro dias por semana, vamos até sua casa e a trazemos aqui quando necessário. Quando eu for, não vou cobrar, mas aqui, tudo será cobrado por parte do hospital... Não tenho como mudar isso.

-- É muito caro?

-- Em média uns três mil e quinhentos por mês.

Desvio dele querendo de vez ter uma parada cardíaca.

Mas, infelizmente ou não, continuei ali sentindo o peso da responsabilidade.

Uma responsabilidade que era só minha e que eu não fazia a mínima ideia de como arcar com ela... Mas sem desespero dessa vez. Minha mãe precisa de mim e eu preciso dela. Não sei o que vou fazer. Mas eu vou. Independente do que for, eu farei.

-- Jill, e...

-- Posso vê-la?

O interrompo e ele estreita a expressão.

-- Por favor... Só um minuto.

-- Ela está sob efeito da anestesia.

-- Não faz mal, só quero... Vê-la. Só um minuto, por favor.

Ele enfim sorri e me guia pelo corredor.

Ouço o Chris me acompanhar em silêncio, provavelmente tentando achar uma forma de me ajudar, mas agora, só quero ver minha mãe. E quando o médico para diante da porta e a abre para mim, sorrio e entro sozinha.

Um quarto escuro, gelado e tão solitário.

E minha mãe ali... Desacordada, com a cabeça enfaixada e olheiras profundas.

-- Mamãe...

Sussurro em voz baixa e me aproximo da cama dela, cuidando para não fazer barulho e atrapalhar seu descanso. Mas as lágrimas vêm com tudo e toco carinhosamente em sua mão, ouvindo o batimento tranquilo de seu coração através das máquinas.

Mãe... Preciso de você...

Eu juro, não importa como...

Mas vou conseguir esse dinheiro, eu prometo.

Nada mais importa e ninguém pode fazer isso por mim, apenas eu mesma.

Eu juro... Eu juro, mamãe, eu juro.

-- Jill?

O médico sussurra pela porta e limpo as lágrimas.

-- Desculpe, não pode ficar mais.

-- Tudo bem... Obrigada.

Olho minha mãe mais uma vez e embora quisesse dar um beijo em seu rosto, tive medo de machucá-la. Então apenas acaricio novamente sua mão e saio depressa dali, voltando a claridade do corredor e aos olhos preocupados do Chris que me esperava ali perto.

-- Ela continua em observação por enquanto. Aviso qualquer mudança.

-- Obrigada, doutor... Se eu puder vê-la de novo, por favor, me avise.

-- Sim, eu venho te chamar quando ela acordar.

Sorrio para ele, mas as lágrimas voltam.

Então ele coloca a mão gentilmente no meu ombro e se afasta dali, me fazendo voltar a sala de espera com o Chris ao meu lado, ainda em silêncio. Sento no sofá e encaro a parede mais distante, tentando achar uma forma de conseguir o dinheiro.

Um trabalho. Único jeito, é claro.

Mas onde conseguiria um lugar que pagasse tão bem assim?

Posso trabalhar durante o dia e continuar com os doces e salgados da minha mãe a noite, eu aprendi muito com ela. E embora não possa me ajudar agora, sei que se eu me esforçar durante todo o dia, a semana toda, eu consigo... PRECISO conseguir.

De manhã... De tarde... E a noite.

Não posso deixar que nada tire meu foco agora.

Nada... Nada.

-- Jill, eu... Posso dar um jeito nisso.

O Chris finalmente fala nervoso ao meu lado e eu sorrio discordando.

-- Não seja bobo, você já fez demais. Não pode me bancar a vida toda e duvido muito que seu pai vá te dar tudo isso mensalmente depois de tudo que te deu para cirurgia... Só eu posso dar um jeito.

-- Mas eu posso ajudar, você não está sozinha nisso!

-- Obrigada, Chris, mas...

Eu paro. Sinto minha cabeça explodir de tanta dor e pensamentos.

-- No que está pensando?

Ele pergunta cauteloso e levanto os ombros, deixando algumas lágrimas correrem sem a certeza de que eu realmente conseguiria salvar a vida da minha mãe. Mas nada me impedirá de tentar até o fim.

-- É óbvio, preciso de um trabalho...

-- Nenhum trabalho de meio período te pagaria algo perto dessa quantia.

-- Não, nenhum... Por isso preciso de um trabalho de período todo e a noite continuo com as coisas da minha mãe. Se eu trabalhar dia e noite e nos finais de semana, eu posso conseguir isso.

-- Mas e a escola?

É óbvio...

-- Eu vou ter que sair.

Levanto do sofá sabendo que agora a escola não significava nada, porque a vida da minha mãe estava em risco. E por mais que faltem poucos meses, não posso deixá-la sem tratamento por querer pensar no meu próprio umbigo.

-- Você está louca? Não vou te deixar desistir da escola!

É, eu sei que ele vai teimar.

-- Não tenho outra opção...

-- Não vou te deixar desistir da escola!

-- É a vida da minha mãe, Chris! Nada é mais importante que ela! NADA!

Exalto a voz sem querer, mas ele me olha feio.

-- Não vai desistir da escola.

-- Não tenho outra escolha, Chris.

-- Não, Jill, não! Não vou deixar que faça isso, esqueça.

-- E quer que eu faça o quê? Vá para escola fingindo que tudo está bem enquanto sei que minha mãe está morrendo sem o tratamento?

Ele desvia parecendo tentar encontrar um meio, mas me aproximo.

-- Chris, eu... Agradeço e agradecerei para sempre pela sua ajuda, mas não tem nada que possa fazer agora. E, olha, está tudo bem, eu só quero a minha mãe comigo, então ficarei feliz em trabalhar para ajudá-la.

-- Jill, você não pode desistir do seu futuro...

-- Não quero nenhum futuro sem a minha mãe comigo.

-- Não quis dizer isso, mas... Você é tão inteligente e dedicada, tem um futuro brilhante na faculdade! Não pode perder isso, por favor.

-- Chris, eu nunca conseguirei pagar uma faculdade e com a minha mãe assim, nem me interesso em conseguir.

-- Com suas notas, você com certeza ganha bolsa integral.

-- E acha que vou deixar minha mãe aqui? Sozinha? Doente?

Ele desvia e coloca as mãos na cabeça como alguém desesperado para encontrar uma solução, mas limpo minhas lágrimas não querendo o deixar mais nervoso e respiro fundo, sorrindo com força para ele.

-- Está tudo bem... Vou ajudar minha mãe. É isso que importa.

-- Jill, eu... Não posso deixar que faça isso.

-- Não depende mais de você.

Seus olhos voltam até mim, ainda relutantes, querendo discutir minha decisão. Mas quando desvia curioso, o observo sem entender, só que ele tira um papel do bolso e sorri de canto ao me entregar.

-- Peguei isso na empresa do meu pai...

Olho para o papel e vejo que era sobre um estágio.

-- Um “estágio”?

-- Sim, eu vi isso e peguei. Algo me disse que podia ser útil!

Tudo bem, mas... É só um estágio, vai me pagar a metade que um trabalho comum. E embora os olhos dele estivessem esperançosos com aquilo, tento sorrir sem jeito antes de falar.

-- Chris, é só um estágio...

-- Não, Jill, não é. É a oportunidade que você precisa!

Mas o qu...?

-- Não estou entendendo...

-- Eu não sei direito como funciona, mas já ouvi muito o meu pai falar sobre! É uma seleção, o melhor ganha uma vaga na empresa, mas tem que estar estudando. Eles te pagam um salário, garantem sua entrada na faculdade e assumem todos os gastos mensais que você tem.

O qu... O quê?

-- O quê?

-- É isso mesmo... Se você passar, o tratamento estará garantido.

-- Mas como assim eles assumem tudo?

-- É uma empresa grande, Jill... Eles abrem essa seleção todo ano e é exatamente voltado ao que você mais gosta: química. Meu pai sempre disse que os melhores são modelados desde jovens, por isso investem tanto em bons alunos! Claro, não é nada fácil, mas se você tentar, tenho certeza que consegue.

Meu Deus, isso... É sério mesmo?

Mas devem ter dezenas de candidatos... Não tenho chance.

-- Mas como... E quantos... Chris, isso deve ser quase impossível.

-- Não se preocupe com isso agora, o médico disse que o dinheiro da cirurgia arca as despesas desse mês. Vamos esperar sua mãe melhorar e então veremos deste estágio... Mas, por favor, não fale mais em desistir da escola.

-- E se isso não der certo?

Ele desvia por um momento, mas volta os olhos em mim pegando em minha mão e a aproximando contra seu peito. Seu olhar me atravessa em silêncio e sei que mesmo sem saber direito para onde correr, AQUELE olhar me daria a força que eu precisava para tudo que viesse pela frente.

-- Vamos dar um jeito.

Chris...

Como eu qu...

-- Obrigada...

Minha voz falha e ele sorri docemente para mim.

-- Vamos dar um jeito, eu prometo. Você não está sozinha, Jill.

-- Não sei mais em que pensar... É minha mãe, preciso fazer o que for preciso.

-- Eu sei, mas estou aqui, vou te ajudar. Eu prometo.

Sorrio e sinto as lágrimas escorrerem outra vez, mas com a mão dele tocando gentilmente meu rosto para limpá-las, sinto meu coração outra vez palpitar em meu peito. Os olhos dele observam os meus e vejo que está tão perto... Tão... Perto.

Mas ele não tenta nada.

É tão perfeito que não tenta nada.

Mas seus olhos me confessam o quanto ele queria arriscar.

E eu... Como queria. Mas não consigo pensar nisso agora ou vou desmoronar. A vida da minha mãe está em jogo e preciso me concentrar apenas nela, para que de alguma forma eu encontre um jeito de ajudá-la... Eu... Nós... Com estágio ou com trabalho normal, eu vou conseguir.

PRECISO conseguir.

Sinto a incerteza, mas luto contra.

E quando os braços dele novamente me puxam para perto e me contornam em um abraço seguro e protetor, sinto como se tudo fosse possível. Não sei como ou quando, mas sei que posso conseguir o que for preciso para minha mãe continuar viva e bem.

Sei disso... Ele me passa isso.

Chris... Chris, Chris, Chris.

Eu te amo.

 

* * * Sherry * * *

 

A luz do sol já cobria tudo e por mais que corrêssemos de volta a minha casa o mais rápido possível, escorregando e levando galhadas no rosto, ainda ríamos porque ele me ajudava a me manter em pé enquanto segurava em minha mão de maneira forte e segura.

As árvores pareciam sorrir para nós.

Os pássaros já cantavam calorosamente sobre nossas cabeças.

E apesar de estar apavorada sabendo que meus pais talvez já estivessem acordado e que talvez já tivessem arrombado minha porta e descoberto que passei a noite fora, eu ainda ria com ele me guiando de volta. Eu me sentia tão leve que nada mais parecia importar e o som incrível da risada dele sentindo o mesmo que eu, era algo completamente novo e viciante para mim.

-- Estamos quase!

-- Eles já devem estar acordados, Jake!

-- Vai ter que entrar pelos fundos...

-- Não, eu tranquei meu quarto quando saímos ontem!

Ele bufa e me olha com um sorriso enorme.

-- Então vai ter que ser pela janela.

-- Não sei subir pela janela, não sou um macaco como você!

-- Há-há... Patricinha...

Dou um empurrão com seu resmungo, mas agora só havia espaço entre nós para risos bobos e olhares sem razão. E quando chegamos em minha casa, já posso ouvir barulhos na cozinha, então nos aproximamos devagar e ele me ajuda a começar a subir... Mas quando escorrego, ele me segura e rimos outra vez.

-- Não faça barulho, imagina se eles nos pegam assim!

-- Não me atrapalha, Jake!

Dou um empurrão com meu pé em seu ombro e continuo a subir, agora mais cuidadosa onde me segurava com as mãos e onde apoiava meus pés. Quando alcanço a janela, a força me falta, mas ele sobe comigo e me dá um impulso para entrar me fazendo tropeçar para dentro do quarto com ele já de atrás de mim, onde rimos de novo como bobos.

Então nossos olhares se cruzam outra vez.

Quês olhos lindos... Nunca achei que veria alguma beleza assim nele.

Mas o que quer que existe por debaixo dessa casca grossa que ele sempre tentou manter, me soou reluzente demais para simplesmente ignorar. E depois do lugar em que me levou e do momento que me proporcionou... Tudo ficou... Tão... Perfeito.

E o beijo...

Nosso beijo...

Devo estar ficando louca.

-- Você está um horror...

Ele enfim fala ao me olhar por inteiro e o encaro feio.

-- Acha que está um galã? Tem um espelho ali do lado se quiser verificar!

-- Você está imunda e... Meio... Fedida.

-- O quê? Calado, Jake!

Seu sorriso volta com a implicância premeditada e não consigo ficar zangada, até porque ele tinha razão. Meu pijama e roupão estavam imundos, sujos de terra e de capim. Eu sentia meu cabelo armado e com cada mecha espetada para uma direção diferente... E apesar de não sentir meu próprio cheiro, acho que realmente não devia estar dos melhores depois desta correria.

Mas e quem se importa agora?

Tudo o que ainda me vale, é o olhar que tenho diante de mim.

E embora eu quisesse que a distância entre nós sumisse, meu estômago embrulha de nervosismo quando enfim ele se aproxima a passos lentos e permaneço imóvel, implorando em silêncio para sentir mais uma vez o calor e a estranha doçura que ele tinha escondido em sua boca.

-- Sherry...

Seu rosto estava a poucos centímetros do meu e apesar de achar que iria me beijar de novo, ele parou, voltando com aquela expressão de insegurança outra vez. Mas sem querer dar tempo dele pensar e fugir, o puxo pela gola de sua camisa e eu mesma o beijo desta vez.

Ele não me rejeita e não me evita... Corresponde por completo.

Seus braços me abraçam intensamente e nossos corpos colam um no outro, me fazendo sentir o quão mais alto e forte do que eu ele era. Mas isso apenas me deu mais sede daquilo... Meus dedos acariciaram sua nuca e seu braço, me deixando sentir um pouco dos músculos que ele tinha. E mesmo mantendo um beijo tecnicamente “dócil”, eu sentia meu corpo todo vibrar com um sentimento que eu desconhecia por completo.

Eu achava que o odiava...

Depois pensei que estava com pena...

Mas quanta estupidez, desde o início eu gostava. Gostava dele.

Mesmo com todas as brigas, xingamentos, cutucões e bobagens, insistíamos em permanecer perto um do outro e garanto que nem ao menos ele entendia direito a razão. Mas agora, depois do beijo no campo e desse beijo ainda mais intenso que o primeiro, ficou claro que nossos corações armaram contra – ou talvez a favor? – de nós desde que nos esbarramos no corredor.

-- Sherry...

Ele sussurra entre meus lábios e volta a me beijar, me puxando para mais perto e fazendo minhas pernas bambearem com seus braços me segurando tão próxima a ele.

Céus, que beijo!

Não quero mais parar, não quero!

-- Sherry?

Com a voz da minha mãe no outro lado da porta, damos um salto nos afastando e engolindo os risos involuntários. Ele me empurra para porta e eu aponto para o meu estado, então o empurro para a janela e antes dele sair, me rouba um beijo rápido fazendo eu voar até as nuvens e cair de volta no chão.

-- Querida? Venha tomar seu café da manhã!

-- Já vou descer, mãe!

-- Pode abrir a porta? Queria conversar...

O QUÊ? NÃO!

ESTOU UM HORROR!

COMPLETAMENTE NA CARA QUE ESTAVA FORA!

-- Ah... Não, eu já desço!

-- Por favor... Vai ser só um minuto...

DROGA!

O QUE EU FAÇO?

-- Ah... Espera um minuto!

Arranco minhas roupas sujas fazendo tudo voar para debaixo da cama assim como minhas pantufas sujas de barro. Pego um roupão limpo, lavo o meu rosto com brutalidade para tirar a sujeira e o suor e enrolo uma toalha no cabelo, sabendo que eu me atrasaria horrores para aula hoje e levaria uma bronca dupla... Mas de momento, o que importa é que não descubram minha fuga.

E... Minha companhia.

E principalmente... Aquele beijo.

Paro diante do espelho e olho para o meu reflexo.

Que estranho, pareço outra pessoa. Um sorriso doce parecia fixo em meus lábios e meus olhos pareciam ter decidido adotar um brilho curioso... É esse o efeito que aquele garoto marrento me proporcionou? Quem diria. Um lugar, um momento e um beijo, tudo tão perfeito e aparentemente incompatível com o Jake.

Mas... Não.

Tudo aconteceu por causa dele.

Principalmente o beijo que me arrancou desse planeta.

Jake... Ah, Jake, você é um completo enigma.

-- Sherry? Você está bem?

Corro para porta rezando para que ela não notasse nenhuma diferença em mim e quando abro a porta, a vejo de olhos inchados e com olheiras fundas debaixo dos olhos. Em outro momento eu me desanimaria, mas agora meus pensamentos estavam fixos em um único rosto. Em um único olhar. Em um único sorriso. Em uma única pessoa.

E a única coisa em que eu conseguia pensar, era: quando o verei de novo?

Se aquele idiota tentar fugir de novo, vou socar a sua cara.

Mas não... Não pode mais fugir. Não depois disso.

-- Você tomou banho? Não ouvi nada...

-- Na verdade eu ia agora, acordei atrasada. O que quer?

-- Ah, depois conversamos, não quero que se atrase. Vá para o seu banho.

-- Tudo bem, obrigada, mãe.

Fecho a porta e suspiro aliviada por não ter notado nada. Então corro para o banho, mas me sinto uma completa boba por não conseguir tirar o sorriso besta da boca... Me sinto tão boba! Mas ao mesmo tempo tão... Tão... Droga.

Não, não, não... Isso soa tão ridículo!

Depois de tudo? É assim que me sinto por causa do Jake? Pelo JAKE?

Sim, é sim... Me sinto boba... E uma completa apaixonada.

Perdidamente, loucamente e desesperadamente apaixonada por aquele garoto marrento, arrogante, briguento, mal educado e... Fofo. Gentil. Atencioso. Protetor. Quem além do Jake pode ter todas as qualidades e defeitos ao mesmo tempo? Isso não é aceitável pelas leis humanas. Mas é por esse pacote estranho e curioso por quem me encontro louca.

Louca por mais...

Louca por muito mais.

Jake... Você virou meu mundo de cabeça para baixo.

E espero que não o desvire nunca mais.

 

* * * Rebecca * * *

 

-- Cara, estou ferrada em Matemática!

Claire olhava encabulada para o livro e bufa alto.

-- Podia dizer para sua mãe aliviar na prova, hein, Sherry? Sherry? SHERRY!

Ela chuta a cadeira onde a Sherry usava como um quase dormitório, fazendo ela dar um salto assustada e disfarçar voltando a tomar um gole do seu suco. Mas quando apareceu com o cabelo ainda molhado de manhã e ficou sem parar abrindo a boca de sono, imaginamos que havia se atrasado.

Mas e por que o sorriso bobo no rosto o tempo todo?

-- O que foi? Me deixa cochilar, Claire...

-- Não entendo a matéria da sua mãe, me ajuda!

-- Te explico depois, mas agora, me deixa cochilar.

-- O que fez a noite toda que te deixou tão cansada?

Ela pergunta desconfiada e eu sorrio de canto da mesma forma.

-- Dormi! Mas não foi o suficiente...

-- Sei... Com “certeza” foi isso...

Claire me olha de canto retribuindo o sorriso e observamos a Sherry abaixar a cabeça entre os braços e voltar a ficar imóvel. Então a Claire balança a cabeça e disfarçadamente olha para a mesa do pessoal do time, onde o Piers sorria ao falar com o Kevin sobre algo... Quem diria.

Os pombinhos bem debaixo do nariz do Chris, ele vai surtar.

Mas se bem que com a Jill agora, ele pode se manter bem “tranquilo”.

E a Sherry desse jeito agora, não sei não, hein.

Aí tem coisa... Só falta ela ter arrumado alguém também!

Não que eu não queira, mas... POXA, SÓ SOBROU EU AGORA!

SEREI A INDESEJÁVEL PARA SEMPRE?

O BILLY NUNCA VAI ME NOTAR?

-- Precisamos visitar a Jill outra vez, não é!?

Claire desvia do livro outra vez e concordo, mas a Sherry continua imóvel.

-- Vamos combinar, ela precisa de nós.

-- Sim, vamos sim...

Ela encara curiosa a Sherry que se mantém da mesma forma e com o cheiro de amor vindo das duas, pego meu livro e levanto, indicando a porta.

-- Eu já vou, eu quero... Fazer uma coisa.

-- Uma coisa que se chama “Billy”?

-- Não enche, Claire!

Ela ri debochando e reviro meus olhos saindo dali com o intuito de encontrá-lo na arquibancada como sempre, lendo alguma obra antiga da literatura inglesa. Afinal, se ele não me nota nunca, me sobra ser uma sombra amigável.

Isso ele parece gostar.

Sei que gosta de mim... Como uma amiga, mas gosta.

E se é só isso que eu tenho, me basta aproveitar.

Ao chegar nas arquibancadas, olho ao redor, mas apenas encontro o Carlos distante dali. Ele parece notar minha presença e acena amigável, comigo retribuindo e voltando a olhar ao redor... O Billy sempre fica aqui.

Onde será que pode estar?

Ando pelo campo, me afastando do refeitório.

Procuro ao redor, já pensando em ir até a sala de ensaios, mas quando me viro para voltar, meus olhos param entre as portas do vestiário encontrando quem eu procurava... E antes mesmo de ter a certeza de quem era ali, se amassando com aquela cobra asquerosa, já senti as lágrimas começarem a escorrer. Mas é apenas quando eles se afastam por um segundo entre sorrisos que vejo que realmente era o Billy com a Jéssica. Então ele a puxa para mais um beijo ardente para valer e sinto meu coração se partir em mil pedaços. E em mais mil. E em outros mil.

E quando ele puxa o cabelo daquela cretina para beijar seu pescoço, ela abre os olhos e mira diretamente para mim. Então sorri. Sorri ao me ver em lágrimas e sorri em saber o que estava fazendo.

Ela sabe... Ela me viu com ele.

Mas o imbecil deve ter ido correndo quando ela abanou o rabo.

COMO POSSO SER TÃO ESTÚPIDA E INGÊNUA?

ELES SE MERECEM!

Eu sempre soube que ele apenas enxergava cochas grossas e um par de peitos grandes na frente dele. Apesar de um bom amigo, sempre fui uma apaixonada consciente de que minhas pernas finas, meu jeito esquelético, minha falta de altura e meu sutiã vazio nunca o fariam se sentir atraído.

Mas e quem disse que isso evita meu coração de se partir?

Nunca vi ele e a Helena assim... E isso que namoraram.

Fiz o possível para fugir de ver essas cenas.

E agora isso? Ele com essa cadela?

-- Não...

Limpo minhas lágrimas não querendo dar o que aquela cretina tanto queria, mas quando ela sorri ainda mais ao ver meu estado e puxa a boca do Billy para ela de novo para trocar um beijo de língua desesperado, meu estômago embrulha, meu coração parece se esmigalhar de vez e saio correndo dali.

ELE A MERECE, MERECE AQUELA IDIOTA!

É SÓ ISSO QUE ELE QUER, UM CORPÃO DE MODELO!

SOU UMA IDIOTA! ESTÚPIDA! COMO ME APAIXONEI POR ELE?

Reconheça, Rebecca... Ele nunca será seu.

Seu futuro é apenas olhar de longe todas as garotas poderem ter o seu maior sonho enquanto você jamais passará do estágio “Beccinha, a irmãzinha”. Embora seu coração palpite no peito apenas em pensar naquele bocó, isso nunca vai mudar. Nunca será atraente para ele. Nunca despertará NADA além de um carinho de irmão.

Nele... E nem em ninguém.

Aceite isso.


Notas Finais


Valenfield <3 <3 <3
Será que esse estágio é uma boa?
Será que a Jill vai ter que largar a escola?
Será que a mãe dela ficará bem?
E como ficará esse casal divoooo agora?

Shake <3 <3 <3
Será que o Jake vai voltar?
Como ficarão as coisas entre eles depois de tudo?

Rebilly </3 </3 </3
Será que agora a Rebecca esquece ele?
Será que ele nunca vai notar ela?
E a Jéssica... Pois é.

Espero que tenham gostado!
Até a próxima *--*
Bjooon <3


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