1. Spirit Fanfics >
  2. Ume — A Paixão De Kakashi >
  3. O Primeiro Dia de Muitos

História Ume — A Paixão De Kakashi - Capítulo 29


Escrita por: Thay-26

Capítulo 29 - O Primeiro Dia de Muitos


Tsunade andava de um lado para o outro no centro da sala principal, os conselheiros e Naruto estavam sentados na ponta da grande mesa arredondada. Kakashi tinha o rosto escorado na mão enquanto todos ali esperavam pela entrada de Daimyō, os assessores entraram e logo em seguida o senhor feudal.


Kakashi tentou se manter o mais sério possível já que passaria a liderança da vila e não podia deixar que percebessem a notável felicidade que sentia por se livrar daquele maldito trabalho, além da felicidade por seu ex-aluno finalmente ter crescido para assumir tal posição. 


A sala cheia, sua mulher com Shikamaru e Shizune estavam no canto da sala. Estava finalmente tudo indo conforme o planejado, tirando o grande fato que fazia o ar pesar, Koharu e Homura tinham uma grande carranca e não faziam questão de esconder a desaprovação que sentiam ao serem desprovidos de seus atuais postos. 


— Muito bem, Rokudaime, me diga o que quer de mim hoje.


Kakashi se levantou e enfiando as mãos nos bolsos, com um longo suspiro e um sorriso contido debaixo da máscara aumentou a voz.


— Estou oficialmente e finalmente passando o meu cargo para Naruto, graças ao treinamento intensivo e o trabalho que a Godaime tem feito com ele, creio que ele já está mais do que apto para exercer a função que tanto tomou conta de seus dias enquanto era meu aluno. 


— Rokudaime, não acho... — Homura se levantou e a mão de Daimyō o fez se calar. 


— Sei muito bem que prezam pelo bem da vila, mas eu prezo pelo bem do país e da relação com os outros países Homura. Se o garoto da Kyuubi estiver preparado e se os Hokages estão certos de que realmente está na hora, estou pronto para fazer o anúncio para os outros senhores.


— Então estou oficialmente me aposentando desse cargo, e espero que traga suas coisas logo, Naruto. É uma honra te passar esse cargo.


Ume observava tudo em silêncio, segurava a pasta com força na frente de seu vestido azul rodado. Eufórica e sentindo o rosto corar sem controle, sorria minimamente contida quando os olhos negros passeavam devagar por seu corpo. 


Claro que havia vestido aquela cor de propósito, não conseguiu esquecer da noite anterior. Ume corou com a lembrança e desviou os olhos para o chão, essa não era a intenção, queria apenas agradá-lo naquele dia em que decidiu dar um cargo tão importante ao loiro resmungão que se fazia silencioso naquele momento. 


— Espero que cuide bem dessa vila, garoto. 


— Eu irei Sensei. 


Daimyō se levantou e se ausentou da sala após se despedir, Kakashi não precisava da presença dele, mas sabia que para que os conselheiros calassem a boca isso era necessário.


— Muito bem, faremos a posse oficial dele amanhã à noite. Preciso que deixem tudo preparado. — Kakashi olhou na direção de Shikamaru que logo se mobilizou e saiu da sala. — Agora mais uma coisa, quero anunciar que após a posse do Naruto, irei passar um tempo preocupado com os preparativos do meu casamento.


Ume arregalou os olhos e encostou na parede, teria ido ao chão se aquela maldita separação entre a sala e o corredor não tivesse bem firme no lugar. Sentia um extremo calor tomado pela imensa vergonha enquanto Kakashi parecia se divertir com sua súbita perda de jeito dentro daquela sala. 


— Caramba Sensei, eu achei que você iria ficar sozinho para o resto da vida. — Naruto suspirou. — Mas desde quando está saindo com alguém? Nunca vi você com mulher nenhuma até pensei...


— Cale a boca imbecil! — Foi um grande estalo e a cabeça loira do futuro Hokage abanou para frente quase batendo na mesa.


— Minha vida pessoal não diz respeito a ninguém, Naruto. Mas já que estamos aqui, Ume... 


Travada, congelada e completamente em outra dimensão. Era assim que Ume estava, Shizune a empurrou como pôde para a parte onde Kakashi ainda estava. De pé, passou o braço pela cintura curva dela e a segurou na frente de todos daquela mesa. Ume se sentia um grande tomate, com o reflexo vermelho de suas bochechas batendo na parte inferior de seus olhos poderia desmaiar a qualquer momento.


— Mas ela não é uma criança Kakashi-Sensei! Não pode se casar com uma cri... 


— Cale a maldita boca, imbecil! Ume é mais velha do que você, idiota. Comporte-se como um adulto e tenha respeito.


— Pare de me bater e me explique então vovó Tsunade.


— Então não haja como um idiota.


Ume apertou ainda mais a pasta contra o corpo e suspirou, sabia que uma hora ou outra seria vista com ele em algum lugar, afinal, estavam noivos. Fazer comprar ou apenas passear pela vila com ele seria algo frequente. Por mais que a vergonha tomasse conta de sua vida, Ume estava feliz, depois de tanto tempo sofrendo por alguém que a menosprezava e a diminuía, teve a sorte de encontrar o homem mais amável que já havia conhecido. 


— Nós não temos uma data e não iremos correr com a preparação, mas queria que ficassem cientes caso batessem em meu apartamento e a encontrassem lá. 


— Já decidiram morar juntos? 


— Não tive muita escolha, Kakashi é persuasivo. 


A sala riu e Kakashi tremia rindo enquanto a segurava, Ume relaxou o corpo e olhou para cima, ele ria com as sobrancelhas erguidas e tocou seu rosto com a mão enluvada devagar. 


— Mesmo que não tivesse conseguido te persuadir, iria morar comigo de um jeito ou de outro Ume. 


— Está abusando de seu poder de Hokage. 


— Então me deixe aproveitar porque só o terei até amanhã. — Ele curvou os olhos em um sorriso leve e virou o rosto para frente. — Shizune, pode pedir para que os ANBUS levem os pertences de Ume para meu apartamento?


— Agora mesmo.


Ume tinha ido para casa apenas para pegar alguma peça de roupa, ainda não tinham tirado suas coisas de lá e também não havia conhecido o apartamento que até então, moraria com ele. 


Mas não importava, a suavidade nos olhos negros eram tão bonito, acolhedor, iria com ele a qualquer lugar do mundo e faria qualquer coisa por ele. 


— Estamos indo, parece que é nosso último dia também. 


— Já vão tarde, insuportáveis. — Tsunade sibilou. — Tenham uma boa vida, nós também iremos. 


A sala vazia, Ume se moveu para sair do abraço de seu noivo, mas ele a segurou com firmeza e virou seu corpo a prensando contra a mesa. 


— Onde pensa que vai? 


— Voltar ao trabalho...


Gentilmente, Kakashi puxou uma mecha de seu cabelo e a prendeu atrás da orelha, abaixou a máscara devagar e ergueu o rosto dela devagar. Um beijo calmo mas tão cheio de carinho que poderia explodir ali mesmo, Ume amoleceu o corpo sem deixar a pasta de lado. 


— Eu te amo pequena, sei o quanto ama seu trabalho e tenho certeza do quanto quer continuar trabalhando, mas preciso te levar ao nosso apartamento antes.


Ume corou terrivelmente o fazendo sorrir, Kakashi sabia que era apenas um rubor pela situação, a abraçou devagar e beijou a ponta do nariz levemente rosado dela. 


— Ficará me tirando da minha sala depois que passar o cargo, querido?


Kakashi pensou por um instante, ainda não tinham conversado sobre como as coisas seriam. Mas já tinha o suficiente dela em sua cabeça para saber a mulher incrível e compreensiva que era, Kakashi não deixaria de trabalhar também faria missões em que fosse extremamente necessário, não era tão velho e não queria se sentir como um, aposentado em casa ou perambulando pela vila.


— Sabe que não irei parar de fazer missões não é? No entanto, me consome a vontade de tê-la em casa todos os dias... seria de fato maravilhoso.


— Mas preciso traba...


— Não Ume, não precisa... nunca mais em sua vida, mas respeito sua decisão se preferir continuar aqui. Mas será apenas por hobby, já que pedirei para que diminua o horário de seu expediente.


— Mas... 


— Não quero passar tanto tempo longe de você, e isso inclui o tempo que não estarei em missão, quero poder estar com você sempre que a vir e com você trabalhando não posso rouba-la para te amar em horário comercial.


— Você só pensa nisso, Kakashi?


— Não meu amor, quero dizer que demorei muito para encontrar você e pensar em ficar muito tempo longe me deixa irritado. Ainda tenho sonhos e por mais que o tempo esteja passando quero você para o resto da minha vida e tudo mais, entende? 


Ume suspirou, mas dessa vez foi com um largo sorriso no rosto. Ele era tudo é muito mais do que precisava, com Hyō preso não tinha mais o que temer e apenas aproveitar a vida cheia de amor e carinho com ele. Ume tocou a parte exposta do rosto liso e sorriu para ele.


— Apenas por Hobby então, não quero ficar sem fazer nada enquanto estiver em missão, tudo bem?


— Sem discussão.


Era fácil, tão fácil quanto a água que corria das nascentes da aldeia. Ume sorriu tímida ao levá-la para dentro de seu apartamento, metade de suas coisas estavam pela sala e hora ou outra os ANBUS traziam mais coisas. Claro que já tinha tudo e mal conseguiu morar dentro daquele lugar quando tomou posse do cargo, agora, o aproveitaria com ela. 


Era impossível soltar a mão pequena dela enquanto deixava ela explorar os quatro cantos daquele lugar, grande demais e espaçoso demais, finalmente desde que o comprou, conseguiu ver um futuro feliz ali, além de uma terrível e notável solidão. Com Ume, conseguia ver um futuro e até mesmo cogitou dar seguimento ao seu clã, coisa que jamais chegou a imaginar. 


O sorriso largo dela se assemelhava a de uma criança boba comentava coisas que mudaria é que deixaria tudo com um ar mais aconchegante, Kakashi não discutia, também gostava do apartamento dela, ele tinha cara de lar. Abaixou a máscara apenas para que deixasse ela perceber suas emoções, estava feliz e não negaria isso a ela, afinal, era por causa dela que não parava de sorrir a um bom tempo. 


— Por Kami, essa cama é grande demais! — Ume quase berrou ao entrar no quarto. — Tem espaço para um batalhão, Kakashi! 


Ele riu, Ume costumava esquecer que ele era alto e isso o fazia zombar constantemente de sua baixa estatura. 


— É do tamanho certo, Ume, principalmente para as coisas que tenho intenção de fazer com você aqui. 


Ela estremeceu e corou, por mais que não fosse tentar nada contra seu belo corpo ainda mais naquele vestido azul, escolhido propositalmente, Kakashi sabia disso e adorou ver o quanto ela se empenhava nesses pequenos detalhes. Gostou daquela cor na pele macia dela e ela a usou para agradá-lo, como não poderia perceber?


— Você realmente é um pervertido, já pensou em procurar ajuda profissional? Sua perversão é algo muito forte.


— Tão forte quanto o que sinto por você... eu te amo Ume... e espero que eu esteja te fazendo ser tão feliz quanto você tem me feito.


Ela suavizou o olhar, o castanho brilhou lindamente e ela sorriu. Sem jeito, Kakashi coçou a nuca enquanto Ume se colocava nas pontas dos pés, arrancou a bandana de sua cabeça e puxou seu pescoço para que se curvasse em sua direção.


— Kakashi... eu nunca fui tão feliz quanto agora, sequer cheguei a descobrir o que era felicidade antes de estar com você. Jamais duvide dos meus sorrisos, por que eles são tão sinceros quanto o amor que sinto por você. Além de me amar como jamais pensei ser amada, você me salvou de um poço tão fundo e de uma insegurança tão cruel que não consigo mais imaginar uma vida sem você. Eu te amo e não quero que duvide mais disso.


Ela então se esticou um pouco mais e beijou a ponta de seu nariz. Conter o sorriso com aquele gesto foi impossível, então a puxou e tomou seus lábios devagar, tentou mostrar a ela todo o sentimento e carinho que tinha por ela.


Ume daria tudo e faria tudo por ele, era simples, pertencia a ele de corpo e alma desde que ele decidiu que a queria. Ela achou que era feliz, por muito tempo com o pouco que recebia de Hyō, pensou ser feliz. Tola, não sabia o que era felicidade até encontrar Kakashi, que não deixou que segurasse os próprios sentimentos e a deixou livre para expressar seu amor e carinho, ele fazia o mesmo, não continha as vontades e as carícias, muito menos quando estavam sozinhos e demonstrava todo o amor que tinha guardado para ela.


— Primeiro dia de muitos? — Sua voz rouca soou baixa entre o beijo calmo que ainda acontecia.


— Primeiro dia da nossa eternidade, querido.


Ele sorriu com o rosto colado no seu e tomou para si novamente seus lábios, ali no meio do quarto, agarrados em pé, Ume deixou seu amor invadir sua boca com carinho e explorar cada um dos cantos mais profundos. O amava e se daria com tudo o que tinha para aquele sentimento aumentar, e se ele quisesse, talvez deixaria aquele amor ser dividido em uma família. 


Não haviam mais palavras a serem ditas, presos numa bolha em que haviam criado ali no quarto, se fizeram alheios a movimentação das últimas caixas na sala. Era mútuo, especial e tão forte que a palavra "amor" não descrevia o sentimento que os dois compartilhavam um pelo outro. Sem sofrimento ou dores, se entregaram sem pedir nada em troca um do outro e a felicidade finalmente tomou conta do coração dos dois.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...