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História Un poquititito loco - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ
primeiramente quero dizer que esse filme (viva: a vida é uma festa) é meu favorito de todos. eu amo a temática de dias dos mortos, e esse filme me faz chorar toda vez que eu vejo, quando vi essa capa no @yerivies não pude deixar passar em branco... por isso agradeço a @luvies por ela <3 muito obrigada mesmo!
tentei me inspirar um pouco no filme, mas não tem muito a ver.
Boa leitura, xoxo.

Capítulo 1 - That I'm only un poco loco


Jihyo cresceu em uma família relativamente boa, nunca reclamou do tratamento que recebia por seus pais e o resto da família. Sempre foi alguém muito acolhida, gostava de estar rodeada de pessoas e de ouvir elogios por todos os lados. Era uma boa menina, afinal.


Apesar de ser alguém simpática e muito educada, Jihyo guardava mágoas dentro de seu peito. Tinha o sonho de ser uma artista, crescer no mundo da música e ser reconhecida mundo afora pelas músicas que cantava e compunha. Mas toda vez que pensava na probabilidade, seu sorriso doce sumia apenas por imaginar que sua família nunca a deixaria seguir o que acreditava querer por coisas do passado. Sentia-se presa, uma sensação ruim.


Seus pais não a deixavam tocar um dia sequer. Não podia cantar, tocar seu violão, batucar algumas panelas pela cozinha. Era limitada de tudo que envolvia a música. 


Não é como se ela realmente respeitasse isso. Afinal, não podia deixar seus sonhos debaixo do tapete apenas por vontade de sua família. Se eles quisessem vê-la feliz, teriam que respeitar sua decisão acima de tudo.


Vivendo em uma cidade pacata, o único companheiro de Jihyo todos os dias era seu travesseiro de algodão. Não podia nem sonhar em chegar perto do violão, cantar alguma música de seu agrado ou simplesmente tocar nesse assunto. Vivia enclausurada, sem vontade nenhuma de sair ou encarar o mundo, guardando algo no peito pela vontade de sua família. Ela não queria isso.


— Jihyo, tudo bem? — sua avó pergunta, chegando mais perto da cama e sentando-se um pouco na beira. Park Jihyo infla as bochechas, estava irritada.


— Tudo — respondeu.


— Não parece — disse, passando as mãos lentamente no cabelo da menina. Era notório que havia algo que a incomodava — Você quer tocar sua música, não é?


A avó de Jihyo é a única que realmente entende como a menina se sente. A Park suspira, mas não sabe se é de alívio ou de tristeza. Ela realmente quer tocar, dançar, cantar, ser feliz por alguns míseros minutos. 


— Vovó, eu tenho um sonho. É um sonho grande, mas que pode tornar-se real se eu quiser segui-lo realmente. Eu quero ser alguém na vida, mas alguém que eu mesma possa decidir ser sem que as pessoas me privem do que eu quero — desabafou, soltando todas as palavras que ainda restavam dentro do tempo — Será que um dia eu vou poder sair e torná-lo real sem que as pessoas que convivo me privem disso?


— Não sei, você já tentou sair? — questiona. Jihyo levantou-se por alguns segundos para pensar, aquela pergunta pegou-a de jeito — Afinal, o que te impede?


Pela primeira vez em muito tempo, Jihyo sorriu. Em um passe de mágica, seu humor já estava nas alturas e nada podia tirar a felicidade dela. Abraçou a avó, teria que agradecê-la imensamente depois que tomasse a atitude de sair e viver o que sempre quis. 


Jihyo pegou seu violão em mãos, aqueceu suas cordas vocais e foi até o portão. Encarou a rua um tanto movimentada, e apesar de estar nervosa o suficiente para apenas virar as costas e sair, decidiu encarar de frente. E, sem nem ao menos perceber, Jihyo já estava fazendo a festa. Tocando, cantando, dançando do jeito que ela sempre quis. Saiu para viver o que desejava desde que se conhecia por gente.


Quando se tem um sonho, tanto faz se é grande ou pequeno, não há limites para segui-lo. Não há limite nenhum quando se fala sobre sonhos e a vontade de ser o que quiser ser, não há limite algum. 





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