História Un Regalo - Capítulo 6


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café"
Tags Aurélio, Aurieta, Julieta, Orgulho, Paixão
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Palavras 2.714
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Poesias, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


desculpem qualquer erro escrever pelo celular é horrível.

Capítulo 6 - Remedy


Fanfic / Fanfiction Un Regalo - Capítulo 6 - Remedy

Mas.. Aquela noite não fora nada poética.


Julieta acabara por contar a Aurélio sobre o seu infeliz passado, e tudo que sofreu. Chegara a hora de saber porque a mulher que tanto amava, corria do calento de seu corpo e da magia do que é estar entregue fisicamente ao amor.

A cada palavra dita por Julieta, Aurélio sentía um soco em seu estômago, chegou ao auge de sua dor e ódio. Desejou ter o infeliz homem em sua frente para vê-lo agonizar em morte até que toda sua fúria passasse. Olhava para Julieta, e pela primeira vez desde o momento que a conhecera, a enxergou frágil; como uma criança indefesa rodeada de leões famintos. Ele olhou para seus braços pálidos e finos, imaginou claramente como seria difícil lutar contra um homem, por mais fraco que ele parecesse ser.

"Eu vivia toda machucada"

Ela disse em meio a suas lágrimas. E ele, não suportou mais, um berro feroz surgiu em sua garganta, e mesmo que a casa estivesse com todos seus quartos ocupados, ele não deixara de gritar a angústia e a dor que o tomou naquele momento. Gritou, e levou as mãos a cabeça. Lembrou-se da primeira vez que havia a beijado, Deus, havia a segurado com tanta força, apertado seus braços, que inferno teria feito essa mulher passar instantes depois daquele beijo? Será que o pesadelo de ser tomada por um homem daquele forma, a assustou, voltou a pensar em suas dores?

A olhou... Mas era claro... No entanto, fora diferente, não a machucou, e no instante que percebesse que ela não o corresponderia a deixaria de imediato em paz.. Mas ela correspondeu, e com facilidade aceitou que ele aprofundasse aquele beijo. Suspirou. Não tinha a ver com ele, não tinha.

"Você não merece passar o resto da sua vida com uma mulher como eu."

Sorriria de nervoso se aquela frase dita por ela não tivesse o tocado tanto. Ele realmente não a merecia, porque, Julieta Sampaio era a mais honrada, e exemplo de força, mulher encantada, sutil e tão brava.. Ele não a merecia, porque era apenas o filho do Barão falido, não tinha nada mais além daquilo, ao não ser o seu amor verdadeiro, o seu coração pulsante.. Que agora pertencia aquela mulher. Poderia apenas oferecer-lá todo o seu amor, para vida toda, cuida-la, respeita-lá.. Curar, uma por uma de suas feridas.

Ele viu o desespero em seus olhos, Julieta havia o dado o livre arbítrio. Porém, sua escolha não seria outra ao não ser, ser livre ao seu lado, jamais a deixaria, jamais deixaria que ela pensasse que era por pena, porque só sentia amor sua por sua Julieta. Ia além do FÍSICO, do SEXO, do PRAZER. A sua companhia, o som da sua voz, e seu sorriso valia mais que qualquer beijo profundo, por mais que ele sempre desejasse beijá-la. O efeito do beijo sempre passava, mas seu sorriso ficava em sua memória, era fechar os olhos para tê-la sorrindo, suas narinas como uma loucura sentia seu cheiro doce e impregnante todas as noites enquanto ele se controlava para não bater na porta do seu quarto, e pedi-la para apenas ficar ao seu lado, na companhia do seu ser.

"Eu quero você pro resto da minha vida"

Julieta se pôs cabisbaixa. Não contestaría mais nada do que ele dissesse, o amava tanto, e se o mesmo saísse pela porta cheio de dúvidas deixando-a sozinha naquele quarto, ela realmente não saberia se conseguiria aguentar. Já havia se erguido muitas vezes em sua vida, mas tinha certeza que perder o amor de sua vida, a faria acreditar que o amor não era pra ela, nem como mãe, e muito menos como amante e admiradora de Aurélio. Se ele se fora, passaria o resto de sua vida sonhando com seu sorriso, beijos, e suas mãos tão confortantes, entenderia o seu lado.. Quem em sã consciência desejaria viver ao lado de uma mulher como ela?

Ele. Apenas ele.

O mesmo além de consciente estava presente, e ao olhar nos seus olhos deixou que ela se sentisse ainda mais confiante nele. Julieta o abraçou com todo o alívio que estava sentindo naquele momento, as lágrimas inundaram seus olhos, mas essas de agora, eram de conforto, anseio... paz.

Não fora preciso Aurélio dizer que ficaria aquela noite. Julieta levantou-se de seu abraço e o puxou para cama, deitou-se, e logo sorriu como um suplico pra ele fizesse o mesmo. Antes de se acomodar nos braços de sua amada, Aurélio a fizera a gentileza buscá-la um pouco de água.


- Esta com fome? - ele perguntou vendo-a beber a água calmante.

- Não.. - ela o entregou o copo, e sorriu fraco. Aurélio deixou o copo vazio em cima da penteadeira, e se juntou a ela na cama. Julieta acomodou-se em seus braços, sentindo que havia tirado de si um peso de toda vida; era impresionante como Aurélio a transformava.

- Sinto seu corpo mais calmo.. - ele disse acariciando suas costas.

- Me sinto leve.

- Bem?

- Eu ainda vou ficar.. - fechou os olhos. - Eu apenas preciso dormir e sonhar com você. - ele sorriu.

- Então, por favor... faça isso! - ela o abraçou mais forte, e instantes depois ressonava como um anjo nas nuvens.


Aurélio não durmira aquela noite, apenas aguardou e cuidou do sono de Julieta. Estava como um guardião pronto para protegê-la de qualquer mal, por vezes a olhou.. Observava seu rosto calmo e pálido, o quão havia sofrido o seu amor nas mãos daquele monstro? O quão dor havia sentido? A humilhação que é uma das piores coisas na vida... O quão vulnerável era Julieta naquela época.. Como permitiram que isso acontecesse? Ele fechou seus olhos sentindo a ardência dos mesmos, e logo inevitavelmente gotas quentes nos cantos de seus olhos.. Queria poder esta ao seu lado para protegê-las desses momentos... mas era impossível, o mal já havia sido feito, agora lhe restava apagar essa história da memória dela, e refazer a mesma com traços bonitos, de companheirismo, amizade e amor.. Amor.. Amor.. Era isso que ela merecia.


Alguns dias depois.


O dia estava tomado por uma terrível névoa, e Darcy decidiu que aquela manhã não abriria seu escritório. Aurélio se sentiu satisfeito, desde que havia começado a trabalhar com Darcy tinha pouco tempo com Julieta, porém, nos muitos que tinham só pra eles, era quase impossível se distanciarem, seus beijos estavam cada vez mais íntimos e intensos. Uma certa tarde de sábado fora necessário Aurélio fugir de seu escritório, ou, ambos provavelmente fariam amor ali mesmo.

Julieta, infelizmente estava cheia de reuniões, e ele teria que espera-lá encerrar com todos seus compromissos do dia. Ali passando as páginas de um velho jornal enquanto bebericava um pouco de café, ele tivera uma insistente vontade.


Voltou a misteriosa biblioteca, pisando em seu chão como se o mesmo fosse feito de cristal. Ainda não era íntimo do ambiente, por mais que Julieta já tivesse o apresentado, mas ousou tirar seu paletó, para se sentir mais a vontade. Passou os dedos por coleções de livros históricos, e raros. Havia uma parte registrada com o nome de Camilo, devia ser seus livros preferidos, pensou. Buscou por suas preferências, parecia um jovem descobrindo seu mundo... até que depois de muito tempo viu algo que o chamou a atenção e que ele não perceba que havia ali na noite que esteve com Julieta na biblioteca.

Seu sorriso fora inevitável, rapidamente fechou um das janelas da biblioteca evitando que ar frio entrasse na mesma.. e mãos a obra.

...



- Mercedes..

- Sim, Dona Julieta. - atendeu a empregada sorridente.

- Bom, eu cheguei, me troquei e não vi Aurélio em nenhum lugar.. - comentou. - Pensei que ficaria em casa hoje, a névoa está intragável.

- Mas ele está em casa, senhora. - comentou deixando Julieta encabulada. - Passou todo o dia infurnado, digo, dentro da sua biblioteca..

Julieta sorriu.

- Nem mesmo comeu?

- Fez apenas um lanche rápido.

- Tudo bem, Mercedes. - assentiu, e a empregada saira.

- O que a feito o dia todo nessa biblioteca, meu amor? - ela indagou enquanto se preparava para levantar-se.

....



Julieta abriu lentamente a porta, e a fechou do mesmo modo. Procurou com olhos atentos Aurélio, e angustiou-se quando não o encontrou de imediato.

Estava a ponto de chamá-lo, quando sentiu uma quentura em seus braços, caminhou em direção ao fogo que agora fascinava seus olhos, e o encontrou deitado sobre o tapete, com uma taça de vinho em mãos e um livro que parecia fascinante. A lareira estava acesa, dando um ar mais romântico à visão que ela estava tendo, parecia uma pintura de tão bela.

Não lembrara se algum dia havia deixado a lareira acesa, no entanto, apartir daquele momento, todas as vezes que o dia estivesse tão frio quanto aquele, se daria aquele desfrute, e ao lado de seu amando.

Ele finalmente a viu, e a a convidou para ficar ao seu lado. Julieta, livrou-se de suas costumeiras botas, e se aconchegou no abraço de Aurélio.


- O que está lendo? - ela perguntou demonstrando interesse.

- Na verdade, eu não sei... - ela franziu o cenho, e ele a deu um beijo na têmpora.

- Apenas fechei os olhos, e busquei por um nas prateleiras.. Não sei o seu título, e nem sua sinopse.

- Isso parece interesante.. - comentou. - Mas e a história?

- São poemas, meu amor.. Curtos, e diretos.

- E poemas combinam com fogo.. - olhou para a lareira. - Frio, vinho...

- E você.. - ele completou a interrompendo.

- Eu? Não.. - afirmou depois de sorrir.

- Olhos cafés brilhantes, e boca rosada.. Bochechas redondas e avermelhadas.. - ele falou olhando em seus olhos e sorriu. - Você é o próprio poema, poesia o que quer que seja melancólico, sutil e forte.

- E você tão amoroso e empreensivo.. Obrigada. - ele sorriu novamente e a dera um beijo rápido. Aurélio voltou sua atenção para o livro, mas ela, Julieta, não tirou mais olhos dele.. Já havia decorado toda sua geografía...


Porém, havia o anseio em seu corpo de curiosidade e necessidade. O observou bebendo o vinho, e sua boca ficando marcada pelo álcool, sua gratava frouxa, o fogo queimar em sua frente, e o arrepio em seu corpo.

Sem pestanejar ela tirou o livro das mãos de Aurélio tomando toda sua atenção para si. E com total descaro que tinha naquele momento sentou em seu colo.. Aurélio se ergueu e apoiou-se em seus braços, estava surpreso e encantado pela visão de Julieta em cima de seu corpo. Ela o olhou nos olhos e sorriu.. Era o seu Aurélio, era ele, ninguém mais. Beijou seu pescoço sentindo seu cheiro, e arrepiou-se.. Era o seu cheiro, em uma mistura de vinho com seu perfume... Eram seu conforto, sua voz, seu corpo.. Ele dela.

Por que não?


- Julie... - ele falaria, mas ela tomou seus lábios, e enfiou seus dedos entre seus cabelos quase como suplico para que ele não resistisse. Aurélio, sentou-se de modo que suas costas ficassem totalmente ereta. E só então também a tomou pela nuca. Sua boca sugava e mordiscava a sua sem nenhum pudor, deslizavam seus lábios em meio à murmuros e estalos.

Ela o deixou respirar, e a olhou inebriada.. parecia ter desfrutado de uma essência entorpecedora, não era mais dona si, sorriu. Depois que o conhecara, algum dia fora?

Aurélio viu suas pequenas mãos acariciarem seu peito, e o mais lento possível quase o torturando, abrindo botão por botão de seu colete, logo fizera o mesmo com sua camisa, jogando ambos de lado. Espalmou suas mãos agora em seu peito nu, e o viu suspirar. Seu corpo vibrava cada vez mais por esta em contado com a pele dele.. Sempre o desejou, sempre.


- Quero que me tome como sua mulher. - ela murmurou.

- Julieta.. - ele a deu um selinho. - Tem certeza? - sorriu, e ao lado de Aurélio buscou pela taça de vinho que ainda estava quase cheia e o tomou por inteiro.

- Como esse vinho que agora queima dentro de mim.


Ele assentiu, e a virou quase a fazendo gritar de susto. Julieta sentiu suas costas no tapete frio e em seguida o corpo dele em cima do seu. Aurélio, beijou sua bochecha, seu pescoço, parou em seu ouvido, e sussurrou:

- Quero que você seja a minha esposa... Para todos os dias eu acordar cheirando seus cabelos. Beijando a tua boca, sentindo o doce da tua pele, e a quentura do teu peito. Quero lhe fazer extremecer em meus braços. - a respiração falha de Julieta deixava claro o efeito daquelas palavras em sua mente e corpo.. Ele se aprofundou mais em seu pescoço e respirou fundo antes de continuar.. - Gozar ao som dos teus gemidos. - ela arfou deixando um "AH" sair de sua boca.. E ele terminou por falar: Case-se comigo, sim?

- S-sim.. - fora o máximo que ela conseguira sussurrar.


Ambos, sabiam que a partir daquele instante estariam finalmente se entregando de corpo, porque suas almas e suas vidas já estavam como uma só.

O vestido preto deslizou por seu corpo facilmente, sua roupa interior também. E ele passou a admirar seus detalhes. Seus lábios saborearam a essência dos seios de Julieta, como sempre desejou fazê-lo, mas nada se comparava aos afagos que saiam dos lábios dela, ao sentir seus toques. A cintura arqueada denunciava a agonia entre suas pernas, o corpo arrepiado; a energia que o mesmo recebia.

O fogo da lareira estava se desfazendo e virando cinzas, enquanto Julieta se desfazia com as carícias de Aurélio e apenas se sentia mais viva, quente, e queimaria até sua última força aquela noite. A esperado muito tempo por aquilo, e se perderia como se fosse a última vez... seria o mais adequado, era o que ela queria... E o que ele estava fazendo.

Encostou seu peito ao dela, e deixou-a sentir o seu calor, peso e a maciez de seu corpo desnudo. Julieta, por um momento pensou que não saberia o que fazer, porém, tinha em cima de si, e entre suas pernas o melhor dos guías.

Ele voltou a beijá-la entre seus seios, colo e suspirou. Como uma mulher haveria de ser tão perfeita? Os lábios da mesma chamavam pelos seus, ao mesmo tempo que ele se aprofundou dentro de seu corpo.. Ouviu seu primeiro gemido, fechou os olhos. Teria que ser forte, ou não a deixaria desfrutar como merecia. Seu corpo afrodisíaco mexia com seu sistema nervoso e seus comandos.

Aurélio, moveu seus quadris para para frente novamente, e o fizera por vezes. Julieta reagia tão doce ao mesmo tempo sedenta, por hora olhava em seus olhos, e sentía a conexão com seu amado, ia além do físico. Ele era sutil ao mesmo tempo que profundo, rodeava seu corpo com as mãos, e segurava em seus quadris intensificando seu balanço e a fazendo ouvir o choque entre seus corpos..

Aurélio, fora o mais forte que pôde, mas deixou se levar com tanto afinco que fora o primeiro a sentir a onda de prazer em seu corpo.. Julieta sentiu quando o homem quase desfalecera em cima de si, mas sentiu mais quando a mão grande do mesmo moveu-se onde estavam ligados.. Ele moveu seus dedos sobre sua pele sensível, ao mesmo tempo que beijava seu pescoço.. Então viu sua mulher, seu amor.. extremecer em baixo de si.. Ela agarrou com força seus braços e contraiu seu corpo deixando o seu último gemido sair..

Enquanto o seu peito movia-se com descontrole, ela viu o suor na testa de Aurélio, que agora estava ao seu lado.. havia também nela, entre seus seios e por seu pescoço.

Ele a admirava com um imenso sorriso nos lábios. A ajudou a vestir sua camisa, e não poderia deixar de envolver-la em seus braços.

Já era tarde da noite, e Julieta não parecia se importar com nada. Por que se importaria? Estava onde queria esta, e só fazia o que queria.


- Vamos dormir aqui? - ele perguntou a vendo de olhos fechados.

- Sim.. - sussurrou.

- Bom, e se nos perguntarem onde estávamos? - sorriu, e ela correspondeu.

- No paraíso, meu amor... No paraíso. - respondeu ela.


O Amor invade... E Fim!

Fim...


Notas Finais


obrigada pela paciência, e por todos os comentários!! Bjs💓

bru


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