História Unbreakable - Capítulo 1


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Categorias EXO, SHINee
Personagens Kai, Taemin Lee
Tags Boyxboy, Exo, Kai, Kpop, Romance, Shinee, Taekai, Taemin, Yaoi
Visualizações 58
Palavras 1.075
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, minha primeira fic Taekai, vamos ver no que dá, né.

Tomara que gostem, eu escrevi ela por causa de uma idéia que me deram, então o plot não é 100% meu, mas foi com carinho.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Era uma música que apenas ele sabia dançar, em seu desespero, suas lágrimas eram os movimentos incessantes que fazia tentando alcançar seu amado sob o vidro que os separava, atormentado.

Diligenciava à todo custo alcançar seu amor que sobre o vidro que os separava vivia. Eram, agora, matéria, fumaça, sentimento. Não tinham um destino diferente de apenas desejar um ao outro sem conseguirem alcançar-se enfim, um castigo recebido de Maiores que os julgaram inaceitáveis por sentirem algo tão humano e carnal. Tão errado.

Não tinham voz, nem escutavam, mal sabiam o que fazer além dançar. Não havia toque nem sensação, não havia sanidade ou calmaria, apenas existia. Dos mais suaves aos mais desesperados eram os movimentos de ambos, braços esticados, expressões doídas e cansadas, apenas queriam a companhia um do outro como o Sol precisava da Lua ou o Fogo precisava do Ar.

Não sabiam há quanto tempo viviam aquilo, não sabiam o que era a eternidade da punição. O homem tornara-se escravo do tempo quando passou a contá-lo. Jongin e Taemin não sabiam mais pelos obstáculos passados e não tinham noção do futuro; eram escravos apenas de si mesmos e das dores que ainda podiam sentir em faíscas e vestígios, a cada segundo e respiração abafada contra o monstro rígido que separava ambos.

Era tamanha dor e desespero que nenhum sabia seu verdadeiro destino e paradeiro, nenhum sabia o ritmo que o guiava, não sabia a voz que cantava suas preces impensadas, suas agonias alucinadas e seus gritos vazios contra o deserto que cercava ambos no vítreo escuro. Existia e não. Sentia só o escolhido a sentir. Sentia o desalento, a tortura e a comiseração. Sabia que tinha algo a alcançar, mesmo que o sucesso não fosse possível mesmo à todas as tentativas até então.

Era uma dor profunda em ambas as palmas e punhos perdidos que se chocavam na barreira, em choques de dor e eletricidade, os puxando e empurrando simultaneamente contra o outro, como ímãs. Clamando por libertação, ambos seguiam o ritmo incessante que os torturava em silêncio, sem distinguir se era grito, sussurro, agudo ou grave, sem fim, inexplicável, era tamanha complexidade aquela dor e ardência nos corpos, como um vazio impossível de ser preenchido.

Viam seus reflexos sobre o monstro, viam seus rostos deformados pelo sofrimento, viam apenas a si mesmos. No egoísmo de desejarem apenas saciar a própria dor enfim. Não viam um ao outro, apenas sentiam e queriam, ansiavam e lutavam. Lutavam contra o próprio incômodo entre os cortes e feridas abertas que jamais teriam cicatrização.

Então sentiram.

Depois de tanto tentarem e lutarem sentiram, por um segundo, o peso de tudo aquilo, gritando com voz sólida. Rouco e grave, doloroso. Sentiram por um segundo o peso da eternidade sobre os corpos de carne e sangue, sentiram as feridas expostas arderem; os resultados da luta pela união finalmente cairam sobre ambos e em uma única vez, os esmagando. E então flashes de dor passaram a os atormentar. Sem notarem a primeira rachadura do Inquebrável. Seu sangue molhava os tecidos que passaram a os cobrir e as lágrimas se tornaram reais. Caindo sobre o Monstro e ficando ali, se acumulando entre as mãos manchadas.

Estavam se tornando sólidos novamente.

Tudo reverberava ao entorno dos dois. Sentiam a dor mas ainda não podiam saber ao certo o fim daquilo ou a vontade de parar. Resquícios da persistência os envolvia quando o sangue corria em seus corpos, mas ainda não tinham notado a rachadura até que a segunda se fizesse. Novamente a dor os possuiu e e dessa vez por mais de um segundo apenas: eles sentiram sem fim, sem pausa, todo o cansaço estava ali.

A segunda rachadura já havia deixado a barreira significantemente frágil em comparação ao seu começo e criação.

Seus Maiores sentiram a fúria por terem sido mais fracos que o sentimento carnal dos dançarinos. Sentiram a ira por não terem os feito sofrer mais; terem enfraquecido com o passar da insistência. Tudo era um caos no entorno do cálice da prisão. Era um vasto gozo de acontecimentos simultâneos, difícil de acompanhar ou citar.

Taemim e Jongin não desistiram apesar do líquido âmbar em seus olhos e mãos, não desistiram apesar dos muitos sentidos que finalmente os tomavam, não desistiram até a terceira rachadura. Suas vozes finalmente estavam ali. Seus gritos não tinham um fim, descontando parte do esforço em rugidos à plenos pulmões, exclamações sôfregas e ensurdecedoras. Um desconto em partes de um peso muito grande em seus peitos.

Não tinha mais volta, o Monstro entre eles era mais fraco que a até então eternidade era capaz de firmar em braços. Eram sólidos como tinham sido há tempos atrás, choravam por um fim no sofrimento e na sua exposição, choravam pelo acúmulo de passos e música inexistente, choravam um pelo outro. Tão grande e humano era aquele sentimento que nem o celestial foi capaz de evitar a quarta rachadura.

Então suas visões se focaram no além do vidro. Finalmente um destino estabelecera-se em suas mentes. Tudo aquilo teria sido um pelo outro e agora a esperança também os envolvia e acolhia, como uma proteção contra a exaustão que insistia em os perseguir. O Monstro já não parecia mais tão rígido, os passos ficavam mais intensos a cada segundo enquantos seus nomes escapavam dos lábios alheios, seus destinos estavam ali sem mais tanta força contra o interior de cada um. Seus olhos tinham foco, viam cores. Vermelho, roxo, preto, galáxias de marcas profundas que os lembravam o esforço até ali, cada vez menos impedidos de continuar.

Então o fim.

A quinta rachadura fez com que o Inquebrável finalmente tivesse sem fim. Então eles agonizaram. Gritaram de dor como nunca, sentiram como se milhares de facas flamejantes os cortassem ao meio antes de tudo se esvair.

Estavam sobre o chão. Todas as as cores eram reais. Suas dores os tatuavam em forma de cicatrizes, cobriam grande de parte de seus corpos ofegantes e aliviados. O castido tivera fim e quando puderam finalmente sentir suas peles se chocarem a realidade se fez presente nas íris castanhas dos dois. Seus olhos se conectaram, suas almas sorriram e iluminaram ao notarem que o que quer que aquilo tivesse sido finalmente havia acabado. Sorrisos finalmente decoraram seus rostos e seus lábios finalmente se conectaram.

A dor tivera fim e ambos se permitiram sentir seus corpos conectados. O sentimento humano e carnal fora mais forte que qualquer castigo ou maldição. Jongin e Taemin eram finalmente livres de um castigo que não os cabia.









Notas Finais


Desculpa se ficou confuso, espero que tenham gostado, podem comentar à vontade, me xingar se quiserem, tamo aí.

Beijos, até a próxima história <3


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