História Unbroken - Cophine - Capítulo 14


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Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Krystal Goderitch
Tags Aurora Luft, Cophine, Cosima, Crazy Science, Delphine, X Company
Visualizações 133
Palavras 1.882
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Estou com você


Fanfic / Fanfiction Unbroken - Cophine - Capítulo 14 - Estou com você

POV COSIMA

Seu olhar me fitava implorando por um toque e uma demonstração de carinho.

Depois de todos esses acontecimentos era tudo o que precisávamos.

Mas nós estávamos no hospital e isso me impedia de avançar e sentir minha pele ser aquecida pelo contato de nossos corpos entrando em combustão.

— Me beija — Sentou na maca — Por favor Cos, me beija — implorou

Não conseguia mais ter controle sobre mim.

Passava meus dedos pelo seu pescoço e sua mandíbula, enquanto seus músculos tensionavam.

Toco seus lábios com a ponta dos dedos e eles se abrem. Seus hálito está quente contra minha mão.

Ela fecha os olhos massageando meu braço.

Quando nossas bocas estão perto o bastante eu aperto suavemente meus lábios nos dela.

Nosso beijo fica cada vez mais desesperado, Delphine apertas suas unhas grandes sobre minhas costas.

Respiração ofegante, sensações quentes, preliminares...

Mordo delicadamente a ponta da sua boca e desço para o pescoço. Delphine geme baixinho.

Beijo o seu pescoço tomando cuidado com os ferimentos.

Eu me afasto para olhar pra ela ofegante e estupefata. Ela lacrimejava mas mantinha um pequeno sorriso em seu rosto.

— Você ta bem? — sussurro preocupada.

— Ta sim... Obrigada por isso — passou as mãos no meu rosto e abriu um sorriso

— Ta bem mesmo? Pode falar comigo

—  Eu te amo, mas tenho medo que meus problemas possam prejudicar você.

— Vem cá — envolvo ela num abraço — Não vão prejudicar

— Nunca se sabe o futuro Cosima 

— Se acontecer eu vou tar com você. E eu sei me cuidar

— Ja falei hoje que você é teimosa?

— Idiota — ri —Já falei hoje que amo você?

— Voce é tão fofa— Me puxou para perto e me beijou — Fica aqui comigo?

—Claro que fico

Delphine olhava pra mim sorrindo enquanto seus olhos iam se fechando. Ela adormeceu com um sorrisinho no rosto.

O tempo parecia alongar - se, minha energia tava dando lugar ao tédio. Para evitar isso começei a ler as revistas que tinham em cima do criado mudo.

— Por favor, diga que ainda está ai— Falou com uma voz arrastada de sono.

— To sim, to aqui — levanto e seguro seus dedos, massageando- os

Ela foi se entregando ao sono novamente, sua respiração estava calma e seus cabelos caiam levemente sobre seu rosto.

Tiro a mecha que estava caida sobre seu rosto e beijo sua cabeça ainda massageando seus dedos.

Derrepente, sinto uma picada no ombro e meus olhos começam escurecer e embaçar. Minhas pernas amolecem e eu caio.

— É um prazer conhecer você — última coisa que ouço antes de apagar totalmente.

O que era aquilo?

*

Acordo em minha cama. Meu corpo inteiro doía e tudo estava embaçado. Noto que há pessoas perto de mim e que não estou no hospital.

Pisco diversas vezes e minha visão vai ficando mais nítida. Vejo que estou no meu quarto e Krystal, Beth e Félix estão comigo.

— Ai meu deus, Ai meu Deus... — Ouço os gritos de Kystal — Ela acordou!

— Cosima, ta bem? — Beth passa a mão em meu rosto

— Nunca mais nos assusta assim sua vaquinha — Felix cruzou os braços me olhando sério

— Cadê Delphine? — Levanto rápido sentindo minha cabeça girar.

— Quem é mesmo? — Pergunta krystal. Reviro os olhos com essa pergunta.

— Não sabemos. Quando te buscaram, você tava sozinha em um quarto. — Beth se pronuncia

— Já volto — Em um gesto de desespero levanto rápido pego minhas chaves do carro e saio. Krystal, Beth e Félix vão atrás de mim.

— Você não pode sair assim, você ta machucada

— Foi mal, eu não posso ficar aqui parada — Falo e me viro entrando no carro.

Dirijindo, penso onde seria o lugar mais provável de encontrar Delphine, ja que ela não estava no hospital. Na casa dos pais.

Por mais que eu não saiba o que esta acontecendo, pelas peças que juntei percebo que não é brincadeira e como prometi, estaria ao seu lado sempre.

Meus olhos começam a lacrimejar, piso mais fundo no acelerador, minha cabeça está latejando.

Paro na frente da casa enorme que estive depois do meu primeiro beijo com Delphine.

Aperto a campanhia e logo sou atendida por um homem com uniforme de empregado.

— Posso falar com a Delphine? Sou eu Cosima 

— Srta Cormier não está — respirou fundo — Mas Sra. S gostaria de falar com você

— Ok — o homem abriu o portão e me deu passagem. Sra. S, ou melhor, Siobhan, mãe da Delphine, estava na mesa, cabeça baixa falando ao telefone. Assim que me viu falou que ia desligar e pediu que avisasse qualquer novidade.

— Cosima querida, você tem que descansar...

— Eu to bem S. Eu estou atrás da Delphine — me senti mal por tar ali, sendo que fui a única a estar com ela quando tudo aconteceu — Desculpa, eu não deveria tar aqui, foi culpa minha não ter percebido que alguém havia entrado.

— Não, não foi sua culpa, eu já sabia que em uma hora ou outra isso iria acontecer. Eles querem reiniciar a clonagem humana. E eu sei o carinho que você tem por ela, mas...

— Não, isso não vai acontecer. Onde ela ta?

— Ela ta na Brightborn. Cosima lá é perigoso, você não precisa ir, um amigo já ta lá pra isso.

— Posso levar isso? — ignorando Siobhan peguei um spray de pimenta em cima da estante e sai.

— Você ainda pode acabar morta — Falou baixo o morta, mas se ela pensava que eu sou tão medrosa ela esta bem enganada.

Entrei no carro e fiquei pensando.

Por que diabos levariam Delphine?

Que bosta, ela era clone e tinha uma condição rara.

Mas mesmo assim, isso não estava certo.

Fui até a clínica de fertilização e tive sorte de ir em dia de visitas.

Dou meu nome pra recepcionista, ela registra alguma coisa no computador e acena dando passagem.

Noto que ninguém da visita nota minha presença, então mudo o rumo da caminhada.

Olho paras as placas na parede e não faço ideia onde to.

Encontro o vestuário e me desfarço com aqueles uniformes de enfermeiro.

No final do corredor encontro um elevador "restrito para funcionários".

Chego perto e para minha sorte ele se abre, porém uma mulher está ali e me olha com naturalidade, fico mais tranquila.

Desço no 7° andar junto com a mulher.

Vários médicos vinham em minha direção levando uma mulher grávida gritanto de dor.

Rapidamente me escondo no corredor ao lado até todos passarem.

— Delphine mandou abraços — Sussurrou um homem, que logo seguiu os outros que levavam a mulher.

— Espera...quem é você?

— Você deveria ir embora...Ela está naquele corredor a direita — indicou.

POV DELPHINE

Abro os olhos e estou em uma sala preta cheia de vidros, a decoração era fria. Procurei por cosima e então vi que estava sozinha naquele lugar.

Não estava com medo, não posso ser frágil, isso não combina mais comigo.

— Olá Srta Cormier, eu sou Rachel Dancan — Falou a mulher baixa de cabelo Chanel loiro.

— Por que eu to aqui?

— Não precisa ficar assustada, Talvez possa gostar daqui. Ah, alguém virá examina-la.

Rachel levantou-se com aquele ar de poder e saiu da sala.

Tentei ficar em pé, mas ainda estava um pouco fraca e com dificuldades no equilíbrio. Sentei de novo na cama para não correr o risco e cair e acabar piorando mais as coisas.

Logo entrou um segurança e um homem que parecia ser médico.

— Boa tarde, Sou o doutor Nealon. Vou fazer algumas algumas perguntas e preciso que você colabore — Colocou uma arma em cima da mesa enquanto o segurança algemava minhas mãos para trás. Engulo em seco aquelas palavras.

— Você tem alguma alergia ou toma algum medicamento em especial? — as palavras não saiam. Então ele olhou para a arma e em seguida pra mim

— Não

— Quando você teve seu primeiro fluxo menstrual?

— 14

— Quantos anos foi sua primeira relação sexual?

— 16

— Já usou drogas injetáveis?

— Sim

— Está ovulando?

— Eu não sei

— Está ovulando? — Repetiu a pergunta, dessa vez em um tom mais alto.

— E-eu não sei.

— Chame o Scott — Me arrepiei só em pensar no que aconteceria comigo, mas o jovem que entrou parecia ser invencível — preciso do exame de sangue. Srta Cormier, quando começar a ovular, gostariamos de colher os seus óculos.

— Gostariam... Bom eu gostaria de saber que merda é essa.

— Acho que você ja sabe. — levantou-se — Precisamos ir agora.

— Ei. Vão me deixar presa aqui? — Os três sairam sem falar nada, Scott me olhava com pena.

Alguns minutos depois um homem vestido de enfermeiro entrou na sala e tirou minhas algemas.

— Estou aqui pra ajudar, agradeça a Siobhan

— Quem é você?

— Franz Faber — Juro ter ouvido sobre esse nome antes, mas agora essa não era a maior preocupação.— Consegue andar?

— Acho que sim — caminho me segurando nas paredes. Por mais que minhas pernas estivessem mais firmes, preferi assim.

Sigo com Franz naquele corredor. Me sinto mais aliviada por ter saido daquele lugar horrível. Porém a imagem que vejo faz meu coração acelerar, mas de alegria e alívio. Cosima estaria sempre comigo. 

— Aconteceu alguma coisa?

— Por favor, Fala para a Cosima que eu estou aqui. Diga que não é seguro e que precisamos ficar juntas nessa.

— Delphine, não temos tanto tempo.

— Tudo bem, só fala que eu estou aqui e depois eu me viro sozinha

— Tem certeza? Tava pensando em nós sair daqui agora e você dormir lá em casa. — mas que homem abusado.

— Tenho — Falei séria.

— Você que sabe. Eu ficaria com a outra opção — piscou maliciosamente — Fica com isso — Me alcançou um canivete.

— Mas eu não sou você. — Cortei qualquer intimidade que ele achava que tinha comigo e peguei o canivete que ele me alcançava — obrigada.

Me seguro novamente na parede recuperando o equilíbrio. Cosima me vê daquele jeito e corre para ver o que esta acontecendo.

— Você ta bem? — Sussura. Aceno com a cabeça e ela me abraça.

— To sim. Mas agora precisamos sair daqui rápido. — retribuo o abraço e sinto a inquietação do meu peito diminuir.

Caminhávamos em passos apressados.

Precisavamos sair dali o mais rápido possível.

Chegamos no estacionamento e então me apressei para entrar no carro de Cosima.

Nós estavamos no carro, com as janelas abertas para circular ventilação. assim que Cosima pegou as chaves para ligar o carro, Doutor Nealon, que estava de roupas pretas vinha até nós.

 Ele deve ter saido do carro que estava a uns 2 carros atrás do nosso, ele pôs a mão por dentro do suéter, eu achei suspeito e fiquei nervosa.

— Cosima, rápido.Tão vindo em nossa direção — Avisei Cosima que ele estava vindo

— Merda não ta ligando.— sussurou — mas pera ai — pegou um spray de porta luvas e escondeu na lateral do banco.

— Você não deveria tentar fugir daqui, que falta de respeito.— disse sarcástico tirando a mão de dentro de sua roupa e sacando uma arma em minha cabeça.

Mas Cosima já estava preparada pra qualquer ato que ele fosse fazer. Então ela rapidamente reagiu pegando o spray de pimenta que tava escondendo na lateral do banco e burrifou nos olhos dele, e ele, no impulso e sem enxergar nada, disparou várias vezes dentro do carro mas, por sorte, todos nos erraram. Cosima ligou o carro,acelerou e dobrou em direção a saída para que o Nealon nos perdesse de vista. Aquela curva foi como em uma cena de filme, deixando as marcas de pneu no chão.



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