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História Unconditional Love - Capítulo 13


Escrita por: e DanshinQueen


Notas do Autor


Olar... alguém ainda lê isso?
Desculpa a demora e aproveitem a fuleragem de novela das 21h

Capítulo 13 - Exposed


Fanfic / Fanfiction Unconditional Love - Capítulo 13 - Exposed

Júlia POV

 

– Se continuar assim não vai conseguir nunca estourar o balão. - Sou repreendida pela milionésima vez pela Taeyeon. Estava pelo menos a meia hora tentando estourar um balão de água utilizando só o poder da força, pelo menos em teoria, porque na realidade eu não conseguia parar de pensar no porquê da Jung estar me ignorando a mais de uma semana.

    – Ei... eeei... JULIA! - Ela berra me fazendo finalmente a olhar, o balão ainda se encontrava intacto, me arrancando um suspiro frustrado. – Vai continuar com essa cara de corna até quando? A gente já tá tentando isso a mais de dias e tu parece cada vez mais dispersa. - Reviro os olhos para seus elogios hostis, mordendo de leve meu lábio antes de dar resposta. 

– Foi mal. É que eu não entendo…

– Não entende o que? Você precisa se concentrar em sentir a energia da água e separar ela do ar que tem dentro do balão, depois ele se agita e BUM, explode. - explica ela mexendo as mão como se fosse ajudar a tornar a explicação mais didatica. 

– Não, não é isso. É que ela tá me evitando a uma semana já, eu achei que a gente tava bem. - Ela passa a mão na própria cara enquanto nega com a cabeça e se aproxima passando seus braços ao redor de meus ombros, me puxando para mais perto.

– Não creio que tu mal tá namorando e já tá totalmente na mão da discípula da Jung assim. - Alguém me salva disso por favor? 

– Segue a call do pai. - Diz ela começando a andar pelo jardim me arrastando junto.

– Você não pode ficar toda cadelinha emocionada assim só porque a Baby Jung não tá te dando atenção. Ela tem as obrigações dela e tua as tuas, como aprender a se concentrar e estourar aquela porcaria de balão - Diz ela me dando um cascudo ao final. – Enfim, logo ela dá as caras. A menos que você tenha feito alguma cagada e ela tá fugindo de ti. 

Um estalo me ecoa quando lembro do ultimo dia que passamos juntas. Merda. 

– Ih, que que tu aprontou? - ela para de andar e já me olha com repressão, colocando as mãos na cintura e me olhando de cima a baixo enquanto erguia uma das sobrancelhas.

– Acho que passei um pouco dos limites aquele dia que ela veio aqui… - conto com um pouco de vergonha de estar conversando isso justamente com a Tae. Ainda mais se tratando da a tentativa frustrada de elevar um pouco mais o nível de “pegação” entre mim e a Jung. - E que ela talvez possa estar me evitando por isso.

– Ih danada. - diz ela me olhando um um sorriso byun esquisito. – A se a Yuri souber que o bebezinho dela agora não quer mais brincar na rua e só quer saber de namorar… - ela me dá uns tapinhas nos ombros. Como não a respondi ela acabou prosseguindo. 

– Vai atrás dela, ué. Tu vivia seguindo ela apenas para encher o saco e agora tá ai de frescura. - Essa até que não era uma má ideia.

– Não acha que vou ser muito chata? Tipo grudenta. - Pergunto por não querer bancar a namorada chiclete. - Ou desesperada, sei lá.

– Minha filha, desesperada tu já tá, e outra vai parecer nada, tu já deu o tempo dela aparecer por conta e nem sinal de fumaça a garota de mandou. Vai atrás que vai dar bom. - Ela faz um joinha super encorajador com a mão.

– Acho que vou tentar isso mesmo. - Digo tentando me encorajar um pouco e também para me animar. Talvez ela só estivesse muito ocupada mesmo.

– MAS, só depois que você estourar aquele balão. - Ela acentua a fala e aponta na direção do balão de água. Meus ombros caem e eu suspiro tentando em vão fazer manha enquanto sou arrastada na direção que a pouco ela apontava.

                                                                                                  …

 

Andy POV

 

    Havia sido uma semana extremamente chata e estressante. O desperdício de espaço que existia naquele lugar, nos últimos dias, não pareciam impedir que me encontrasse com Jessica pelos corredores. Momentos ao lado dela eram desconfortáveis para ambas, mas sempre que Jessica parecia criar coragem para tratar do assunto, eu esquivava ou saía, fingindo não ter percebido. Apesar de querer superar aquela situação, eu não conseguia superar o orgulho.

    Passei horas dos sete últimos dias como me encontrava naquele momento, deitada em minha cama para evitar de me expor do lado de fora do quarto.As horas normalmente se arrastavam, mas algo naquele dia me chamou a atenção. Eram batidas discretas contra a porta da varanda, mas, por conta da cortina fechada, não consegui identificar a origem do som sem me levantar. Me surpreendi ao ver Júlia do outro lado do vidro, e sua preocupação ficou evidente para mim. Apesar dos segundos sem alguma reação, abri a porta e dei espaço, a convidando para entrar. Demorou um tempo até que uma de nós finalmente falasse algo, acabando que ela quem tomou a iniciativa. 

– Desculpa aparecer assim, é que você sumiu desde aquele dia que foi lá em casa… eu fiz alguma coisa errada? Desculpa se tentei adiantar demais as coisas. 

Franzi a testa, em um primeiro momento, até entender sobre o que ela estava se referindo.

– Não é isso, você não fez nada de errado. - Direcionei a ela um pequeno sorriso para demonstrar que falava a verdade e me sentei em minha cama, a chamando para que se sentasse ao meu lado. - Descobri algo que não deveria e ainda não sei muito bem como lidar com isso.

– Descobriu que a Jung é capaz de ser muito chata 24h por dia?

– Antes fosse. - Ri fraco de sua pergunta e suspirei antes de continuar. - Eu descobri sobre o meu “pai”, e não era nada do que eu esperava. Resumindo ao máximo possível, o que quer que seja que a gente tem é praticamente incesto. 

– Como assim? - As sobrancelhas de Júlia, antes franzidas, começaram a se arquear conforme entendia a que me referia. - Isso não é possível.

– É, Jessica e Yuri tiveram algo anos atrás, quando ela trabalhou infiltrada no Palácio. E a pior parte é que tive que ouvir isso da boca da Kwon. - Cobri o rosto e bufei, ainda frustrada com a situação.

–Espera aí. - Ela se levantou de forma abrupta e se afastou. Não demorou muito para que voltasse a virar em minha direção, falando agora com a voz mais alterada. - Tu é filha da Jung mesmo? Porra... Eu sei que vocês são parecidas, mas como?

     – Eu… - Demorei a me dar conta de a relação familiar entre Jessica e eu também era parte de um segredo, mas já não havia mais volta. - Não era para ninguém saber disso. Jessica poderia ser expulsa da Ordem Jedi, na época, ela ainda era uma. Eu não sei como foram as coisas, ou se devo confiar na história que Yuri me contou.

– Por que não deveria confiar na Yuri, não é ela quem mente. - Apesar de ter ficado ofendida, no primeiro momento, sabia que o que ela havia dito não era nenhuma mentira. Também não sabia como duvidar do caráter de Yuri sem que também ofendesse a Júlia.

    – É complicado, nenhuma das duas é isenta de culpa. Yuri apenas fugiu ao invés de assumir os erros, também.

– Eu não acredito nisso. Como você pode falar algo assim? Sabe que se ela ficasse estaria até hoje presa, ou mais provável que morta. - Apesar do tom de voz e da risada irônica a forma como apertava os punhos deixava claro sua irritação com o assunto. - Ela nunca deixaria uma filha para trás.

– Seria arcar com as consequências. - Dei de ombros. Apesar das palavras, mesmo naquele momento o meu maior descontentamento ainda era direcionado a Jessica. - Mas foi o que ela fez. Nunca teve a coragem de retornar, mesmo com todos esses anos.

– Você é filha da princesa Jung… com a Yuri. - Repete se negando a acreditar. - Se foi a Yul quem te contou, o que mais ela te disse?

– Eu sei, eu ainda estou tentando processar tudo isso… - Suspirei numa tentativa de me acalmar. Não tive tempo de dar uma resposta mesmo que confusa para Júlia, já que a porta do meu quarto foi aberta após três suaves batidas. 

– Nós precisamos conversar sobre... - A feição calma e compreensiva de Jessica não durou mais do que breves segundos após perceber que Júlia se encontrava ali. - O que ela está fazendo aqui?

Júlia e eu nos entreolhamos e mal tive tempo de dar qualquer explicação antes de ver o corpo da garota ser lançado contra a parede. Enquanto Júlia lutava para manter a respiração, Jessica erguia um dos braços em sua direção e tinha um olhar de fúria sobre ela.

– Foi a Yuri que te mandou aqui, não foi? Aposto que deve ser outro plano imbecil, típico da Kwon. Eu avisei para ela ficar longe e é você quem vem no lugar?

– Pelo menos ela não é uma mentirosa que esconde a filha. - Júlia disse entredentes, se esforçando para se fazer ouvida. Sua careta de dor ficou pior quando Jessica fechou mais os dedos, para o meu terror. O pior de tudo é que eu me via travada, sem saber como impedir Jessica de suas ações sem atacá-la.

– Não. Ela foi a mentirosa que ocultou de mim o tempo todo quem era de verdade e se aproximou de mim por motivos escusos, traiu a minha confiança e quando lhe foi conveniente fugir, o fez sem pensar duas vezes! - Eu percebia que cada vez ficava mais difícil para Júlia se manter respirando, enquanto minhas próprias mãos tremiam devido ao nervoso. - Não foi ela quem teve que lidar com a destruição da porra da guerra que ela ajudou a começar, nem quem teve que reconstruir a República quase do zero com uma criança no colo!

Apesar de minha mente estar em um completo branco, tanto pelas palavras de Jessica quanto por vê-la atentando contra alguém pela primeira vez, sabia que deveria agir antes que as coisas piorassem. Sem pensar duas vezes, a lancei para o lado oposto do quarto. Consegui fazer com que Júlia caísse ao chão, enquanto tentava recuperar o ar dos pulmões, mas Jessica ainda olhava para mim com uma expressão assustada. Eu ainda não havia a soltado.

    – O que você vai fazer? Matá-la? Ela não tem nada a ver com essa situação! - Esbravejei, tentando me manter firme ainda que a voz saísse quebrada. Por breves segundos, os olhos de Jessica vacilaram até a sith ofegante no chão. Era nítido que sua consciência a repreendia pelo momento de impulsividade contra a menor. 

- O que ela veio fazer aqui? - Agora com um pouco mais de calma, mas ainda com a voz firme, voltou a falar.

– Ela veio ver se eu estava bem, já que sumi essa semana. - Lancei um olhar preocupado em direção a Júlia, que agora sentava escorada a parede, ainda tomando inspirações profundas, mais lentas.

    – Não confie nela. - Apesar do tom calmo, a expressão de Jessica ainda era dura. - É uma sith como todos os outros. Não se deixe enganar, como eu deixei. Eles sempre têm um motivo para usarem de nossos sentimentos e nos enganar.

    – Não tem mais essa de eles e nós, todos já se acertaram. As pessoas não podem ser definidas pelo lugar de onde vieram. - Rebati na mesma hora que percebi que Jessica estava se projetando em mim. - Yuri e Júlia são pessoas diferentes.

– Você em algum momento contou pra Yul que estava grávida ou que ela era filha dela também? - Apesar das pausas para puxar o ar a pergunta da Sith foi em tom audível ao que ela apontou para mim. Jessica apenas engoliu em seco e desviou o olhar para a janela antes de prosseguir.

– Não tive tempo. - Jessica respirou profundamente, como se lembrasse de alguma situação específica no passado. - Sinceramente, eu esperava não precisar vê-la de novo.

    – Por que não me contou antes? - Enfim consegui dizer o que vinha me perturbando nos últimos dias.

    – Você era muito nova para entender. Depois que cresceu, achei que não fizesse mais sentido contar. - A forma que Jessica me olhou fez ser difícil guardar qualquer mágoa contra ela. - Eu também tinha medo que fosse atrás dela, que isso te influenciasse negativamente.

    – Mas eu sou sua filha, não precisava ter mentido para mim. 

    – Eu sei, me desculpe. - Jessica massageou as têmporas, irritada.

.    – Não é só para mim que deve desculpas agora. - Notei que Júlia havia entendido a quem me referia quando, após se erguer, olhou em minha direção.

    – Eu não quero ela aqui dentro. Na verdade, eu não quero mais você perto dela. Se você não der fim nisso, eu dou. - O tom duro foi tão convincente quanto sua ameaça, a rainha fria estava de volta.

    – Eu não vou terminar o que nós temos só por causa dos seus traumas passados. - Tentei não soar tão rude em meu tom, apesar das palavras. Sabia que não estava sendo fácil para ela também. - Eu vou cuidar e ficar atenta, mãe, prometo.

    – Depois não diz que eu não te avisei. - Jessica respondeu após um longo suspiro e então se retirou do quarto, sem dizer mais nada.    

– Melhor eu ir embora… - Júlia se pronunciou, após alguns segundos de silêncio. Sentei outra vez em minha cama e segurei sua mão, para que se aproximasse.

    – Fica mais um pouco? - Sorri ao vê-la assentir para mim, ainda sabendo que enfrentaria climas tensos nos próximos dias. Mas, pelo menos, naquele momento, o que importava era o abraço e o carinho que ganhava como forma de consolo.

 


Notas Finais


Jessica pode parecer uma pessoa horrível mas faz todo o sentido a forma como ela age com oq ela passou então não tenham ranço da pobrezinha...
No mais é fogo no parquinho e até daqui um ano, ou mais hehe.
E valeu mais uma vez Danshin por ser a melhor moza1 ever e me ajudar sempre <3


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