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História Unconditionally - ChanBaek - Capítulo 18


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Notas do Autor


Desculpem a demora, de verdade, vou tentar não demorar no próximo :(

Cap de hoje tá tope hihi

Capítulo 18 - Capítulo Dezessete


Fanfic / Fanfiction Unconditionally - ChanBaek - Capítulo 18 - Capítulo Dezessete

Seul 

No dia anterior, antes de Chanyeol ir para Pequim 

 

Chanyeol caminhava até o estacionamento do hospital onde havia deixado sua Mercedes, eram onze e meia da manhã e seu plantão havia terminado. Estava cansado, precisava dormir, mas acima da exaustão, não parava de pensar em Baekhyun. O ômega havia postado uma com a alfa Song, estavam estranhamente muito próximos. Tão próximos que deixou Chanyeol com medo. 

O Park havia passado esses últimos dias apenas pensando e pensando, não tinha ido visitar Tian essa semana pois só quer encontrar Baekhyun quando estiver mais certo do que vai fazer. 

Antes de entrar no carro, Chanyeol olhou para o céu, estava azul e com poucas nuvens, estava ensolarado e bonito. 

Céu era o nome de seu filho, era um símbolo. O céu é grande, infinito, incondicional assim como seu amor. Não dava pra fugir do céu, assim como não dava pra fugir desse amor. 

Chanyeol sentiu uma tristeza súbita, um desespero. Seu céu, seu amor, estava em outro país, a quilômetros de distância, e isso estava errado. O alfa deixou lágrimas caírem e se sentou no chão do estacionamento escorado no seu carro. 

Ele nunca havia chorado tanto assim, nem mesmo quando sua avó morreu. Chanyeol sempre tentou parecer durão, sempre exerceu sua posição dominante de alfa, mas esse é seu limite. O que estava fazendo da sua vida? Iria casar com um ômega que não ama só pra ter um bom cargo? Iria engana-lo? Minseok não merece isso, ele mesmo não merece isso. Esses anos todos tentando afogar o amor que sentia por Baekhyun foram salvos novamente, tudo reacendeu só com a menção de seu nome. 

O Park fungou e puxou uma respiração profunda, se sentindo uma criança chorona. 

Se lembrou da primeira vez que viu Baekhyun, a anos atrás quando ele chegou como calouro da universidade. Desde o primeiro momento, Chanyeol sabia que seria aquele ômega o escolhido para se juntar, seus instintos disseram que sim. O problema era sua obediência a seu pai. 

Um barulho vindo do carro estacionado ao lado foi ouvido e o fez se tocar que ainda estava no hospital. Ele ergueu a cabeça assim que a porta do Hyundai preto abriu, permitindo que Kim Jongdae saísse por ela. 

Quando o alfa recessivo notou quem estava chorando no chão, logo se abaixou para ajudá-lo a se erguer. 

Chanyeol se deixou ser ajudado. 

— Cara, o que aconteceu? Você está bem? — O maior apenas balançou a cabeça, usando seu braço para limpar o rosto molhado pelas lágrimas e suor. — Tem certeza? 

O Park suspirou e abriu a porta do carro com o auxílio do Kim. Não queria conversar com Jongdae, mas foi bom encontrá-lo agora. 

— Jongdae?  

Ele chamou antes de entrar no carro. 

— Oi. 

— Cuide de Minseok, okay? 

O Kim o encarou confuso, não tinha entendido o que ele queria dizer com aquilo. No entanto, Chanyeol não disse mais nada, fechou o carro e foi embora, ignorando as perguntas de Jongdae. 

Precisava conversar urgentemente com seu ômega. 

 

 

[...] 

 

 

 

Minseok não era muito bom cozinhando, mas seu pai ômega havia passado a manhã lhe ajudando a preparar algo especial para o alfa, afinal em breve iriam marcar oficialmente a data do casamento e agrada-lo seria bom. 

Mas não foi assim que aconteceu. 

Chanyeol chegou estranho em casa, seu rosto estava vermelho, seus olhos grandes também. 

Algumas teorias passaram por sua cabeça: Ele havia usado drogas, estava com conjuntivite ou estava chorando. 

— Channie, o que houve? — Perguntou o Choi, ajudando o alfa a entrar no apartamento. 

O Park respirou fundo e sentiu um cheiro maravilhoso de comida pronta. Ficou mais triste ainda. 

Chanyeol se afastou por um instante, soltando sua bolsa no chão, em seguida se deixou cair ao chão também, ficando diante do Choi. 

— Minseok, me desculpe. 

O ômega tinha suas sobrancelhas juntas em sinal de confusão. 

— Por que está se desculpando? O que aconteceu? 

— Não posso mais te enganar, não é justo. 

— O que houve? Park Chanyeol, você está me assustando. — Minseok segurou os ombros do alfa para puxa-lo para cima, mas ele não quis se levantar, apenas se agarrou as pernas do menor, as abraçando forte enquanto chorava. 

— Eu te traí. 

Minseok travou, seu coração parou por alguns instantes e logo acelerou novamente. 

— O que? 

— Eu te traí, não fisicamente, mas sim em pensamento. Acho que se iríamos nos casar, eu não poderia ter sentimentos por outra pessoa. 

— Sobre o que você está falando? — A boca de Chanyeol se abriu para falar, mas as palavras não saíram, era tão difícil admitir. No entanto, para sua sorte — ou azar, dependendo do ponto de vista —, Choi Minseok também era seu melhor amigo e o conhecia bem. — É o Baekhyun, não é? — O alfa assentiu. — Você ainda o ama? 

— Amo... Todos esses anos, nunca deixei de amar, somente tentei enterrar esse sentimento. 

Minseok engoliu a seco, não sentia nada. Não sentia vontade de chorar, muito menos tristeza. Mas essa incapacidade de sentir era ruim, ele sabia que iria machuca-lo mais tarde. 

— O que você quer fazer? 

Chanyeol ainda não tinha soltado as pernas do ômega, não queria deixa-lo desamparado. 

— Se está preocupado com seu avô, eu irei com conversar com seu pai, dizer que tudo é culpa minha... Posso falar com seu avô, você não precisa de um alfa estupido para te ajudar no hospital, você é mais que suficiente sozinho. 

Minseok sabia que realmente era, mas... 

— Pare de falar agora mesmo... — Finalmente ele puxou Chanyeol com força suficiente para levanta-lo. Eles se olharam nos olhos. — Você não precisa se explicar nem nada... Eu conversei com Kyungsoo depois que você foi atrás do seu filho pela primeira vez... Pelo o que ele me contou sobre você e o Baekhyun, eu passei a esperar que esse dia chegaria... Você nunca foi meu alfa, afinal. Nós tivemos algo bonito, tínhamos química, mas isso visivelmente não era amor. Meu pai alfa costumava dizer que só amamos uma pessoa em cada vida, então se você sempre amou aquele ômega, cedo ou tarde isso ia acabar acontecendo. 

— Então você está bem com isso? 

Minseok assentiu, sorrindo ternamente, ele segurou o rosto do alfa entre suas mãos, enxugando as lagrimas que caiam por suas bochechas. 

— Está tudo bem, eu vou ficar bem. 

O Park poderia dizer que o tom não parecia sincero o suficiente, mas ele não sabia diferenciar a linha do real e o forçado. Minseok poderia facilmente apontar quando Chanyeol não estava bem, mas Chanyeol nunca saberia decifrar Minseok. 

 

 

[...] 

 

 

Chanyeol juntou suas coisas e saiu do apartamento, dizendo que Minseok poderia continuar morando ali ou vender se ele quiser. Aquele lugar era um poço de lembranças dos dois, então não era bom ele ficar ali. 

Contudo, não era como se eles tivessem tido um termino difícil, eles não haviam brigado, haviam dado fim a algo que claramente não era mais o certo, então poderiam tentar continuar como amigos. 

Já quanto ao seu emprego, Chanyeol tem certeza que não vai poder aparecer no hospital novamente. Seunghyun vai querer lhe cortar ao menino, o avô de Minseok também vai querer fazer coisas ruins consigo. Ele não se importa porque não quer voltar mais, ele vai se mudar para China com suas economias, vai arrumar um emprego em qualquer lugar, somente para ficar mais perto de Tian e Baekhyun. 

Mas no momento, o Park foi correndo para a casa de sua mãe, afinal, não havia nada melhor do que o colo de uma mãe. Só não imaginou que Yoora não estaria em casa e que seu pai surtaria tanto após contar tudo o que acabará de fazer e o que pretendia. 

— Não estou acreditando no que acabei de ouvir, Park Chan Yeol. — Changmin falou enquanto andava para lá e para cá na sala de estar da sua casa. 

Chanyeol se sentia como quando era adolescente, estava na mesma posição dos tempos que era mais jovem: Sentado no sofá da sala enquanto seu pai lhe dava sermões. Porém, sua mãe não estava ali para lhe defender como antes. 

— Pai, você não precisa surtar, eu já sou adulto. 

Dizer aquilo parecia ter sido pior, Changmin quase infartou. 

— Não preciso surtar? Percebe o que você fez? Vou perder meu maior parceiro... Logo agora que tínhamos começado um acordo com uma distribuidora chinesa. 

Chanyeol revirou os olhos. Alfas, principalmente os machos, parecem ser movidos a dinheiro e sexo, ele tem vergonha da própria espécie. 

— Minseok me garantiu que nada vai acontecer entre sua parceria, fique tranquilo. 

— Como posso ficar tranquilo sabendo que você vai para outro país só por causa de um ômega que sumiu a anos? Ainda mais com um filho que você nem sabe que é seu? — Changmin não havia reagido bem que a notícia que tinha um neto bastardo, ele não havia gostado nem um pouco, mas não tinha usado palavras tão rudes até agora. — Você não vê esse ômega a sei lá quanto tempo, mas já está indo assumir esse moleque. Mal sabe com quantos outros alfas o ômega dormiu. 

Chanyeol fez algo que nunca pensou que faria em sua vida: Levantou sua voz de alfa para seu pai. Que Deus o perdoe e não o castigue, mas foi preciso, nunca vai deixar ninguém ofender seu filhote. 

— Eu não vim pedir sua permissão, eu tenho mais de trinta anos, já sei o que é certo e errado, mas tinha vindo compartilhar isso com minha família, pois você deveria me apoiar e não ofender meu filho. 

Changmin percebeu que tinha tido coisas cruéis, mas era orgulhoso como todo alfa. 

— Isso é tudo culpa da sua mãe, ela te mimou demais. 

— Mamãe fez o que? — Uma voz grave e poderosa foi ouvida. 

Jihyo entrou de repente pela porta principal, estava bem vestida com seu terno, parecendo alta e dominante como era. Atrás dela estava seu ômega, Daniel, todo barrigudinho com seus sete meses de gravidez. 

Chanyeol encarou seu pai de forma indiferente, Jihyo logo percebeu a guerra de feromônios de alfa que estava a sala, mas ainda bem que seu ômega não seria afetado pois eles já eram ligados. Casais ligados, apesar de ainda conseguir sentir o cheiro de outras pessoas, são atraídos somente por seus cônjuges. 

— Nada, já estou de saída. — Chanyeol disse, pegou sua mala. 

Daniel se pronunciou. 

— Mas já? Acabamos de chegar. 

Chanyeol sorriu para seu cunhado fofinho, ele simpatizava demais com ele. 

— Onde está a mamãe? — Jihyo perguntou. 

— Ela foi levar seu irmão para o dentista, ele ficou com dor nos dentes depois que caiu. — Changmin que respondeu antes que Chanyeol fizesse. 

— Preciso ir, tenho que ver meu filho. 

Daniel sorriu de volta, Jihyo também sorriu com a menção de seu sobrinho. 

— Queremos conhece-lo logo. — Disse o único ômega dali enquanto alisava sua barriga. 

— Verdade, quando irá traze-lo? — Sua irmã mais velha completou. 

Chanyeol encarou seu pai mais uma vez, e dessa vez foi com deboche. 

— Prometo tentar traze-lo logo, já que vocês gostam tanto do meu filho. 

— É claro que gosto. — Daniel sorriu, ele não percebia a tensão. — Mama Park me mostrou milhares de fotos dele, ele é tão fofo e se parece com todos vocês, espero que meu filhote também nasça com as covinhas dos Park. 

Chanyeol agradeceu pelo elogio a seu filho, mas disse que precisava ir logo. 

 

 

[...] 

 

 

Ele mentiu dizendo que seu voo iria sair aquela tarde, na verdade ele estava marcado para amanhã de manhã, mas não queria ficar com seu pai. Achou melhor ir à casa de Kyungsoo e Jongin. 

Chanyeol contou tudo a Kyungsoo, que comemorou por finalmente Chanyeol estar deixando de ser um rato para se tornar um alfa de palavra. 

Kyungsoo acomodou o sofá-cama da sala de estar para Chanyeol enquanto conversavam sobre Baekhyun e de como eram no passado. O Park até ajudou o ômega nas tarefas domesticas, mas estranhou que ele estivesse em casa a essa hora, quando normalmente estaria no seu restaurante. 

Quase na hora do jantar, o Do serviu uma sopa especial que ele mesmo havia criado, e ambos sentaram para assistir juntos. 

Chanyeol podia jurar que algo havia acontecido com Kyungsso, mas sabe que o ômega não gostava de compartilhar muito seus problemas, pensava que estava sempre incomodando caso conversasse com alguém, por isso preferia mais ajudar do que ser ajudado. 

— Falando nisso, onde está o Jongin? — Perguntou o Park quando se deu conta que o Kim não estava ali. 

Estranhamente, Kyungsoo levemente paralisou, mas logo se recompôs. Bebeu um longo gole do seu chá, depois voltando seu olhar para a televisão. 

— Na casa dele, eu suponho. 

Suspeito. Chanyeol pensou. 

— Mas a casa dele não é aqui? 

— Não é mais. Jongin não mora mais aqui. 

— Por quê? O que aconteceu? 

— Nós brigamos. 

— Dá pra falar direito em vez de ficar soltando as coisas aos poucos? 

Kyungsoo respirou fundo, parecia cansado e triste. 

— Nós terminamos, não vamos casar mais. Acabou. Game over. Sem noivado, sem nada. Então ele deve ter voltado pra casa dos pais ou ido chorar no colo daquela alfa. Entendeu agora? 

— Como? Vocês pareciam tão empolgados com o noivado, principalmente ele. Por que terminaram? 

Chanyeol estava sem entender nada, num dia Kyungsoo e Jongin estavam bem, no outro estavam se separando. 

— Porque eu quero abortar e ele quer continuar com gravidez. — O Do soltou tudo de uma vez, falando rapidamente. 

De primeira, Chanyeol não teve reação, mas no momento seguinte ficou chocado. 

— Você está grávido? 

— Estou, infelizmente. 

— Meu Deus... Por que quer tirar? 

— Eu estou no auge do meu negócio, meu restaurante está indo muito bem. Se eu continuar com esse bebê, terei que tirar licença, terei que parar, e eu não posso, eu não quero. 

Pela primeira vez em sua vida, Chanyeol estava medindo as palavras antes de falar. Não queria magoar o ômega, mas aquilo era egoísmo. 

— Não sei nem o que dizer sobre... 

— Eu sei o que está pensando, Chanyeol... “Kyungsoo é muito egoísta, querendo tirar uma vida porque não quer dar uma pausa no seu trabalho”. Não me importo com o que pensam, eu poderia tentar conciliar os dois, mas eu sei que não conseguiria, eu gosto de me dedicar cem por cento nas coisas que faço. 

Chanyeol pensou imediatamente em Baekhyun. Anos atrás, quando descobriu a gravidez, será que o Byun também pensou em abortar? Chanyeol achava que não, pois senão ele não teria tido tanto trabalho para esconder Tian. 

— Não vou dizer que concordo, mas eu te apoio na sua decisão. 

— Mesmo se não apoiasse, não ia fazer diferença: O corpo é meu, somente eu tenho direitos sobre ele. 

Chanyeol murmurou um “está certo”. Sua mãe costuma dar vários discursos sobre esse assunto em seu blog para ômegas. Apesar de ter sido legalizado a alguns meses, o aborto ainda era um tabu enorme no país. 

— Quando tempo? Quando descobriu? 

— Quase dois meses, descobri a um mês. Jongin foi embora a três semanas. 

— E você escondeu isso dos seus amigos? 

— Eu pensei em contar somente ao Luhan, mas tenho certeza que ele surtaria por estar grávido. Então irei chamar Minseok para ir a clínica de aborto comigo, apesar de não sermos tão íntimos, ele é muito mais sensato que todos nós. 

Kyungsoo estava certo, Minseok era a melhor pessoa para tudo. 

— Eu me ofereceria para ir com você, mas não sei quando voltarei da China... Porém, se me permite falar, converse com Jongin, ele te ama demais e não é idiota, ele vai entender e aceitar tudo. 

O ômega negou várias vezes com a cabeça. 

— Não irei procura-lo, mas se ele quiser conversar, estarei ouvindo. Ele me magoou demais me chamando de puta por não querer ter um filho agora. 

Um sentimento esquisito atravessou o peito de Chanyeol. Anos atrás, ele mesmo dizia que não queria ter filhos até sem saber ter um... Ele era um alfa e nunca foi julgado por não querer filhotes, mas Kyungsoo era ômega e seria visto com maus olhos o resto de sua vida por também não querer. 


Notas Finais


Nesse cap teve a brecha do extra XiuChen e do KaiSoo hehe

O que acharam do cap de hoje? Caso não tenham entendido, ele foi um flashback de antes do Chano ir encontrar o Baek.


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