História Uncover - Rilaya. (Hiatus) - Capítulo 3


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Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World)
Personagens Maya Hart, Riley Matthews
Tags Maya Hart, Rilaya, Riley Matthews, Romance
Visualizações 192
Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, voltei, sim já. Esse capítulo não ficou tão grande, mas eu to animada com ele, e a partir daqui as coisas começam a fluir, então vamo que vamo. Valeu por comentarem, amo vcs, tchau

Capítulo 3 - Capítulo 03.


Estava em um lugar totalmente claro, tudo ao meu redor era branco. Parecia sem fim. Vi uma silhueta masculina um pouco a frente e coloquei uma de minhas mãos a frente do rosto, tentando identificar quem era. 

O homem se aproximou e então pude ver o rosto do mesmo, arregalando os olhos. Analisei minimamente sua feição, vendo o sorriso em seus lábios, ele parecia feliz em me ver, mas não conseguia entender como aquilo estava acontecendo. 

— Maya? – Ele chamou, no momento em que sua voz invadiu meus ouvidos, meus olhos se encheram de lágrimas. 

— P-pai? – Chamei, fechei os olhos com força para melhorar minha visão que estava danificada por conta das lágrimas e senti as mesmas escorrerem por minhas bochechas. 

— Oi, filha. – Ele disse e pude sentir seus braços envolverem meu corpo. 

Senti o calor de seu corpo me envolver e me permiti apenas ficar ali naquele aconchego, sem falar nada. Meus olhos se encheram de lágrimas novamente, e logo senti o calor das mesmas caindo por meu rosto. 

— Eu tenho sentido tanto a sua falta. – Falei por meio as lágrimas, limpando meu rosto. 

— Eu sei, sunshine. Tenho observado você. – Ele falou enquanto limpava meu rosto. 

— Você tem? Como? – Perguntei observando seus traços. Agora finalmente percebendo o que estava acontecendo. 

— Tenho dado o melhor de mim para estar ao seu lado. E tenho visto que sua mãe também tem. – Ele falou enquanto mexia em meus cabelos. 

— Não tem. Pra ela eu sou um fardo. Desde que você se foi, ela me olha como se eu tivesse sido um erro. — Falei séria, olhando para um ponto fixo em sua jaqueta. 

— Ela sempre quis que você fosse como ela, e você é a cópia perfeita dela. Mas por dentro, você tem muito mais de mim. É difícil pra ela olhar para você e ver tanto de mim. – Ele falou balançando a mão na frente de meus olhos, tendo minha atenção. — Você tem que parar de se culpar tanto e passar a pensar em você. Seu temperamento ultimamente não tem sido nada bom. – Falou e notei um certo tom de decepção em sua voz. 

— Eu sei. Mas não posso permitir esses sentimentos, você sabe que nunca vai dar certo. – Falei me afastando dele. 

— Eu não sei. E nem você sabe. E se continuar se privando, nunca vai saber. – Falou e voltou a se aproximar, me apertando com força. 

Acordei de repente, sentindo meu corpo todo dolorido, abri os olhos lentamente e resmunguei ao sentir meus olhos queimarem ao entrarem em contato com a luz. Aos poucos minha visão se adaptou e pude ver o teto de casa, estava deitada no chão da sala, olhei para o lado e lá estava minha coberta e meu travesseiro, quase caindo no chão também. Em algum momento devo ter caido. 

Olhei para cima do sofá e vi uma pequena movimentação na coberta, puxei a mesma para cima e vi Trevor preso entre as cobertas. 

— Oi, garotão. – Falei quando o pequeno furão subiu em meu ombro. 

Segurei o pequeno animal em meus braços e acariciei levemente seu pelo. Lembranças do sonho passaram por minha mente, fechei os olhos com força e levei uma de minhas mãos em minha cabeça, sentindo a mesma latejar. 

Me levantei e ajeitei a sala antes que minha mãe chegasse, coloquei comida para o Trevor e deixei o mesmo em meu quarto. Fui até a cozinha e preparei um pequeno pote com cereal para mim, repensando no sonho enquanto comia em frente a TV. 

Será que aquilo foi real? Talvez tenha sido. Já vi vários relatos de pessoas que se comunicaram com entes mortos através dos sonhos. Mas também pode ter sido só uma representação do meu subconsciente. 

Terminei meu cereal e me levantei, joguei o pote na pia e peguei minha jaqueta, sai, batendo a porta atrás de mim. 

Se aquilo foi real ou não. Uma coisa é certa, eu preciso de uma resposta para o meu sentimento. 

O caminho até a floricultura foi rápido, comprei um buquê de rosas, eu sei, extremamente clichê, mas Riley gostava de rosas. Escrevi um pequeno cartão e coloquei entre as flores. 

"Se o amor é uma pétala, lhe enviarei flores." 

Sorri orgulhosa e caminhei pela cidade em direção ao prédio de Riley. Por que as pessoas passam a te encarar de forma tão espantada quando você está carregando um buquê de flores? Isso é algo tão anormal assim hoje em dia? 

Quando cheguei em seu prédio, subi rapidamente as escadas de emergência, logo chegando em sua janela, abri a mesma sem bater, nunca precisei, e não achei que seria agora que precisaria. Coloquei parte do meu corpo para dentro do quarto e me arrependi na mesma hora.

— Mas... Que merda. – Falei um tanto alto, assutando os dois na cama. 

Riley estava seminua na cama e Lucas sem sua camisa, com o zíper de sua calça aberta. Lucas foi empurrado para o chão por Riley e a garota se cobriu rapidamente. 

— Maya. – Ela chamou se levantando, ainda segurando a coberta em seu corpo. 

— Ah. Foda-se. – Falei jogando o buquê no chão e saindo dali, batendo a janela com força ao fecha-la. 

Desci as escadas rapidamente e então corri pelas ruas, não podia parar. Ninguém poderia me ver tão frágil. Ninguém poderia me ver chorar. Esbarrei em alguém na rua e apenas murmurei um "desculpe", quando estava voltando a caminhar, sentir algo segurar meu braço. Olhei em direção a pessoa e era Carla. 

— Você está bem? – Ela perguntou se aproximando de mim. Nesse momento não consegui mais segurar as lágrimas, o pensamento de que Riley iria mesmo se entregar a ele me dominou e me fez me odiar por pensar ter uma chance. — Ah, cara. Vamos sair daqui. – Ela segurou minha mão e me puxou para dentro da biblioteca, trancando a porta atrás de nós. — Pronto, está tudo bem. – Ela falou me puxando para perto de si e me abraçando. 



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