História Uncover - Capítulo 1


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Categorias Paulinho, Philippe Coutinho
Personagens Paulinho, Philippe Coutinho
Visualizações 252
Palavras 1.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello! Advinha quem prometeu e cumpriu? Aqui está a shortfic do Coutinho que eu estava louca pra postar. Vão ser dez capítulos e já estão todos prontinhos, dependendo se vocês gostarem desse eu vou postar dois por dia.

Espero que gostem, me digam o que acharam. Beijo!

Capítulo 1 - One.


Fanfic / Fanfiction Uncover - Capítulo 1 - One.

"Ninguém vê, ninguém sabe
Nós somos um segredo, não podemos ser expostos
É como isso é, é como isso será
Longe dos outros, perto um do outro." -
Uncover, Zara Larsson.


Três toques na porta.

Era o entregador de pizza e eu obviamente me sentia feliz pela caixinha que ele carregava nas mãos e alguns segundos depois ela já estava no meu sofá junto a tv ligada. Já era rotina todo sábado eu me desligar do mundo e apenas focar nos filmes românticos com uma caixa de pizza e um vinho bom, não tinha com quem compartilhar minha vida dentro daquele pequeno apartamento e aos 25 anos eu me sentia a pessoa mais solitária do mundo.

Quando ele não estava aqui, é claro.

Havia recebido mensagens dele informando que chegaria por volta de uma da manhã e que viria direto pra cá e mesmo com toda tristeza do mundo eu ainda seria capaz de recebê-lo com um sorriso aberto e um abraço apertado. Me sentia horrível por isso. Philippe era meu amante e eu não sentia orgulho nenhum em dizer isso mas era tudo o que eu podia ter dele e pelo fato de amá-lo eu me submetia à aquela situação que só eu e ele sabíamos que existia, amanhã faz um ano que eu o conheci e nesse tempo eu aprendi que o amor surge nos momentos mais inesperados e, as vezes, inapropriados.

 00:30✉: Mudança de planos, Aine passou mal e eu vou direto do aeroporto pra casa.

Ok, lá vamos nós.

Desliguei a tv depois do terceiro filme romântico/dramático e levantei do sofá para guardar o resto da pizza na geladeira, tomei um banho quente e me deitei na cama completamente sozinha e decepcionada pela quinta vez nas duas últimas semanas. Philippe não podia estar presente sempre porque ele tinha uma mulher e uma filha pequena em casa e elas precisavam dele, mas e eu? Não precisava? As vezes me sentia até egoísta por isso, Maria não tinha culpa do pai dela ter duas mulheres na sua vida...e só com uma delas ter um relacionamento de verdade. Adormeci com os pensamentos embaralhados e só consegui acordar pela manhã com o celular tocando insistentemente no criado-mudo e eu nem precisei olhar o visor para saber que era ele, tinha seu próprio toque no meu aparelho.

- Alô. - atendi, eu não me sentia melhor por ele ter ligado agora.

- Bom dia amor. - ele disse, sua voz me derretia.

- Bom dia. - respondi.

- Me perdoa por não ter ido te ver ontem, a Aine passou muito mal a madrugada inteira e eu vim direto pra cá. - ele explicou e eu fechei os olhos.

- Como ela está? - perguntei, odiava sentir preocupação com ela.

- Agora está bem, parece que foi algo que comeu no jantar. - ele disse.

- Isso é bom, agora eu preciso desligar e me arrumar para o trabalho. - eu disse.

- Eloá. - chamou e eu respondi alguns segundos depois.

- O que foi, Philippe? - perguntei.

- Hoje fazemos um ano. - ele lembrou e meu coração apertou.

- É hoje? Eu nem lembrava. - fingi desinteresse, mas estava feliz por ele ter lembrado.

- Amor, por favor, me perdoa. Não gosto de te ver chateada comigo e eu sei que tenho culpa mas eu juro que eu iria ficar aí com você. - ele disse e eu respirei fundo.

- Eu não estou chateada Philippe, está tudo bem. Eu tenho que ir. - nem me permiti esperar ele dizer algo e desliguei em seguida.

Levantei indo direto pro banheiro e como sempre eu estava chorando enquanto a água caía sob meu corpo porque esse era o efeito Philippe Coutinho em algumas das vezes. Estava frio em Barcelona e eu tratei de usar meu casaco para sair de casa e não congelar, desliguei todas as chamadas dele e segui para a editora onde meus amigos estavam para começar uma reunião.

- Bom dia Elle. - Lívia sorriu ao me ver e eu lhe dei um beijo na testa.

- Qual a pauta de hoje? - perguntei sentando ao lado de Angel.

- Futebol. - Laura respondeu.

- Porque? - tentei não parecer afetada.

- Hoje em dia as mulheres estão muito mais ligadas em futebol aqui na Espanha e vocês sabem que o Barcelona vem fazendo uma temporada incrível...alguns jogadores estão se destacando tanto quanto o Messi. - ela explicou e eu rezei para que ela não dissesse o nome dele.

- O Philippe Coutinho, por exemplo. - Angel citou.

Merda!

Continuei calada sem concordar e nem discordar tentando apenas passar despercebida naquele assunto porque apesar de não saberem de nada eu me sentia pior ainda por ser a outra, eles começaram a fazer os rascunhos e cogitaram até mesmo uma entrevista com o Philippe e eu rezei com todas as forças para que Lívia fosse a escolhida mas parece que Deus estava ocupado no momento e não pôde me ouvir.

- A Eloá é perfeita pra fazer essa entrevista. - Angel disse, maldito loirinho!

- Eu não. - respondi.

- Qual é Elle, você sabe como ninguém! - Laura incentivou.

- Você vai fazer essa matéria, vou entrar em contato e essa revista vai bombar esse mês...- Lívia disse confiante e eu sorri amarelo.

Eu estava mais ferrada ainda.

- Tá. - foi tudo o que eu consegui responder.

Laura e Lívia pegaram o telefone para começar os contatos com o empresário de Philippe e o mesmo se disponibilizou tão rapido que eu mal acreditei, marcou a entrevista para a próxima segunda-feira e eu não sabia nem como conseguiria fazer aquilo. Passamos o dia bolando as perguntas que eu faria mas meu pensamento estava distante e perdido, saí da revista por volta das sete da noite e subi o prédio cansada e sem ânimo pra nada mas assim que o elevador se abriu lá estava ele na minha porta com uma rosa na mão e um semblante arrependido. Eu detestava o tanto que ele e aqueles olhinhos pequenos conseguiam me prender tão facilmente, odiava a barba quase nula naquele rosto perfeito, odiava o cheiro do seu perfume e todas as coisas que me faziam amá-lo.

Droga, eu odiava aquilo! Não resistia.

- O que faz aqui? - perguntei, minha voz estava calma.

- Precisava te ver, hoje é nosso aniversário. - ele disse.

- Não comemoramos o que não temos. - respondi, com toda a raiva que guardei desde ontem a noite.



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