História Uncover - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Personagens Originais, Taeyong, Ten
Tags Age Gap, Lee Taeyong, Nct, Romance, Taeten, Ten, Uncover
Visualizações 26
Palavras 1.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi, tudo bom com vocês?

Essa é a primeira vez que escrevo algo com NCT em evidência, estou muito animada!!!!
Antes de tudo, queria agradecer a Lady Stark do PND que betou essa sinopse maravilhosa para mim em menos de 1 hora O.o
Ficou maravilhosa, né?
E essa capa magnífica - da fanfic - foi feita pelo Preqel do PND também, maravilhosa não?

Boa leitura!!!

Capítulo 1 - Late Afternoon


Fanfic / Fanfiction Uncover - Capítulo 1 - Late Afternoon

O quarto estava uma completa bagunça.

A cama tinhas seus lençóis embolados e eu me encontrava em cima deles procurando pela minha gravata que compunha o uniforme escolar. Não fazia ideia de onde ela poderia ter parado há alguns minutos quando fora, decididamente, tirada de mim. Eu terminava de bagunçar o quarto, jogando as cobertas no chão até a cama ficar completamente livre de tecidos e ver que minha gravata não se encontrava ali, então tive que começar a tirar as cobertas do chão aproveitando para arrumar a cama.

Senti uma corrente fria chicotear minhas coxas descobertas por conta da porta da varanda aberta; soltei um grunhido pegando rapidamente minha calça do chão para me vestir e proteger minhas pernas do clima frio do fim de tarde e início de noite. Escutei a risada de Taeyong vindo da varanda, mirei as costas nuas dele na mesma hora. Ele soltava fumaça pela boca enquanto esperava eu terminar de me arrumar, Taeyong nunca fumava do meu lado e eu agradecia-o mentalmente por isso, se fosse para apodrecer os pulmões, que fosse somente os dele.

Ele era um rapaz bonito, talvez o mais bonito que eu tenha encontrado em toda a minha vida e o primeiro que conseguiu fazer meu coração acelerar suas batidas; sua pele era mais clara do que a neve que viria a cair no inverno, porém, era coberta por linhas pretas deixando-o como uma tela pintada, uma linda obra de arte, seus cabelos eram de um castanho escuro quase preto que fazia contraste com seu tom e seu rosto de expressão calma, mas com um olhar quente quebrava toda a aparência angelical que poderia ter, ou já possuiu algum dia.

Finalmente achei a bendita gravata azul, estava debaixo da minha calça, agora como, eu não sei, pendurei-a na minha nuca para fechar o zíper da minha calça e abotoá-la. Tentei organizar meus fios pretos novamente em um topete, o mesmo com o qual havia deixado o colégio, mas desisti quando a franja caiu sobre minha testa pela quinta vez.

– Já está pronto, moleque? – Moleque, era a forma sútil como ele me chamava.

– Quase – falei enquanto começava a abotoar minha camisa.

Escutei a porta de correr deslizar no metal antes de um click soar pelo cômodo. Um beijo foi deixado no músculo entre meu pescoço e meu ombro ao compasso que as mãos dele repousavam em minha cintura. Suspiro me concentrando nos botões da minha camisa, mas seus lábios subiam com beijinhos pelo meu pescoço de forma que eu não conseguisse mais abotoar um simples botão.

– Eu, realmente, preciso ir, Taeyong – disse.

Ele suspirou afastando suas mãos de minha cintura e senti-o se afastar de mim.

Terminei de abotoar minha camisa e me virei para ver o que ele estava fazendo. Seu tronco, antes nu, estava coberto por uma camiseta preta com algum desenho peculiar em branco, e suas pernas estavam escondidas por uma calça jeans escura rasgada nos joelhos. Ou ele iria trabalhar, ou iria sair com seu amigo cujo o nome eu não sabia já que ele não me contava muito sobre si, só quando eu insistia.

– Vai sair? – Seus olhos fitaram os meus e um sorriso galanteador surgiu em seus lábios antes de se abaixar para pegar seus All Star's Converse preto clássico.

Não sei se foi pelo sorriso ou pela feição de idiota que eu havia ficado enquanto admirava seu sorriso, mas minhas bochechas queimaram fervorosamente de vergonha. Me preocupei em arrumar minha gravata na frente do espelho – ele havia o instalado depois de um pedido meu – que ocupava boa parte do espaço entre o chão e o teto.

– Vou levar você em casa, garoto – falou do chão.

O sorriso foi inevitável, mesmo que ele sempre me levasse em casa depois de nos encontrarmos, ouvir isso saindo de seus lábios deixava-me deveras apaixonado como se estivéssemos nos encontrando pela primeira vez e ele dissesse que me levaria em casa por causa do perigo que era andar à noite pelas ruas. Ele nunca disse isso, não com essas palavras. Pelo espelho, vi-o se levantar e pegar as chaves do carro de cima da cômoda antes de sair do quarto deixando eu terminar de ajeitar a minha gravata.

¸.*♡*.¸

Estaríamos mergulhados em silêncio se não fosse a rádio do carro ligada em uma estão sobre o clima, onde a voz da garota do tempo era tranquila de ouvir, a moça fora bem escolhida já que não era enjoativa; eu poderia dormir ouvindo ela falar da provável chuva que Seoul enfrentaria em alguns dias. Minhas costas deslizaram no encosto de couro sintético do carro conforme eu me ajeitava para tirar um cochilo até chegarmos na esquina de minha casa, não era muito longe, mas longe o suficiente para descansar.

– Como vai o treino para as finais? – Sua pergunta demorou a ser processada por mim, que de princípio, pensei que ele estava falando ao celular, mas fiquei feliz ao notar seu repentino interesse em mim, mesmo que um pouco.

– Estão puxados, mas nada que eu não consiga aguentar. – Ainda permanecia com meus olhos fechados e minha voz era sonolenta.

Imaginei ele sorrindo pela minha fala. Desde que o conheci, ele sorria perante minha persistência com o basquete, afinal foi isso que levou ele a falar comigo, depois de eu xingar meu treinador de todas as palavras ofensivas que eu conhecia e desconhecia, Taeyong chegou falando que o treinador não podia jogar o peso sobre as costas do capitão – eu – por conta da falha de um pivô, isso fez com que eu tagarelasse por minutos até ele me calar com um beijo que resultou em algo a mais, e a partir daí que nosso caos começou.

Eu não era o tipo de acompanhante perfeito já que nosso relacionamento não podia ser visível à todos, isso era culpa minha, mas eu não estava pronto para assumir-me gay para o mundo, principalmente aos meus pais, céus, eles não me aceitariam de forma alguma e eu não teria onde morar a não ser a ponte. Assumir isso para mim mesmo demorou meses e Taeyong esteve todo esse tempo comigo, aturando meus sentimentos conflituosos de querer ficar com ele ao mesmo tempo que não aceitava que isso pudesse acontecer, mas, graças à paciência que ele tinha, estávamos juntos.

– Se alimente direito, moleque – disse e senti o carro virar para a esquerda tirando-me da posição confortável que me encontrava. – Se você desmaiar no meio do jogo, vou dar razão à bronca que irá levar de seu treinador.

Abro meus olhos em conjunto com meus lábios, pronto para fazer meu discurso de traição, porém, Taeyong me impediu de seguir adiante com qualquer palavra que pudesse ser dita, deslizando os lábios sobre os meus e suas mão me segurando para longe da porta, para perto dele. Mas como estávamos no carro, nossos corpos se separaram rápido de mais para que ele continuasse a dirigir e me deixar em segurança na porta do condomínio, ou um pouco antes, para evitar que meus pais surtassem e o interrogassem por não conhecê-lo e por achar garotos tatuados uma péssima influência para seu precioso filho, que era eu.

Eles não estariam totalmente errados se falassem isso de Taeyong. Ele tinha má influência total, principalmente, sobre mim. Lutava nas horas vagas de seu emprego, eu não sabia com o que ele trabalhava, ele nunca me contou assim como eu nunca perguntei, mas sempre que ele ia se arrumar para o trabalho era como se fosse à um show de rock ou a algum evento emo. Taeyong me contava o que achava necessário eu saber ou o que eu insistia para ele me contar, como o sobrenome dele, eu só saberia se ficasse perguntando à ele como fiz durante um mês até ele me contar.

– Tem alguma luta marcada? – Me aconcheguei novamente no banco, mas, dessa vez, sem a intenção de dormir.

– Hum-hum – murmurou concentrado na direção.

Outrora quase colidiu sua preciosa Mercedes com um outro carro que cortava o sinal, esse era um dos motivos para sua atenção em dobro quando passava por aqui e para me levar e me buscar em casa sempre que podia. Como não adiantaria iniciar uma conversa no momento, já que receberia apenas respostas curtas ou murmúrios, deslizei minha mão para dentro do zíper aberto da mochila retirando meu celular de lá de dentro.

– Vai? – perguntou e eu franzi o cenho olhando em sua direção. – Na luta.

– Posso ir? – Sorri de imediato deixando meu celular de lado.

Taeyong quase nunca me deixava ver suas lutas, pois vinha com a desculpa de ser perigoso de mais por conta dos apostadores bêbados, mas eu não me importava de ter que distribuir alguns socos para vê-lo arrebentar um cara no ringue, seria muito satisfatório. Eu poderia dizer que amava vê-lo lutar, mas isso só servia para quando ele não deixava o oponente o acertar só para ter mais dígitos na conta bancária quando o derrubasse no chão. Ele também era uma masoquista por se divertir quando ganhava um soco. Talvez pudesse ser a adrenalina que o consumia nesses momentos.

– Não. – Quis jogar meu celular nele. – Tenho que ver se o Johnny pode tomar conta de você enquanto eu estiver no Círculo.

Círculo era o nome dado para o ringue já que a luta não profissional como no UFC, era apenas uma maneira de bons apostadores ganharem dinheiro e se divertirem à custa dos outros.

– Eu posso cuidar de mim mesmo, Taeyong. – Suspiro trazendo uma perna para meu tronco a abraçando. – Sei me defender muito bem… – Resmungo.

Não ouço-o falar mais nada e isso me deixa sem saber se ele acredita ou não acredita de que sou capaz de cuidar do meu próprio nariz, a julgar pela forma como seus dedos batucavam o couro sintético do volante ele não acreditava em mim e isso deixa-me chateado, mas já estava acostumado com isso, Taeyong me via como uma criança indefesa quando o assunto era esse. Tínhamos quase dez anos de diferença em nossas idades, entre nós isso nunca foi um obstáculo para nosso pseudonamoro até começarmos a discutir, debater ou brigar por alguma coisa mesmo sendo mínima.

Abri e fechei a boca para argumentar minha capacidade, mas em todas as tentativas eu sabia que falaria para o ar, pois Taeyong não era alguém reversível, acredito que mesmo sendo torturado como o Kaneki* foi, ele permaneceria com a mesma decisão até o fim.

– Me avise caso o Johnny possa ir – falei desviando o olhar para a janela.

Não sei se Taeyong olhou para mim, mas imaginei que ele estava com seu costumeiro sorriso apático nos lábios perante meu rendimento. Faria mais sentido se eu insistisse até ele se cansar de negar e deixar-me acompanhá-lo nessa luta como eu sempre fazia, mas eu estava cansado antes mesmo de tentar manipulá-lo, o me restou em aceitar os argumentos dele quieto enquanto meus ouvidos eram enchidos de possíveis previsões de clima.


Notas Finais


Kaneki*: Personagem principal do anime Tokyo Ghoul.

O que acharam??
Espero que tenha agradado vocês <3
Bjss e até o próximo capítulo!!


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