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História Uncover - Capítulo 14


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Notas do Autor


Sinto pela demora em postar este capítulo mas foi realmente difícil e muito complicado conseguir terminar, apesar dele não estar tão bom quanto eu gostaria que estivesse mas espero que me perdoem por isso e que gostem mesmo assim ❤️

Capítulo 14 - O desejo de ter você em meus braços


Fanfic / Fanfiction Uncover - Capítulo 14 - O desejo de ter você em meus braços

Em uma cama solitária dentro de um quarto desprovido de calor humano com o vento gelado que entrava pela janela entreaberta em cima da cama, eu sentia falta de outra pele, de outro corpo cobrindo o meu, de outro homem me tornando seu.

 Tudo parecia um turbilhão se remexendo dentro de mim. Meus pensamentos, minhas entranhas, tudo em mim parecia estar fora do lugar, como se faltasse algo, como se meu corpo desejasse algo mas eu não sabia o que era, então fiquei ali, somente eu, minhas lágrimas, minhas músicas e uma ligação repentina no meio daquela madrugada. 

Era ele, surpreendente era ele, porquê estava me ligando tão tarde da noite eu não sabia, mas me perguntava durante alguns segundos enquanto encarava o celular em minha mão. Atender ou deixar passar? Atender poderia mostrar que eu estava desesperado, que eu não passava de um menininho querendo atenção, mas deixar passar poderia ser um erro fatal, perderia a oportunidade de ouvir sua voz, de saber seu lado, de entender a história toda, afinal eu não ouvi seu lado e quis que Henry ouvisse o meu, ou seja, eu estava sendo injusto. 

Pensei durante tempo demais e perdi a chamada dele, perdi minha única chance de resolver ou pelo menos entender as coisas entre nós.

De novo, outra chamada, os céus estavam me dando outra oportunidade, talvez fosse a única e eu a agarrei com todas as minhas forças atendendo no primeiro segundo e ficando em silêncio esperando ouvir sua voz falar primeiro que a minha. 



Por telefone:


— Noah? — chamou.

— Ryan, é você? — estava fingindo uma voz sonolenta, como se acabara de acordar.

— É, sou eu. Perdão por ligar tão tarde, eu... Eu só queria saber se está tudo bem com você...— falou, quase gaguejando e suspirando pesadamente. 

— Estou bem... — respondi depois de alguns segundos em silêncio.

— Ha — suspirou. — Noah, você não faz ideia do quanto eu queria ouvir a sua voz... — sussurou.

— Eu também queria tanto ouvir a sua...— sussurei de volta.


A voz dele salvou naquela noite, salvou de mim mesmo e do mar de pensamentos atormentados pelas dúvidas e mentiras.



Nós conversamos por largo um tempo, perguntamos como foi o dia do outro, ele até me contou que fez uma viajem de negócios e que naquele momento estava em outra cidade, ainda na Georgia. Comentamos sobre coisas fúteis mas nada sobre o que havia acontecido entre nós. 

Nós falávamos sobre mim, sobre ele, e em algum momento Ryan soltou uma piada suja, não era nada demais e nem nada pesado, então ri junto dele, mas ele só estava começando. Uma piada aqui e outra ali, logo começou a fazer comentários sobre meu corpo e como queria me ver, eu fiquei envergonhado e dei uma risadinha sem graça mas comentei que também queria vê-lo e ignorei seus elogios achando que ele não tocaria mais no assunto, mas Ryan voltou aos tais comentários e perguntou de forma maliciosa:


— Noah, o que você está vestindo? Se está vestindo algo é claro... — 


Seu tom de voz indicava exatamente o que ele queria de mim naquela hora, talvez eu deveria ter desconversado e ele entenderia que não era mais necessário perguntas como aquelas, mas eu já não era mais nenhum santo e não me importava se ele apenas tivesse me ligado para ter um pouco de diversão, estava tudo bem desde que não me esquecesse, que lembrasse de mim mesmo que somente quando quisesse brincar comigo, estaria tudo bem, eu brincaria com ele, seria seu brinquedo, seu passatempo, contanto que eu estivesse no topo de sua lista e que mesmo indo atrás de outras pessoas, eu estaria bem se no final de tudo ele voltasse para os meus braços.


Confesso que estava um pouco acanhado nesse momento, que meu rosto estava queimando e que minhas mãos tremiam, mas que eu estava adorando ser instigado por ele, por isso, quis responder usando a tal inocência que ele tanto gostava. Responderia o necessário e deixaria que ele me guiasse enquanto eu fingia não entender onde ele queria chegar.


Hum... Só uma camiseta branca, mas por que? — perguntei, com a voz meio dengosa.

— Nada além dela? — sussurou a pergunta.

— Nada... — respondi baixinho.

— Será que eu posso ver, tipo uma foto? — 


Ele parecia estar sendo cauteloso em suas palavras, como se não quisesse me assustar e estivesse tentando aos poucos fazer com que eu me sentisse mais confortável com o propósito que ele tinha em mente.


— Uma foto? Da camiseta? — perguntei fingindo não entender sua real intenção.

— É, da camiseta, quero ver você nela... — falou em um tom sedutor, me fazendo ir no ritmo dele.

— Vou mandar então — 


Como um bom garoto obediente que eu era, mandei a foto, mostrando parte da minha coxa. Um tanto puro e provocante como, quero ver algo que ele não me permitiu, o deixando apenas imaginar o resto e pedindo sutilmente por mais. Ele estava me instigando, mas eu também estava fazendo o mesmo.


— Essa está boa? — perguntei no mesmo tom inocente.

— Acho que você poderia mostrar mais um pouco, não acha? — perguntou, maliciosamente.

— Mais um pouco? Tipo... Levantando a camisa? — sussurei a pergunta, eu sabia exatamente o que ele queria mas não iria facilitar tanto as coisas. 

— É, mas quem sabe poderia ser em vídeo em vez de uma foto... — 

— Um vídeo? Mas Ryan, eu estou sem cueca! — exclamei, ainda fingindo não perceber sua malícia para deixá-lo com mais vontade.

— Eu sei... — respondeu sagazmente. — Mas se não for um incomodo para você, o que acha de uma chamada de vídeo? É bem melhor se conversamos vendo um ao outro, não concorda? — 

— Acho que não é ruim... — falei hesitando. 

— Posso te ligar então? — 

— Uhum. Pode. — 


Uma expressão safada e maliciosa. Foi o que ele me apresentou quando atendi sua chamada, eu estava nervoso, um pouco tímido, mas não me opus e nem voltei atrás, apenas tentei seguir a correnteza de Ryan.


— Está com vergonha Noah? — perguntou ao ver meu rosto vermelho e minha expressão de constrangimento.

— Talvez — respondi com a mão no rosto. 

— Por que ter vergonha quando já esteve em minha cama? Isso não é nada comparado aquilo — falou com um sorriso maldoso.

— Não fala assim... — 


Eu estava realmente envergonhado já que aquilo era bem diferente de estar pessoalmente com ele porque me fazia sentir estranho mas não de uma forma ruim, era estimulante, me deixava mais excitado do que o normal e gostei de sentir aquilo, porém eu também fingia uma parecela de incômodo, como se estivesse negando para que ele invadisse mais meu espaço, para que saísse mais obscenidades de seus lábios, para que ele declarasse em voz alta que me desejava.

Eu estava apreensivo de confessar todos os meus desejos antes que ele e por isso queria estigá-lo a falar primeiro para poder falar logo depois. 

Mesmo fingindo ser imaculado ele pôde ver através de mim, sabia que eu queria tanto quanto ele estar proferindo as mesmas obscenidades que passavam em minha mente, mas eu estava preso a insegurança, porém ele me libertou das amarras da vergonha quando disse:


— Você é um menino tão tímido Noah e eu gosto bastante disso, mas você não pode negar que quando está em minha cama vira um garoto totalmente diferente, cheio de tesão pedindo para te foder com força. Então não finja ser um anjo quando você na verdade é um pequeno demônio que faz um homem perder a noção do que está fazendo... — 

— Ryan... —

— Está tudo bem se você não quiser continuar... — me interrompeu. — Mas quero que saiba que não há nada de errado nisso, não há nada para se envergonhar nem para se arrepender, então pode me dizer qualquer vontade sua Noah — 


Ele me encorajava a seguir sua corrente, me ensinava que estaria tudo bem seguir minhas vontades, mas eu sabia que essas vontades se limitavam somente ao que eu poderia fazer com ele e não envolviam outro homem, não havia a mínima possibilidade de envolver Henry naquilo.

Eu estava sendo levado mais afundo em seu encanto, o mesmo encanto que eu havia odiado ter caído e pelo qual me entragava sem pestanejar, perguntando a ele:


— Qualquer vontade...? — 

— Desde de que seja só comigo, qualquer vontade será aceita — riu de forma sarcástica.

— ... Só queria que você me tocasse — falei, desviando o olhar do celular e com meus dedos tapando meu rosto. 

— E onde quer que eu toque? — perguntou com um sorriso malicioso.

— Aqui — levantei minha camiseta para ele.


Eu finalmente estava fazendo o que ele tanto queria, me soltando e esquecendo a timidez. 


— Você nem faz ideia do quanto eu estou sentindo falta desse seu corpo Noah — seu olhar parecia a de uma fera faminta. — Se importaria de tocá-lo? — perguntou, ainda cauteloso. 

— Tocar? — perguntei confuso.


Eu nunca havia me tocado, nem sequer uma única vez, e o motivo claramente era o incomodo que sentia com meu próprio corpo. Todas as vezes em que havia tentado me tocar eu falhei miseravelmente, o nojo tomava conta de mim e não podia chegar até o final, estranho, certo? Bem, não era como se eu pudesse conversar com meu pai sobre o assunto e nem com um amigo então mantive o desconforto só para mim, até o momento em que Ryan pediu para que eu fizesse aquilo para ele. O que deveria fazer, tentar em frente a câmera do celular e fracassar pelo nojo, ou dizer que eu não conseguia fazer tal coisa? Eu claramente não sabia o que fazer nem o que dizer, então fui sincero com ele, admitindo:


— Ryan... Eu nunca consegui me masturbar, é meio complicado... — 


Expliquei a ele, contei sobre o nojo e sobre o desconforto que sentia ao tentar fazer aquilo. Não me senti mal em compartilhar aquele assunto com ele, também não senti vergonha, simplesmente dividi meu problema com ele, que por sua vez respondeu com um sorriso ameno:


— Está bem,  eu imagino como deve ser difícil pra você — 


Uma das coisas que eu mais gostava nele era sua compreensão, não havia assunto que ele não parasse e ouvisse atentamente até entender por completo, era um homem de mente aberta e um bom ouvinte. Porém, também era persistente, mas não de um jeito abusivo, não, seu jeito era mais sagaz, ele usava a tentação contra a pessoa, fazia ela desejar o que aparentemente não conseguia fazer e a levava a praticar tal ato, e era assim que ele queria fazer comigo quando perguntou:


— Hum... Mas será que eu poderia bater uma pra você? —

— Se não se sentir desconfortável é claro — acrescentou.

— ... Acho que não tem problema. — respondi meio receoso.





Sua respiração estava irregular, sua mão estava empapada pelo pré-gozo que escorria aos montes de seu enorme membro, eu observava atentamente os movimentos de sua mão e ouvia calmamente suas palavras dizendo como me comeria se eu estivesse junto dele. Estava me tentando. Ele sabia que eu não duraria muito tempo com apenas olhar e que logo eu esqueceria de tantos motivos para me não me tocar e faria como ele. 

E assim foi. Comecei acariciar lentamente meu pau me concentrando no dele, imaginando aquela bela e rosada fruta em minha boca, saboreando de seu néctar e depois recebendo sua semente no profundo da minha garganta, jorrando seu leite nos meus lábios.

Ryan percebeu que ainda era difícil me acostumar com aquilo, por isso ele me incentivou a começar com pequenos toques pelo meu corpo, acariciar diferentes partes sem pressa, como ele costumava fazer comigo. 

Comecei com pequenas carícias por cima da camisa, minhas mãos deslizavam pela minha barriga e eu imaginava as grandes mãos dele em vez das minhas pequenas mãos, seus fortes braços envolvendo meu corpo e logo tirando toda roupa que eu estivesse usando deixando me completamente nu em sua frente, envergonhado e talvez um pouco acanhado como sempre mas cheio de tesão eu subiria em seu colo me deixando levar pelo calor de seu corpo, beijando seus lábios e agarrando seu pescoço enquanto dizia o quanto estava sedendo por senti-lo dentro de mim, o quanto eu queria ser fodido por ele, então me entregaria por completo. Confessava a ele todos aqueles desejos, e quanto mais contava o que havia em minha mente mais eu percebia como eu estava mudando drasticamente.



O som de sua respiração ao telefone, os batimentos do meu coração, o silêncio do meu quarto e do ambiente onde ele estava fazia nossas vozes serem as únicas no mundo, levava nossa concentração somente no outro que estava apenas na tela do celular, e por ele nós confessando um ao outro cada uma de nossas vontades, sem toques, sem beijos molhados, apenas nossas palavras e nossa imagem através do celular.


Deslizei minhas mãos sobre meu peito nu e torcendo meus mamilos eu gemia baixinho ouvindo seus desejos ressoarem por todo meu corpo, o formigamento em meu pau e a vontade incontrolável de preencher o vazio que ele havia deixado dentro de mim falavam mais alto do que qualquer desconforto, e a saudade de seu corpo, a vontade de ser tomado e comido por ele me deixavam louco, meu interior queimava e eu voltei a acariciar meu pau buscando uma forma de acalmar aquele fogo em mim.


Eu comecei a massagear meu ânus usando um pouco de loção corporal como Ryan havia pedido, enquanto o celular ficava apoiado na janela e eu virado para ele, um pouco constrangedor mas estranhamente estimulante. Ser observado por ele quando não podia tocar nem um fio de cabelo meu, saber que ele me queria mas não podia me ter, aquilo me enlouquecia e me dava coragem suficiente para me insinuar para ele e dizer coisas como:  


— Aah... Quero você comendo meu cuzinho... Olha só como ele está faminto — falei, abrindo meu ânus para que ele visse como palpitava pedindo por ele.

— Você tem um cuzinho muito guloso Noah... — disse com um olhar perverso. — Isso só me faz querer te foder ainda mais —

— Então me foda Ryan, tampe minha boca e prenda minha respiração, e me foda como se não houvesse amanhã — declarei.

— Eu vou virar você do avesso e te fazer enlouquecer  — 


Seu semblante sempre sério e calmo estava tomado pela luxúria e desejo, e sua voz mansa estava como a de um leão rugindo dizendo todos os tipos de obscenidades. Ele usava seus xingamentos com palavras doces, dizia como abusaria de todos os direitos de me ter em seus braços fazendo um completo desastre de mim, comendo as partes mais profundas do meu corpo com minhas pernas apoiadas em seus ombros, dizia que durante a noite inteira ele realizaria todos os meus desejos e fantasias. E seguindo sua corrente, eu dizia que sentaria em seu pau e cavalgaria como se não houvesse amanhã, sentiria ele pulsar dentro de mim fazendo meus olhos se revirarem e gemendo gritaria para que ele me fodesse com força, diria para gozar em minha boca e eu gozaria na sua. Completando um ao outro, eu queria seu corpo e ele queria o meu, não havia mais nada em minha mente além daquilo.



Pela primeira vez eu estava sentindo como era dentro de mim, uma sensação que envolvia prazer e autoconhecimento. Meu reto estava sugando meus dedos e meus gemidos saíam sem controle, podia ouvir ele dizer que que eu era um menino malvado e que deveria ser punido por fazer coisas travessas, eu respondia que ele deveria me punir se quisesse, usar aquele seu membro para me punir, deveria ser mau e não ter piedade comigo. Ryan estava gostando das minhas palavras e eu sabia que ele gostava quando eu perdia qualquer restrição, sabia como ele adorava o fato de que eu já havia me perdido e que um rapaz de família inocente naquele momento era só um garoto querendo saciar seu desejo sexual nos braços de um homem mais velho. 


Erguendo minhas pernas para trás, ainda deitado na cama, podia sentir meu pau pulsar em minha mão e meu interior queimar,  dedicando cada uma das palavras sujas proferidas pela minha boca a ele, ao causador da minha perdição e por ele eu estava prestes a gozar. 

Suas palavras penetravam em minha mente, meus sentidos estavam aos poucos se perdendo e eu começava a sentir minhas pernas tremerem, acelerando os movimentos das minhas mãos, sentindo por todo o meu corpo o fogo que me consumia de dentro para fora, ainda escutando a voz de Ryan anunciando que estava chegando ao clímax. Foi quando senti arrepios percorrerem por toda minha pele e meu coração saltar do meu peito, gemendo mais alto seu nome, Ryan, Ryan, eu me contorcia dos pés a cabeça sendo levado ao ápice do prazer, sentindo por todas as partes o orgasmo invadir meu corpo, a tremedeira junto a queimação me faziam introduzir meus dedos com mais violência fazendo me estremecer por completo e todas as belas maravilhas que havia sentido com ele se multiplicavam e minha cabeça girava podendo sentir o líquido quente se derramar em minha barriga. 

Soltando gemidos mais agudos e sem tirar meus dedos eu gritei baixinho que estava morrendo de tesão e que ainda não estava satisfeito, então me coloquei de quatro para que ele me visse enfiando todos os meus dedos e empurrando devagar podendo sentir a palma da minha mão invadir a  minha entrada. Aquilo era tão bom, a sensação de minha própria mão entrando em mim fazia eu perder a cabeça, era uma experiência única sendo dividida com ele, me descobrindo atravéz dele,  perdendo todas as inibições que havia em mim. Talvez foi a partir daquela madrugada que eu comecei a me tornar outro garoto.






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