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História Undefined Game - Capítulo 24


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Notas do Autor


Olá meus amores, peço perdão por termos passado muito tempo sem atualização, estávamos em um bloqueio de criatividade profundo, depois de muito sacrifício estamos de volta. Espero que gostem. ❤

Boa leitura. ❤

Capítulo 24 - Ferida aberta


POV.Cindy Beadles

Após mais um dia cheio de exaustão e correria pude suspirar aliviada com mais um trabalho finalizado com sucesso. Sair da sala de cirurgia retirando minhas luvas e passando álcool em gel nas minhas mãos. Enquanto isso o meu pensamento se encaminhava ao Bieber, ele havia me convidado para um jantar. Eu ainda estava confusa se aceitaria ou não? De certo modo, ele nunca foi um homem estável, e agora agia com um comportamento estranho. Será que por trás de tanta gentileza havia um motivo? 

Sair dos meus devaneios quando Lucrécia invadiu a minha sala dizendo:

— Desculpe o incômodo doutora, mas tem uma mulher lá fora querendo entrar a todo custo. O nome dela não está agendado. — disse nervosa.

— Avise para essa senhora que o meu expediente está encerrado e que já estou de saída. — respondi, enquanto guardava os meus pertences na bolsa. Eu estava com pressa, pois tinha agendado um horário no salão de beleza.

— Sim, doutora Beadles! — Lucrécia se retirou educadamente da sala, peguei a maleta contendo meu jaleco e alguns utensílios de primeiros socorros que sempre levo comigo.

— Eu não saio daqui sem antes falar contigo. — virei-me de costas ao escutar a voz alterada da senhora que havia invadido a minha sala sem a minha permissão.

— Eu já disse que o meu expediente está encerrado e se a senhora quer tanto se consultar comigo procure agendar uma consulta com a minha secretária. Amanhã estarei aqui para atendê-la. — falei com tom de voz profissional, não querendo me estressar com certas pessoas inconvenientes.

— O que tenho a dizer é muito importante, Cindy. — ela ficou na minha frente; impedindo-me de sair por aquela porta. Seus olhos castanhos me fitando fixamente, ela tinha os cabelos tingidos de loiros que batia na altura dos ombros. Ela era uma senhora de aproximadamente 45 anos, bem conservada para sua idade. Estava trajada no vestido azul escuro, bem florido e de salto alto. Sua altura era mediana, também era magra e tinha a pele branca. No rosto continha uma expressão de aflição e medo. Parecia nervosa devido as suas mãos estarem trêmulas e a voz meio embargada de choro.

— Sente-se! O que a senhora tem a me dizer de tão importante? — coloquei minha bolsa de volta na mesa. 

— Você está tão linda, filha. — as suas mãos acariciaram as minhas bochechas e meus olhos se arregalaram. O que essa mulher disse?

— Do que a senhora chamou-me? — afastei as suas mãos do meu rosto, sentindo náuseas.

— Eu nunca deixei de te amar, minha filha... E tenho tanto a lhe dizer. — as lágrimas desciam pela sua face como uma cachoeira. Eu estava paralisada sem saber o que fazer? Uma estranha estava alegando ser a minha mãe.

— A senhora deve estar me confundindo com outra pessoa. — falei seca sem nenhum sentimento no tom da minha voz. Esse assunto me machucava por dentro e eu jamais perdoarei a minha mãe biológica por ter nos abandonado.

— Eu sou a sua mãe...Carlota Sanches Beadles. Acredite em mim.... — ela caminhou na minha direção tentando acariciar os meus braços, afastei-me do seu corpo dando alguns passos para trás e batendo as costas no armário. Isso só pode ser um pesadelo. — Você precisa me escutar, eu tenho muitas coisas para esclarecer, preciso que você me ouça.

— EU NÃO QUERO ESCUTAR NADA QUE VENHA DE VOCÊ. — peguei a minha bolsa em cima da mesa e sair da sala com certa pressa. Eu não queria escutar a voz daquela senhora me chamando de filha, o meu estômago revirava só de vê-la. — Lucrécia, desmarque o horário no salão de beleza, por favor.

Entrei no elevador não contendo as lágrimas, agradeci mentalmente por não ter ninguém dentro e deixei a emoção falar mais alto. Eu nunca pensei que essa mulher voltaria para as nossas vidas com o intuito de destruir o meu psicológico. O Christian não receberá muito bem essa notícia, ele sempre detestou a nossa mãe por ter trocado a nossa família por uma vida boêmia e fútil.

— Merda! — limpei as lágrimas que rolavam pelo meu rosto com meu lencinho e respirei fundo. As portas do elevador se abriram e eu saí cabisbaixa sem querer olhar para ninguém. Eu só precisava voltar para casa, tomar um banho e esquecer esse dia turbulento. Mais uma vez agradeci mentalmente pelo Uber já está me esperando lá embaixo, abri a porta do veículo e sentei no banco detrás.

Essa mulher nos abandonou quando éramos crianças e agora achava que tinha o direito de voltar assim do nada para nossas vidas. Ela não se importou com os nossos sentimentos, sendo infiel com o nosso pai e agora queria pagar de boa samaritana. Mas se depender de mim, eu nunca mais quero cruzar com essa senhora.  Pois ainda há muitas mágoas e feridas abertas.

      * * *

Sai do banho vestindo o meu roupão, peguei o meu calmante na cômoda e coloquei um pouco de água no copo. Bebi querendo apagar da memória o ocorrido de hoje e tentar ao menos descansar meu corpo. 

  * * *

Desperto com os olhos pesados e com a cabeça latejando. Fitei as horas no relógio da parede e percebi que estava muito atrasada para o jantar com o Justin. Escutei batidas na porta e fui atender, era um homem trajado de terno e gravata.

— Senhorita Cindy...você está pronta? O senhor Bieber pediu para levá-la até ele. — disse sério, fitando-me dos pés a cabeça e percebendo que eu ainda estava de roupão.

— Só um momento, estou quase pronta. — menti descaradamente, fechando a porta na sua cara.

Desfiz o nó do roupão e o larguei no meio do caminho, andando apressadamente para dentro do meu closet e procurando uma vestimenta adequada para o jantar. Eu não sabia ao certo se eu seria uma boa companhia essa noite para o Bieber, pois me encontrava abalada emocionalmente. 

Depois de alguns minutos procurando o que vestir, optei por um vestido rendado na cor preta justo ao meu corpo e trançado nas costas. Ele tinha um comprimento longo que ia até os joelhos, e nos pés optei por uma bota de cano curto na cor preta. Penteei os cabelos deixando-os soltos e com cachos definidos nas pontas, no rosto utilizei uma make básica. Para finalizar borrifei a fragrância do meu perfume favorito, peguei a minha bolsa e sair apressadamente do quarto. Assim que desci as escadas da sala, os meus olhos se encontraram com os olhos castanhos do Chaz, ele estava sentado no sofá da sala com o balde de pipoca nas mãos e a televisão ligada no filme preto e branco de época.

— Pra onde você está indo tão linda, Cindy?! — questionou, com um sorriso no rosto.

— Estou indo jantar com a minha amiga Laura. — menti, não querendo que o Christian descobrisse que estou saindo com o seu melhor amigo. 

— Bom jantar. — disse meigo, apenas agradeci sorrindo de lado e seguindo em direção à porta. Lá fora encontrei o segurança um pouco impaciente com a minha demora, caminhei apressada pelo caminho de pedra até chegar no carro, em que o segurança já estava encostado com a porta aberta.

Sentei no banco detrás, coloquei o cinto de segurança e fiquei em silêncio apenas observando a paisagem lá fora. A lua brilhava, as pessoas circulavam pela calçada e o trânsito estava rápido. O trajeto durou cerca de 15 minutos, o carro luxuoso parou em frente a um restaurante muito chique de Toronto. Retirei o cinto de segurança e quando a porta detrás foi aberta me deparei com os olhos castanhos cor de mel de Justin Bieber. Ele estava absurdamente lindo naquele terno preto, a mão segurando a porta e a outra estendida para que eu me apoiasse.

— Você está maravilhosa. — elogiou, enquanto depositava um beijo na costa da minha mão direita.

— Obrigado! —agradeci dando o meu melhor sorriso, eu não sabia ao certo qual seria o seu jogo? Mas eu arriscaria só para ver até onde ele me levaria.

Caminhamos de mãos dadas em direção a entrada do restaurante e seguimos até a recepcionista.

— Boa noite Sr. Bieber e Sra. Bieber. — a mulher de pele negra tinha um sorriso simpático e parecia conhecer muito bem o Bieber. Ele sempre frequentava esse tipo de ambiente, fiquei assustada por ela pensar que sou casada com o Justin, mas ignorei o fato e seguir adiante. — Acompanhe-me!

Seguimos em direção a mesa reservada, Justin foi cavalheiro afastando a cadeira para que eu pudesse sentar. O garçom trouxe o cardápio e até então não havíamos iniciado um diálogo.

— Eu vou querer uma cavaquinha grelhada com molho de escargot. — Bieber fez o seu pedido.

— E a senhorita? — o garçom fitou-me em expectativa.

— O mesmo que ele. — falei baixinho, pois não não conhecia nem metade do que estava escrito naquele menu. 

— E qual será a bebida? — o garçom nos fitou.

— Vinho branco. — Justin respondeu sério, apenas concordei balançando a cabeça e o garçom retirou-se da nossa frente.

— E aí como foi o seu dia? — Justin quebrou o silêncio, coçou a cabeça parecendo um pouco nervoso.

— Já tive dias melhores. — suspirei pesadamente, lembrando do ocorrido de hoje cedo.

— O que houve? — indagou interessado no assunto, coçando levemente o queixo e mantendo seus olhos fixos no meu rosto.

— Prefiro não tocar nesse assunto, eu não quero te encher com os meus problemas. — desviei o olhar querendo esquivar-me dos seus questionamentos. 

— Estou disposto a escutá-la. — insistiu, a curiosidade brilhava naqueles olhos castanhos. 

— Bem... Hoje surgiu uma mulher no meu local de trabalho alegando ser a minha mãe. — ri fraco, deixando a minha mão direita em cima da mesa e para minha surpresa o Justin colocou a sua mão sobre a minha e ficou acariciando-a com seu polegar.

— Essa senhora não te fez bem, né? — ele lamentou, o garçom trouxe a nossa refeição e encheu as nossas taças de vinho. — Por isso você acabou se atrasando para o nosso jantar.

— Eu não queria ter reencontrado aquela mulher, a sua energia me faz mal. — confessei, na verdade, nunca superei o fato de ter sido abandonada por ela.

— Você não está sozinha, Cindy! E se não quiser essa senhora por perto, eu mesmo darei um jeito nela e você não terá mais o desprazer de olhar na cara desse ser humano desprezível. — disse sério, acariciando meu pulso.

— Eu vou ficar bem. — sorri fraco, degustando a refeição em silêncio.

 Eu não queria preocupá-lo com os meus problemas familiares e sempre desabafei com o Adam. Ele era o meu melhor amigo e o meu conselheiro, mas com o Bieber as coisas são diferentes. 

É mais difícil compreender a sua mudança de comportamento, as suas atitudes gentis e as suas palavras atenciosas. Eu não conhecia esse outro lado do Bieber e temia não odiá-lo. Os seus olhos castanhos estavam fixos no meu rosto, observando-me detalhadamente.

— Cindy, obrigado por ter aceitado o meu convite. — sussurrou baixinho, como se não quisesse admitir que gostava da minha companhia.

— Eu estava faminta, por isso aceitei. — falei brincalhona e ele sorriu de canto.

— Mentirosa. Confessa que você adora a minha companhia. — disse convencido, dando uma piscadela.

— Nos últimos meses tenho aprendido a conviver contigo. — corrigi.

— Ainda temos algumas horas antes de voltar para casa. Eu posso te provar que quando quero sei fazer uma garota se sentir especial. — disse enigmático, terminei de bebericar o vinho já pensando na sua proposta.

— Posso saber onde você me levaria? — levantei uma de minhas sobrancelhas.

— Segredo. — Justin pagou a conta deixando algumas gorjetas na mesa para o garçom, em seguida, entrelaçou a sua mão com a minha. Saímos do restaurante em silêncio, o manobrista trouxe a Lamborghini e abriu a porta do passageiro.

— Obrigado! — agradeci educada, sentando no meu lugar e colocando o cinto de segurança. Justin deu a volta no carro, abriu a porta do motorista e sentou-se. 

    * * *

Eu não sabia ao certo pra onde ele estava me levando? Mas confesso que precisava ficar em um lugar menos aglomerado. Durante todo o trajeto permanecemos em silêncio, Justin estava focado na estrada. Mas num certo momento senti a sua mão em cima da minha coxa; apertando-me.

— Para onde você está me levando? — indaguei no sussurro baixo.

— Para um lugar muito especial, eu sei que você está passando por um momento complicado na sua vida e precisa relaxar um pouco. — disse num tom de voz baixo permanecendo com seus dedos acariciando a minha coxa e eu temia ceder ao desejo que o Justin às vezes me proporcionava. Resolvi ficar em silêncio depois da sua confissão, da última vez que transamos a gente tinha decidido não misturar as coisas devido a sua amizade com o meu irmão. Era demasiadamente complicado ter um caso com alguém que você convive diariamente, nós dividimos praticamente o mesmo teto e talvez, ficarmos juntos não seja uma boa ideia.

— Chegamos. — o seu carro adentrou na propriedade rural, ele deixou a Lamborghini estacionada de frente ao chalé. Retirei o cinto de segurança e sair do carro querendo respirar um pouco de ar puro, senti o frio abraçando os meus braços e a temperatura mais baixa. — Eu sempre venho aqui quando tenho algum problema e quero relaxar. — fiquei arrepiada com a sua voz sussurrada ao pé do meu ouvido e as suas mãos acariciando os meus braços, ele transmitia aquele calor familiar ao meu corpo.

— Um chalé de frente ao lago. — sorri de canto.

— Bom... eu não sou a melhor pessoa para te dar conselhos, mas posso ser um bom ouvinte. — ele me virou de frente e nossos olhos ficaram conectados. Justin acariciou minha bochecha com seu polegar e continuou dizendo. — Eu quero te ajudar, Cindy. Confia em mim.

Eu senti a necessidade de ser abraçada e parecia que o Justin estava lendo os meus pensamentos, porque instantaneamente senti seus braços fortes ao redor da minha cintura e então eu desabei em lágrimas. Eu não conseguia dizer nenhuma palavra, sentia que meu peito estava sufocado e eu não sabia como colocar essa dor para fora. Enquanto minhas lágrimas desciam pela minha face, ele acariciava o meu cabelo e beijava o topo da minha cabeça. Eu nunca havia compreendido ao certo o motivo da morte do meu pai, pois o delegado daquela cidade havia arquivado o caso. Mas eu sabia que se tratava de um assassinato, alguém queria calar o meu pai. Ele era a minha fortaleza e o meu alicerce. Esses bandidos roubaram a pessoa que eu mais amava na vida e agora o destino resolveu brincar com a minha cara trazendo de volta a mulher que mais detestava.

— Seja forte! — ele murmurou.

— Desculpa... — a minha voz saiu falha devido ao choro, meus olhos estavam fixos no seu terno amarrotado e molhado.

— É só um terno, o importante é você ficar bem. — Justin entrelaçou a sua mão com a minha e juntos caminhamos em direção à lagoa. O local era cercado de arvores, algumas flores e bancos. Também percebi a presença de alguns postes com luzes falhas, acho que precisava de novas lâmpadas para deixar o ambiente mais iluminado. Me perguntei interiormente se o Justin já trouxe a Valentina aqui neste lugar tão especial para ele.

— Esse lugar é encantador. — falei sincera fitando as águas cristalinas.

— Sim, esse lugar é muito significativo para mim. — Justin retirou o terno e colocou sobre a grama verde. — Sente-se!

— O que faz esse lugar ser tão especial? — sentei sobre o terno, esperando a resposta do Bieber. Ele respirou fundo e sentou-se ao meu lado pousando as mãos sobre os seus joelhos.

— Eu costumava vim aqui com os meus pais visitar os meus avós, a minha família se reunia de frente ao lago nas datas comemorativas e isso marcou muito a minha infância. — disse calmo, fitando o lago. Havia uma certa nostalgia no seu olhar, na maneira que relatava um pouco da sua história. — Aqui eu era um garoto normal e não tinha tanta pressão. Digamos que eu passava o dia inteiro brincando com os meus primos. Eu não precisava ser o garoto prodígio que o meu pai sonhava.

— Justin...— fiquei sem palavras, eu não sabia o que dizer? Ele nunca falava da sua família comigo e havia me surpreendido contando um pouquinho do seu passado. O seu rosto virou de lado ficando de frente ao meu, nós estávamos tão próximos que eu sentia a sua respiração se misturando com a minha. Aos poucos a distância foi diminuindo e os nossos lábios se tocaram causando um choque térmico. Seus olhos se fecharam e por alguns segundos pude analisar o seu rosto angelical, meus dedos acariciaram suas bochechas macias, sua boca ficou entreaberta como se esperasse a minha iniciativa. Comecei a roçar os meus lábios nos seus e ele deixou escapar um suspiro. As suas mãos apertaram a minha cintura assim que iniciei o beijo. As nossas línguas ficaram entrelaçadas travando uma batalha intensa como se necessitasse um do outro. Justin chupou a minha língua com muito desejo a ponto de me deixar sem fôlego. Uma de suas mãos adentrou no meu cabelo e seus dedos puxaram alguns fios com força.

Em meio ao conflito em que me encontrava interiormente, eu acabei descobrindo que tudo que eu mais precisava era está em seus braços. Em poucos segundos ele havia me feito esquecer todos os meus problemas e os meus conflitos internos. Ele era como uma droga que me viciava a cada tragada e o combustível que fazia o meu corpo ficar em chamas. Mordi seu lábio inferior e fitei seus olhos castanhos nublado de desejo com as pupilas dilatadas.

— Podemos parar, você não precisa fazer isso. Eu não te trouxe aqui com essa intenção. — disse com voz rouca impedindo que minhas mãos abrissem os botões da sua camisa social. 

— Mas eu preciso de você, me possua. — sentei no seu colo deixando nítido tudo aquilo que eu almejava desde o início daquele maldito beijo.

— Cindy, não....— ele tentou me pedir novamente, mas eu estava disposta a ir até o fim. Agarrei o seu cabelo e o beijei sofregamente, chupando cada pedacinho da sua língua e remexendo meu quadril no seu colo. Logo sentir as suas mãos apalpando as minhas nádegas, afastei os meus lábios com certa relutância da sua boca para retirar sua camisa. Com certa pressa fui desabotoando cada botão, enquanto ele beijava meu pescoço causando um certo arrepio na minha pele. O tecido da sua camisa foi deslizando pelos seus ombros largos até deixá-lo despido. As suas mãos grandes seguraram na barra do meu vestido e ele retirou a peça; deixando-m apenas de lingerie. Seus dedos longos abriram o fecho do meu sutiã atrás das costas e ele retirou delicadamente a peça. Senti o toque aveludado da sua língua em contato com o meu seio esquerdo e em seguida uma chupada forte que me fez soltar um gemido. Ao abrir novamente os meus olhos me deparo com uma luz branca vindo detrás de uma das árvores próxima ao lago.

— JUSTIN TEM ALGUÉM AQUI. — gritei assustada interrompendo o seu ato e apontando em direção a árvore em que tinha visto o clarão.

— Vista-se! Ninguém pode te ver assim. — disse enciumado entregando as minhas roupas e vestindo as suas. — Nós precisamos sair daqui.

Justin parecia muito apreensivo, vestiu apressadamente sua camisa sem parar de fitar os arredores. Enão era a primeira vez que alguém nos interrompia e isso estava me deixando frustrada.

Depois de me vestir com certa pressa, ele segurou a minha mão e me guiou de volta ao chalé onde se encontrava o seu carro.

— Droga! — Justin praguejou irritado ao perceber que o pneu da frente estava furado. Ele retirou a chave do bolso e abriu o porta-malas, depois pegou o pneu e o macaco para que pudesse trocar o pneu furado. 

— Você precisa de ajuda? — questionei, vendo-o retirar a camisa.

— Segure a lanterna, eu vou trocar o pneu e depois iremos meter o pé daqui. — disse sério me entregando a lanterna para que eu iluminar-se o local e assim ele pudesse trocar o pneu.

                          * * *

Justin ficou em silêncio durante o trajeto de volta para casa, ele estava muito pensativo, nós não trocamos nenhuma palavra a respeito do ocorrido na lagoa. O fato era que algo me dizia que alguém estava nos espionando, mas eu não sabia por qual motivo? A velocidade que o carro estava indo era bem rápido, ele apertou o volante do carro com força e manteve os olhos vidrados na estrada. A falta de diálogo me deixava estressada, eu queria compreender o que se passava na sua cabeça? Mas novamente voltei na estaca zero. Ele insistia em ficar em silêncio. Percebendo que o Bieber não tocaria nesse assunto, fechei os olhos e permaneci quieta com os meus pensamentos conturbados.

  Algumas semanas atrás alguém tentou nos matar na volta da minha cidade natal e agora essa pessoa estava observando os nossos passos como se tivesse nos vigiando e esperando o momento oportuno de atacar.

Sai dos meus devaneios ao escutar a sua voz:

— Chegamos, Cindy!

Abri os meus olhos e percebi que já estávamos dentro da garagem da sua mansão. Um dos seus seguranças abriu a porta do passageiro e eu sair da Lamborghini.

Coloquei a minha bolsa a tiracolo no braço e andei em direção ao jardim, os meus pés estavam doloridos devido ao salto alto. Eu só pensava em deitar na minha cama e descansar.

— Cindy, desculpe pelo ocorrido. — Justin quebrou o silêncio e caminhou mais rápido para me alcançar.

— Tudo bem, não foi a sua culpa. — falei sincera, eu não estava afim de ter uma discussão com o Bieber e nem culpá-lo.

Seguimos juntos em direção a porta principal, Justin segurou na maçaneta e adentrou na sala. Ele carregava o seu terno na mão esquerda, jogou a chave do carro em cima da mesinha de centro e eu retirei o salto dos meus pés. Olhei para cima e vi o meu irmão alvoroçado descendo as escadas, Christian estava com o maxilar travado e com o cenho franzido. Os seus olhos castanhos estavam fixos no Justin que estava distraído deixando o terno em cima do braço do sofá.

— DESGRAÇADO! MALDITO! — Bieber virou-se de frente assustado com o tom de voz frio do meu irmão e foi surpreendido com um soco direto na sua garganta. Justin caiu no chão com os olhos arregalados, soltou um grunhido alto com uma feição de dor no rosto. — VOCÊ TÁ FODIDO! 


Notas Finais


Opaaa, o que acharam???

Não esqueçam de deixar seu comentário, nos motiva muito. ❤

Beijos da Lari e da Ray. ❤

Até breve.


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