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História Under a secret - Capítulo 13


Escrita por: mar_raraanomalia

Notas do Autor


Olá, malta!
É isso mesmo, não morri 😂
Peço desde já desculpa pela demora imensa, as obrigações académicas falaram mais alto! Espero que daqui para a frente sintam que a demora valeu a pena...
Bia, Ca e Jo: surpresaaa! Amo-vos daqui até 10 galáxias, raiosinhos de sol 💛
Boa leitura!

Capítulo 13 - Capítulo XIII


Aurea levantou-se, aproximando-se de Marisa em passo lento.

- Marisa Liz… sempre tão frontal mas basta passar uma noite comigo para querer fugir sem que ninguém dê por ela - podia sentir-se uma ironia amarga no seu tom de voz. - Realmente, há coisas que não mudam nem com o tempo, não é?

Marisa, na ponta oposta da cozinha, desviou o olhar. 

- Não estou a perceber onde queres chegar - disse, por fim.

- Também não interessa, não é conversa para termos neste momento. Há eventos mais recentes e bem mais interessantes em que podemos pensar - sorriu. 

As recordações da noite passada tornaram a invadir Marisa de rompante. Engoliu em seco, apoiando as mãos na bancada.

- Não estou a fugir - disse, voltando-lhe costas.

Aurea não pretendia conversar sobre o ocorrido na noite passada. Na verdade, não pretendia trocar uma palavra relativamente a nada que as envolvesse, sabia que isso as levaria a uma longa conversa sobre o passado para a qual talvez nenhuma das duas estivesse preparada. Mas não podia deixar Marisa ir embora sem ter a certeza de que voltaria a ser sua. 

- Agora repete-o a olhar-me nos olhos.

- Não estou a fugir - reafirmou, pausadamente, ao ficar de frente para a loira.

- Estás a evitar-me, o que vai dar no mesmo - Marisa ia replicar mas foi impedida por Aurea. Sentiu reunir em si a coragem do mundo. - Não tenho qualquer interesse em conversar, Marisa. Sei que é isso que te preocupa mas não quero. Que se dane. Quero-te a ti.

Independentemente do que sabia sentir, Aurea conhecia o caminho para o qual se estava a dirigir. O que existia entre elas era físico e nada mais mas, pela primeira vez em muito tempo, estava disposta a permitir-se viver. Já não a preocupava o Elas, a sua amizade ou o que aconteceria com a mesma dali para a frente, não agora. Não tinha nada a perder. No momento, era ali que estavam e isso era tudo a que dava importância.

- Isto não tem de ser complicado, - retomou - sem compromissos. Temos o Elas que nos une até ao final do ano e não vais poder escapar-te de mim, do que queres comigo. E sabes que queres. Quando a promoção do disco acabar, logo conversamos, se assim o quiseres. 

Marisa encarava Aurea com a surpresa de quem não esperava o que acabara de ouvir. A frontalidade da mulher à sua frente e a ideia de não ter de pensar no que tudo aquilo significava, conquistara-lhe o sorriso. Afinal, não tinha mesmo de ser complicado, podia ser simples e só os céus saberiam como Marisa precisava de simplicidade na sua vida. 

Aurea aproximou-se, reduzindo a distância que as separava a escassos milímetros.

- Fazemos o que quiseres e se não disseres, também não digo - sussurrou. - É o nosso segredo.

- E tens a certeza que aguentas? - Marisa exibia um sorriso de canto. - Sou um segredo difícil de manter. 

Aurea, que encarava os lábios de Marisa, cessou a distância entre elas com um beijo, imediatamente correspondido, pressionando os corpos um contra o outro. O desejo vivido na noite anterior mostrava-se agora mais intenso, desmedido, descontrolado. As suas línguas batalhavam pelo domínio, sem consenso alcançado. 

- Responde à tua pergunta? - questionou, ofegante, entre sorrisos. 

- Menos conversa, mais ação - ordenou a ruiva, segurando-lhe o maxilar. 

Marisa iniciou uma trilha de beijos pelo seu pescoço. Aurea soltou um gemido rouco e apertou-lhe as nádegas num gesto automático. Puxou-a contra si, elevando-a ao nível da bancada onde a sentou. 

Num sorriso de desafio, deu dois passos atrás, desabotoando a camisa. Os olhos de Marisa seguiram atentamente o seu cair. Mordeu o lábio inferior ao encarar o corpo nu da mulher à sua frente, envolvendo as suas pernas no mesmo e puxando-o para junto do seu. Tornaram a beijar-se com pressa. 

Exploraram cada centímetro uma da outra, consumidas pela insaciabilidade do querer. Ao sentir-se tocadas pelo cansaço múltiplo do êxtase, deixaram-se permanecer estendidas no chão, lado a lado.

O relógio marcava as duas da tarde quando Marisa se levantou, iniciando a busca pelas suas roupas espalhadas pela cozinha. 

- Para quê a pressa? Estamos tão bem aqui… - sorriu, tentando agarrar a perna de Marisa, impossibilitando-a de se mexer.

- De facto, estamos mesmo mas… - gargalhou, soltando-se de Aurea - tenho 1 hora para estar no estúdio.

- Marisa - riu - não temos de estar lá até às quatro. A entrada da nossa entrevista está marcada para as cinco e meia. Nunca pensei dizer-te isto, chegas atrasada a todo o lado, mas… relaxa. 

- Fiquei de me encontrar com o Tiago e os miúdos antes do programa - disse, enquanto se concentrava em apertar o botão das calças.

- Com o Tiago? - perguntou, ao levantar-se. De repente, sentiu a necessidade lancinante de cobrir o corpo, até então nu. Vestiu a camisa que se encontrava na cadeira ao seu lado.

- E com os miúdos - sublinhou. - Hoje saem mais cedo da escola e vamos comer um gelado todos juntos a uma geladaria que a Beatriz adora, lá perto. Ajuda-me aqui, por favor - pediu, apontando para o fecho do sutiã.

Aurea aproximou-se das costas de Marisa, depositando-lhe leves beijos na zona dos ombros.

- Não é propriamente o que mais gosto de fazer… menos ainda a minha maior vontade - afirmou, envolvendo os braços em volta da sua fina cintura. - Pelo contrário, eu…

- Aurea… - interrompeu - nem sonhes em começar - sorriu, desenvencilhando-se dos braços da loira. 

Recebeu um suspiro aborrecido como resposta.  

- Não sabia que saíam tantas vezes assim - disse, entre dentes, apertando o fecho do sutiã de Marisa a contragosto.

- E não saímos. É complicado, é difícil… estamos a habituar-nos, a dar o nosso melhor.

- Não me parece que a habituação esteja a ser tão difícil assim… ainda há uns dias jantaram juntos.

- É bom para as crianças fazermos programas em família de vez em quando - disse, ao vestir a t-shirt

- É bom para as crianças ou para o Tiago? 

Aurea não conseguiu controlar a irritação no tom de voz, recriminando-se mentalmente por isso. Era óbvio que os encontros com Tiago, o panorama de família feliz (onde ela não estava incluída), a incomodavam mas não queria que Marisa se apercebesse. Desviou os olhos da ruiva parada à sua frente, focando a sua atenção na desarrumação da cozinha. 

- Ciúmes, novamente, Aurea Isabel? - Marisa sorria, triunfante. Não podia negar que lhe dera um prazer especial sentir a irritação da mulher. - Não te sabia tão ciumenta.

- As coisas são recentes, vais dizer-me que lhe és indiferente?

- Se queres que te diga, não sei, nem quero. Para mim, é o pai dos meus filhos, um dos meus melhores amigos. É uma grande mudança, sim, mas estamos bem assim. Não é isso que importa? - procurou o olhar da loira. - Afinal, foi na tua cama que passei a noite.

- Estou a ver… isso é, de facto, muito bonito mas a verdade é que vais a correr ter com ele. 

O silêncio que se seguiu após o seu comentário fez com que Aurea se virasse de frente para Marisa, que a encarava.  

- É a minha família, Aurea, os meus filhos, vão ser sempre. Para a próxima, talvez pudesses pensar em vir connosco... não seria a primeira vez. Agora dá-me licença, para eles não me posso atrasar - disse, agarrando a mala que se encontrava atrás de Aurea.

- Marisa… 

Aurea pensou em impedir que Marisa saísse mas achou melhor deixá-la ir. Cobriu o rosto com as mãos, soltando um pequeno grito, em sinal de frustração. Se queria que isto resultasse não se podia deixar levar por ciúmes parvos, muito menos deixar que Marisa o percebesse. Mais logo teria de lhe pedir desculpa, não queria que dessem a primeira entrevista enquanto Elas chateadas uma com a outra. 

Terminou de arrumar a cozinha e subiu para tomar um banho e preparar-se para ir para estúdio. 

Marisa não demorara a chegar, estava tão irritada com a atitude de Aurea que só retirara o pé do acelerador ao avistar a geladaria. Tiago já havia escolhido uma mesa com as crianças. A imagem dos seus filhos a conversar animados aqueceu-lhe o coração. Era desmedidamente inacreditável o tamanho do amor sem fronteiras que sentia por aqueles dois. 

- Mamã! - gritou Tiaguinho, ao avistá-la.

- Ah, bolas, a mãe queria assustar-vos! - exclamou, abraçando e beijando as duas crianças.

- Ainda bem que chegaste! O pai já nos disse o que queria e estávamos à tua espera para ir escolher os nossos sabores e pedir! Vamos, vamos! - Beatriz pegou na mão irmão, dirigindo-os ao balcão.  

Marisa soltou uma gargalhada ao observar o entusiasmo dos filhos.

- Desculpa, não consegui mesmo vir mais cedo… - disse, pousando a mala. 

- Sem problema, 18 anos de atrasos dão-nos algum calo… uma pessoa habitua-se - riu. - Agora vai lá ter com eles que estão mais que impacientes.  

Minutos depois, retornaram os três à mesa com grandes gelados nas mãos. 

O tempo em família voava e para Marisa nunca parecia durar o suficiente. Rapidamente o relógio a informou que estava na hora de se dirigir a estúdio. Tiago e as crianças acompanharam-na até à porta. 

- Vamos fazer os trabalhos de casa, depois estava a pensar levá-los ao skate park um bocadinho e à hora do jantar passo em tua casa para os deixar, pode ser? 

- Tudo bem, a essa hora já devo estar despachada mesmo - confirmou.

- É verdade, como é que correu ontem? Estava deitar os miúdos, não cheguei a ver a gala. 

- Ah… correu bem, obrigada - disse, esboçando um meio sorriso, ao recordar Aurea. - Ninguém se enganou na letra! - riu. 

- Ótimo! Vá, não te atraso mais, boa sorte e divirtam-se! Um abraço à Aurea.

Marisa beijou as crianças e deu as mãos a Tiago, apertando-as, numa despedida carinhosa. Dirigiu-se ao cenário do programa, onde a produção a encaminhou para a maquilhagem. Perguntou-se onde estariam os pensamentos de Aurea no momento. Talvez não devesse ter vindo embora tão de repente mas a sua impulsividade não a deixava pensar com clareza quando algo atacava o seu coração. Sentira a sua falta durante a tarde e precisava que o soubesse.  

Não muito tempo depois, chegou Aurea. Avistou o carro de Tiago, que se preparava para arrancar com as crianças. Acenou-lhes sorridente. A verdade é que tinha saudades de estar com eles e nem se recordava da última vez em que isso tinha acontecido. Ótimo - pensou - não só perdera a oportunidade de estar com os miúdos, como podia ter evitado uma nova discussão com Marisa. Olhou o relógio, estava em cima da hora. Mas recusava-se a cantar sem terem conversado primeiro, não a música delas. 

Apressou-se a entrar no edifício e dirigir-se à produção, que também a encaminhou para a sala de maquilhagem. Após estar pronta, perguntou por Marisa. Não a vira em lado nenhum. Dirigiram-na para o camarim onde Marisa se vestiria. Bateu à porta. 

- Marisa… podemos conversar? 

 


Notas Finais


Continua...

Qualquer comentário ou crítica construtiva será bem-vindo!
Espero que tenham gostado e até ao próximo! 😚


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