História Under the Sun of War - Capítulo 1


Escrita por: e hannahyux

Postado
Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Visualizações 30
Palavras 4.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey guys, queria deixar algumas coisas aqui nas notas antes de você entrarem a fundo na minha história.

Primeiramente, eu quis retratar uma personagem negra desta vez por conta de não ver tantas pessoas de cor nas fics e isso me deixou com mais vontade de escrever algo. A visão sempre será a da nossa prota, porém posso mudar ao decorrer dos capítulos, mas irei avisar, é claro. E sim, Shuri (a verdadeira irmã de T'Challa) não existe aqui, somente Nia.

Segundo, é a minha primeira fic, então quero que sejam pacientes comigo e relevem meus erros, por favor.

Terceiro e não menos importante, todos aqui sabem que os personagens (tirando Nia e amigos/as da mesma) são de autoria da Marvel, do nosso querido Stan Lee. (Meu eterno herói)

Eu espero que curtem de verdade, já tem um tempo que ando escrevendo ela e nunca tive coragem de postar e tudo mais, então se você está na mesma situação em que estive, poste e seja feliz monamour.

Não vou me basear em comentários e visualizações, porem eu gostaria de saber o que estão achando, se tá ruim, se tá bom.. aceito todos os tipos de crítica.

Já falei de mais né? Borá lá pra história então e até logo!

(TE AMO HANNAH POR FAZER PARTE DISSO, VOCÊ JÁ SABE NÉ) ~Hannahyux meu amô


Capítulo 1 - Wakanda Pra sempre.


Durante a metade da minha infância escutei coisas sobre o pôr do sol em Wakanda, diziam que era uma das coisas mais bonitas e especiais no mundo inteiro e aquilo me deixava fascinada sem ao mesmo ter visto. Quando fiz seis anos, papa e T'Challa acharam que realmente era a hora de me apresentar o tão esperado pôr do sol. Passei noites em claro só imaginando como seria o sol se pondo nas colinas distantes. No dia subimos em uma das partes mais altas de Wakanda, era realmente alto, mas não tive medo nenhum. Nós nos sentamos e ficamos um bom tempo sem dizer uma única palavra. Aos poucos começamos a ver o sol se indo, a luz que refletia em nossos rostos era tão quente, quente de um modo acolhedor e aquilo era mágico. Não percebi que T'Challa e eu estávamos de mãos dadas até que a sua pele morna começou a alisar a minha mão delicadamente, então encostei minha cabeça em seu ombro e ele encostou sua cabeça na minha. Olhei para o papa de relança e lá estava ele, sorrindo, um sorriso verdadeiro e tão acolhedor quanto a luz em nossos rostos. Seus olhos tinham um brilho tão especial, um brilho que eu nunca havia visto antes e aquilo me deixou ainda mais feliz. Também olhei para T'Challa, ele parecia perdido em sensações mas seus olhos castanhos quase negros também brilhavam, um brilho que somente ele e papa tinham. 

Naquele momento eu soube que Wakanda era o meu lugar, era o meu lar, um lugar onde violência e coisas ruins não aconteceriam, um lugar de pessoas boas e de gente do bem. Meu irmão mais velho era o meu porto seguro, com ele tudo era diferente e eu soube naquele momento que eu sempre teria ele do meu lado, custasse o que fosse. Meu pai, o grande e poderoso Rei de Wakanda, com ele eu sempre me sentia segura e confortável. O herói dos heróis, o Rei que fazia o que podia e o que não podia para defender seu lar, para defender seus filhos e sua esposa. O mais poderoso e o melhor herói da minha vida, o grande e o majestoso Pantera Negra. 

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Com o tempo aprendi que a maioria das garotas só pensam em uma coisa: Homens. E pra ser mais específica, o meu homem, meu irmão, meu, somente meu irmão, T'Challa. Caminhávamos "tranquilamente" e diferente dele que fingia não perceber os olhares de todas vindo em nossa direção, eu as fitava como uma presa observa seu alvo. Sim, eu tenho um ciúmes excessivo por ele, eu odeio em ter que admitir, mas acho que sempre foi por medo de perder a atenção que ele me dá, já que agora é um Rei. 

T'Challa se tornou rei a pouco tempo, depois da luta contra os Jabari que resolveram disputar o trono em uma luta de corpo a corpo. Era óbvio que T'Challa venceria sem nenhum problema e realmente venceu, dando um pé na bunda daqueles otários do outro lado. Assim, T'Challa agora é o grande e poderoso Rei de Wakanda, eu podia sentir suas vibrações positivas e felizes saindo de seu corpo, ele não é do tipo de demonstrar, mas eu o conheço tempo suficiente pra saber tudo sobre ele e seu comportamento. 

— Parece que agora você é o centro das atenções, dessas mulheres de pouca vergonha na cara. — Aperto sua mão e digo talvez um pouco alto para o grupinho de três garotas nos fitando como se nós, ou melhor, como se ele fosse um pedaço de carne humana. Aqui não, meu bem.

— Você sabe que eu não estou interessado nessas coisas, não sabe? — Ele para na minha frente me olhando com um sorriso torto em seus lábios, faço uma careta e reviro os olhos. — E lembre-se, sempre tenha educação. 

Educação. Bom, não sou boa nesse negócio todo de "agir como uma princesa" como minha mama diz. Usar roupas bonitas, penteados diferentes a cada dia da semana e ainda por cima ser educada e não falar palavrões, quem em sã consciência não solta um palavrão as vezes? Eu não era assim, nunca fui a princesa que todos desejavam que eu fosse, porém T'Challa nunca dizia sério quando me repreendia, ele tentava fazer o papel de irmão mais velho rei de Wakanda e eu apenas ria. Com ele eu podia ser do jeito que eu era, eu usava roupas simples, meu cabelo continuava o mesmo de sempre e a educação eu deixava para usar com a Mama, já que era importante para ela. 

Caminhamos um pouco até a tarde começar a surgir, o sol já estava se pondo e isso queria dizer que a hora de ir pra casa. T'Challa me deixou em casa e saiu sem me dizer o que iria fazer, apenas disse: "Tenho assuntos para resolver" tentei concordar, já que depois ele iria me contar de qualquer jeito mesmo. Comecei a procurar alguma coisa pra fazer, tudo parece tedioso e chato, já li trilhões de livros e não tem mais nada do que eu não conheça sobre tecnologia. Afinal, com o tempo aperfeiçoei esse dom, o dom de concertar e construir coisas, isso fazia meu tempo passar rápido e não ser tão entediante como agora. T'Challa nunca teve esse dom, na verdade ele é bem lerdo em questões tecnológica, mas também é extremamente forte em luta corporal o que me fez implorar para que ele me ensinasse, nem que fosse o básico. Mama achou a pior ideia de todas, porém meu irmão mais velho acabou a convencendo que de algum jeito eu precisava saber me defender, precisava de uma defesa caso eu não tivesse minhas armas comigo, Ela aceitou, mas somente com uma condição que era somente o básico, nada de coisas perigosas, situações que eu corresse perigo. Mas é óbvio que T'challa não deixaria nada acontecer comigo, ainda mais junto com ele. 

Entramos em uma sala, a sala que ele usava para treinar seus movimentos de Pantera Negra, o que na verdade não era preciso já que ele dominava os movimentos como se fosse um felino perigoso. T'challa tirou sua camiseta liberando a imagem de seu peitoral definido, ok, que inveja. Ele também tem uma tatuagem, uma grande tatuagem cobrindo o seu peitoral, ela é incrível. Ameacei tirar a minha camiseta, já que eu coloquei um top por baixo pra ficar mais fácil na hora de se movimentar, porém fui impedida. 

— Nada disso, coloque isso agora mesmo! — Ele caminhou até mim me vestindo com a camiseta que eu havia quase tirado. Faço uma careta em protesto tentando entender o porquê, mas acho que seria por causa dos caras que nos observa nos cantos da sala caso algo dê errado. Mesmo assim não teriam motivo de olhar para mim, besteira. 

— Porque você pode mostrar todo o seu corpinho definido e eu não? Direitos iguais! — Tento puxar minha camiseta novamente, porém ele continua puxando para baixo me impedindo de puxar ela para cima pra finalmente me livrar dela. 

Eu podia socar a sua cara, agora mesmo, não seria um problema já que estamos em treinamento. 

— Exatamente, o meu corpo é definido e o seu não, então por hora não tem direito nenhum. — Olho feio para ele e ele se afasta sorrindo, o maldito sorriso sacana do papa. 

Resolvi aceitar o fato idiota e sem sentido dele e fomos para nossas posições. Sua posição parecia de um felino prestes a dar o bote certeiro em sua presa, ele parecia estar atento a todos os meus movimentos e também ao meu olhar, ele sempre me olhava prestando atenção se eu iria ataca-lo ou não. Achei viável e inteligente engana-lo e então eu fingi dar um soco em seu rosto, porém quando ele se defendeu eu o acertei em cheio na parte direita de sua cintura. 

Eu poderia dizer que ele ficou chocado, mas ele parecia mais orgulhoso do que qualquer outra merda. Por essa não esperava né gatinho preto?

Ele começou uma série de socos que eu tentei desviar, porém fui atingida em quase todos. Ele riu fraco e voltou ao seu posto de antes, a mesma posição, como um gatinho preto em ação. Dei risada por perceber o gosto de sangue da minha boca e ele caminhou até mim preocupado quando cuspi o sangue da minha boca. Suas mãos seguraram o meu rosto me obrigando a olhar para ele, então se aproximou olhando o possível corte na minha boca. 

— Mama disse que não era mesmo uma boa ideia, olha isso. — Quando ele tocou com seu dedo em meu corte senti arder, mas aquilo não era um total incomodo e ele não me machucou porque quis e sim porque eu fui fraca e não desviei o soco que me atingiu em cheio. 

— Foi vacilo meu maninho, você não me machucou porque quis. — Levantei as mãos em protesto e ele se afastou balançando a cabeça como se eu fosse uma criança travessa. 

Ficamos praticamente a noite inteira treinando, eu não cansava fácil e ele muito menos. Claro que fiquei com alguns hematomas, alias ele é bem mais forte do que eu e já está acostumado com lutas corpo a corpo, eu somente usava as armas caso necessário, Mas essas marcas não seriam um problema, eu realmente quero ficar forte igual a ele, ser como ele, eu o vejo como o herói do mundo e isso me faz ter um orgulho enorme somente de ele ser o meu irmão e de estar comigo em sua jornada. T'Challa é o meu herói. 

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As noites em Wakanda eram sempre muito iluminadas, imagino como se fosse Nova Iorque, só que melhor. Inclusive nunca fui para lá, lembro que no meu aniversário de dezesseis anos no ano passado, meu irmão disse que me levaria para conhecer a tão famosa cidade populosa. Mas com alguns conflitos que ele teve na China, não pode me levar. Fiquei triste, mas também entendi que não foi culpa dele. Uma promessa para T'Challa é como sua vida, você tem que cumprir de qualquer jeito, seja como for e o que isso lhe custará, por isso devo tomar cuidado com o que prometo a ele. 

T'Challa tem objetivos meio diferentes dos meus. Ele pensa em somente ficar aqui e cuidar daqui como se fosse um filho seu, passar o resto da vida em seu trono apodrecendo como uma fruta velha. Meus objetivos eram diferentes, eu queria sair, queria ir para lugares diferentes e de algum jeito conseguir ajudar pessoas do outro lado, mesmo que se fosse com as minhas armas de criação. Não posso ficar aqui a minha vida inteira, o mundo precisava conhecer Wakanda e Wakanda precisava conhecer o mundo do lado de fora. 

Passei a noite comendo besteiras, em uma das lojinhas que há na vila um moço bem legal me vende besteiras. Também sou fã de comida, sei que é estranho, mas eu como exatamente de tudo e ainda mais um pouco. O bom é que eu não engordo, claro que a minha bunda e meus peitos aumentam de tamanho, talvez as minhas coxas também, mas ainda sim acho que estou no peso certo pra minha altura, não sou baixa, mas também não sou alta como T'Challa. Mama disse que devo comer frutas e não frituras e assados, mas não dou a miníma. 

— Sabe que a Mama odeia que você coma besteiras daquela barraca, Nia. — T'challa se senta ao meu lado na cama. Não preciso nem o olhar pra saber que ele não está nada bem e ainda me chamou de Nia, coisa que não acontece. Cadê o simples e sincero "Maninha"?

Termos uma conexão tão boa que chega a ser estranha. Como eu disse antes, ele não é muito de expressar sentimentos ou coisas do tipo, sempre que está triste, feliz ou até mesmo deprimido, eu sinto em mim. Como irmãos gêmeos que sentem o que o outro sente, somos assim, temos uma boa ligação e eu sinto que ele tem muita sorte em me ter como irmã. Mas ele também sente os meus sentimentos, o que eu acho incrível, só pode ser uma ligação ou coisa desse tipo. 

— Pensa pelo lado positivo, gorduras não afetam a minha barriguinha e um dia seria tão definida quanto você. — Me ajeito na cama para ficar de frente a ele que revira os olhos em um sorriso leve. — O que aconteceu maninho?

Ficamos em silêncio um tempo, era tipico e chato ele não me responder de imediato mas eu esperava o seu tempo. Eu tinha tempo até demais pra isso e fazia questão de observar suas características enquanto pensava. Ele era exatamente como papa. 

— Nada que você precise se preocupar. — Responde seco me dando um leve cutucão no ombro e se levantando em seguida. 

Desculpa maninho, não aceitarei isso como resposta.

— Nada disso, se você não me contar o que está te preocupando eu vou dizer a todo mundo que você só vacila quando Nakia está nas missões. 

Ao mesmo instante ele me olha sem graça e chocado ao mesmo tempo. 

Nakia é uma menina que ele conheceu há algum tempo atrás, eles tiveram um breve romance mas logo acabou quando ela partiu para fazer missões diferentes das dele. Ele nega até hoje que sente algo por ela, mas no fundo até ele sabe que fica ridiculamente vulnerável quando o assunto é ela e vamos confessar uma coisa e deixar bem claro, ela é a única que eu aceito ficar do lado dele. O resto é simplesmente resto.

— Eu nunca vacilo. — Faz uma careta e eu acabo dando um leve sorriso. Dou algumas batidinhas na cama para que ele voltasse a se sentar e finalmente me contar o que faz ele ficar preocupado. 

Ele se senta e suspira algumas vezes, porém dessa vez me olha. Seus olhos são tão escuros que chegam a ser negros, eu amo esse par de olhos como amo a minha vida. 

— Parece que Tony Stark está tendo alguns problemas em Nova Iorque e parece mesmo que ele precisa de ajuda, mas não acho que seja a nossa obrigação ajuda-los. Ele anda enfrentando alguns problemas com Steve Rogers, parece que um dos dois não concorda com o tratado importante do governo, então estão em guerra. 

Tony Stark e Steve Rogers. Conheço os dois, não pessoalmente é claro. Ouvi rumores e histórias, conheço poucas coisas sobre eles, sei que Tony é o grande Homem de Ferro de Nova Iorque e que Steve Rogers é o cara mais velho, o soldado que lutou na segunda guerra contra nazistas filhos da puta. Ele foi congelado e descongelado na nossa época, o que é bem engraçado, o cara tem mais de setenta anos com aparência de vinte. Só não entendo o porque da briga, que eu saiba existe uma espécie de "Vingadores" (acho que é assim que eles se auto chamam) que cuidam de Nova Iorque ou qualquer outro ataque, os dois trabalham juntos, são da mesma equipe. 

— Tá, isso é um pouco estranho. Pode me explicar o motivo dessa "briga" — Faço sinal de aspas com os dedos. 

— Aconteceu uma tragédia envolvendo super humanos o governo exigiu que todos fossem registrados nesse período. Tony Stark apoiou e outros heróis foram atacados devido a suas identidades serem expostas. Steve não concordou com a tal lei que foi dada, então os dois descordaram e acabaram de estranhando. 

Pelo que eu entendi, o Capitão Picolé America não concorda com a lei que foi exposta e já o Homem de lata concorda. Isso faz com o que os dois tenham um leve desentendimento, não acho que isso vá longe demais, além do mais, tem mais heróis envolvidos no meio disso tudo. 

— Mas e os outros? Não tem outros heróis? Aqueles que se chamam "Os Vingadores" coisa do tipo, eles concordam com o Tony? — Pergunto. 

— Parece que alguns sim e outros não, é um time divido. — Ele suspira e volta a me olhar me vendo suspirar também. 

Me levanto da cama e pego algumas mochilas e malas, abro meus armários e coloco todos os tipos de roupas possíveis, tudo de uma vez. T'Challa me encara sem entender e logo se levanta me impedindo de colocar mais roupas na mochila.

— O que está fazendo? — Ele segura o meu pulso de leve e me encara.

— Bom, me parece que vai haver uma guerra em Nova Iorque, conheço Tony Stark mais do que você imagina. O cara é um gênio da tecnologia, o mestre em computação, em robôs, armaduras, tudo. Também conheço o soldado Rogers, ele é estrategista e super forte, talvez mais forte ainda do que você, e além disso, eles tem outros heróis que também são fortes, acha que vamos ficar aqui apenas olhando tudo ser destruído por causa de uma bosta de uma lei? 

No começo T'Challa me pareceu impressionado por eu saber algumas coisas a mais sobre Tony e Steve, depois ele volta com sua velha e carrancuda cara de quem não gostou da ideia.

— Isso não é da sua conta e muito menos da conta de Wakanda. Pensou mesmo que eu iria sair do meu posto pra ajudar dois caras que estão brigando por motivos nulos? — Ele solta o meu pulso e se afasta. Dessa vez ele está furioso, talvez comigo.

— Se você não prestou atenção, em nenhum momento mandei você ir. Eu vou ir e você? Você deve ficar aqui, como sempre, aliás, Wakanda sempre, né?

T'Challa caminha até mim furioso, sinto sua raiva em seus olhos. Talvez eu tenha pegado pesado com as palavras, mas é a verdade. O mundo não gira em torno de Wakanda, se precisam de ajuda porque não vamos até lá encarar e ajudar como heróis fazem?

— Retira o que disse agora mesmo, Nia. Não vou pedir uma segunda vez. Você não vai, não é seguro.

— Sei me defender melhor do que você. 

Paro de colocar as roupas na mochila e começo o encarar. As vezes sinto que ele tem medo do que pode acontecer se ele não estiver aqui, se ele não está aqui Wakanda não está protegida. O que mais me dá raiva, é que ele é o rei, ele manda, ele faz o que quiser e age apenas como se somente nós existíssemos. O orgulho dele é exatamente como o do papa, ambos orgulhosos, deixavam de fazer coisas que podiam ser evitadas simplesmente por orgulho e eu odeio pessoas assim.

— Você é um herói, você é o pantera negra. Mas sabe de uma coisa? Você não age como se fosse um. — As palavras saíram como um cuspe e eu senti a minha garganta rasgar a cada frase. 

— Não age como se você fosse uma heroína. Porque você não é e você não vai, espero que tenha entendido isso. 

Ok, talvez essa tenha doído mais do que o que eu disse. Ele me encarou pela ultima vez e saiu pela porta do meu quarto como se eu fosse um nada, mas eu senti até mesmo em seu andar que ele estava chateado e confuso. Porém quem está chateada agora sou eu, posso não sei a "heroína" de que ele falou, mas pra ser um herói você não precisa se vestir como um ou ter poderes como outros, você precisa ter vontade de salvar e vontade de fazer o certo pelo certo. 

Acordei com uma fresta de luz solar bem em cima dos meus olhos. Pisco algumas vezes para ter uma visão boa do meu quarto, observo a minha mochila aberta com roupas saindo para fora. Aquilo foi tão perda de tempo, nunca vou conseguir sair de Wakanda, nem pra fazer o que eu acho certo. 

Passei a noite pensando na tal confusão dos dois mocinhos de Nova Iorque, pensando nos detalhes, tenho que concordar com o mais velho. É ridículo por uma lei dessas sabendo exatamente que eles fazem o que é certo, o destino de algumas pessoas é morrer, e pra poder salvar todo mundo alguns devem morrer, isso é totalmente inevitável. Tony parece do tipo de pessoa que gosta de fazer o que acha certo e realmente nada vai mudar sua ideia e muito menos deixar o Capitão se livrar dessa tão fácil.

Ouço batidas na porta do meu quarto e a voz da Mama soa como o sol beijando as nuvens. Logo ela entra e me lança uma careta de desaprovação. Lá vamos nós com todo aquele lance de princesa e tudo mais.

— Você tem noção de que hora são e ainda está deitada? — Ela tira o lençol de cima de mim o jogando no chão, o vento bate sobre minhas pernas e meus braços. — O que pretendia com aquilo?

Ela aponta para a minha mochila e já sei exatamente o que ela vai falar: "Você não pode sair de Wakanda, seu irmão precisa de você aqui." Como se ele realmente precisasse de mim pra alguma coisa, aquele insolente. 

— Eu queria fazer algo do bem, algo com que mudasse as coisas. T'Challa é diferente, somos diferentes em muitas coisas mama e você não pode negar tudo pra mim pro resto da minha vida. 

— Você não pode sair de Wakanda, seu irmão precisa de você aqui. E aquela história de Nova Iorque, Nakia nunca deveria ter contado para T'challa. 

Então quer dizer que a preocupação do T'Challa não é sobre a guerra em si, mas sim porque Nakia está em Nova Iorque. Interessante, homem é sempre muito babaca quando o assunto é mulher, meu irmão não se salva disso. 

— Ok, eu entendi. — Finjo não me importar, na verdade não iria fazer diferença de qualquer forma. 

Mama me deixa um beijo na testa e pede para que eu vá ver meu irmão na sala do trono. Vou ao banheiro e faço minha higiene colocando uma roupa qualquer, a mais confortável que eu encontrei. E com a menor das vontade vou até a sala em que T'challa se encontra. 

Chegando lá o encontro sentado em seu trono com uma belíssima roupa preta com alguns detalhes em roxo, combina tanto com ele que até dói admitir. Me curvo até ele revirando os olhos e ele se levanta antes que eu termine.

— Sabe que não precisa fazer isso comigo. — Ele me cumprimenta com um toque que criamos somente nosso. Achei que ele havia esquecido dele...

— Seja breve, tenho mais o que fazer. — Na verdade não tenho nada pra fazer, mas depois do que ele disse ontem eu realmente espero achar algo pra fazer. 

—  Ainda está brava por ontem? Porque não consegue entender, Nia? É tão difícil? Não temos absolutamente nada a ver com isso e não devemos nos intrometer na briga dos outros, entenda. — Ele diz sério dessa vez e eu me repreendo profundamente por ter vindo até aqui. Ele poderia pelo menos ser mais delicado, mas é tão escroto como um felino malvado. 

Okoye intercala seus olhares entre mim e T'Challa. Ela sempre foi uma das melhores pessoas daqui, uma das únicas que me entende também e aposto que ela concordaria comigo se eu a dissesse.

— Eu quero ajudar, você não pode me impedir de fazer o que eu quero! — As palavras saem em um grito longo, todos parecem atentos como se eu fosse atacar T'Challa, é engraçado. 

— Sai daqui, agora. Não quero ouvir a sua voz, não quero mais ouvir sobre esse assunto nem hoje e nem nunca mais, entendeu? — Ele se aproxima de mim em e suas palavras diferentes das minhas saem como um cochicho. No momento sinto meus olhos encherem de lágrimas, mas antes mesmo que ele percebesse isso eu acabei saindo de sua sala. 

Fiquei algum tempo trancada no meu quarto comendo minhas besteiras que fiz questão de comprar quando sai da sala do T'challa. O tempo parece não passar, mas quando vejo pela janela, já é quase tarde. Isso quer dizer que o pôr do sol está chegando e como estou em um estado meio deprimente, nada melhor do que ver o sol se pondo e minhas energias sendo recuperadas. Caminho até o topo da montanha, o que não é longe se for pensar bem, lá eu me sento sozinha e começo a observar. Minha mente é uma vazio, mas ainda sim as palavras de T'challa uma vez ou outra me aparecem como um tiro. 

"Não age como se você fosse uma heroína. Porque você não é" 

"Sai daqui, agora. Não quero ouvir a sua voz, não quero mais ouvir sobre esse assunto nem hoje e nem nunca mais, entendeu?" 

Suspiro fundo algumas vezes. O sol está quase se pondo, a luz começa a bater no meu rosto e é sempre tão quentinho e aconchegante, isso me lembra das vezes que eu dormia com T'Challa quando éramos crianças, eu sentia medo e ele sempre pulava na minha cama pra me defender de monstros invisíveis de baixo da cama, ele sempre deixava eu dormir abraçada com ele e eu me sentia segura de um jeito inexplicável. 

— Continua sendo incrivelmente bonito, não é? — Ele diz já se sentando ao meu lado. Maldito pés de felinos, tão silenciosos que mal pode se ouvir. 

Continuo olhando para o sol se pondo, em nenhum momento o encaro mas ainda sim sinto seus olhos queimando sobre mim o tempo todo.

— Sabe, quando eu soube que eu iria ter uma irmã fiquei feliz a ponto de brigar com todo mundo só pra te ver. Eu sentia vontade de cuidar de você, de te proteger de tudo e de todos. Eu ficava triste quando você caia e se machucava, me punia por não estar no exato momento pra te defender. Mas no fundo... você sempre foi a minha heroína, Nia. — Ele pega uma das minhas mãos e entrelaça nossos dedos, algumas lágrimas começam a descer pelo meu rosto, porém não me importo de que ele veja. — Me perdoa por ter te tratado daquele jeito, Lembra quando o papa me perguntou do que eu tinha mais medo? — Balanço a cabeça o olhando. — Eu disse que eu não tinha medo de nada e que eu nunca deveria ter, mas o meu único medo é de te perder. 

Olho em seus olhos e vejo o brilho incrível de antes, o brilho que um dia eu vi com nosso pai, o brilho que o faz ficar ainda mais incrível. Eu queria dizer o quanto o acho incrível, o quanto você é importante pra mim e o quanto eu o amo e caralho, eu o amo mais do que a mim mesma e eu juro por qualquer coisa que se acontecesse algo com você eu acabaria com o mundo em um piscar de olhos. Mas a única coisa que consigo fazer é abraça-lo e chorar, chorar um bebê que acabou de nascer.

Um tempo depois eu desgrudo dele e só assim percebo que o sol já se pôs. Olho para ele e ele sorri como uma criança boba, tento por minhas mãos em meu rosto tentando esconder a minha terrível cara de choro, porém ele me impede.

— Você tem... — Ele olha em seu relógio em seu pulso e olha pra mim de volta. — Uma hora e meia. 

Faço uma careta esfregando meus olhos com as mãos. 

— Pra quê?

— Fazer suas malas e ir pra Nova Iorque. 


Notas Finais


Comentem pelo amor de Odin, tô curiosa pra saber se isso é bom ou ruim demais, preciso de opiniões sinceras! AAA


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