História Under Waves (HIATUS) - Capítulo 10


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Categorias Alexis Ren, Ashley Benson, Chaz Somers, Christian Beadles, Dave Franco, Justin Bieber, Nicola Peltz, Pattie Mallette, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Alexis Ren, Ashley Benson, Justin Bieber, Nicola Peltz, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Ashley Benson, Jelena, Justin Bieber, Nicola Peltz, Ryan Butler, Selena Gomez, Surfe
Visualizações 204
Palavras 4.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura.

Capítulo 10 - Irei cuidar do seu bebezinho.


Fanfic / Fanfiction Under Waves (HIATUS) - Capítulo 10 - Irei cuidar do seu bebezinho.

      Selena Gomez's Point Of View. | San Diego, California.

Pisco diversas vezes, esperando Justin me responder ou ao menos mover qualquer parte do seu corpo paralisado. Algo me incomoda quando vejo a cor do seu rosto sumindo cada vez mais, o deixando com uma aparência bem preocupante de alguém hospitalizado. Ou alguém morrendo aos poucos. Sinto Pattie um pouco tensa também, todavia, ao notar meu olhar preocupado ela sorri doce para mim. Como se nada no mundo pudesse ser mais perfeito que esse momento juntos.

O dia já está beirando ao fim, e o vento da rua varre meu corpo levando para longe o repentino calor que eu estava sentindo dentro daquele restaurante, há pouquíssimos minutos. Contudo, nem mesmo ele é capaz de separar de mim a sensação que se apossou do meu corpo quando estávamos dentro daquele estabelecimento vivendo um momento só nosso, momento o qual planejei e saiu da forma mais errada possível. Sinto que estou perdendo a cabeça aos poucos, que falta muito menos do que eu imaginava para enlouquecer e acabar fazendo uma besteira que o meu "eu" de alguns meses atrás nunca iria acreditar que eu pudesse ao menos pensar em fazer. Talvez ela me acertasse um tapa na cara ou qualquer outra coisa que me fizesse despertar desses momentos de loucura. Porém, agora nada mais importa do que o que meu corpo quer fazer, e minha mente não consegue e nem tem forças para lutar contra isso.

Justin está me olhando, lambendo os lábios enquanto pondera sobre algo em sua mente, algo que me dá coceiras de ansiedade. Quando abre a boca, sua voz sai como alguém que estava sofrendo de falta de ar, ou um repentino ataque cardíaco.

— Não é nada demais. — seus olhos foram até sua mãe. — Apenas que estou muito animado para a viagem. Faz um tempo que eu não viajo ou tiro um tempo para mim, e muito menos sozinho, por isso mal posso esperar para que chegue logo o dia.

Sei que ele está mentindo, porém, não sinto a necessidade de deixar isso claro agora. Apenas balanço a cabeça e lembro-me do porquê atravessei às pressas a rua para poder vê-los ainda por aqui. Na verdade, o motivo parece um pouco banal e sem sentido quando começo a pensar melhor sobre isso. Então, passo meus olhos cabelos para trás e respiro fundo, olhando em volta como se nada disso me interessasse de fato.

— Só queria agradecer por ter vindo, Pattie. Sei que não faz muito sentido esse jantar ter acontecido agora, ainda mais por Jolyn e eu não estarmos mais juntas e tudo o que aconteceu. — giro meus olhos. — Porém, eu gosto muito de você, o que é um grande fato já que são poucas as pessoas que eu realmente gosto. Enfim, obrigada por ter vindo.

O sorriso da mulher é tão radiante que chega até seus olhos com um brilho singelo, juntando-se com as luzes dos postes espalhados pela rua. De repente, sinto-me bem em deixar com que Pattie saiba sobre o meu carinho por ela. Será melhor para construirmos um relacionamento amigável com base nisso.

Porém, fico imobilizada quando seus braços se fecham ao meu redor, tranquilamente e carinhosamente, como ela é na realidade.

— Fico muito feliz em saber disso, querida. Também estou muito contente com esse jantar e eu gostei muito dos seus pais, muito espirituosos. — solta-me depois de longos segundos. Coitada, mal sabe de nada. — E você vai ser sempre da minha família, e não hesite em ir até minha casa se precisar de qualquer coisa. Estou tão feliz que você e Justin estejam próximos agora, me surpreendeu, é claro. Contudo, é bom saber que já superaram qualquer desavenças do passado.

Ela quer dizer das vezes que assisti, e ajudei, Jolyn humilhar o pobre coitado a minha frente.

Acho estranho quando Justin e eu rimos de forma sincronizada depois de um silêncio constrangedor. Olho para ele de  canto de olho e ergo meu queixo, mais alto que o necessário.

— Ele continua sendo um virgem meio idiota na maioria das vezes. Todavia, eu estou mesmo precisando de algum para encher o saco por um tempo. — Justin arregala os olhos e encara seus pés, com o rosto vermelho de vergonha. — E ele irá ser muito útil com o talento com a câmera.

— Agradeço pela informação. — está claramente tirando sarro da cara do filho. — Agora volte para lá e aproveite mais um tempo com os seus pais. Diga a eles que irei entrar em contato em breve.

Dando-me mais um abraço ela some em direção ao carro. Os olhos de Justin param em mim por longos segundos antes de tomar a decisão de se aproximar de onde meu corpo está parado e levar seus lábios até minha bochecha direita, deixando um beijo quente por lá. Aquela região queima como fogo em brava e tenho que me segurar para não tentar fazer a sensação sumir.

Quando volto para o restaurante, após ver o carro de Justin sumir na esquina da rua, o sentimento estafante toma conta do meu corpo de imediato. Paul e Corale já estão do lado de fora, esperando apenas a minha chegada para que possamos entrar no carro alugado e começarmos a nossa curta viagem até minha casa. Fico por fora da conversa dos dois, sem ter muito sobre o que contar ou apenas não querendo fazer parte do diálogo pouco interessante.

O bom de morar em San Diego é que tudo fica muito perto de tudo, você consegue chegar nas praias rapidamente e depois achar um bom restaurante em menos de cinco minutos. Por isso amo esse lugar, posso ir me perder dentro dos prédios ao mesmo tempo que posso encontrar paz nas praias maravilhosas da região. O que não são poucas, e não estou reclamando desse fato.

Com a facilidade de locomoção, não demora para o carro parar em frente a minha casa que está com algumas poucas luzes acesas, porém, não deixa de chamar atenção por sua beleza. De repente, sinto uma solidão se apossar do meu corpo. Uma casa grande demais para tão poucas pessoas. Porém, não há nada que possa mudar isso, então salto do carro antes que mais pensamentos como esse possam dominar minha mente.

Mamãe e papai também saem do carro, todavia, não dão mais que dois passos em minha direção, por isso eu soube que eles já estão partindo.

— Temos que ir agora, Selena. — já? achei que eles iriam ficar mais alguns dias. — A reunião que tivemos hoje foi suficiente para resolver todas as pendências. Agora temos que voltar para Nova York, há muita coisa para ser organizada.

Dou de ombros, mesmo que uma parte de mim esteja decepciona pela rápida partida, não estou nada além de acostumada.

— Nós iremos entrar em contato com mais frequência. — as mãos magras da minha mãe acariciam meus ombros nus. — Faça uma boa viagem com Justin. Sei que irão se divertir muito.

— Tudo bem. E não estamos indo para nós divertir, estou indo para competir.

— Acho que você deveria pensar sobre isso, já que quando voltar terá que lidar com a realidade que a espera na grande cidade onde vivemos. — Paul fala, tentando não soar tão rude como antes. — Espero mesmo poder contar com a sua presença no que havíamos pedido mais cedo, Selena. Não me decepcione desta vez.

A mulher em minha frente lança lhe um olhar nada bondoso, como se ordenasse para que ele pegue leve pelo menos uma vez.

— Apenas dê o melhor de si, estarei torcendo para que tudo dê certo. E não deixe de me manter informada. — ela ajeita as mechas rebeldes do meu cabelo, como uma mãe preocupada. — Se cuide. E pegue leve com aquele garoto, não sei o que está acontecendo, mas será bom para nós termos pessoas como Pattie ao nosso redor, e Justin também.


Em seu sorriso tem muito mais do que ela quer dizer, por isso me encolho um pouco ao pensar na possibilidade de ela ter notado qualquer um dos meus momentos com Justin há poucos minutos. Não temos muita intimidade para conversar sobre garotos, agora muito menos que antes, porém sei que ela está fazendo um mínimo esforço para poder se aproximar. Por isso, reprimo minha careta e apenas deixo um sorriso bem pequeno se formar em meus lábios.

— Eu irei. — aceito o abraço desconfortável dos dois e corro para dentro de casa antes que mais situações constrangedoras possam surgir.

Adentro a casa às pressas, jogando meus saltos em qualquer lugar sem me preocupar onde eles iriam parar. Grito o nome de Ashley inúmeras vezes enquanto vou para a cozinha atrás de beber algo que possa deixar minha garganta menos seca do que como está agora. Em poucos segundos o cabeleira loura da minha melhor, e única, amiga entra pela cozinha. Seu rosto está coberto por uma máscara de pele verde que a deixa com uma aparência muito assustadora para essa hora da noite. Ela já está em seu pijama e, por não ouvir barulho algum, sei que Kat já deve estar dormindo.

— Tem como você parar de gritar? Demorei séculos para fazer aquela pestinha para dormir e se você continuar gritando desse jeito ela irá acordá-la. — sua boca quase não se mexe por conta do produto.

Aperto o copo em minha mão com uma força desnecessário, porém, preciso dividir minha tensão com alguma coisa. Meus pulmões doem a cada respiração profunda que faço, buscando cada vez mais me manter mais tranquila. Todavia, os flashes do rosto do Justin piscam como as luzes das baladas de Nova York onde eu frequentava quase todos os dias atrás de aventuras, bebidas e sexo. Como todos que também estavam em busca daquilo. Deixando claro para mim que não tenho para onde fugir, aquilo aconteceu e nada poderia fazer voltar atrás para evitar tamanha falta de noção. E, algo dentro de mim gargalha de forma debochada, sussurrando que nem mesmo se fosse possível eu apagaria o que aconteceu.

Não consigo negar isso, nem mesmo para mim. E acho que não devo, sempre fui muito confiante e aberta em relação a sexo, prazer ou qualquer sentimento semelhante à isso. Há zero razões para me comportar como uma virgem ou uma garota com medo dos próprios desejos. Preciso encarar isso de peito aberto e cabeça erguida. Até porque, não é nada demais.

Estou desejando Justin, apenas.

— Justin e eu quase nos beijamos. — o corpo de Ashley quase caí para trás com a minha repentina confissão. Sei que ele está chocada, mas não tanto como eu fiquei e ainda estou.

Pego duas taças e um vinho dentro da geladeira, pois sei que irei precisar de mais que um copo de água para me acalmar. Digo, acalmar meu corpo, que ainda vibra de excitação e todos os sentimentos que Justin me fez sentir sentados naquele restaurante desfrutando de algo que não deveria ter acontecido. Pelo menos não ali.

— Não acredito! Sua safada. — ela recebe a taça cheia de vinho de bom grado. — Sabia que isso iria acontecer uma hora ou outra. Sinto em meus mamilos a tensão sexual entre vocês dois.

Giro meus olhos dramaticamente e saio da cozinha, caminhando até a área externa do lado da casa que dá para um terraço onde há uma generosa piscina. O vento do mar que vem de trás refresca todas as coisas por alí. Quando sento-me em uma das espreguiçadeiras, deixo a garrafa da bebida alcoólica sobre meus pés. Sei que meu corpo clama por um banho bem gelado, porém, a última coisa que quero agora é ficar sozinha em meio a essa novidade inesperada.

— Nem comece com essas besteiras. — o doce ar de San Diego balança meus cabelos quando faço um movimento com a cabeça para Ashley. — Estou atordoada demais para dar ouvidos aos seus mamilos agora.

— Pois deveria, eles nunca erram. — dando um gole generoso na bebida, ela faz um gesto com a mão. — Continue, conte-me tudo inclusive os detalhes sórdidos.

É impossível não rir da sua excitação ao saber que minha pequena aventura da noite será uma prato cheia para a mente pervertida e um tanto perturbada de Ashley.

Fiquei calada por um tempo, repassando tudo em minha mente sobre tudo que havia acontecido. Se estou assim, atormentada, apenas por conta de um quase beijo, como estaria se houvesse um beijo? Meu interior dizendo, como sempre as coisas que preciso, porém não quero ouvir, que eu estou louca para saber como irei ficar se houver um beijo de fato.

— No começo era para ser apenas uma brincadeira. Você sabe como gosto de deixar as pessoas nervosas com relação ao prazer e essas coisas carnais. — coloco mais vinho na taça. — Suponho que, em algum momento, eu perdi a direção enquanto Justin fazia um esforço para tentar entender o que estava acontecendo. Claro, não é todo dia que ele tem alguém roçando as pernas na dele. Então, em pouca fração de segundos, nós estávamos nos encarando, cada vez mais próximo. Eu conseguia sentir sua respiração batendo em seu rosto. Ashley, o maldito cheiro dele ainda está em mim! — parei, respirando fundo e depois de uns segundos emendei. — Eu quis, verdadeiramente, beijá-lo. E agora estou frustrada por não ter consigo e estar querendo uma coisa como essa.

— Não posso mentir, estou em choque! — o azul em seus olhos ganham um brilho intenso. — Isso é tão excitante! Digo, é um tanto proibido. Por conta da Jolyn e tudo mais. Meu Deus, já posso imaginar ela surtando só em pensar na possibilidade disso ter acontecido. Ser trocada pelo irmão mais novo!

— Quero que Jolyn se foda. Não me importo com o que ela pensa ou deixa de pensar. — não sei se o que eu digo é verdade, mas luto com unhas e dentes para ser firme em minhas palavras. — O que acha que devo fazer?

Olho para ela depositando em minha amiga o poder de resolver esse meu impasse. Sei que ela adora opinar sobre tudo em minha vida então quero que esse seu jeito invasivo seja algo bom agora. Algo que poderá de fato me ajudar. O sorriso malicioso que a loura peituda tem nos lábios agora me dá a resposta antes mesmo de abrir a boca. Ashley sempre foi muito ativa, sexualmente falando, ela tem alma de deusa do sexo. Pensei que depois de Kat nascer ela iria sossegar um pouco, mas eu não poderia estar mais errada. As visitas do amigo do Justin estão ficando cada vez mais frequente, e não posso mentir que isso também me dá uma sensação de apreensão.

Não sei como irei reagir se mais uma pessoa estiver apenas usando ela para conseguir sexo. Ashley é uma mulher adulta e bem resolvida, mas dentro de si há uma garotinha indefesa que apenas eu sei que habita e faz parte do que ela é. Então, se alguém sequer pensar em machucá-la eu serei a primeira a ter certeza de que tal pessoa sofra como nunca antes na vida.


— Não sei, Selena. Eu ainda acho que minha teoria de que ele gosta de você é verdadeira. — ela deixa de lado sua taça para me encarar séria. — E mesmo se não for verdade, Justin é um bom garoto e não acho justo você brincar com qualquer sentimento dele. Todavia, se você e ele estão com desejo, não há nada de mal em tentar.


Bom, ele está? Acho que sim.

— Infelizmente, você tem razão. Não estou acreditando que estou de fato desejando aquele garoto, o que será que ele jogou em mim para, de repente, despertar sensações como essas em meu corpo? Eu, definitivamente, cheguei no fundo do poço. — levanto-me, esticando cada parte do meu corpo para cima. — Irei tomar um banho agora e dormir em seguida. Hoje o dia foi tão longo como um mês de agosto.

Ashley me segue saltitante, feliz da vida por ser a primeira vez que eu concordo de fato com tudo que ela diz. O que é algo bem surpreendente, por isso não me oponho a sua felicidade repleta de satisfação. Não irá acontecer mais vezes.


— Se der certo podemos sair em casal pela primeira vez. Digo, como pessoas normais que insistem em encontro de casais em restaurante ou qualquer outra coisa. Vai ser um desastre, eu sei, porém, não poderia estar mais ansiosa que isso.

— Não seja louca. Se rolar alguma coisa entre Justin e eu, será apenas sexo e nada mais. É só nisso que estou interessada. — fecho a porta do meu quarto em seu rosto e escuto ela me xingando de nomes baixos por trás da porta.



           Dias depois.


O calor faz do meu corpo moradia enquanto espero do lado de fora do aeroporto com Ashley e Kat. Gostaria muito que ambas fossem comigo, contudo, Ashley está com uma  proposta de emprego, por isso não pode viajar. Visto um vestido com um tecido leve e um decote generoso nos seios, apesar de querer conforto sempre, nada me impede de mostrar a parte que eu mais gosto do meu corpo. San Diego se mostra muito agitada hoje, muitos carros e pessoas passam por mim, muitas malas também são arrastadas para dentro do aeroporto na intenção de levar com elas a apreensão dos viajantes. O objeto com rodinhas está ao lado do meu pé, felizmente não tão grande como eu achei que seria, então não terei complicações para me locomover com ela. De súbito, sinto-me um pouco nervosa ao pensar que daqui a algumas horas eu estarei com meus pés no lugar onde sempre sonhei em competir. Não estou levando minha prancha, prefiro comprar uma lá para quem sabe me trazer uma sorte maior. Cada célula do meu corpo dói por conta do treino intenso que tive essa semana. Antes mesmo do sol nascer eu já estava fora de casa, correndo pela areia, nadando e treinando algumas manobras que eu pretendo fazer perfeitamente quando chegar a hora. Com tantas coisas para fazer, mal tive tempo de falar ou pensar em Justin, o que eu ainda não me decidi se foi algo bom ou não.

Apenas sei que a vontade daquele dia ainda está em meu corpo, apenas adormecida esperando o momento certo para despertar.

Meus olhos captam a movimentação de três pessoas caminhando em minha direção. Pattie, Justin e Ryan. Eles estão ofegantes quando se aproximam o suficiente para que eu possa notar a cor vermelha em suas bochechas.

Não estamos atrasados, porém, não direi nada para que eles não pensem que sua corrida foi em vão.

— Ashley, tome conta da minha casa com todo o cuidado do mundo. — falo após sentir seus braços me apertando. — E não deixe camisinhas espalhadas em todos os lugares.

Escuto a risada de Justin e Ryan, que ao menos disfarça o quanto está ansioso por esse momento. Ter Ashley apenas para ele por alguns dias está sendo uma realização de um sonho seu, sei disso pela forma como ele olha para ela. Espero que ele faça valer à pena.

— Selena, querida. Tome conta do Justin, e não deixe ele esquecer de passar protetor solar todas às vezes que sair de casa. — seus lábios pressionam minha bochecha e a do seu filho logo em seguida. — E também diga a ele para beber muita água, é importante se manter hidratado em um clima tão quente como aquele. E você também se cuide, sei que irá arrasar.

— Mãe! — Justin a repreende com o olhar e eu apenas balanço meus ombros para a mulher mais velha.

— Não se preocupe, Pattie. Irei cuidar do seu bebezinho.

Justin praticamente morre de vergonha no instante em que as palavras saltam maldosas da minha boca. O fato de eu ainda deixá-lo nervoso e com vergonha faz meu dia inteiramente melhor. Sinto-me poderosa de certa forma.

Quando, por fim, todos estão satisfeitos com a nossa despedida, Justin e eu seguimos até o portão de embarque para esperar a chamada do vôo. O garoto ao meu lado tira um folheto da mochila que ele levará consigo na parte de cima dos nosso assentos, nossas malas já devem estar em algum lugar no meio de tantas outras. Com os meus olhos curiosos, encaro o que tanto prende sua atenção. É um guia turístico do Havaí, com todos os pontos mais frequentados. Os olhos do garoto brilham de ansiedade ao notar que cada praia é mais bonita que a outra, de fato é difícil escolher o que visitar primeiro.

— Veja só. Há tanta coisa para ver que eu nem sei se teremos tempo. — ele balança o papel para mim.

Dou risada da forma como ele fala, aparenta muito uma criança que acaba de notar que está indo para os parques da Disney pela primeira vez.

— Lembre-se que estamos indo para lá a trabalho. Não é algum tipo de viagem de férias ou qualquer outra coisa que você esteja pensando. —  sou um pouco rude, mas ao sentir seu olhar em mim sei que ele está acostumado com meu jeito.

Começo a me sentir impaciente com a demora da chamada de vôo e não faço nada além de balançar minha perna nos minutos em silêncio que se instalam ao nosso redor. Justin pondera muito antes de abrir a boca para falar qualquer outra coisa, tendo cuidado para não despertar o meu lado nojento de novo.

— Eu sei. Estava apenas pensando que poderíamos fazer algo como um ensaio fotográfico, acho que terá vantagens para nós dois. — presto atenção no que ele diz agora, com meus cílios batendo um no outro. — Porém, faremos do jeito que você quiser. Vai ser bom de qualquer forma.

Fico pensativa por alguns instantes. É verdade que teremos uma semana antes do início da competição e eu já treinei bastante nessa semana. Então teremos um bom tempo para explorar o lugar, apenas não quero que Justin pense coisas erradas com essa viagem. No entanto, olhando para ele agora, não há ninguém que esteja pensando besteiras além de mim.  O barulho que sai e preenche toda a sala de espera interrompe meus pensamentos sujos que estavam prestes a nascer.

Justin e eu nos levantamos felizes da vida por enfim estarmos entrando dentro daquele gigantesco e poderoso avião que nos levará para o lugar por qual estamos tão ansiosos em chegar. A agitação dentro do avião é caótica, todos estão apressados para achar seus lugares o quanto antes. Justin e eu ficaremos na classe a, com poltronas confortáveis e tudo que o dinheiro pode comprar em uma viagem como essa. Uma senhora sentada do outro lado do corredor, na mesma direção onde eu e Justin estamos sentados, está nos encarando com um sorriso no rosto. Apenas ergo minha sobrancelha para ela, que ou não vê ou fingi não perceber minha careta. Ela apenas continua sorrindo com um brilho no olhar. Declaro para mim mesma que é apenas a velhice fazendo efeito e deixo de lado.

— Por mim tudo bem. — Justin me olha confuso. — Sobre o que você propôs. Teremos tempo de andar pelas ilhas, pelo menos algumas delas. Não me olhe desse jeito, estou pensando mais nas vantagens que terá para mim. Posso ser uma ótima modelo, aliás.

— Tenho certeza que sim. — ele está rindo de mim agora.

Descanso minha cabeça para trás, sentindo a maciez do travesseiro preto com branco que tenho atrás do meu pescoço, feito especialmente para isso. Faço um plano mental sobre tudo que quero fazer enquanto estiver naquele pedaço de paraíso na Terra, e o nome do garoto ao meu lado aparece igualmente a um pisca-pisca na época de Natal. Ascendendo tudo ao seu redor de uma forma confortável, como na forma que você olha para aquilo e sabe que coisas boas estão prestes a acontecer. Tento pôr em minha mente que nunca fui uma grande fã do Natal, como se isso fosse adiantar algo. Porém, como uma brincadeira de mal gosto, minha mente reveste a ligação do nome do Justin com a sensação que tenho quando estou surfando. Rindo por enfim conseguir explicar o que eu sinto juntando uma coisa que poderia ser bom para mim com algo que eu amo, que é o surfe.

Quando fico cansada de ter que brigar com meus próprios pensamentos, abro meus olhos e vejo que Justin está olhando-me fixamente. Notando que foi pego no exato momento do crime, ele tenta disfarçar olhando para algo que tem em mãos. Um livro com uma capa onde vários peixes estão nadando para todos os lados na imensidão azul. Acho que é algo sobre biologia marinha.

— Você pode dormir se quiser, quando as aeromoças passarem para servir algo para comermos eu acordo você. — as palavras de Justin se misturam com as de Ashley e minha mente não vira nada além de uma grande bagunça.

"Justin é um bom garoto".

Bom, ainda bem que eu consigo transformar os bons garotos em garotos maus em uma semana. Se for mesmo preciso. E algo me diz que será.




“Não é engraçado? Os rumores voam
E eu sei que você já ouviu falar de mim
Então, ei, vamos ser amigos
Estou louca para ver como isso vai acabar
Pegue seu passaporte e a minha mão
Eu posso fazer os caras maus ficarem bonzinhos por um final de semana” — Blank Space, Taylor Swift.


Notas Finais


Olá anjos 🗽 como estão? Espero que bem.

Sooo, eu irei demorar só mais um pouquinho para fazer essa viagem acontecer, porém resolvi adiantar para não ficar enrolando demais. Necessitamos de um romance o quanto antes né? Então teremos pelo menos algumas amostras de um. Selena, um verdadeiro demônio, irá fazer nosso pequeno e indefeso (KK) Justin enlouquecer. Irá infernizar a vida do pobre coitado sim! Vejo vocês no próximo.

xoxo, let.


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