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História Under your wings (bokuto x akaashi) - Capítulo 21


Escrita por: bokutowli

Capítulo 21 - Fique, parte 2.


Quando Keiji finalmente abriu os olhos estava escuro novamente. Ele encontrou Bokuto deitado de bruços logo ao seu lado, e ele estava acordado, sorrindo para o de cabelos negros.

—Eu dormi por tanto tempo assim?

—Dormiu. Mas, o que realmente importa -Bokuto ajeitou-se na cama, deitando-se de lado. Ele elevou uma de suas mãos a bochecha de Akaashi, acariciando o local —você dormiu bem, 'kaashi?

Ele assentiu preguiçosamente com a cabeça. Keiji lentamente sentou-se na cama, esticando seus braços. Seus olhos foram diretamente à escrivaninha, e ele se questionou o por quê de seu caderno estar ali.

—Bokuto, por acaso... eu fiz algo antes de dormir que eu não me recorde?

—Oh -ele rapidamente encontrou onde o olhar de Keiji estava fixado e sorriu —Quanto à isso... eu pedi ajuda de Kuroo. Ele me enviou fotos das atividades e eu resolvi copiar no seu caderno. 

Keiji dessa vez voltou sua atenção para o coruja, que continuou falando.

—Céus, Akaashi, como você consegue dar conta de tudo isso?

Sem resposta, Bokuto estava prestes a voltar a olhar para Akaashi, mas este fora mais rápido, abraçando-lhe com força. Bokuto demorou um certo tempo para reagir, mas finalmente retribuiu o ato.

—Obrigado, Bokuto.

—Sabe que não precisa me agradecer.

O coruja sorriu. Bokuto sentia-se nas nuvens novamente somente por poder abraça-lo daquela forma, e ele não queria solta-lo. Mas, quem fizera isto foi Akaashi, separando-se do abraço e posicionando suas mãos no rosto de Bokuto, apertando levemente suas bochechas. "Fofinho" era uma ótima palavra para defini-lo.

—E você sabe que não precisava, não é? Eu mesmo poderia-

—Deixe-me mima-lo um pouco, Akaashi. Eu estou finalmente tendo a chance agora, então por favor...

O garoto apenas sorriu em resposta. Bokuto não reagiu por alguns instantes. A visão de ter o sorriso do garoto direcionado à si e ser o motivo dele era extremamente boa. 

Tão boa que inconscientemente Bokuto estava aproximando-se de Keiji, e este havia notado e resolveu ser mais rápido, puxando-o finalmente para um beijo.

Isso está realmente acontecendo? Ou eu estou apenas delirando? 

Bokuto não sabia dizer, e tão pouco importava. Ele se permitiu ser guiado por Keiji, puxando-o para mais perto e o abraçando mais apertado. Como consequência disso, Akaashi os separou, rindo, e escondeu seu rosto na curva do pescoço do maior.

—Você não precisa me esmagar.

—Mas você é adorável.

—Ainda assim não precisa me esmagar, Bokuto.

A risada parecia ecoar pela cabeça do coruja. Ele estava completamente apaixonado por Keiji, tanto que poderia grava-lo rindo apenas para poder ouvir várias e várias vezes repetidamente e sem uma única pausa. Aquilo era música para ele.

Bokuto beijou-lhe o topo de sua cabeça e Keiji riu baixinho.

—Está com fome?

—Pode apostar que sim.

—Então... tome um banho primeiro, ok? Vou descer e preparar algo pra você comer.

Akaashi definitivamente não se acostumaria muito fácil à idéia de ter um Bokuto super atencioso cuidando dele, mas aproveitaria ao máximo, afinal, este era o último dia que Bokuto poderia andar pela casa livremente sem se preocupar com a mãe dele ali.

Já na cozinha, Bokuto pensava o mesmo. A mãe de Keiji voltaria amanhã, e além disso, sua asa já estava bem melhor do que quando ele havia chegado. Bokuto precisaria partir logo, ele precisava tentar recuperar suas memórias, mas... apenas imaginar ter que deixar Akaashi o fazia sentir um aperto no coração. Mas o que mais poderia fazer? Era necessário.

E naquele mesmo instante, ele se culpou por ter se confessado ao garoto. Ele não queria segurar por mais tempo aquilo, e realmente precisou contar à Akaashi. Sabe-se lá quando eles se reencontrariam, mas ainda assim, a culpa preenchia seu peito.


...🦉


Ambos os garotos novamente estavam no quarto, desta vez, abraçados e cobertos com aquela camada grossa que era a coberta. Keiji estava encostado sob seu peitoral e Bokuto brevemente beijou-lhe a testa.

—Ela volta amanhã mesmo, não é?

"Uhum" fora sua resposta. Bokuto suspirou como reação e suas mãos subiram aos cabelos de Keiji, fazendo-lhe cafuné.

—E isso significa... sem mais transformações, não é?

—Bem... eu diria sem mais liberdade para o senhor coruja -Keiji riu baixo —Você poderá se transformar, mas não será todos os dias. E também não poderemos deixar o quarto quando você fizer isso.

—Contanto que eu possa te abraçar assim... por mim está tudo bem.

Bokuto sorriu.

Um certo tempo depois, não demorou muito para que Akaashi finalmente dormisse.

E realmente está tudo bem. 

Bokuto queria aproveitar ao máximo, antes que ele realmente fosse embora dali. Ele precisava pensar em como faria isso sem possivelmente deixar Keiji triste. O que era praticamente impossível.

O de cabelos escuros moveu-se, puxando Bokuto para mais perto.

—Fique aqui...

Ele pensou em responde-lo, mas deduziu que Keiji estava sonhando com algo. Bokuto apenas cuidadosamente o abraçou-o um pouco mais apertado e suspirou.

Eu estou aqui, Akaashi.


...🦉


Akaashi havia acordado no meio da madrugada, e automaticamente a primeira coisa que fez fora pegar seu celular. Ele havia lembrado-se do fato de que horas atrás Bokuto havia utilizado o aparelho emprestado, e curiosamente decidiu verificar suas mensagens trocadas com Kuroo.

E logo ao ver a última mensagem, "(W_<)", ele lutou para segurar o riso. Deslizando mais para cima Keiji precisou de todo seu autocontrole para não rir.

Bokuto parecia ser bem lerdo em relação à algumas coisas.

Keiji voltou a guardar o aparelho de volta no criado-mudo e olhou brevemente para o coruja, e incrivelmente... ele estava dormindo.

Seu braço elevou-se cuidadosamente para ajeitar a coberta no maior, mas quando tentou virar-se para o outro lado na cama, Bokuto havia o puxado para perto, enquanto ainda dormia. Keiji não pôde conter o sorriso, e com cautela suas mãos apoiaram-se no peitoral do de cabelos platinados.

A respiração calma de Bokuto misturada com o som de seus batimentos cardíacos pareceu acalmar Keiji ainda mais.

E depois de um certo tempo, ele havia finalmente voltado à dormir.



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