História Undertale AU - AnomalyTale - Capítulo 50


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Doggo, Frisk, Gerson, Greater Dog, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, Vulkin, W. D. Gaster
Tags Ação, Anomalia, Anomalytale, Ant, Aventura, Drama, Femmeeslash, Guerra, Mistério, Mitologia, Origens, Religião, Slash, Teoria, Undertale, Undertale Au
Visualizações 12
Palavras 3.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura, pessoinha!

Capítulo 50 - Capítulo 50 - O Maior Tesouro


Fanfic / Fanfiction Undertale AU - AnomalyTale - Capítulo 50 - Capítulo 50 - O Maior Tesouro

Undyne:

Podem admitir, eu sou muito boa em fazer efeitos especiais na vida real! Quem precisa de um super sistema de edição quando se tem alguém como eu por trás da cena? Fica muito mais real, dramático e os atores se envolvem melhor, mas não era algo difícil, já que os "atores" estavam lutando pelas próprias vidas de modo literal, o que deixa tudo muito melhor! NGAAAAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!... Vamos logo pro capítulo, certo? Hehe... Ai, meu Deus.

Chara:

Encurralados, uma batalha parecia ser iminente. Josh estava pronto pra lutar, Frisk, por outro lado, não estava nem um pouco pronta, psicologicamente falando.

Undyne ia se aproximando com uma lança na mão, começando com passos lentos, como se estivesse tentando botar medo em Frisk, estava com certeza funcionando, mas ela foi acelerando até estar perto o suficiente pra cravar sua lança no coração de Frisk. Então ela segurou com força sua lança, pronta pra desferir o golpe, pois é o que aconteceria se o nosso salvadorzinho não tivesse saído do arbusto ao lado no momento crucial.

_Undyne, vou te ajudar a lutar!! _Ele anunciou, saindo dos arbustos entusiasmado ao ouvir a voz de sua heroína.

_QUÊ?!!! _Todos nós falamos juntos, exceto o Monstrinho, até a Undyne ficou tão surpresa como nós.

Depois que o Monstrinho começou a analisar o ambiente, aos poucos ele viu Frisk de frente com Undyne, então ele disse:

_Aí!! Você conseguiu!! Ela tá BEM AQUI na sua frente!! _Ele disse, entusiasmado e feliz por Frisk. _Agora você vai poder ver a luta dela de pertinho!!

Todos ficamos calados, o garoto não fazia ideia do que realmente estava acontecendo. Era quase estúpido, mesmo pra alguém da idade dele.

_... Mas... Com quem ela vai lutar? _Ele perguntou, mas antes de receber qualquer resposta, foi pego pela bochecha por Undyne.

_Vem comigo, moleque! Vamos ter uma conversinha! _Ela disse, levando o Monstrinho pra longe do local, em direção à Floresta Sombria.

_A-Aí! Você não vai contar pros meus pais, vai? _O Monstrinho perguntou, enquanto Undyne continuava puxando ele pela bochecha.

Undyne:

Eu puxei o garoto até a Floresta, então eu soltei o garoto e tirei meu capacete, revelando meu rosto pra ele.

_U-Undyne... Aw! Minha bochecha tá ardendo! _O menino disse.

_Olha aqui, garoto. Você precisa voltar pra casa. _Eu disse, me ajoelhando pra olhar pro garoto cara à cara e de perto.

_T-Tudo bem. Se você diz, Undyne. _Ele disse. _Só deixa eu buscar a minha amiga e eu vou.

_A-Amiga?... Espera. Aquela lá atrás é sua amiga? _Eu perguntei, com medo no olhar.

_Sim, eu conheci ela hoje de manhã! Ela queria te ver tanto quanto eu, então eu a ajudei a passar por alguns cantos em Waterfall e...

_Garoto, confie em mim, você precisa arranjar amigos melhores. _Eu o interrompi.

_M-Mas porquê, Undyne? Ela é uma boa amiga. E ela é gentil. Eu vi muita gente aqui que gosta dela.

_Meu Deus, ela já infectou tantos assim? _Eu me perguntei, por causa do que a Alphys me disse outro dia, de uma garota em um anime que controlava a mente dos outros, eu não me lembro como ao certo, mas eu lembrava que existia e na época eu achava que anime era real, então... Hehehe, vamos só continuar.

_Infectou? Como assim? Ela tá doente ou algo assim?

_Garoto. A sua "amiga" é uma humana. _Eu disse, fazendo ele dar alguns passos pra trás.

_O quê? Humana? Como assim? Humanos não eram malvados e matavam monstros por prazer? _Ele perguntou.

_Eu também achei estranho. Ela parece estar fazendo todo mundo estar a vontade com ela, fazendo todos ficarem hipnotizados ou algo de tipo. Mas garoto, eu vou te pedir apenas uma coisa e eu quero que você preste muita atenção.

_S-Sim, pode dizer, Undyne!

_F-I-Q-U-E  L-O-N-G-E  D-A-Q-U-E-L-A  H-U-M-A-N-A!!! _Eu falei, alto e lentamente pra que ficasse claro que eu falava sério.

_... Tudo bem, Undyne. Eu vou fazer como você disse. _O pirralho disse, mentindo na cara dura pra mim.

_Certo, isso já vale bastante. _Eu disse, me erguendo do chão e colocando de volta meu capacete. _Eu vou indo agora, essa humana vai se ver comigo por ter tentado iludir meu povo. Te cuida, garoto.

_Certo, cara, eu vou me cuidar. _Ele disse, fazendo eu soltar um sorriso, embora ele não pudesse ver.

Depois daquilo, usei minhas habilidades que eu aprimorei com meus anos de treinamento pra escalar as paredes e realizar outro ataque surpresa. Eu realmente pensei que o garoto ia fazer o que eu mandei e iria pra casa, mas não foi assim que aconteceu.

Chara:

_Isso foi estranho. _Eu disse, enquanto Undyne ainda levava o Monstrinho pra ter a conversinha.

_Pelo menos ele serviu pra tirar aquela caolha intrometida da nossa cola. _Josh respondeu. _Agora a fronteira está livre pra ir e voltar.

_Tem razão... Mas... 'Pera, tudo voltou ao normal? _Frisk reparou, e, realmente, tudo tinha voltado ao normal assim que Undyne apareceu.

_... Ela é boa. _Eu disse.

_Ela não é tão boa assim. _Josh disse, cruzando os braços e revirando os olhos.

_Oww! Você tá com inveja da Undyne? Que fofinho, Josh. _Eu disse, fazendo ele pistolar de vez.

_O QUÊ?!!! NÃO TENTA COMPARAR ELA A MIM!!! ESTAMOS EM NÍVEIS MUITO DIFERENTES!!!

_É sério, Joshisinho? _Frisk disse num tom sarcástico, entrando na minha brincadeira. _Pois pelo que eu vi ela tá acabando com a gente, e isso inclui você.

_Eu juro que se vocês não pararem de me comparar àquela caolha intrometida eu vou virar suas Almas do avesso e destruir vocês duas!!

_A gente também te adora, Joshisinho. _Eu fui provocando.

_Grrr!!... CHEGA!!! Vamos logo!! _Ele disse, flutuando de volta pelo caminho que viemos para dar a volta e tomar o caminho à direita. _E NÃO ME CHAMEM DE JOSHISINHO!!! _Ele disse, cobrindo o rosto de tanta vergonha.

_Hahahahaha!!! Boa, Frisk.

_Só querendo ajudar, Chará! _Ela respondeu em um trocadilho horrível.

_... Tá legal, já deu por agora. A gente devia ir mesmo agora, o Josh deve estar uma fera com a gente e esperar não deixa ele melhor.

Então, depois disso nós demos a volta pra ir pelo caminho à direita e seguir pra fronteira de Waterfall com Hotland.

O trecho em que nos encontrávamos era cheio de água e sobre a água estavam cinco Echo-Flowers. Josh então já havia fechado a cara de vez, não por causa da nossa brincadeira, mas por causa das vozes estranhas que falavam com ele.

_Huuuh... Vamos logo, talvez doa menos se formos rápidos. _Ele disse em um tom depressivo.

_Eu entendo. _Eu respondi, tentando reconfortá-lo. _Frisk, acho que não vamos fazer nossa dinâmica dessa vez, temos que ir rápido, pelo Josh.

_Tudo bem, Chara. PELO JOSH!!! _Frisk disse, saindo correndo, não se importando em molhar as calças.

Enquanto Frisk corria, a primeira flor começou a ecoar sua mensagem:

* ... Hmm... Se eu te contar... Você promete que não vai rir de mim? *

_'Pera, como é? _Disse Josh, voltando pra flor e a mensagem se repetiu pra nós.

* ... Hmm... Se eu te contar... Você promete que não vai rir de mim? *

_He... Hehehehe... Hehehehehe... Eles foram embora. As vozes foram embora. _Josh ria, quase chorando de felicidade.

_Sério? Que bom! _Eu disse, feliz pelo meu amigo.

_Até que enfim aqueles demônios me deixaram em paz. _Ele disse, revelando um detalhe que nós não sabíamos.

_'Pera. Demônios? Do que cê tá falando? _Eu perguntei.

_... Eu não contei pra vocês? _Ele perguntou. _Eu acho que eu devo ter esquecido.

_Com certeza sim. _Frisk disse. _Agora dá pra contar pra gente?

_Claro. No meu último encontro com o Black Hole, onde ele me disse que era meu irmão, ele também me disse que, a partir da terceira Echo-Flower que achamos, os demônios tentaram me convencer a destruir Black Hole. E também disse que eles estavam usando as Echo-Flowers pra falar comigo do Inferno.

_Inferno? Tipo aquele lugar flamejante aonde você sofre pela eternidade com o Capeta na tua cola pra te azucrinar? _Eu perguntei.

_Não, eu não vi o Inferno, mas recebi uma descrição do próprio Black Hole que disse que era um Vazio Infinito ou algo do tipo.

_Mas você tem certeza que você pode confiar na palavra do Black Hole? _Frisk perguntou. _Quero dizer, ele tá tentando te acertar também, não é? E se ele estiver dizendo esse monte de meias verdades pra te enganar pros esquemas que ele está planejando? Seja lá quais forem.

_Eu também pensei nisso, mas depois de tudo o que ele me mostrou e eu vi e ouvi, pra mim já tá bem óbvio que são verdades. Faz muito sentido pra não ser. _Ele respondeu. _Black Hole mesmo me mostrou no nosso último encontro como ele era diferente e me disse como ele ficou daquele jeito menos "onipotente". Eu vi ele com a Terra nas mãos! Eu vi ele rodeado de esferas brancas que pareciam estar criando ainda mais estrelas e planetas.

_Nossa, ele devia ser mesmo um baita dum Deus. _Eu falei. _Mas não acho que importa agora, não é? Acho que nos emocionamos tanto com essa celebração de demônios sumindo e esse mistério de Deus Maligno que quer nos aniquilar que nos esquecemos do perigo de ficarmos por aqui.

_Tem razão. Podemos discutir sobre isso mais tarde, mas agora nós temos que ir, antes que a caolha intrometida apareça de novo.

Então nós caminhamos pelo caminho, apenas escutando as Echo-Flowers ecoando suas mensagens pela caverna, que parecia ser mais luminosa e tranquila do que qualquer outra caverna da região e do Underground, enquanto caminhávamos ao Norte em direção à uma escritura como as outras que nós vimos anteriormente em outros lugares de Waterfall. Mas o que mais nos intrigava mesmo era a conversa que as Echo-Flowers ressoavam, como se fossem várias duplas diferentes conversando sobre um mesmo assunto em vários lugares diferentes.

* É claro que não vou rir! *

* Um dia, eu gostaria de escalar essa montanha em que estamos soterrados e ficar sob o céu, olhando para o mundo ao nosso redor... Este é meu desejo. *

* _Pfffttttt. Hahahahahahahahahahahahaha...
              _Ei, você disse que não ia rir! *

* Perdão, é que é engraçado... Este é o meu sonho também. *

Então, após ouvir as mensagens, me dirigi até a última escritura pra mostrar a Josh e Frisk a última marca que simbolizava a esperança dos monstros que se encontrava presente em Waterfall.

_"Entretanto, há uma profecia. O Anjo, aquele que viu a Superfície. Ele retornará. E o Underground se esvaziará." _Eu disse. _Bem, eu acho que essa é a última escritura.

_E que belo jeito de se acabar as coisas, não é? _Josh respondeu. _Tão tranquilo, se não fosse aquela doida, eu confesso que eu ia ter achado esse lugar melhor do que a cidade de Snowdin.

_Ah, cara. Por que eu tô com uma sensação ruim? Tipo, de que estamos nos aproximando de uma Boss Battle ou algo do tipo? _Frisk disse.

_Nós não estamos em um video-game, Frisk. _Eu respondi. _Mas eu confesso que o clímax de tudo o que tá rolando tá apontando pra que algo assim aconteça.

_E quem liga? Estaremos prontos, isso é o que importa. _Josh disse, com o sentimento da raiva começando a se esboçar em seu rosto.

_Ei, sabe que não precisa bancar o durão, não é? _Eu disse, fazendo a raiva que se esboçava em seu rosto virar confusão. _Não que vá mudar muita coisa, mas ela não vai ver nada, então não precisa fingir que não está com medo, pois medo é normal agora.

_... Eu odeio quando vocês estão certas. _Ele disse, fechando a mão e formando um punho. _Bem, temos essa ponte super suspeita aqui na frente. Isso faz o clímax aumentar pra vocês tanto quanto pra mim?

_Provavelmente. _Frisk disse, dando o primeiro passo na ponte pra testar sua resistência. _Parece boa o bastante pra caminhar e pra ter uma batalha. Eu não sei se me sinto ou não confortável com isso.

Então Frisk começou a andar pela ponte sem olhar pra baixo ou pra trás. Em passos rápidos, Frisk chegara até o quase fim da ponte, até ser alertada com o chamado conhecido:

_Aí!!

Então Frisk se virou pra trás, assim como todos nós, e vimos que era o Monstrinho que Undyne tinha acabado de puxar pela bochecha.

_Monstrinho? O que você está fazendo aqui? _Frisk perguntou.

Antes do Monstrinho responder, ele estava dando uma olhada no ambiente, mais especificamente pra queda, parecia com um pouco de medo, mas nada que não fosse corrigível com aquela atitude valente dele.

_Aí, eu sei que eu não deveria estar aqui, mas... Quero te perguntar uma coisa.

_Eu acho que sei o que você vai perguntar, mas diga, mesmo assim, pra eu ter certeza. _Frisk disse, vendo que o Monstrinho ficava com o olhar mais desanimado a cada resposta.

_... Cara, é que eu nunca tive que perguntar isso pra ninguém antes... _Ele disse, com a expressão neutra de quem tentava muito abrir um sorriso, mesmo que pequeno. _... Huuhmm... Você é uma humana, não é? Haha... _Ele riu, desconfortável.

_... Sim. _Frisk respondeu, com uma expressão triste no rosto.

_Cara! Eu sabia! _Ele disse, parecendo um pouco menos fechado, mas logo voltando ao tom em que estava. _... Quer dizer, eu sei agora, mas... A Undyne me disse, uhh, "fique longe daquela humana". Então, tipo, huuhm. Acho que isso faz da gente inimigos ao algo assim. _Ele disse, com a expressão tão triste quanto a de Frisk.

_Eu não te culparia se pensasse assim. _Frisk respondeu. _Não depois do que os humanos fizeram com os monstros no passado.

_Frisk... _Josh disse, percebendo a profunda tristeza da garota.

_Mas, eu sou ruim nesse tipo de coisa. Haha. _O Monstrinho disse, tentando bancar o durão, como a Undyne, talvez? Eu não sei direito. _Aí, pode dizer algo malvado pra eu poder te odiar? Por favor.

_... Eu não quero fazer isso. _Frisk respondeu.

_Aí, como assim?! _Ele perguntou inconformado. _Então eu vou ter que ir em frente?

_Eu não sei. Faz o que você quiser.

_Certo, aqui vai!... EU ODEIO A SUA RAÇA!!! _O Monstrinho disse, Frisk não expressou reação, não mais.

Aquilo já tava ficando depressivo, pra nós e pro Monstrinho, todos tínhamos ficado em silêncio e de cara fechada por uns momentos, até que o garoto começou a falar:

_... Cara, eu... Eu sou tão idiota... Eu... Eu vou pra casa agora. _Disse o garoto, dando um passo pra trás lentamente, e do passo veio uma virada pra trás juntamente a uma "fuga" que o garoto acabara de iniciar.

Enquanto o garoto saia correndo de Frisk, ele acabou tropeçando e caiu da ponte, ou quase, pois ele conseguiu abocanhar a ponte e se segurar.

_MONSTRINHO!!! _Frisk exclamou em desespero.

_Ah, cara. Que garoto idiota!! _Josh disse.

_Aí, e-e-espera! Ajuda! Eu tropecei aqui! _Disse o Monstrinho em desespero, com a voz abafada por estar abocanhando a ponte.

_NGAAAAAAH!!!! _Gritou Undyne, que surgira do caminho em que o Monstrinho se dirigia. _Eu disse pra você voltar pra casa, garoto!! _Ela disse, mantendo uma distancia pra pensar em como neutralizar Frisk pra poder salvar o garoto sem preocupação.

Então, por um breve segundo, havia um decisão a se fazer: lutar contra a inimiga que se apresentava em nossa frente ou ajudar o amigo que estava prestes a cair. A decisão era apenas uma e suas consequências eram imprevisíveis, mas quem disse que isso era um problema pra Frisk?

Frisk não pensou duas vezes, foi rapidamente resgatar o amigo em perigo.

_O quê? _Undyne se perguntou em voz alta, confusa com a atitude da humana.

_Aqui, Monstrinho. Eu vou te puxar! _Frisk disse, agarrando a cabeça da criança.

_T-Tá bom! _Disse o Monstrinho, o mais alto que podia sem abrir a boca. _E-Eu vou soltar!... No três!...

_Certo. Um, dois, três!!!

Frisk então começou a puxar o garoto, mas ela era fraca demais pra fazer isso sozinha, e o Monstrinho não conseguia apoiar suas pernas nas colunas abaixo da ponte pra dar impulso. Aos poucos, fomos notando que Frisk estava começando a ir se arrastando pra fora da ponte junto com o Monstrinho. A situação estava desesperadora.

_Eu... Não... Tô... Aguent-... Tando. _Frisk disse, chegando cada vez mais perto.

_Grrr!! Quanta fraqueza! Eu não acredito que chegamos nesse ponto! _Disse Josh, flutuando pra baixo do Monstrinho e usando o poder espectral pra ajudar Frisk. _Agora eu vou ter que salvar vocês de novo!!

_Não seja por isso! _Eu disse, indo ao lado dele pra ajudar também. _Vamos nos salvar juntos dessa vez!!

Então Josh e eu fomos empurrando o Monstrinho enquanto Frisk o puxava pela cabeça, depois de alguns segundos nós tínhamos conseguido, o Monstrinho havia sido salvo e estava atrás de Frisk, que agora voltava sua visão pra Undyne, amedrontada.

_... Não importa. _Undyne disse, mesmo após ver a ação de Frisk. _Eu não sei ao certo o que planeja, humana, mas eu não permitirei que você continue a respirar pra cumprir seu objetivo.

Após isso, Frisk ficou com ainda mais medo, esse medo era nítido em seus olhos, Josh e eu ao vermos aquilo ficamos com raiva, nos preparando pra apoiar Frisk pra uma possível batalha que poderia acontecer a qualquer momento.

O garoto, ao ver os olhos de Frisk, sentiu que ela era realmente sua amiga, e não permitiria que ninguém a machucasse, nem mesmo a sua heroína. O Monstrinho então ficou entre Frisk e Undyne, a encarando com determinação no olhar, embora estivesse aparentando estar tão assustado quanto Frisk.

_O que esse garoto vai fazer agora? _Josh se perguntou, aparentando preocupação.

_Eu não sei, mas é bem inesperado. _Eu respondi, colocando as mãos perto da boca, tentando encobrir as expressões de espanto que eu estava fazendo involuntariamente com minha boca.

_M-Monstrinho? _Frisk disse e o Monstrinho olhou pra Frisk, sem responder nada e então virou novamente pra Undyne.

_O que está fazendo, garoto? _Undyne perguntou.

_... A-... A-... Aí... Cara! Se... Se você quiser machucar minha amiga... _Ele disse, com cada vez menos medo, até que o medo sumiu por inteiro. _Você vai ter que passar por cima de mim primeiro!!

_Uhh?... Hehe... Entendi. _Ela respondeu, olhando pra Frisk. _Espero que saiba que isso não muda nada. Você ainda cairá sobre meus pés, humana. Pode esperar! _Disse a Undyne, indo pelo caminho contrário ao nosso, provavelmente pra não ser vista pelo Monstrinho.

Então Undyne foi andando até que não pudéssemos mais vê-la em nosso caminho, fazendo todo mundo ali perder a tensão que tinham em seus corações.

_Ela se foi. _Disse o Monstrinho, se virando pra ver Frisk.

_É, parece que sim. _Frisk respondeu.

_Aí, você salvou minhas escamas.

_Eu acho que você teria feito o mesmo por mim. Ou não. Eu só achei que era o certo a se fazer. _Disse Frisk, com um sorriso se abrindo.

_Acho que aquela conversa sobre sermos inimigos é meio impossível. Hahaha. _Ele respondeu. _No fim das contas, parece que teremos que ser amigos em vez disso.

_Parece uma opção muito melhor pra mim.

Então todos ficaram em silêncio por um momento, apenas sorrindo e felizes pelo breve momento que tínhamos de paz com um amigo.

_... Cara, eu devia MESMO ir pra casa. _Disse o garoto, olhando pras estalactites da caverna, pensativo. _Meus pais devem estar preocupados comigo.

_Certo, eu também preciso ir agora mesmo, o mais rápido possível. _Frisk respondeu.

Então o Monstrinho começou a caminhar pelo caminho de volta pra Snowdin, mas antes de desaparecer de nossas vistas ele se virou  pra despediu-se de Frisk:

_Falou, cara!

_Hehehe! Falou, cara! _Frisk respondeu.

E então, nós nos separamos, o Monstrinho foi pro caminho de volta pra Snowdin e nós fomos pra fronteira, nosso destino, onde a batalha contra Undyne nos esperava, um combate incessante contra uma inimiga não misericordiosa. O pensamento já era de apavorar, a experiência então... Foi muito desagradável.


Notas Finais


Até a próxima!


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