História Underworld - Capítulo 15


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Categorias EXO, Mamamoo
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Demonios, Exo, Hunhan, Kaisoo, Sobrenatural, Sulay, Taoris, Terror, Xiuchen
Visualizações 95
Palavras 4.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoal!

Demorei mais do que pretendia dessa vez, me desculpem! Mas estou escrevendo bastante esses dias e o próximo não irei prolongar muito pra postar que nem esse.

Eu sei que sempre digo isso, mas agradeço de coração por quem está dando uma chance a esse plot bem insano que eu me aventurei, foi uma empreitada em tanto e fico muito feliz de saber que gostam <3

Já pararam para pensar em demônios celebrando dia dos namorados? Vamos descobrir?

Capítulo 15 - Dia dos Amantes


 

 

Num piscar de olhos, Chanyeol estava de pé a minha frente encarando o celular com o cenho franzido, como se estivesse preparado para um ataque.

 

Baekkie… Me desculpe… – embora a voz fosse de minha irmã, não pude descartar a ideia de ser algum truque para nos distrair. Tanto que corri até a janela, os olhos varrendo cada parte que podia ver da cidade, mas estava tudo calmo.

 

Park apanhou seu celular e se afastou um pouco enquanto falava com alguém.

 

— Byul… – sentia meu coração sendo esmagado pela saudade – Onde você está? – a desconfiança se fazia presente em minha voz, o que não passou despercebido na ligação.

 

Droga. – murmurou – Não deveria mesmo confiar facilmente. Faça-me uma pergunta.

 

Mordi o lábio enquanto revirava a mente em busca de algo que somente ela conseguiria saber e compreender. Nisso, meu chefe retornava para meu lado, os olhos ainda atentos a qualquer mínimo movimento que surgia na cidade. Fez um breve aceno com a cabeça para me incentivar a continuar a ligação.

 

Havia apenas uma referência que somente utilizava com a loira, costumávamos falar sobre isso quando terminávamos algum desabafo um ao outro, ou quando recebíamos uma notícia desagradável. Senti a nostalgia me invadindo e fazendo a saudade ser um soco em meu estômago.

 

— Quando as pessoas correm em círculos é um mundo muito louco. – vi o maior ao meu lado erguer uma sobrancelha sem entender o motivo daquela frase tão aleatória.

 

Porque todos querem dominar o mundo. – e um alívio percorreu meu corpo, fazendo com que minhas pernas cedessem e voltasse a sentar-me sobre o sofá. Apoiei uma mão sobre meu peito, sentindo como se tivesse acabado de emergir de um oceano.

 

— Eu sinto sua falta… – tentei impedir que as lágrimas saíssem ou que minha voz não quebrasse, mas falhava; minhas emoções, naquele momento, estavam sendo mais fortes que eu – Você está bem? O que aconteceu? Eles estão te machucando? – as perguntas saltavam pela minha boca sem controle.

 

Pirralho. – ela riu brevemente e eu soube que estava chorando também – Ficarei bem, certo? Chanyeol e Junmyeon estão te tratando bem? – olhei para o maior que me fitava com uma expressão muito engraçada de confusão e preocupação. Soltei um riso por conta da pergunta.

 

— Digamos que sim. – continuei a rir – Foram mais receptivos do que imaginei. – o moreno ergueu as sobrancelhas ao saber que era o tópico da conversa – Mas onde você está? Me diga como ajudar, por favor.

 

Não é seguro, Baekkie. Liguei para alertá-los. – meus músculos se tencionaram – Soube que foram atacados por Azazel, mas ele não é quem está no comando, deve avisar aos outros, os deixem prevenidos.

 

— Quem está no comando? – seu tom de voz resoluto me deixou mais aflito ainda.

 

Não confie nos anjos, em nenhum deles, me entendeu? Apenas na Yongsun. – franzi o cenho sentindo a frustração crescendo – Azazel é apenas um peão… – ouvi um ruído do outro lado da linha, algo como uma ventania passando e Byul ficando ofegante – Eu te amo, pirralho. Por favor, tome cuidado. – e assim, a ligação se encerrou.

 

Fiquei alguns segundos apenas ouvindo o silêncio do outro lado enquanto minha mente fervilhava de dúvidas que precisavam ser sanadas.

 

Deixei o celular cair em meu colo e limpei as lágrimas com a gola da camiseta, tentando me recompor e tentar compreender devidamente o que minha irmã quis dizer.

 

Park não disse nada, esperou pacientemente que eu processasse tudo até eu estar pronto para iniciar uma conversa.

 

— Preciso que me diga tudo que sabe sobre os anjos e porquê raios eles querem nos destruir. – minha voz ainda soava um pouco embargada, mas Park apenas assentiu e não fez nenhum comentário sobre meu emocional, o que agradeci imensamente. Não queria chorar como uma criança na frente dele, ao menos não por agora.

 

— Eles estão por trás das ações de Azazel? – deduziu corretamente e eu apenas confirmei com a cabeça. O moreno soltou um longo suspiro e levou seu polegar até os lábios, o mordiscando enquanto mirava a janela como quem está criando uma teoria da conspiração – Os anjos foram as primeiras criações de Deus, – achei bem inusitado o fato de um demônio afirmar a existência de Deus como algo normal, sem deboche – e como deve imaginar, não ficaram muito felizes em ter o amor do criador substituído pelos humanos. Lúcifer era o mais inteligente e afeiçoado ao pai, assim como Miguel, a diferença era que Lúcifer não se importava com os humanos, sempre os considerou inferiores e indignos de atenção ou inveja, ao contrário dos seus irmãos, que não suportaram a ideia de serem “trocados”. Então, como castigo, Deus fechou as portas do paraíso, aprisionando os anjos para que não fizessem mal a nova criação.

 

Passou a mão sobre os fios escuros enquanto refletia sobre o que havia acabado de contar. Ele ficava muito atraente quando mantinha essa pose de sabedoria; os olhos ficavam concentrados e os traços faciais firmes, e ainda mantinha os lábios cheinhos em linha reta e a coluna ereta, como se fosse um grande filósofo dos tempos antigos.

 

— Nem preciso dizer que desconhecia essa versão dos fatos. – suspirei enquanto analisava bem o que o maior havia dito – Então, Lúcifer não foi expulso? O que houve com ele?

 

— Esqueci que não contei sobre essa parte. Bem, – endireitou-se sobre o sofá – Lúcifer tinha uma personalidade forte, enfrentava as opiniões do pai e dos irmãos, isso o fez destacar-se entre os demais, até que Deus o colocou como líder enquanto o mesmo não se fazia presente. Já imagina que isso ativou o ódio de Miguel e os outros, certo? – ergueu uma sobrancelha antes de prosseguir – Eles tramaram contra Lúcifer, o fazendo parecer culpado do único crime imperdoável diante dos olhos do criador: assassinato de sua própria espécie. Por conta disso, o mesmo foi expulso do céu, sendo condenado a vagar como anjo caído na terra. Foi quando ele decidiu criar sua própria espécie, decidido a transformá-la em algo melhor que humanos e anjos, mas vemos que é impossível existir a perfeição, certo? – deu um sorriso de canto.

 

— Como sabe que Lúcifer não foi realmente culpado? – indaguei ainda achando estranho ouvir a verdadeira história por trás de tudo que as religiões tanto pregavam.

 

Chanyeol soltou um breve riso sarcástico.

 

— Por que você acha que ele foi o único a ser introduzido na história como o ser maligno e que deve ser temido? Eu o conheci, Baekhyun. – meus olhos brilharam de curiosidade – Mas cada um escolhe no que quer acreditar.

 

***

 

Os dias se seguiram de forma cansativa e frustrante. Passávamos as noites em claro com receio de outro ataque, mas nada ocorreu. Chanyeol dizia que o plano de Azazel era nos cansar tanto que, quando viesse, estaríamos sem forças para enfrentá-lo. Nisso ele tinha certa razão, era um bom plano mas, de acordo com Minseok, nada aconteceria e o inimigo parecia aguardar algo maior. O que me lembrou do que Moonbyul havia alertado, talvez estivessem a esperar uma forma dos anjos quebrarem seus portões e vir um ataque conjunto, o que seria pior ainda, mas ao menos nos dava um certo tempo.

 

Observava alguns de meus companheiros ficando um pouco mais abatidos por conta da falta de se alimentar, Jongdae era o que mais parecia prejudicado, já que tentava resistir até seu limite. Luhan permanecia radiante por estar se alimentando das relações que tinha com Sehun, as quais ele contava em detalhes para mim, mesmo que eu não pedisse por isso. Não sabia muito bem dos outros, Kyungsoo e Yixing eram mais reservados sobre suas vidas pessoais e eu jamais me atreveria a sair perguntando algo.

 

— Pensei que incubus só pudessem se alimentar de humanos. – disse a Luhan em uma de nossas conversas sobre sexo, o que eram praticamente todas.

 

— Não, nos alimentamos de vitalidade sexual, sejam humanos ou não humanos. Por isso existem casais de incubus ou succubus que permanecem unidos pela eternidade. Romântico, não acha? Embora seja bem clichê e um pouco patético quando dito em voz alta. – riu enquanto voltava a bebericar sua taça de vinho.

 

— Diga patético na frente do Sehun. – ri dando um gole na minha bebida azul que tinha gosto de menta, fiz careta.

 

— Estou bêbado. – defendeu-se enquanto caíamos na risada – Como você ainda não sabe do que sente fome, poderia comer de outras formas. – sorriu malicioso enquanto eu revirava os olhos.

 

Luhan e eu havíamos construído o hábito de conversar no bar do salão, já que o loiro agora dormia sempre no quarto de Sehun e eu ficava na sala de vigia com o Park que, por sinal, estava a me deixar curioso sobre sua fome. O moreno não aparentava estar faminto, nem estava abatido como alguns, mas ainda não tivera a chance de entrar no assunto, na maior parte do tempo só compartilhávamos preocupações e teorias, parecia até minha relação com Jongdae. Sentia falta de quando ele me jogava umas indiretas maliciosas ou me surpreendia com um toque íntimo. Chanyeol parecia mais receoso agora, mas não o culpo, todos estávamos pilhados com toda a situação.

 

— Tirem uma folga no Dia dos Amantes. – ouvi Minseok dizendo em um dos múltiplos dias que conversei com meu ex colega de quarto no bar. Os olhos felinos de Minseok eram tão serenos quanto um céu límpido de verão – Jongdae e eu cuidaremos de tudo, não se preocupem. Acho que todos merecem um descanso.

 

Acabei por descobrir que Dia dos Amantes era uma espécie de brincadeira entre eles sobre o Dia dos Namorados no mundo humano, trocaram por amantes por acharem que namorados era uma palavra muito boba e não encaixa aos mesmos, o que eu tinha que concordar. Luhan, por exemplo, não chamava Sehun de namorado e vice e versa, ambos apenas se relacionavam, sem necessidade de uma nomenclatura para o que tinham entre si.

 

Nesse dia os casais se reuniam em algumas festas ou apenas comemoravam sozinhos, cada um escolhia o que achava melhor. Tinha achado a ideia bem engraçada, nunca imaginaria que demônios comemorassem algo desse gênero.

 

Em uma das noites infinitas de vigilância, Chanyeol abordou o assunto, o que me deixou bem surpreso:

 

 

— Nunca celebrei um Dia dos Amantes, – começou, e ali estava aquele sorrisinho sacana que eu confesso que sentia falta – o que acha de termos essa primeira vez juntos? – não consegui evitar de rir da piadinha de duplo sentido.

 

— O que te faz pensar que nunca comemorei um Dia dos Namorados antes? – ergui uma sobrancelha o encarando com um sorriso travesso.

 

Nisso Chanyeol se aproximou preguiçosamente de mim, só parou quando nossos rostos estavam tão próximos que sentia a ponta de nossos narizes se roçando. Instantaneamente fechei os olhos achando que receberia um beijo, mas seus lábios foram em direção ao meu ouvido.

 

— Não disse Namorados, e sim, Amantes. – sussurrou dando ênfase na última palavra.

 

E, sinceramente, eu mal podia esperar pela chegada dessa data.

 

***

 

Por um lado, me sentia um pouco culpado por tirar aquela noite de folga, quero dizer, embora tenhamos passado dias a fio focando apenas na proteção da cidade e trocando teorias sobre Miguel estar por trás manipulando Azazel, ainda achava que não tinha feito o suficiente para ajudar. Minha irmã continuava presa e eu não podia mover um músculo para resgatá-la, ao menos por enquanto. Mas sua ligação tinha me tranquilizado um pouco, sabia que a loira estava viva e que estava armando alguma coisa, eu a conhecia bem e sei que não ficaria apenas parada, mesmo que estivesse acorrentada daria seu jeito de mover os pauzinhos em nome da sua causa.

 

Luhan repetia que eu não precisava carregar o mundo nas costas, todos estavam trabalhando incansavelmente e aquela folga era necessária para recuperarmos nossas forças, caso surgisse outro ataque.

 

Não tinha visto muito Jongdae pelo hotel, ele vivia sumindo com Minseok, o que eu desconfiava bastante, mas o moreno deve saber onde está se metendo.

 

Terminava de ajeitar o terno preto enquanto ouvia meu colega de quarto elogiando o quanto a gravata me deixava com uma pose de líder, o que fez minha auto estima crescer bastante.

 

Ouvimos uma batida na porta e sabíamos que nossas companhias haviam chegado.

 

Assim que abri, avistei Sehun e este prontamente sorriu largamente para Luhan, que estava atrás de mim. Achei fofo a pequena troca de sorrisos deles, mas foi só Sehun romper a barreira entre ambos para começarem a se beijar de forma mais ousada, coisa que foi minha deixa para dar as costas ao casal e seguir até Chanyeol, que estava encostado a parede de braços cruzados. Seu terno estava impecável, como sempre, e aquele penteado certinho que implorava para ser bagunçado por meus dedos estava presente.

 

Assim que estávamos próximos, estendeu sua mão em direção a meu rosto, trançando uma linha em minha bochecha com seu indicador.

 

— Talvez você seja a tão sonhada espécie perfeita. – sorriu de canto enfiando as mãos nos bolsos da calça preta.

 

— Isso faz parte da celebração do Dia dos Amantes? Tipo uma frase de efeito? – ergui a sobrancelha diante do elogio.

 

— Você pensa tão pouco de mim, Byun Baekhyun. – balançou a cabeça e eu me perguntei se realmente estava ofendido ou só fazendo charme – Venha. – estendeu seu braço e eu franzi o cenho – Isso sim faz parte da celebração. – sorriu sacana.

 

Soltei um riso antes de envolver meu braço no seu e ser guiado para o local do nosso grande encontro.

 

A festa da vez seria no tão aclamado cassino da Sunmi, o qual estava curioso para conhecer. Tal cassino ficava nas redondezas do hotel, portanto fomos a pé enquanto travamos uma conversa descontraída. E, bem, não demorou muito para meus olhos avistarem o local. Sorri impressionado quando meus olhos se prenderam ao cassino, mas confesso que estava a espera de algo de tamanha magnitude.

 

Continuava a segurar no braço de Park, me contendo para não deixar os seus músculos por baixo da manga do terno me distraírem.

 

Na fachada do cassino havia uma rosa gigante feita de luzes de led na cor roxa com as letras cursivas em dourado que formavam o nome do local, Boomerang. O prédio em si era em tons arroxeados mais escuros, dando a impressão das paredes estarem cobertas por um papel camurça. Sua entrada tinha uma porta dupla dourada e arredondada na parte superior, lembrando as construções indianas.

 

— E depois eu que sou extravagante. – murmurou Chanyeol me fazendo rir, pois eu também não sabia dizer quem era o mais pomposo quando se tratava de arquitetura.

 

Quando adentramos o cassino, senti que tinha sido transportado para um filme daqueles musicais burlescos, com várias dançarinas vestidas de roupas a caráter de Moulin Rouge e várias mesas de jogos com os demônios mais refinados, que estavam a beber em taças enquanto apostavam. O ambiente interior tinha iluminação avermelhada, ou era essa a impressão que dava por conta do chão escarlate e o palco com as cortinas vermelhas abertas enquanto dançarinas faziam suas performances no centro deste ao som de músicas românticas dos anos 80.

 

Ao longe pude ver Junmyeon e Yixing em uma das mesas de jogos, ambos com os braços em torno da cintura um do outro, ignorando completamente qualquer coisa ao seu redor. O mesmo valia para Luhan e Sehun que dançavam ao som de Slave To Love sem se importar se os outros achariam aquilo estranho ou brega.

 

E, para minha surpresa, Kyungsoo e Jongin estavam sentados no bar, bem afastados de todos, conversando aos risos algo que eu nunca saberei do que se tratava.

 

De fato, os demônios ali gostavam de comemorar o dia dos amantes.

 

Subitamente, Sunmi surgiu a nossa frente sorrindo de orelha a orelha ao ver que tínhamos chegado. Estranhamente, ela vestia um roupão de seda na cor vinho e eu me perguntei se havia uma piscina escondida pelo cassino.

 

— Meus convidados de honra! – exclamou se aproximando de mim – Bem vindo, pequena estrela. O que acha? – apontou ao redor.

 

— É deslumbrante. – afirmei sem hesitar e ela pareceu ficar ainda mais empolgada – Mas confesso que fico surpreso quanto a setlist.

 

— Hoje é o dia do amor e da paixão, nada mais correto do que celebrar ao som de baladas românticas clássicas, não acha? – deu uma piscadela em minha direção.

 

 

— Isso é bem brega na minha opinião. – comentou Chanyeol, que agora apertava um pouco seu braço contra o meu.

 

Sunmi estreitou os olhos em direção ao maior e parecia conter uma risada, o que atiçou muito minha curiosidade, mas nem tive a chance de indagar sobre.

 

— Venham comigo, por favor! – pediu fazendo sinal para que a seguíssemos – Quero os mostrar algo bem especial, acho que vão gostar bastante. – piscou antes de nos guiar em passos elegantes em direção a um corredor com a iluminação mais baixa e as paredes revestidas de um tecido como veludo, que dava uma vontade insana de correr as pontas dos dedos.

 

Em momento algum Park se desfez de meu braço e eu me perguntei se aquilo era apenas por conveniência ou se ele estava a tentar me proteger de alguma coisa, parecia a segunda opção.

 

Enquanto Sunmi caminhava, seu roupão esvoaçava, deixando suas pernas esguias a mostra em alguns momentos, o que ficava bem charmoso com seus saltos altos. Ela era uma mulher exuberante, isso eu não poderia negar, embora não me atraísse de uma forma física a morena.

 

Fomos levados até uma área a céu aberto que ficava bem aos fundos do cassino. O local era como um jardim naquelas casas de campo, bem aconchegante e com um canteiro de rosas vermelhas, que emitiam o mesmo aroma que Sunmi. Talvez seja por isso que esse perfume está tão presente nela. Havia também uma banheira de hidromassagem ali, bem no centro de tudo, a água quente era extremamente convidativa, mas eu não me atreveria. A frente da banheira tinha um sofá circular de estofado avermelhado, este bem próximo das rosas.

 

— Sintam-se à vontade. – disse ela enquanto se dirigia até o sofá e sentava-se com as pernas cruzadas, deixando a pele ali totalmente exposta.

 

Chanyeol e eu sentamos logo à frente da morena. Agora ele havia soltado meu braço, porém seu corpo estava encostado ao meu, sentia nossas coxas se roçando e isso estava me dando leves arrepios onde não devia.

 

— Vejo que reformou tudo. – comentou Park olhando ao redor – Isso é mais a sua cara, devo dizer. – olhei de um para o outro tentando me inteirar no assunto.

 

— Precisava de um toque da natureza. – suspirou enquanto me encarava – Você gosta, Baekhyun? – sorria de forma ladina para mim, o que me pegou desprevenido.

 

— Devo admitir que tem bom gosto. – assenti.

 

Ouvi Chanyeol soltar um suspiro ao meu lado e apoiar as costas ao encosto do sofá. Cruzou as pernas e depois esticou um braço por trás dos meus ombros, deixando sua mão sobre o mesmo. Franzi o cenho enquanto o lançava um olhar curioso, afinal, não estava acostumado com essas demonstrações quando não estávamos sozinhos. Sei que Sunmi é bem íntima do moreno, mas nem mesmo perto de Sehun ele fazia essas coisas.

 

Park não olhava para mim e eu estranhei isso também. Talvez só estivesse sendo difícil se desconcentrar dos problemas que ainda nos aguardariam depois dessa folga.

 

— Então, – retomou a morena alternando seu olhar do maior para mim – como está a vida de casal? – quase engasguei com a pergunta dela.

 

Ri sem graça sem saber direito o que responder.

 

— Hm, não somos um casal. – disparei sem coragem de encarar Chanyeol após aquilo.

 

Sentia o olhar do moreno sobre mim, queimando minhas orelhas, que agora deveriam estar vermelhas por conta da situação. Era ridículo, eu sei, mas não conseguia evitar de ficar constrangido quando alguém insinuava alguma relação romântica entre meu chefe e eu. Éramos bem descontraídos quando se tratava de sexo ou atração física, mas nunca chegamos a conversar nada sobre sermos oficialmente exclusivos ou algo assim. Nem ao menos sabia se ele continuava a se alimentar de humanos – ou demônios – após se envolver comigo, mas creio que sim, já que aparentava estar forte. Eu estava tranquilo sobre isso, não exigia que ele assumisse algum compromisso, nem eu mesmo saberia como iniciar algo assim, embora soubesse que sentia algo intenso pelo mesmo.

 

— Só estamos celebrando o dia. – esclareceu Park se remexendo ao meu lado. Seu braço sobre meu ombro começava a queimar devido a situação constrangedora.

 

— Hm. – murmurou Sunmi – Então podemos celebrar juntos, não podemos? – ergueu a sobrancelha sugestivamente e eu novamente quase engasguei.

 

— Depende do que o Baekhyun quiser. – falou Chanyeol me obrigando a encará-lo e o xingar silenciosamente por deixar aquela situação para mim.

 

— É sempre bom uma nova experiência. – Sunmi se levantou e veio até mim em passos lentos – Prometo que não irá doer. – estendeu sua mão com as unhas pintadas de vermelho sangue para mim enquanto um sorriso lascivo estampava seu rosto.

 

Eu nunca tinha tido vontade de ficar com mulheres, e nesse momento também não sentia, mas não nego que estava curioso para saber como seria ficar com a Sunmi. Seria realmente apenas uma experiência, queria saber se o poder de uma succubus conseguiria me fazer sentir o mesmo que um incubus.

 

Sem nada a perder, me levantei e segurei a mão da morena, que agora parecia conter a vontade de rir, o que me deixou mais confortável em relação aquilo, pois também estava me segurando. Lentamente, nos aproximamos até que nossos lábios se roçaram, foi quando fechei os olhos e senti o gosto do batom adocicado dela em minha língua e iniciei um beijo calmo, como quem faz aquilo pela primeira vez, no meu caso contava, já que era a primeira mulher que beijava. O que não estava sendo ruim, mas também não me transmitia a mesma coisa que com homens, mais especificamente, com Park Chanyeol.

 

Quando nos afastamos, Sunmi lançou um olhar para Chanyeol, o convidando a se juntar a nós. Quase no mesmo momento, senti o corpo do maior a me agarrar por trás, enlaçando seus braços ao redor da minha cintura firmemente enquanto começava a distribuir beijos pela minha nuca e pelo lado direito de meu pescoço. O que fez minha respiração ficar presa em algum canto da garganta e meu coração espancar minha caixa torácica em excitação. Só naquilo soube que, infelizmente, não daria um bissexual. Eu era louco pelos toques do moreno.

 

Para minha surpresa, Sunmi passou a imitar o que o Park fazia do lado esquerdo de meu pescoço. O misto das sensações me queimava por dentro enquanto sentia os lábios quentes dos chefes dos demônios sexuais beijarem minha pele. Fechei meus olhos para poder me deliciar com cada toque de lábios úmidos, cada escorregada de língua macia e roçar de dentes em minha tez. Um sorriso depravado, e deveras extasiado, pincelou meus lábios sem que eu pudesse controlar.

 

Chanyeol me puxava cada vez mais para si, quase afundando meu corpo no seu, o que fazia meu quadril ser bem pressionado em seu membro, despertando meus desejos mais profanos. Curvei a cabeça para trás, ofegava baixinho enquanto permanecia de olhos fechados e me permitindo aproveitar cada momento daquela perversão. Meu pescoço, nuca e agora orelhas e bochechas estavam a ser deliciosamente judiados, tanto que um gemido tímido se desprendeu de meus lábios ao passo que sentia meu membro pulsar.

 

 

Tão logo senti Sunmi se afastar, mas antes que pudesse sequer abrir os olhos, Park virou meu corpo de frente para si, agarrando minha cintura e me dando um beijo com sofreguidão, coisa que apagou qualquer traço de sanidade que me restava. Levei minhas mãos até seus cabelos, meus tão queridos fios que eu amava desarrumar. Suas mãos grandes desceram até minha bunda, apertou tanto minhas nádegas que quase me fez implorar que me aliviasse ali mesmo. Até porque tal aperto fazia a pélvis ser friccionada contra a dele de uma forma tão absurdamente gostosa que senti meus olhos se revirarem dentro das órbitas.

 

Subitamente, Chanyeol parou tudo que fazia, coisa que me fez gemer em frustração. Com pesar, abrir os olhos e o vi que seus olhos escuros estavam a mirar a Sunmi, estes estavam estreitados, como se descobrisse algum segredo da morena. O encarei confuso e depois me virei e encontrei Sunmi rindo à toa. Entreabri os lábios sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo entre aqueles dois.

 

— Meu trabalho aqui está feito. Creio que vocês têm muito o que conversar agora. – continuou rindo enquanto dava passos em direção a saída. Antes de se retirar do local, virou-se em nossa direção novamente – Vocês formam um lindo casal, deviam se orgulhar. – e assim sumiu, aos risos, e nos deixou sozinhos.

 

Fiquei uns segundos encarando onde antes a morena estava sem entender do que ela estava falando. Quando olhei para Chanyeol, o mesmo estava com as orelhas um pouco avermelhadas e um bico contrariado nos lábios, o que era extremamente fofo, ainda mais pelo formato único das orelhas do maior.

 

— O que acabou de rolar por aqui? – indaguei enquanto começava a rir de toda aquela loucura, mesmo que eu ainda estivesse excitado. O volume em minha calça não me deixava negar.

 

Park demorou alguns segundos até me fitar.

 

— Sunmi é uma devassa, não dê ouvidos a ela. – foi a minha vez de estreitar os olhos sem me convencer da resposta que recebi – Me perdoe, estou com um pouco de fome esses dias, por isso as coisas acabaram avançando demais.

 

Rapidamente lembrei-me da conversa que tive com Luhan um tempo atrás. Na qual o loiro me explicou a mudança da coloração dos olhos de um demônio sexual e a forma como as investidas destes costumavam ser "famintas" quando a fome se fazia presente. Realmente os olhos de Chanyeol estavam mais escuros que o de costume, seu modo de me beijar mais sôfrego, como se necessitasse daquilo.

 

— Talvez eu possa te ajudar com isso. – pousei as mãos sobre seu peito enquanto via um brilho perpassar seus olhos enegrecidos.

 

— Não se sinta obrigado. Tem que ter certeza dessa decisão. – seu olhar sério só fazia aquele desejo se intensificar.

 

— Eu tenho certeza. Te dou minha permissão. – falei com convicção. Realmente desejava por aquilo, profundamente, estava apertado em minhas calças e curioso sobre como seria se entregar a um Chanyeol faminto.

 

Podia ser ele que estava com fome, mas eu também necessitava daquilo tanto quanto o mesmo. Meu corpo fervia e sentia que enlouqueceria caso precisasse reprimir o meu desejo por mais tempo.

 

— Vamos terminar o que começamos, Chanyeol. – sussurrei perto de seus lábios, quase os roçando, coisa que foi o suficiente para que seus olhos brilhassem e sua respiração ficasse mais pesada, o que o deixava ainda mais atraente.

 

Senti o aperto novamente em minha cintura e, num piscar de olhos, estávamos no saguão do hotel.


Notas Finais


E aí? Gostaram?

Como prometi, aqui está o momento que, até eu, estava ansiosa! Mas calma, optei por não colocar o lemon completo nesse capítulo para não ficar muito grande e também para deixar um suspense gostoso sobre o que vai rolar. Umas coisas interessantes também serão explicadas no próximo.

Para quem ainda não viu o trailer da fic https://www.youtube.com/watch?v=Oqx2h4iudco

Daqui por diante vai rolar bastante ação, então me digam se sentirem as coisas apressadas ou confusas, por favor. E, claro, mandem teorias sempre! Sou uma grande amante de plot twist, então amo teorias mais que tudo!

Obrigada por ler até aqui <3


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