História Undisclosed Desires - Capítulo 1


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Categorias Mamamoo
Personagens Hwasa, Wheein
Tags Hwasa, Mais Yuri Por Favor, Mommy Wheein, Wheein, Wheesa
Visualizações 83
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como eu tô fanática com esse couple maravilhoso eu tô aqui tentando expor meu amor por elas criando historinha fictícia pra alimentar isso.

Se não gostar de Yuri, não leia.
Se não apoia o couple, não leia.
Se não quer ler, não leia.

Tô fazendo isso por puro entretenimento e só quero se as pessoas se divirtam e tenham um bom tempo lendo.

Enjoy!

Capítulo 1 - Prologue


  Ninguém avisou que a vida adulta seria desse jeito.


  Não que seja difícil. Provavelmente, a vida do senhor Lee da casa da esquina é difícil. Com todas aquelas plantas mortas e aquele som alto o dia inteiro tocando alguma melodia que ninguém nunca se interessou em procurar saber qual era. Aquela sim era uma vida difícil.


  Sem esposa, sem filhos, sem pais porque estão na Índia, sem marido (quem sabe?), sem netos e sem amigos.


  Tirando o pequeno Jung, filho da adorável senhorita Wheein, que ia em sua casa todos os dias pela manhã e lhe dava um pedaço de torta de maçã. Aquele gesto rotineiro acabou aproximando os dois. Wheein tinha muito orgulho de seu pequeno raio de sol desde que ele segurou em sua mão no primeiro dia de aula na creche e apertou com tanta força, só pra deixa claro pra sua mamãe que não estava com medo. Seu sorriso pequeno e cheio de dentinhos de leite aquele dia derreteu até os velhos chatos da casa do lado que viviam gritando um com o outro.


  Os Jung são peculiares. O homem da casa nunca existiu, Wheein era mãe e pai a 5 anos inteiros e tinha como filho a criança mais gentil e independente que aquele bairro já vira.


  Claro, a moça tem culpa nisso e não foi agradável.


  Desde o ensino fundamental, a loira de cabelos curtos tem uma facilidade absurda com computadores. A famosa nerd, sim, essa era Wheein dos 11 aos 17 anos. E foi por causa desse talento (e de um vício incomum e nada saudável por RPGs) que a senhorita Jung, aos 27 anos, era uma das mais influentes programadoras de jogos do Japão.


  É, Japão. Não tiveram muito sucesso na Coreia, mas, hey! O que hoje em dia não funciona por e-mail? A internet é um universo inteiro a ser explorado.


  Luke não foi planejado, claro, era uma mulher jovem e solteira. Não queria se relacionar, não com homens que eram tão difíceis de lidar, mas tinha que admitir que o sexo com eles era uma das melhores coisas a se provar na vida. E, numa dessas viagens ao banheiro de um evento para promover seu jogo, um rapaz alto e moreno com traços sul-americanos foi o sorteado. Algumas semanas depois um desmaio deixou claro que uma mulher grávida não deveria ficar em pé num palco por mais de 40 minutos.


  E a jornada de Wheein e Luke começou em uma casa aconchegante no sul da Coréia. Em um bairro calmo e com um intrigante som de violino ao fundo. Às vezes alguns jovens vagavam por ali, festas eram comuns na casa da frente aos fins de semana, mas Wheein gostava de ver. Era interessante assistir aqueles garotos de 17 anos bêbados se amassando contra uma árvore perto de sua casa enquanto ela estava em casa, de pijamas e com uma xícara de chocolate quente nas mãos enquanto pensava se conseguiria colocar algo mais quente em seu próximo jogo. Outro RPG. Algo com muitas explosões e uma rainha que recompensa o ganhador.


  Logo ela voltava ao computador e mais uma noite se passava sem a mulher ter uma boa noite de sono. Até o pequeno se surpreendia com o quanto sua mamãe conseguia ser forte e não ficar com a cara toda enrugada.


  O menino se levantava todos os dias às 6h da manhã. Dobrava seus cobertores daquele jeito esquisito e todo amassado, jogava eles no guarda-roupa e ia tomar um banho pra tirar o cheirinho de suor que ficava nele toda manhã. Era incrível como todos os dias, até no frio, ele acordava com aquele cheirinho azedo. Ele não entendia.


  Arrumava seus cabelinhos castanhos e lisinhos como sua mãe fazia (o que significava bagunçar com os dedos até parecer um menino rebelde) e logo estava descendo até a cozinha pra apertar o botaozinho da máquina de café. A mamãe gostava, mas ele achava amargo e ruim. Fora que estava sempre tão quente que sua língua queimava todas as vezes. Ele preferia um suco de manhã, por isso Wheein deixava na prateleira debaixo da geladeira.


  Luke gostava de vestir as camisas da mãe, tinha muitos super heróis nas roupas da mulher e ele se sentia um pouco mais forte usando elas. A daquele dia era uma do Batman. A loira detestava o Batman, mas Luke gostava tanto da voz assustadora daquele morcego esquisito que ela comprou algumas só pra ele poder usar achando que eram suas favoritas.


  Seus pés tinham as famosas pantufas de coelhinho, foram um presente da senhorita Ahn. Inclusive, estava atrasado. Já eram 8h e ele não tinha levado o café pra sua mãe.


  Se apressou pra não derrubar o café quente em suas pantufas e balançou a cabeça pra tirar a franja dos olhos. Teria que lembrar a mamãe de ir ao cabeleireiro, ou o irmão da senhorita Ahn começaria a chamar ele de garotinha. Jimin era um abusado e Hyejin já tinha brigado com ele por isso, mas ele não parou.


  – Mamãe? - Chamou baixinho, quase sussurrando, enquanto colocava a xícara de café pela metade e fumegando ao lado do computador. Sorriu ao ver a mulher resmungando e colocou o dedinho em seu nariz. Só a pontinha. Só pra ver ela enrugando o nariz e fazendo um bico. Wheein parecia tão criança quanto Luke na hora de acordar. - Mamãe, eu preciso ver desenho, já vai comecar. - Continuou com o tom baixo e a mulher piscou devagar, despertando aos poucos. Seu sorriso aumentou um pouquinho mais.


  Se ele não tivesse só cinco anos e fosse um pouco mais gordinho como Jimin, poderia pular em cima de sua mãe e dar um abraço esmagador na mulher até ela acordar, mas sua tática era melhor.


  Afastou os cabelos do rosto da mulher numa carícia tão gostosinha que ela deu um sorriso sonolento, mas ainda sem abrir os olhos. O pequeno umedeceu os lábios e aproximou do rosto dela bem devagar, pra não acordar de uma vez e se afastar e acabar com o plano.


  Botou a língua pra fora e lambeu todo o rosto dela. Desde o queixo até a testa, passando pelo olho e rindo alto com o som de nojo que ela fazia enquanto corria pro banheiro.


  As manhãs dos Jung eram assim. Wheein acordava, lavava o rosto, ligava a tevê para o filho e deixava bloqueada no canal de desenhos enquanto tirava um cochilo no sofá com ele após tomar o café.

  Um cochilo de oito horas.


  A mulher acordou tão perdida sobre onde estava que teve de sorrir. A tanto tempo não tirava um cochilo tão gostoso, se sentia como nova, parecia que sua mente estava fervilhando em ideias e ela correu pro computador.


  – Lukey! Pode trazer um copo de suco pra mamãe? - Gritou, com o notebook em mãos enquanto caminhava até o escritório no andar de cima. Olhou pra dentro do quarto do garoto e ele não estava ali no meio da bagunça, tinha até medo de olhar dentro do guarda-roupa. - Lukey-lukey? - Chamou mais uma vez e nenhum dos montinhos de brinquedo se mexeu, então ele não estava ali dentro.


  Rolou os olhos e largou o notebook em seu quarto, calçou os chinelos e se espreguiçou antes de caminhar para fora de casa. Estava de pijamas? Estava. Isso incluía uma calça de girafas e uma regata laranja? Sim. Seus cabelos estavam parecendo um ninho? Sim, estavam mesmo, mas Luke estava na casa da frente de novo e não podia deixar que aquela criança bochechuda deixasse seu menino pra baixo mais uma vez.


  Caminhou raivosamente com seus chinelos azuis e cruzou a rua direto até a casa que tocava um pop alto e dava pra se ouvir algumas risadas bem escandalosas. Tudo bem, era gostoso ouvir aquilo, a loira sorriu sem nem perceber e tocou a campainha.


  Gostava de Jimin, era um garoto doce, mas tratava Luke com se ele tivesse roubado seu ursinho favorito e o pequeno Jung se sentia tão mal quando não recebia um abraço de despedida do Ahn que ela preferia que eles não se vissem.


  Sem Oi, não tem a necessidade de um tchau, certo? Certo! Com mãe não se discute.


  – Senhora Jung! Entre! Minha irmã fez bolo de cenoura. - Jimin gritou, me puxando para dentro pela mão. Estava elétrico, fechou a porta e voltou dançar na frente do videogame com Luke, esse que estava com o rosto sujo do que presumiu ser chocolate e tinha um sorriso lindo no rosto. Quase se arrependeu de ter ido ali tirar seu garoto de perto do quase amigo. - NOONA, A TIA WHEEIN TÁ AQUI! VEM DAR OI!


  – Não, jiminnie, eu vim buscar o Lukey, precisamos ir pra casa. - Falou sem graça, vendo o garoto bochechudo começar a murchar a expressão alegre enquanto abaixava o volume da televisão. Oh céus, porque ele tinha que ser tão gordinho?


  – Mas mãe, nós ainda não tomamos sorvete e a unnie disse que ia me ensinar uma coisa antes de eu ir embora. - Luke disse com um olhar pidão, segurando sua mão direita e Jimin agarrava na esquerda. O que aquela criança tinha? Chantagista, pensou.


  – E onde está essa unnie? Eu nunca conheci sua irmã, Jimin. - Perguntou com um vinco entre as sobrancelhas. - Não posso deixar o Luke aqui enquanto eu estou trabalhando, isso não é legal.


  – Mas você trabalha toda hora. - Murmurou Luke, tentando não ser ouvido enquanto subia as escadas, provavelmente para ir atrás da tal unnie.


  A loira sentiu seu peito apertar com aquele olhar triste de Jimin e com o que Luke disse. Sabia que não tinha tempo o suficiente para brincar com ele, que não conseguia ficar tanto tempo vendo televisão com ele sem cair no sono. Sabia que não era a melhor companhia, ou a mais divertida, mas era uma boa mãe. Sabia ser uma boa mãe. Era uma mãe presente e lhe dava tudo, carinho e amor, sempre que podia.


  Suspirou angustiada e deu meia volta, abrindo a porta.


  – Diga ao Luke que é pra ele voltar antes das 9h, okay? Se divirtam e, por favor, não dê mais bolo pra ele. - Deu uma risada sem graça e foi até sua própria casa com uma expressão abatida.


  Isso era o que Luke era. Uma criança de cinco anos, independente e com uma mãe sem noção que só pensa em trabalho e dorme só de encostar em alguma coisa.


  Deu uma última olhada na casa da frente e viu uma silhueta na janela de cima. Estava amarrando os cabelos em um rabo de cavalo, mas tudo estava coberto pelas cortinas. Um corpo menor se aproximou e começou a puxá-la pela mão. A luz apagou e Wheein desviou o olhar, fechando a janela para bloquear o sol.


  Estava na hora de terminar aquele jogo e ser uma super mãe, mas precisaria de uma ajuda.


Notas Finais


E aí, o que acharam? Continuo, continuo?


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