História Unexpected Call (Taekook) - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Jungkook, Kooktae, Kookv, Park Bogum, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 70
Palavras 1.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ai, esse capítulo, zero defeitos

Boa leitura
:3

Capítulo 10 - Ten - What the hell this boy are doing with me?


Já sentiu alguma vez na vida aquela sensação de petrificação? Quando você fica tão desestabilizado ao ponto de não conseguir nem piscar os olhos, coisa que deveria ser feita involuntariamente? Se não, espero que nunca sinta. É péssimo.

Uma gigantesca onda elétrica atinge meu corpo quando escuto aquela voz grossa pronunciar aquela simples frase. Primeiro que achei um tremendo golpe baixo a maneira como meu nome é perfeitamente sibilado por seus lábios rosados e um pouco machucados devido ao acidente, segundo que eu acho mais golpe baixo ainda, de quebra, escutar um “meu amor” no final da frase.

Por Deus, se controla Jeongguk

Fitei seu rosto delicado e devolvi seu olhar intenso sobre mim, sem saber ao certo o que responder. Afinal, como eu deveria me portar? Porra, o garoto acabou de sair de uma cirurgia deveras complicada, correu o risco de perder a vida e eu, não estando numa situação melhor, sou seu namorado, porém não lembro de bulhufas nenhumas.

Por não saber o que fazer e, nem muito menos, saber o que responder àquele questionamento, fiz a primeira coisa que se passou em minha mente e coisa que achei mais sensata a se fazer: fazer a egípcia e demonstrar preocupação.

Sem nada responder, me afastei da porta e caminhei a passos lentos até o lado esquerdo da cama. Durante todo o trajeto, o castanho me acompanhou com olhos curiosos e confusos, mas não parei. Pelo contrário, ao estar ao seu lado, me inclinei levemente e beijei sua testa por cima de sua franja desgrenhada.

– Como se sente? – perguntei olhando em seus olhos, depois de me afastar apenas o suficiente para encará-lo.

Piscou os olhos algumas vezes, parecendo não saber como agir. Talvez estivesse confuso sobre o porquê de eu não ter respondido a sus fala carinhosa. E foi aí que mais uma dúvida se passou pela minha cabecinha.

Saberia ele sobre minha perda de memória?

– Considerando que quase morri há algumas horas, estou todo dolorido, ‘tô cheio de agulhas me furando e cheio de fome – listou, um tanto irônico, me fazendo rir levemente – Até que ‘tô indo bem.

– Quer que eu vá buscar algo para você comer? – ofereço – Sei que comida de hospital não é a das melhores, digo por experiência própria, mas é melhor que nada...

– Não! – me interrompe, elevando um pouco a voz – Por favor, não me deixe, de novo... – sussurrou a última parte, mas eu ouvi. No entanto, preferi deixar para lá.

– Tem certeza? Não quero que passe fome...

– Tenho, não me importo em ficar com fome até que uma das enfermeiras venha me trazer comida – assenti.

Ficamos absortos num silêncio desconfortável a partir de então. Não sabia o que dizer e nem o que pensar sobre aquele “de novo” que ele disse baixinho. Droga de memória! Como eu queria lembrar das coisas agora...

– Desculpe, mas, sem querer parecer ingrato, posso perguntar o motivo de você estar aqui? – sua pergunta me pega de surpresa.

– Eu sou seu namorado, não? – ele arregala os olhos. Franzo o cenho diante de sua reação.

– O-o que? V-você...? – arqueio as sobrancelhas, incentivando-o a continuar sua fala – Esquece. Bem, sim, na teoria.

– Na teoria? Como assim?

– É uma longa história...

– Que bom, porque amo longas e boas histórias – o encaro questionador e ele umedece os lábios, suspirando.

– Não tenho tanta certeza de que essa é uma boa história.

Antes que eu pudesse responder alguma coisa e continuar com aquele assunto que realmente tinha me deixado com uma pulga atrás da orelha, devo ressaltar, a porta do quarto foi aberta com certa brutalidade por um médico meio destrambelhado.

– Dr. Kim! Já pedi que tomasse mais cuidado com as coisas! – reconheci a voz do chefe do trauma, Dr. Kim Seokjin, reclamando com outro médico.

– Perdão, Dr. Kim, irei tomar mais cuidado. Prometo – o tal médico destrambelhado disse, entrando no quarto atrás do outro Kim.

– Ah, corta essa Namjoon, já perdi a conta de quantas vezes você já prometeu isso e até agora nada – escutei uma voz feminina soar atrás dos dois rapazes e logo uma médica morena e sorridente adentrou o quarto.

– Eu já perdi minhas esperanças, façam o mesmo – observei o Dr. Min entrar por último no quarto e fechar a porta logo atrás de si.

– Ah, seu filha da... – o médico destrambelhado começou a dizer, mas não pôde completar seu xingamento.

– Calados! Ou boto os três para fora daqui à vassouradas! – o Kim chefe proferiu tentando parecer ameaçador, mas só conseguiu assustar o Kim destrambelhado, arrancando risadas dos outros dois médicos presentes e, principalmente, uma risada baixa e gostosa do castanho ao meu lado. Risada essa que me fez sorrir automaticamente.

Meu Deus, o que esse garoto ‘tá fazendo comigo?

O Dr. Kim – o chefe, tarado em coisas cor de rosa – pigarreou, chamando nossa atenção.

– Desculpe pela maneira imprudente de agir de meus colegas, isso não irá mais se repetir – começou, se desculpando.

– Que nada! Vocês deveriam fazer isso mais vezes, na verdade – o castanho disse – Quebra um pouco da energia mórbida desse lugar.

– Está vendo! Eu faço os pacientes rirem...

– Quieto, Namjoon – ele se cala, contra sua vontade e com um biquinho nos lábios – Bem, ignorando o que aconteceu... Bom dia, senhor Kim Taehyung, me chamo Kim Seokjin e sou o cirurgião do trauma responsável por você.

– É um prazer, bom, nem tanto porque tive que quase morrer pra te conhecer, mas enfim – ri fraquinho.

Era incrível como o outro conseguia fazer piadas até sobre sua quase morte. Era como se nada o abalasse, sempre distribuindo sorrisos para lá e para cá. Ah, aquele sorriso... Um retangular que parecia ter uma leve forma de coração, não sei. Só sei que, só com aquele simples manear de lábios, o castanho conseguia me derreter.

– Bem, como deve saber, o senhor sofreu um acidente, se chocando contra um caminhão. Teve uma fraturas na perna e no braço, em uma de suas costelas, além de lesões no peito, no abdome, na coluna e uma lesão no pulmão – o castanho arregalou os olhos.

– No entanto, não há mais motivos para se preocupar – tranquilizou ao castanho e, querendo ou não, a mim – Eu e minha excelente equipe de cirurgiões conseguimos controlar todos os machucados, te deixando sem nenhum risco de morte ou sequela.

– Oh, obrigado, de verdade, doutor! – o Kim mais velho apenas sorri e faz um meneio com a cabeça – Imagino que sua equipe de cirurgiões são esses três desequilibrados aí.

–  Exatamente –  riu divertido –  Este é o Dr. Kim Namjoon, nosso cirurgião ortopedista. Não se preocupe, ele é meio atrapalhado, mas é um excelente cirurgião.

– É um prazer conhece-lo, Dr. Kim

– Igualmente, Senhor Kim – fez uma leve reverência – Como disse o Dr. Kim, tento dar o meu melhor na mesa da sala de cirurgia e foi isso o que eu fiz no seu caso. Coloquei alguns pinos na sua canela, engessei seu braço, como pode ver, e dei um jeito na sua costela. Se me permitir, gostaria de dar uma checada.

– Sem problemas

Dito isso, me afastei da cama e sentei na poltrona perto da cama e observei o ortopedista trabalhar. Diferentemente do neurocirurgião, não me incomodei com o Dr. Atrapalhado cuidando de meu “namorado”. Ainda não sei o que pensar sobre isso, sendo bem sincero.

Depois de dar uma olhada nos pinos da canela do castanho, checar o gesso de seu braço e olhar o curativo em seu tórax, o médico se afastou.

– Tudo certo por aqui.

– Bem, o senhor já me conhece, sou o cirurgião cardiotorácico responsável pelo seu caso – o castanho sorri e assente – Como eu havia dito ao seu namorado – os dois olharam para mim, o castanho suspirou e eu apenas sorri sem mostrar os dentes – Eu cuidei da lesão no seu pulmão, consegui conter a hemorragia sem causar sequelas muito graves, ou seja, tudo ocorreu bem. Só precisamos ficar de olho caso o senhor tenha uma parada cardíaca, o que é bem provável que aconteça em breve.

– Isso é preocupante? – me pronuncio pela primeira vez desde que os médicos entraram no quarto.

– Na verdade, não. É apenas uma resposta do coração ao grande esforço que ele fez. O coração está fraco, normal que perca sua força. Por isso que estamos aqui, para fazê-lo recuperar suas forças aos poucos – assentiu – Posso lhe examinar?

Mal recebeu a confirmação e o cirurgião com cara fechada já foi pegando seu estetoscópio e colocando em seus ouvidos. Mediu os batimentos cardíacos do castanho e fez algumas outras coisas lá, além de anotar uns negócios em seu bloquinho de notas. E, de novo, percebi que não me incomodei em momento algum.

Meu problema é com aquele neurocirurgião metido a boa pinta. 


Notas Finais


Eu acho, só acho, que o Jeongguk e o Bogum não vão se dar muito bem...

Até a próxima!


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