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História Unexpected love - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo - VIII


POV CAROLINE


- Acorda... - Depois de um tempo eu notei a Bianca passando a mão na frente do meu rosto. - Meu Deus, Caroline! Limpa a baba escorrendo aí, que nojo! 


Que?


Eu passei a mão na boca e definitivamente não tinha nada ali. Idiota.


- Me erra, Bianca. - Eu pedi uma água tônica no bar e enquanto esperava eu observei a garota no palco. Porque eu perdi o ar quando a vi? Tudo bem, ela era linda, a voz dela era magnífica, o timbre era suave, o olhar...


- Carol? - Lucas me chamou, foi só aí que eu notei que ele estava com a minha água tônica na mão. - Cê tá legal? - Eu concordei pegando a bebida.


- Vamos lá para o fundo. - Os chamei e fui na frente.


Eu não poderia ter criado algum tipo de interesse nela. Nem a pau. Meus pais iriam me matar, ou me deserdar, o que já não era difícil pra eles. Eu nunca tinha ficado com nenhuma garota, na real eu nunca tive nenhum interesse por nenhuma garota. Até esse anjo aparecer.


- Porra, Carol! Aqui eu não consigo enxergar nada do palco. - Bianca reclamou.


Essa era a minha intenção.


- Se quiser ficar vendo ela, vai lá pra frente. Simples. - Eu não tinha nenhuma visão de onde ela estava, e sinceramente era melhor assim. 


- O que é que você tem? - Lucas estava na minha frente.


- Nada, mano. Que saco! Querem ir lá pra frente ver a menina? Só ir, velho. Eu vou ficar bem aqui. - Meus braços estavam cruzados e eu estava encostada na parede.


Pelo canto dos olhos notei que Lucas e a Bia tinham trocado algum olhar significativo. Eu não queria ir lá pra frente, não queria dar de cara com aquela garota de novo porque eu sei que ela causou alguma palpitação em mim que eu não era capaz de distinguir, e nem queria para ser sincera. Eu tinha medo de me envolver, medo talvez pelos meus pais. Infelizmente eu não tinha peito para encará-los se soubessem que eu estivesse ficando com uma menina. Mas que merda que eu tô pensando? Eu não quero ficar com ninguém! 


- Vem no bar comigo? - Bianca perguntou depois de um tempo e logo fomos. Eu tentei ao máximo não olhar para o palco. - Quer alguma coisa? - Eu só discordei movimentando a cabeça.


- Que bom que estão animados ainda... - Uma das músicas tinha acabado e ela estava interagindo com o Pub. - Cêis tão tudo afim de virar a noite hoje, não é? - Houve alguns gritos e ela sorriu. Puta que pariu, que sorriso lindo! Porque é que eu fui olhar?


- Ela canta bem, né? - Bianca comentou enquanto esperava pela bebida. Novamente eu não disse nada, apenas concordei.


- Bom.. Vamos pra mais uma autora e espero que gostem, caso contrário eu tô na rua. - Ela começou a tocar o primeiro acorde e soltou a voz: - O mundo é dos loucos

Se perdem por pouco

Mas eu me encontrei em você

Não sei te dizer se foi destino

Ou algum outro clichê


Alguma coisa dentro de mim dizia

Que a gente ficaria junta

Fugi dos sinais, tarde demais

Como que faz se


Eu e você é quem nem déjà vu

E, se pá, é de arrepiar

Tipo coisa de vida passada

Te vejo e não vejo mais nada

Te escrevo um clichê romântico do tipo John Green

Tu sabe bem tudo que rola no fim


Então me deixa mais de lado

Que se for muito chegado

A gente casa, te levo pra casa

Baby, não me espere ou preste conta

Mais pra frente 'cê me encontra e a gente vaza

Mais que Red Bull, 'cê me dá asas



Eu não sabia se era nóia da minha cabeça, mas ela tinha me encontrado no meio da música e desde então não desviava os olhos de mim. Eu não fazia diferente, seu olhar era hipnotizante. Eu senti um frio na barriga que não devia estar ali quando realmente comecei a prestar atenção na letra da música. Ela tava cantando pra mim?



POV DAY


- Leva o coração, mas deixa uma metade

Que se for tudo de uma vez, não sobra pra mais tarde

Deixa mais de lado, que se for muito chegado

A gente vaza, baby, a gente casa


Já 'tô louco de saudade

Já faz mais de 3 min que 'cê foi

Tu é malvada de verdade, maldade

Porra, nem me deu oi


Pega a parte do Djavan, déjà vu

Deixa quieto, mó boi

Se liga na minha síntese

Baby, quero de novo essa noite


Mais tarde, sei lá

De repente 'cê vem

A gente enrola

'Tô pensando em nem vazar


Desde que meu mundo não deixe de ser

Um pouco de samba com um pouco de rap

E o resto de você


Então me deixa mais de lado

Que se for muito chegado

A gente casa, te levo pra casa

Baby, não me espere ou preste conta

Mais pra frente 'cê me encontra e a gente vaza

Mais que Red Bull, 'cê me dá asa


Leva o coração, mas deixa uma metade

Que se for tudo de uma vez, não sobra pra mais tarde

Deixa mais de lado, que se for muito chegado

A gente vaza, baby, a gente casa, yeah, yeah



Sinceramente não prestei atenção em nada quando a música chegou ao fim, eu só conseguia olhar pra ela, eu me desconectei do mundo por alguns instantes.


- Casa comigo, Day! - Uma voz feminina gritou depois de um tempo, me despertando.


- Olha que eu tô na pista... - Um sorriso bobo e discreto surgiu na minha expressão assim que a amiga e ela saíram do meu campo de visão.


Eu toquei mais umas dez ou onze músicas talvez, eu não tinha contado, mas a galera sempre pedia mais e eu cedia. Apesar de estar um caco de cansada era de uma satisfação enorme estar cantando ali. A garota ruiva não apareceu mais, mas o Lucas, amigo dela que tinha trombado no bar mais cedo, volta e meia ia até o bar pegar mais bebida. Isso era uma pista de que ela poderia ainda estar ali. Ou não, talvez tivesse ido embora.


Quando eu decidi realmente parar, algumas pessoas reclamaram, por mim eu também não ia embora, mas meu corpo precisava de uma cama. Eu guardei os meus cabos e o violão na bag antes de me encontrar novamente com o dono do Pub para pegar o cachê da noite. Foi muito melhor do que eu esperava, tirei uns $300,00 dólares pela apresentação. Ele até me propôs que eu cantasse todas as noites, mas eu tinha consciência que havia meu trabalho e também aquele era o canto do Vitão, eu não seria filha da puta de aceitar aquilo.


- Saiba que estaremos sempre de portas abertas pra você. - Ele me disse pouco antes de eu sair do escritório localizado numa parte escondida da casa. 


 Depois de lá eu fui direto para o bar tomar meu último copo de Cozumel antes de ir pra casa relaxar.


- Você deveria vir mais vezes. - Dani comentou logo quando me sentei no banco em frente ao bar. Antes que eu pedisse ela começou a preparar mais um pra mim.


- Vou ver. Esse lugar não é meu, saca? Vitão precisa daqui. - E era verdade, eu não me lembrava dele ter falado que cantava em outro lugar. Vida de músico não é nem um pouco fácil, talvez por isso eu tenha simplesmente deixado de lado.


Eu devo ter enrolado mais meia hora no bar jogando conversa fora com ela antes de pegar rumo pra casa. A garota ruiva? Ela não apareceu mais depois, realmente deveria ter ido embora, o que não foi tão ruim, porque Dani já estava no centro da minha mira. Descobri que ela tinha acabado de completar dezoito anos e era bissexual, apesar da idade a cabeça dela já era bem amadurecida, achei. Morava, entre aspas, sozinha. No fundo da casa dos pais, o que lhe deu um pouco de independência.



- E aí, maninha! Como que foi? - Não passou nem 10 minutos que havia chego em casa, o Vitão me ligou.


- Foi massa, mano. Sério! Surreal essa sensação. Queria que você estivesse lá. 


-  Imagino.. Queria te ver cantando de novo. Mas agora o que não vai faltar é oportunidade. 


- Vê com o cara carrancudo que fuma charuto gente boa de cantarmos juntos lá. Como fazíamos antes. - Ele concordou. - Agora me deixa dormir porque eu estou um caco de ser humano. 


- É claro, meu amor. Bons sonhos cantantes! - Nos despedimos e eu simplesmente não me lembro em qual momento eu dormi durante aquela curto "boa noite".



Na manhã seguinte eu acordei com o despertador às seis e meia, era uma música do Paramore, vulgo minha banda dos sonhos. Eu entrava às oito da manhã no serviço e, mesmo não parecendo, eu demorava horrores para me arrumar. 


- Bom dia, Day! - Lauren me cumprimentou assim que entrei. Éramos apenas nós duas ali, na verdade o negócio era dela e me contratou às cegas, por indicação da minha irmã que foi colega de sala dela no ensino médio. Minha irmã voltou para o Brasil e por sorte me ajudou com esse trampo lá, o que tem me salvado. - Me conta. Como que foi?


As vezes ela era mais empolgada que eu com algumas coisas que na real eu deveria estar animada.


- Foi ótimo. Você deveria ter visto! Me deu um frio na barriga de cantar de novo, mas foi libertador. 


Vez ou outra chegava algum cliente querendo saber algumas informações, mas a maior parte do período de trabalho nós ficamos conversando sobre a noite passada. Fora o Vitão, ela se tornou a segunda pessoa que eu mais conversava, Lauren tinha 24 anos então nossas ideias ainda se batiam em alguns quesitos.



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