História Unexpected Love - Capítulo 26


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Categorias O Quarto do Suicídio (Suicide Room)
Personagens Aleksander Lubomirski, Dominik Santorski
Tags Aleksander, Aleksander Lubomirski, Dominik, Dominik Santorski, Suicide Room
Visualizações 133
Palavras 923
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Be Happy


— Tate, quando me pretende falar o novo endereço do Dominik? — o moreno se aproximou do outro.

— Novo endereço? — indagou franzindo o cenho.

— Qual é, eu sei que ele mudou de casa e número de celular. — o loiro suspirou profundo, logo dirigindo sua atenção ao garoto que tagarelava. — Ele não está mais vindo no colégio também.

— Quer saber, eu já estou cansado disso. — Tate disse colocando a mão dentro do bolso de sua jeans e retirando seu celular. — O que acontecerá daqui pra frente não está mais em minhas mãos. — adiantou ao desbloquear a tela de seu aparelho, logo enviando o contato de Dominik ao moreno à sua frente.

— O que quer dizer com isso? — o loiro já seguia seu caminho para a sala. — Droga. — Aleksander murmurou encarando o número na tela.

*****

— Onde vai tão bem vestida assim? — a mulher revirou os olhos com a pergunta do garoto, já que ele sabia de seu tão esperado encontro.

— Acha que estou bonita? — Dominik simplesmente sorriu de leve. — O que foi, garoto?! Não gostou do sapato?! — Beata encarava os calçados que eram refletidos no espelho.

— Você é linda, mãe. — ela encarou-o pelo reflexo do espelho e sorriu de volta. — Tenho certeza que vai dar tudo certo. Mas tem certeza que não é cedo demais pra isso? — Beata o olhou um tanto furiosa.

— Querido, saiba que não podemos viver nas custas de sua avó para sempre e o dinheiro da venda da casa não durará para sempre. — Dominik encarava sua mãe um tanto confuso, não entendia as intenções da mulher. — E é por isso que consegui conhecer um empresário rico que poderá nos segurar quando formos cair pelo penhasco! — a mulher riu escandalosamente.

 

“Mulheres são incompreensíveis..” Dominik pensou consigo mesmo.

 

— Até parece que irei me apaixonar de novo! — o garoto ficou observando sua mãe sair a passos firmes do quarto. — Volto logo filho, deixei a janta na geladeira! Sua tia e avó saíram! — ouviu os últimos avisos da mesma antes que sua voz evaporasse do local, assim como o som da buzina que soava em frente a casa.  

 

Dominik se dirigiu até seu quarto e se jogou na cama. Fechou seus olhos, que pareciam estar abaixo de um peso enorme até agora. Ficou um bom tempo pensando no que faria da vida, como ajudaria sua mãe, se deveria arrumar um emprego temporário, mas no final, tudo simplesmente se direcionava à uma coisa, ou melhor, a um nome.

 

Abriu seus olhos um tanto entristecido e imaginou como o moreno estaria, se sentia sua falta ou sequer pensava em si.

 

Seu celular vibrou sobre a cômoda ao lado da cama, dirigindo sua atenção ao mesmo. Um mínimo esforço e o aparelho já estava em suas mãos.

 

 

TODAY

19:30 PM


NÚMERO DESCONHECIDO: Oi, Dominik, sou eu, Aleksander. Por favor, podemos conversar?

 

Ficou perplexo ao ler aquele nome e como se algo se acendesse dentro de si, todas memórias que envolviam o moreno, surgiram em sua mente como um estalo repentino e contínuo.

 

Se recompôs ao sentir lágrimas surgirem em seus olhos e desbloqueou novamente o celular, encarando a mensagem um tanto apreensivo. Não fazia ideia do que responder e mal queria fazê-lo.

 

DOMINIK: Oi, Aleksander. O que você quer?

 

Esperou alguns segundos até o moreno responder, enquanto isso, não hesitou em adicionar o número do garoto em seus contatos, sentia um pouco de culpa pesar sobre sua consciência.

 

ALEKSANDER: Por que você sumiu? Está fazendo tudo isso pra me evitar? Dominik, eu imploro, me perdoa. Por favor, me fale onde posso te encontrar para conversarmos.

 

Ao terminar de ler aquela mensagem, Dominik simplesmente despedaçou. A culpa de ter ido embora depois de dizer tudo aquilo ao outro e nem se despedir, despencou sobre si. A vontade de vê-lo, de ouvir sua voz, de sentir seu toque só fez com que começasse a chorar como uma criança.

 

E quem havia provocado aquilo tudo, não era ninguém mais, ninguém menos do que ele mesmo.

 

Criou coragem para teclar a sincera verdade ao moreno e voltar a tentar esquecê-lo, apesar de seu processo ter sido interrompido.

 

DOMINIK: Aleksander, não tem como. Eu me mudei.

 

 

ALEKSANDER: Eu sei, me passa o endereço da sua casa então.

 

 

DOMINIK: Não, Aleksander..não só de casa.De estado, cidade e país. Desculpa, não tem como nos encontrarmos. Até mais então, Aleksander.

 

 

Seu egoísmo acabou falando mais alto. Mexia seus dedos para bloquear o contato mesmo tendo adicionado-o minutos atrás.

 

Antes que pudesse efetuar sucesso ao bloquear o número, seu celular começou a vibrar constantemente, indicando que alguém lhe ligava.

 

Encarou o nome na tela brilhosa e engoliu em seco ao deslizar seu dedo, aceitando a chamada.

 

— Dominik, que porra você fez?! — o moreno exaltou-se do outro lado da linha.

— Apenas o que foi necessário.

— Pra você, não é? — seus lábios ficaram trêmulos e ele tentou se defender, mas não conseguiu abrir a boca. — Por que você foi tão egoísta, Dominik? — ao ouvir a voz falha e entristecida do moreno, sentiu seu coração partir-se novamente.

— Aleksander.. —

— Tudo bem, Dominik. Não vou lhe julgar, você fez o que achou que iria lhe fazer bem, não foi? — pensou em afirmar, mas calou-se pensando em suas intenções; não propositais; egoístas.

 

Um silêncio breve de alguns segundos pairou sobre a ligação.

 

— Seja feliz, Dominik. — Aleksander quebrou o silêncio, encerrando a ligação.

 

O celular apenas escorregou de seus dedos, caindo, junto de miseráveis lágrimas, sobre o colchão macio da cama.

 

Nada poderia estragar seu recomeço, a não ser essa frase dita pelo moreno que ecoará em sua mente até que esteja pronto para superar. 


Notas Finais


aaaaaaa 💔
prometo que o sofrimento vai acabar logo :')

espero q tenham gostado,
volto no feriado de quarta. 💞


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