História Unexpected passion. - Jolari - Capítulo 8


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Categorias João Guilherme Ávila, Larissa Manoela
Visualizações 79
Palavras 2.375
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


não tenho palavras para agradecer os quarenta favoritos, adoro todos vocês!
fiquem com mais um capítulo dessa magnífica história
ignorem os erros

boa leitura, espero que gostem 💛

Capítulo 8 - Chapter eigth: father


Fanfic / Fanfiction Unexpected passion. - Jolari - Capítulo 8 - Chapter eigth: father

 

- João? - não sou o único surpreso. - O que faz aqui? - ele para o carro na minha frente. 


- Eu é que te pergunto. - me levanto. - Veio visitar Mharessa? 


- Ah, meio que sim. - Nicolas coça a nuca. - Veio tentar falar com Larissa? 


- É, tentei mas não consegui. - apoio meu braço no capô do carro. - Ela me expulsou da casa, praticamente. - passo o olho no banco de traz e avisto sacolas de farmácia com diversas fraldas dentro. - Para quem são as fraudas? 

 

Ele não me responde. Como desculpa, diz que esta fechando a rua e tem que estacionar o carro em algum lugar para não atrapalhar a passagem de veículos. Volto a me sentar na calçada, o observando estacionar. 

 


- A irmã de Larissa está grávida. - sua voz sai falhada mas ele prossegue. - Então resolvi ajudar comprando fraudas. 


- Pensei que ela não tivesse mais contato com a família. - cruzo os braço, o encarando. - Nicolas o que você está me escondendo? Para o cara que odeia segredos, você mente muito mal. 


- Eu já disse. A irmã dela está grávida e quis ajudar com as coisas. 


- Me dá essa sacola. - estendo a mão. 


- Para quê? Se quiser usar vai na farmácia e compra uma extra-grande. - ele desvia de mim caminhando em direção à porta da casa. 

 

Vou atrás dele ainda querendo uma explicação. Nicolas tocava na campainha da casa desesperado, parecia não estar mais aguentando a pressão que eu colocava e, suas costas. 

 

- ELA ESTÁ GRÁVIDA. SATISFEITO? - sou tom de voz aumenta e seus olhos ficam esbugalhados, como se ele estivesse carregando um peso de dozentos quilos nas mãos. 


- Grávida? - passo a mão no cabelo, não acreditando. - E quem é o pai dessa criança? 


- É você, João Guilherme. - Larissa abre a porta, respondendo minha pergunta. 


- O quê? - meu coração acelera. Sinto meus batimentos diminuírem em instantes enquanto minhas pernas bambas ficaram encarregadas de segurarem o peso do meu corpo. Minha vista embaça e sinto o choque entre meu tronco e o chão. 


- Desculpa.. - decepcionado, Nicolas passa a mão no cabelo tentando achar a melhor forma de ser desculpado. - Ele estava colocando pressão e eu não estava mais aguentando esconder isso dele.. 


- Você não tem culpa. - ela passa a mão em seu rosto, acariciando fragilmente suas bochechas avermelhadas pelo calor. - Uma hora ele teria que saber. Agora me ajude, vamos levá-lo para o quarto. 

 


Acordo com o som do carro de sorvete anunciando sua chegada na rua com seu megafone. Minha vista ainda estava embaçada mas assim que passo meus dedos em meus olhos, elas começam a voltar ao normal lentamente. 

Reconheço o quarto de Larissa por conta de sua pintura amarela florescente e os quadros de frutas espalhados pela parede. Parece que tive um desmaio no mesmo momento em que descobri que sou pai. Não é tão chocante mas para mim foi uma baita surpresa. Para mim isso não é problema nenhum, quero ser um pai bastante presente na vida de meu filho mas isso depende da mãe, Larissa. 

 

- Sua pressão caiu. - escuto sua voz no meu lado direito. Ela estava sentada na borda da cama com a claridade do sol que batia na janela em seu cabelo. - Melhor não levantar agora, o remédio ainda está fazendo efeito. 

 

Seus olhos não olhavam para mim. Ela estava cabisbaixa, ainda me evitando. 

 

- Quando descobriu que estava grávida? - ajeito o travesseiro que estava em minhas costas. - E.. - paro por instantes reparando sua mão acariciar sua barriga, que ainda estava da mesma forma, magra e achatada. - por quê não me contou? 


- Dois dias depois do seu casamento com Jade, comecei a sentir dores intensas na barriga. No começo eu pensava que fosse cólica mas quando fui ao médico para saber o que estava acontecendo ele pediu para que eu fizesse o teste em uma farmácia. 


- E deu positivo. - passo a mão no rosto demonstrando "desespero". - Você devia ter me contado, Larissa. Se eu sou realmente o pai dessa criança tenho o total direito de saber. 


- Queria mesmo que eu te ligasse no meio da sua lua de mel? Fala sério João Guilherme. - ela se levanta, caminhando até a porta do banheiro. 


- Poderia ter me mando mensagem, ou talvez deixado um bilhete no meu escritório dando a notícia. - me levanto ignorando a ordem dela de ficar deitado. - Por isso que não está mais indo para a empresa? 


- Isso não tem nada haver. Posso muito bem voltar e fingir que o filho é de outra pessoa, até mesmo de Nicolas. - ela se agaicha, procurando algo na gaveta da pia. 


- O quê? - dou uma gargalhada nervosa. - Não pode fingir que tiveram uma noite extremamente perfeita. 


- Tivemos uma noite perfeita. - Larissa se levanta, me encarando com seus sedutores olhos verdes. - Você nem imagina o quanto é bom ficar nos braços dele.. 

 

Sinto uma angustia misturada de ódio em meus braços. Como Nicolas pode ficar com ela na maior cara de pau sabendo o que tivemos? 

 

- Impossível. - sorri junto de uma risada cínica. - Você dormiu com ele? 


- Não é da sua conta. - ela ameaça a de desviar mas seguro seu braço, a impedindo de sair. 


- Responde à pergunta. 


- O que vai mudar na sua vida se eu te dizer que sim? Você é casado. Tem sua vida agora. Então nada do que eu fizer, vai te interessar. - ela sai, me deixando com mais raiva ainda. 

 

Aproveito que Larissa estava distraída com a caixa que havia pegado no armário e vou para sala, pronto para me resolver com Nicolas. Ele estava sentado no sofá olhando para a minúscula tela de seu celular dando um de seus sorriso enjoados que sempre me incomoda. 

Ando com passos largos e rápidos não aguentando mais o ódio acumulado em meus punhos. Fico em seu frente o puxando pela gola de sua camisa. Confuso, pediu para que eu me acalmasse mas a vontade de socá-lo era maior. 

 

- Seu filho da puta. - observo ele cair no chão, limpando o sangue que surgia em seu lábios. - Você me apunhalou pelas costas e ainda por cima escondeu a notícia de que terei um filho! 


- Te apunhalei pelas costas? - ele apoia seu braço no sofá para se levantar. - Você não é nada de Larissa, apenas chefe. Tenho todo o direito de ter e querer algo com ela. Você é casado, não tem o por quê de achar que furei seu olho. 

 

Ignoro sua explicação e continuo batendo nele. Eu e Nicolas nunca brigamos é muito menos somos de briga, mas parece que estávamos enganados. 

 


- PAREM! - Larissa entra em minha frente, encarando nós dois. - Vocês estão ficando malucos? 


- Pelo menos eu não trai ninguém. - murmura e novamente parto para cima. 

 

Na hora em que estávamos brigando um carro da polícia entra na rua para verificar se está tudo correto. Os policiais escutaram os gritos desesperados de Larissa pedindo para pararmos, então bateram na porta para ver o que estava acontecendo. 

Eles nos levaram para à delegacia assim que nos viram no chão. Ela teve que ir junto para depor e esclarecer as coisas, mas tivemos que ficar lá até Jade chegar do trabalho para dizer fatos sobre mim que comprovam que eu não sou um criminoso. 

 

- João.. - minha esposa corre até mim, selando nossos lábios. - O que aconteceu? 


- Os dois estavam se debatendo na casa de Larissa Manoela. - as duas se entreolham. - Seu marido foi o que deu início a briga, por isso lhe chamamos aqui. 


- O que deu em vocês? - pergunta ainda olhando para a amiga. - E o que você estava fazendo na casa dela, João Guilherme? 


- Ele queria ver se eu estava bem. - a própria responde. - Eu ando faltando o trabalho e ele foi lá para saber o que estava acontecendo. - seu olhar se desvia do meu. 


- Depois conversaremos sobre isso. - Jade me encara. - Estou disposta a responder qualquer pergunta, delegado. 


- Por favor, entre. - ele abre a porta de sua sala a qual estava vazia. - Não vamos demorar muito. 

 

Assim que eles entraram, um clima pesado entre nós três surge. Larissa estava sentada ao lado de Nicolas mas não deixava de me olhar. 

De implicância, ele beija sua cabeça logo colocando suas duas mãos algemadas sobre as dela. Eu também estava algemado, então não pude fazer nada, apenas encará-lo. 

 

<...>

 

- Obrigado por vir. - digo enquanto pegava minhas coisas no galpão da delegacia. 


- Eu sou sua esposa, vou estar ao seu lado sempre quando precisar. - ela ajeita seu cabelo. - Agora me responda: por quê saiu da empresa só para ver se sua secretária estava bem? 


- Parece que você realmente a odeia e tudo o que falou em nosso casamento sobre ela para mim era mentira. - seus olhos azuis me encaram. 


- Óbvio que não. Eu gosto dela, só acho que não precisava ir até a residência de Larissa só para ver se ela está bem. Basta mandar uma mensagem ou até mesmo um e-mail. - pego meu celular vendo uma notificação de mensagem de Thomaz, mas ignoro. 


- E por qual motivo vocês brigaram? - minha garganta seca. Não consigo pensar em uma desculpa perfeita para fazê-la querer mudar de assunta. 


- Ah.. - entrelaço nossas mãos e começo a caminhar em direção à saída. - Foi por um motivo bobo, não vale a pena recordar. 


- Tem certeza? Se quiser desabafar saiba que estou aqui. - sinto sua mão se distanciar da minha e se enroscar em meu tronco. Coloco meu braço em volta de seu pescoço aliviado por ela não insistir no assunto. 

 

Ao sairmos da delegacia fomos direto para minha casa. Jade queria assistir um filme de comédia rômantia para nos divertimos um pouco, então foi o que fizemos. 

 

" você sabia que o Léo é.. gay? " 
                                                                                               " fui um dos primeiros a saber "
                                                                                                                                 " por quê? " 
" ele veio até aqui se assumir para mim " 
" eu disse que ainda não me descobri, mas poderíamos tentar " 
" acha que fiz mal? " 
                                                                                                                                          " não " 
                                                                                       " você só irá se descobrir tentando " 
" valeu " 
" iremos voltar para São Paulo amanhã a tarde " 
" nos vemos amanhã, parça " 
                                                                                                               " nos vemos amanhã " 

 

Fico feliz por Thomaz e Léo estarem se dando bem. Eles nunca foram próximos, mas acho que essa iniciativa do Cidade [ Léo ] irá ajudar bastante. 

Jade dormiu em meus braços no meio do filme então decidi levá-la para cama. Hoje o dia foi tão.. cheio de surpresas que não consigo mais para de sussurrar para mim mesmo que serei pai. Eu estou tão feliz e desapontado ao mesmo tempo que acabei adormecendo no meio das minhas reflexões. 

 

- Pare de se mexer! Não estou conseguindo limpar o machucado com você se contorcendo. - exclama se ajeitando no colo de Nicolas. 


- Está ardendo.. - ele aperta sua coxa. 


- Quem mandou provocá-lo. - a mesma revira os olhos terminando de passar algodão com álcool gel no ferimento que estava no queixo do rapaz. - Pronto. - ela coloca as coisas encima da cabeceira ao lado da cama começando a encará-lo. 


- O que foi? - ele passo sua mão sobre o corpo de Larissa. - Você está tensa desde que chegamos da delegacia. Relaxe um pouco. 


- É impossível relaxar depois disso tudo que aconteceu. - ela passa a mão em seu rosto. - Não queria que vocês dois brigassem, eram melhores amigos..


- Por quê não deixamos a conversa para depois? - Nicolas puxa o corpo da garota para mais perto, os deixando colados. - Não vamos perder nosso tempo livre falando de algo que já passou. 

 

Ele sela seus lábios com os dela ainda acariciando seu corpo com suas mãos macias e quentes. Larissa e Nicolas estão "juntos" desde o casamento de Jade com seu chefe. 

Eles não se assumiram para ninguém e muito menos pretendem, mas se for preciso e necessário, eles terão. 

 

<...>

 

Um mês se passou e Larissa finalmente voltou para o trabalho. Sua barriga já está com um pouco de volume mas ainda não chamou a atenção de nenhum dos demais funcionários e colegas de trabalho. 

Todos os dias ela me avisa como está se sentindo: bem, mal, vomitando muito, com bastante enjoo ou até mesmo se sua alimentação está saudável. Não estamos nos falando como antes, o que me faz bastante falta. Nicolas não foi demitido, apenas pedi para que ele ficasse no segundo andar para não nos esbarramos o tempo todo e gerar uma nova discussão. 

 

- Senhor Ávila. - ela surge na porta me observando olhar fixamente para um papel cheio de informações. 


- Diga. 

 

Percebo sua aproximação para perto de minha mesa mas continuo na mesma posição e forma. Larissa estica um envelope amarelo, esperando eu pegar. 

 

- O que é isso? - fito meus olhos nos seus. 


- Abra. - pede dando um passo para trás. 

 

Abro o envelope me deparando com sua sonografia. Um pequeno ser no meio da foto é o que chama mais minha atenção. Meu filho. A emoção de saber que no futuro serei pai é enorme que acabo me despejando em lágrimas. 

 

- Ainda não tem como sabermos o sexo. - diz com um sorriso no canto de sua bochecha. - Mas garanto que será uma linda menina. 


- Ou talvez, um futuro jogador profissional de futebol.  - rimos enquanto limpava meu rosto. - Obrigado por isso. - coloco o envelope encima da mesa. - Tem problema de eu ir na próxima consulta? - pergunto torcendo para receber um sim como resposta. 


- Por mim.. - ela é interrompida quando entram na sala. 


- Consulta? Próxima consulta de quê? - Jade para no meio da sala, nos encarando querendo uma explicação lógica para sua pergunta. 

 


Notas Finais


o que acharam?
comentem opiniões e sugestões
até a próxima! ❣


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