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História Unforgiven (Amor Doce - Universidade) - Capítulo 6


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Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês...
Conseguir terminar esse antes do que previa. Espero que gostem!
Uma boa leitura :)

***Personagens na capa: Castiel e Claire

Capítulo 6 - Coincidência


Fanfic / Fanfiction Unforgiven (Amor Doce - Universidade) - Capítulo 6 - Coincidência

Após a saída de Armin, permanecemos jogando conversa fora e relembrando dos velhos momentos da escola. A insegurança que estava anteriormente sobre eles não me aceitarem mais, foi-se embora e percebi que meus amigos eram realmente únicos e extremamente agradáveis. Quando resolvemos ir embora o Lysandre se ofereceu para me acompanhar até o meu apartamento, para eu não ter que voltar sozinha, pois já estava bastante tarde. Não estava querendo abusar da boa vontade dele e disse que era bem próximo então não haveria problema de eu ir sozinha, mas ele insistiu e eu acabei cedendo. Fomos caminhando e conversando, um ao lado do outro.

- O que você está achando da cidade, depois de tanto tempo longe?

- Ah Lys, é estranho, pois conheço aqui desde pequena. Mas parece que tudo mudou...

- Tanto tempo fora realmente deve lhe dar essa impressão mesmo. A noite foi bem agradável, já fazia tempo que não me divertia tanto. – Ele disse virando-se para mim e me olhando ternamente.

- Sim, foi bem divertida. Fiquei muito feliz de reencontrar todos vocês, não fazia ideia de quanto sentia saudade de um passeio entre amigos, até eu tê-lo. – Eu falei sorrindo e percebi que ele ainda me olhava.

- Você fica ainda mais bonita com esse sorriso no rosto. – Ele comentou.

- O-obrigado! – Fiquei sem graça e sabia que estava ruborizando.

- E você, pensou no que te disse mais cedo? Sobre a viagem? – Ele perguntava curioso, esperando por uma resposta minha.

- Eu ainda não sei Lys, eu posso pensar e te dar uma resposta até amanhã?

- Claro, não quero te pressionar. É que ficaria realmente muito feliz em ter o prazer da sua companhia, e há tantas coisas que queria te mostrar lá. Pensa com calma e quando decidir me fala.

- Tudo bem, te aviso sem falta. – Havíamos chegado em frente ao prédio e disse a ele que era ali que estava morando.

- Então nos despedimos por hoje, mas espero te ver o quanto antes. – Ele disse beijando minha mão fazendo quase uma reverência e comecei a sorrir com seu gesto.

- Você é único Lysandre, é sério! Muito obrigado por me acompanhar. Não sei nem como lhe agradecer. – Falei olhando para ele.

- Só de eu poder passar um pouco mais de tempo com você é suficiente Claire. – Ele falou fixando seu olhar em mim enquanto ainda segurava minha mão. – Posso lhe dar um abraço de despedida?

- É claro, que pergunta! – Falei e ele se aproximou me abraçando suavemente.

Como ele era mais alto que eu meu rosto ficou contra seu peito, e percebi que ele abaixou seu rosto ao ponto de afundá-lo em meus cabelos, chegando próximo ao meu pescoço. Um arrepio correu meu corpo.

- Obrigado por estar de volta! Você não sabe o quanto senti sua falta. – Ele disse baixinho e apertou o abraço.

- É bom estar de volta. – Respondi também baixinho e ele voltou seu rosto ao meu me olhando profundamente, com seus lindos pares bicolores. Ele iria dizer algo mas foi interrompido por uma manobra brusca de uma moto que estava estacionando bem próximo a nós.

Acabei me afastando dele com o susto provocado por ela. Com isso ele ficou mais sério, me desejou uma boa noite, eu lhe agradeci novamente por me acompanhar e ele partiu. Foi andando rapidamente e logo o perdi de vista. Fiquei um tempo ainda ali observando, pensando se fiz algo de errado ou se era só paranoia da minha cabeça. Quando virei para entrar para o hall de entrada percebi que o motoqueiro estava vindo em direção ao prédio e resolvi me apressar. Vendo meu desespero ele retirou o capacete, deixando cair em seus ombros os fios vermelhos que eu tanto lembrava. Não estava acreditando no que via, era o Castiel, aqui... Eu não sabia o que fazer.

- Claire? Você... tá diferente. – Ele me olhou inicialmente surpreso e parou encarando meu rosto, agora com um semblante de irritação. – Como descobriu aonde eu estava morando, se não contei a ninguém? E por sinal o que faz aqui? Você voltou a morar aqui na cidade?

- O-oi Cass... – Ele semicerrou os olhos, quando falei o apelido que o chamava. – Me desculpe. – Virei o rosto, percebendo meu erro. Nós éramos estranhos agora, por que eu fui chama-lo assim? Encarei ele e resolvi respondê-lo. – Sim, eu voltei para a cidade. Mas, sobre a sua primeira pergunta, eu nem fazia ideia que você estava por aqui. Vim aqui pois eu estou morando neste prédio.

- O que? Você está morando neste prédio? Você está brincando comigo ou isso é sério mesmo? – Ele estava confuso, dava para perceber.

- Estou falando sério Castiel. E porque eu iria brincar com isso? Você sabe que eu nunca iria ficar atrás de você, igual uma ex louca. – Balancei a cabeça em negativa, chateada. Ele realmente achava isso? – Eu respeitei sua decisão quando quis terminar, me magoei muito neste processo e sei que você também. Então é óbvio que não ia ficar cutucando a ferida e nos magoando ainda mais.

Ele me encarava, parecendo não processar o que eu dizia. Estava começando a ficar irritada por ele simplesmente me ignorar, mas seus olhos cinzas me prendiam ali. Ele estava tão próximo, conseguia sentir seu perfume, o mesmo aroma que o que eu lhe dei no primeiro dia dos namorados que comemoramos juntos. Amadeirado e forte.

- Se quiser, podemos fingir que nem nos conhecemos. Só te digo que não irei mudar por sua causa, infelizmente se eu quebrar meu contrato agora eu vou ter que pagar multa e... – Ele me interrompeu com um beijo. Um beijo surpresa, roubado. E ao invés de me afastar eu o correspondi, intensificando o que ele havia começado. Nossas bocas estavam se redescobrindo, como se aquilo fosse natural e não tivéssemos controle. Ele tinha largado seu capacete e estava agora segurando fortemente minha cintura com uma mão e a outra ele levava ao meu pescoço, me deixando colada a ele quase em um abraço. Eu já tinha perdido o controle, e havia passado meus dois braços envolvendo o seu pescoço, ele era como um imã, me atraindo cada vez mais para ele. Paramos quando já estava difícil para respirar, mas ele finalizou mordendo levemente meu lábio inferior, como me lembrava e lentamente se afastou. Me tirando de seus braços.

- É garotinha, ainda te deixo sem ar. – Ele disse petulante mirando-me com malícia. – Algumas coisas nunca mudam. – Ele apontava para meu rosto, que estava ruborizando e exibia seu sorriso de canto que eu tanto amei.

- Eu...eu... – Abaixei o olhar para o piso, constrangida.

- Você não parava de falar, eu não estava conseguindo pensar com você falando tanto, e isso acabou me fazendo agir no impulso. Me desculpe, eu nem sei por que fiz isso. – Ele dizia dando de ombros, como se fosse normal sair beijando as pessoas para elas se calarem.

- Pense o quanto quiser, você acha que um beijo compra meu silêncio agora?

Falei ríspida, indignada com sua desculpa e fui saindo rumo ao elevador. Eu estava chateada, essa era a verdade. Eu não esperava um beijo dele e recebi, e ainda correspondi, para piorar a situação. Não ia ficar ali levando desaforo dele como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.

- Claire, não vai embora! – Ele corria, vendo que eu já estava entrando no elevador. Corri, apertei o 7 e em seguida apertei o botão para a porta fechar. Consegui e ela estava fechando antes dele alcançá-la, mas não antes de eu ver um Castiel arfando, e por incrível que pareça não estava irritado, parecia feliz. Agora quem estava precisando de por a cabeça em ordem era eu, porque ele tinha que me desestabilizar desta forma? Meu corpo estava eletrizado devido ao nosso beijo, mas eu estava exausta devido ao dia cheio, só queria minha cama. O melhor a fazer era ter um descanso merecido.

Assim que a porta do elevador abriu fui rumo ao meu apartamento. Notei logo que entrei que Yeleen deveria estar lá, pois a TV na sala estava ligada e havia alguns cadernos no sofá. A porta do banheiro estava fechada, então preferi ir direto ao meu quarto e tranquei a porta, pois todo cuidado era pouco com ela, preferia não arriscar. Me troquei e deitei na cama pensando em tudo que tinha acontecido, acabei adormecendo logo em seguida.

A noite foi turbulenta, notei pois acordei com uma dor de cabeça insuportável. Parte era devido ao consumo de mojitos, que para mim já foi muito e também devido aos sonhos com um ruivo em questão. Tentei ignorar as lembranças daquele sonho, mas elas vinham como flashbacks enquanto arrumava minha cama.

O sonho... começou comigo e o Lysandre, estávamos rindo e bebendo no porão da Sweet Amoris, era um dos pós-ensaios da banda dele, do Castiel e do Nathaniel. Eu sabia pois os instrumentos estavam lá mas os outros meninos não, eles haviam saído para comprar mais bebida e trazer o restante do pessoal. Depois me lembro do Castiel voltar com nossos amigos, mas ele me puxou para um canto, o que deixou o Lys bastante incomodado e meio deslocado. Fui repreendê-lo mas ele me abraçou pela cintura rindo e me dizendo o quanto eu ficava bonita irritada e neste momento vi o Lysandre sair de lá cabisbaixo. Eu queria estar com Castiel, ele era quem eu amava, mas porque me sentia tão triste de ver o Lysandre daquela forma? 

- Cass... – Olhei para ele e lhe abracei. Sentia seu cheiro e meu corpo pedia por ele. – Você sabe porque ele saiu daquela forma? – Tinha indicado a porta com a cabeça e ele entendeu que se tratava do seu melhor amigo.

- Não sei minha pequena. – Ele me aninhava eu seu peito. – Ele deve estar com algum problema e com certeza não vai nos falar, então deixa isso para lá e vem aqui. – Ele tocou meu queixo levantando ele e me deu um beijo. Escutamos risadinhas das meninas e alguns dos meninos reclamarem. Senti que ele sorria, e só curtimos o momento.

- Eu te amo Cass, não importa o que aconteça eu sempre irei te amar... – Eu dizia enquanto o abraçava.

- Eu sei. – Ele ria, exibido. E me soltei de seu abraço para enchê-lo de cosquinhas, sabia exatamente seu ponto fraco, e ele se rendeu já chorando de tanto rir.

- O que você disse? – Perguntava ameaçando-o para mais uma seção. Mas ele foi mais rápido e me pegou. Acabando presa em minha própria armadilha tive que me render. – Ok, ok, eu me rendo.

- Só vou te soltar se você me prometer um prêmio.

- O que você quer Castiel? – Ele me olhava com aquela cara de que era algo mais que um beijo.

- Vou te dar uma dica. – Ele disse baixinho, inclinando seu rosto rumo ao meu pescoço. Senti o roçar dos seus lábios passar pela minha clavícula, depois pelo meu pescoço e por fim a minha orelha. Ele mordiscava ela me causando arrepios em todo o corpo. – Você também quer isso Claire, eu sinto que me deseja como eu te desejo. – Ele falava em seu tom meio rouco. – Eu te amo, como nunca amei ninguém. Seja minha, é o que te peço.

Não era um sonho, era uma lembrança, agora que a encarei lembro perfeitamente da cena na época. A presença de Castiel estava viva em mim novamente e tudo que eu havia lutado para guardar estava a tona de novo. Mas valia a pena relembrar estes pequenos momentos? Não seria melhor eu enterrá-los a fundo já que não sabia o que esperar dele?

Decidi me concentrar em outras coisas, tinha decidido ter uma manhã tranquila e de preferência curtindo um bom livro aproveitando meu fim de férias. Mas não ia ficar enfiada neste apartamento sabendo do risco de trombar com minha colega aborrecida a qualquer instante. Então separei uma manta, um bom livro, peguei minha mochila e uns biscoitos e fui rumo ao parque que via da minha janela.

O dia estava incrível, e eu achei o local perfeito para estender minha manta. Era em uma sombra de um carvalho que ficava bem no centro do parque. Ficava próximo a uma lago então a temperatura estava bastante agradável e os ipês rosa estavam floridos dando um charme ao local. Estendi a manta e me deitei já com o livro na mão. Fiquei durante um bom tempo concentrada lendo e quando fui olhar já tinha devorado metade do livro. Resolvi dar uma pausa e sentei um pouco apreciando a vista.

Havia um casal passeando com suas duas filhas, uma implicando com a outra. Eles estavam próximo a ponte decorativa que lembrava muito as de jardins japoneses, devido a sua cor e formato arredondado. As meninas brincavam subindo no guarda corpo de madeira enquanto os pais estavam distraídos conversando, fiquei observando a cena até que percebi que a menor pisou em falso e acabou caindo na água.

Levantei desesperada, mas um rapaz moreno que não tinha reparado que corria por ali estava mais próximo e se atirou a água para resgatá-la imediatamente. Foi só ai que o casal reparou que sua criança estava na água, e enquanto a mãe acalentava a mais velha dizendo que tudo ia ficar bem o pai descia aonde o jovem rapaz saia da água e entregava a criança assustada a ele.

Não tinha reparado que pelo impulso da situação me aproximei deles, e só percebi pois ele se virou na minha direção com uma expressão de surpreso.

- Claire! Nossa, quanto tempo...

- Olá Kentim.

***


Notas Finais


Espero que estejam gostando...opiniões e críticas construtivas são sempre bem vindas.
Um abraço a todos!!! Até o próximo capítulo :)


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